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Blog d'espiritismo _ A verdade

Não há, pois, como considerar Cristão, alguém que não crê no sacrifício que o Deus Vivo fez por nós. Desta forma, como filhos de Deus , devemos tomar cuidado com seitas que se dizem Cristãs, mas que são a mais pura deturpação da verdade.

Blog d'espiritismo _ A verdade

Não há, pois, como considerar Cristão, alguém que não crê no sacrifício que o Deus Vivo fez por nós. Desta forma, como filhos de Deus , devemos tomar cuidado com seitas que se dizem Cristãs, mas que são a mais pura deturpação da verdade.

Devemos amar ou temer?

PERGUNTA

Segundo Deuteronómio 6:5 e Mateus 22:37, nós temos que amar Deus. Todavia, segundo Deuteronómio 6:13 e I Pedro 2:17, nós temos que temer Deus. Então, em que ficamos? Devemos amar ou temer?
Será que a Bíblia se contradiz?

 

RESPOSTA

De facto, a Bíblia diz para amar e temer Deus. Diz ainda para andarmos em temor (I Pedro 1:17). Porém, eu acredito que “amar” e “temer” não são dois verbos incompatíveis, mas que ambos poderão ser conjugados pelas mesmas pessoas e no sentido correcto.

Consultando o Dicionário da Porto Editora, 5ª edição, encontrei sinónimos com alguma convergência ou até repetidos na definição dos três vocábulos em apreço.
Eis os mesmos:

AMAR: ter amor a; gostar de; desejar; estimar; apreciar; ter devoção por; preferir; estar apaixonado.

TEMER: Ter susto ou temor de; recear; respeitar; reverenciar.

TEMOR: Receio do que nos pode causar dano, se vier a acontecer; medo; susto; zelo; devoção; reverência profunda; rigoroso cumprimento.

 

Se repararmos nos últimos sinónimos das três palavras, encontramos uma certa convergência e compatibilidade entre eles; até encontramos alguns repetidos.

Ao contrário do que algumas pessoas pensam, amar não pressupõe excesso de à-vontade, abuso de confiança, descuido, negligência, desconsideração, desrespeito ou falta de atenção. Até mesmo aqui na Terra, entre seres humanos, o amor deveria ser acompanhado de atenção, respeito e consideração! No que se refere ao Senhor nosso Deus, Criador do Céu e da Terra, além de todas as formas de vida… então esse amor deverá ser com muita reverência, respeito e temor.

Analisemos, então, a razão das duas palavras em causa, ou seja, dos dois verbos, “amar” e “temer”. Comecemos por este último. Haverá razões para temer Deus? Naturalmente que sim! Ele é o Criador de tudo, Todo-Poderoso, muito maior do que nós. Se, às vezes, tememos certas pessoas que podem matar-nos, muito mais devemos temer Aquele que, além de nos poder tirar a vida física poderá também lançar a nossa alma no inferno!

Todos os humanos deverão temer Deus; até mesmo aqueles que não O seguem.

E os que não acreditam na Sua existência deverão ter cuidado com aquilo que dizem e fazem. Não deverão brincar
nem gozar com o assunto. Muito menos insultar Aquele que julgam não existir, como se viu e ouviu na TV ainda há poucos anos.

Constitui um paradoxo insultar alguém que não existe ou se pensa não existir. Todavia, pior do que paradoxal, é um enorme pecado insultar o Criador, brincar ou gozar com Ele!

Haverá motivos para amar Deus?
Certamente que sim! Se Ele nos deu a vida e ainda a mantém… se nos concede o pão de cada dia… a água que bebemos e o ar que respiramos… há motivos para O amarmos. Ainda há pouco tempo, um amigo perguntava: “Já viram, se tivéssemos de pagar o ar
que respiramos?”

Se alguém nos ama, devemos corresponder. E o amor de Deus é muito profundo. Para além de muitas coisas, Ele deu-nos o Seu Filho Amado, Jesus Cristo, que “veio buscar e salvar o que se havia perdido”. Jesus morreu a seu tempo por nós, sendo nós ainda pecadores. Ao morrer na cruz do Calvário, Jesus pagou com sangue inocente os pecados e dívidas de todos os transgressores, entre os quais eu me
encontrava.

Há motivos para temer e para amar.
Naturalmente que depois de aceitar Jesus como Salvador, o homem já não tem motivos para andar assustado, a tremer por todos os lados, mas para amá-Lo com todo o seu entendimento e ter sempre presente que deve respeitar o Senhor. Não facilitar em coisa alguma, pensando que, por ser filho de Deus, já pode dizer e fazer o que lhe apetece.

No passado, alguns portugueses filiavam-se na União Nacional para estarem suficientemente protegidos quando dissessem mal do Dr. Salazar, negligenciassem ou facilitassem em alguma área. Às vezes, parecia que apenas os inscritos na U. N. falavam à vontade, pois os
outros tinham medo. Que não aconteça assim connosco. Estamos filiados na Igreja do Senhor Jesus para O servir da melhor maneira e nunca facilitarmos, deixando de O temer!

Com o nosso Deus deverá haver sempre o máximo de respeito. Não convém descuidar nem facilitar com este maravilhoso Amigo! Devemos temer diante do Todo-Poderoso. Não estar demasiadamente à vontade nas Igrejas e, muito menos, nos púlpitos. Fico perplexo
com o comportamento de certos líderes de movimentos heréticos ou periféricos nas tribunas, seja em campanhas ou até na TV. Até me arrepio com a maneira deles se dirigirem a Deus e como falam d’Ele. Em contrapartida admiro aqueles que temem quando sobem a um púlpito para pregarem a Palavra de Deus, mesmo ao fim de milhares de pregações!

No Salmo 128 diz o seguinte: “Bem-aventurado aquele que teme o Senhor e anda nos Seus caminhos” (Sl 128:1). Começamos por temer, somos, então, muito abençoados, continuamos a amar, mas nunca deixando de estar em temor na Sua presença.

 

Concluindo: “Amar” e “temer” não são verbos antagónicos nem incompatíveis, mas podem conjugar-se perfeitamente.
Temos muitos motivos para temer Deus e grandes razões para O amar. Se as crianças devem temer e amar o seu pai terreno, todos nós devemos temer e amar o nosso Pai Celestial!

 

Agostinho Soares dos Santos