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Blog d'espiritismo _ A verdade

Não há, pois, como considerar Cristão, alguém que não crê no sacrifício que o Deus Vivo fez por nós. Desta forma, como filhos de Deus , devemos tomar cuidado com seitas que se dizem Cristãs, mas que são a mais pura deturpação da verdade.

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Não há, pois, como considerar Cristão, alguém que não crê no sacrifício que o Deus Vivo fez por nós. Desta forma, como filhos de Deus , devemos tomar cuidado com seitas que se dizem Cristãs, mas que são a mais pura deturpação da verdade.

A RESSURREIÇÃO DE JESUS

Há muitas pessoas que acham que: Espiritismo kardecista e Cristianismo são a mesma coisa.

Como veremos no decorrer deste post, É impossível encontrarmos, à luz da Palavra de Deus, algo que possa conciliar Cristianismo e Espiritismo.
Porque será que Kardec e seus seguidores insistem em dizer-se cristãos? Para enganar quem? A si mesmos?

Deveria surpreender qualquer leitor das obras espíritas o facto de Allan Kardec não ter feito qualquer menção à ressurreição de Jesus, no livro “O Evangelho Segundo o Espiritismo”.

Sendo que a ressurreição de Jesus é a doutrina fundamental do Cristianismo como pode Kardec dizer-se seguidor de Cristo e negar aquilo que O torna Único?.

Se Ele não tivesse ressurgido dos mortos, se não tivesse ressuscitado, então não seria o Messias prometido, e Suas palavras não teriam nenhum sentido.

Numa outra obra literária de Kardec, o Livro dos Espíritos, os “espíritos” nada dizem a respeito desse assunto importantíssimo, a razão de ser do Cristianismo, a ressurreição do Senhor Jesus.

O codificador da doutrina espírita manifesta sua incrédulidade quanto à possibilidade de um corpo morto voltar à vida, quando declara que ...”a ressurreição dá idéia de voltar à vida o corpo que já está morto, o que a Ciência demonstra ser materialmente impossível, sobretudo quando os elementos desse corpo já se acham desde muito tempo dispersos e absorvidos” (E.S.E. cap. IV, item 4). Com essas palavras Kardec e a doutina que ele criou, o Espiritismo, descarta a possibilidade da ressurreição de Jesus revelando-se anti-cristã.
O Espiritismo que muitos afirmam ser Cristão ou Kardecista deveria aceitar como verdadeiras, por óbvias razões, todas as palavras de Jesus.

O próprio Kardec ao dizer que Jesus foi a Segunda Revelação de Deus; que foi um Espírito Puro, que veio à terra com a missão divina de ensinar aos homens, contradiz-se ao não reconhecer todas as palavras de Jesus como verdadeiras.

A virtudes e títulos que Kardec reconheceu a Jesus, colocam o Senhor numa condição de insuspeito em tudo aquilo que nos revelou.

Amado espírita ou simpatizante das doutrinas de Kardec, neste momento, ore, e peça ao Senhor Jesus que Se revele ao seu coração! 

Veja o que Jesus e os evangelistas disseram sobre o assunto, não há luz da doutrina espírita, mas à luz da humildade e simplicidade de quem procura relacionar-se com o Criador e tem profundo desejo de ter um relacionamento de intimidade com Jesus Cristo:

“Mas, depois de eu ressuscitar, irei adiante de vós para a Galiléia” (palavras de Jesus, Mateus 26.32).

“Desde então, começou Jesus a mostrar aos seus discípulos que convinha ir a Jerusalém, e padecer muito às mãos dos anciãos, e dos principais dos sacerdotes, e dos escribas, e ser morto, e ressuscitar ao terceiro dia” (palavras do evangelista, Mateus 16.21).

“E o entregarão aos gentios para que dele escarneçam, e o açoitem, e crucifiquem, e ao terceiro dia ressuscitará” (palavras de Jesus, Mateus 20.19).

“Derribai este templo, e em três dias o levantarei” (palavras de Jesus, João 2.19).

"Quando, pois, ressuscitou dos mortos, os seus discípulos lembraram-se de que lhes dissera isso” (palavras de João 2.22).

“Ele não está aqui, porque já ressuscitou, como tinha dito. Vinde e vede o lugar onde o Senhor jazia. Ide, pois, imediatamente, e dizei aos seus discípulos que já ressuscitou dos mortos" (palavras de Mateus 28.6-7).

Além desses registos, muitos outros, comprovam a predição e o cumprimento da ressurreição de Jesus, outras passagens mostram que Jesus Cristo falou sobre uma futura ressurreição:

“Os que fizeram o bem sairão [dos sepulcros] para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal, para a ressurreição da condenação” (João 5.28-29; 6.39-40,44,54).

A Ressurreição coletiva ensinada por Jesus é detalhada por Paulo em 1 Tessalonicenses 4.16:

“Os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro”(1Coríntios 15.23); e em Apocalipse 20.4-5, 12-13, o ensino de Jesus Cristo fala claramente da ressurreição coletiva, e também da realidade do Juízo. Em nenhum momento Jesus ensinou sobre a possibilidade de haver reencarnação. O ensino de Cristo acerca deste assunto (reencarnação)  está sintetizado em Hebreus 9.27: “E, como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disso, o juízo, assim também Cristo, oferecendo-se uma vez, para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para a salvação”.

No livro O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo VI-5, Kardec registrou as palavras de um “espírito”, que diz ser Jesus, nos seguintes termos:

“Venho, como outrora aos transviados filhos de Israel, trazer-vos a verdade e dissipar as trevas. Escutai-me. O Espiritismo, como o fez antigamente a minha palavra, tem de lembrar aos incrédulos que acima deles reina a imutável verdade: o Deus bom, o Deus grande, que faz germinem as plantas e se levantem as ondas. Revelei a doutrina divinal... Mas, ingratos, os homens afastaram-se do caminho reto e largo que conduz ao reino de meu Pai e enveredaram pelas ásperas sendas da impiedade. Meu Pai não quer aniquilar a raça humana; quer que, ajudando-vos uns aos outros, mortos e vivos, isto é, mortos segundo a carne, porquanto não existe a morte, vos socorrais mutuamente, e que se faça ouvir não mais a voz dos profetas e dos apóstolos, mas a dos que já não vivem na Terra, a clamar: Orai e crede! Pois que A MORTE É A RESSURREIÇÃO, sendo a vida a prova buscada e durante a qual as virtudes que houverdes cultivado crescerão e se desenvolverão como o cedro... Espíritas! Amai-vos, este o primeiro ensinamento; instruí-vos, este o segundo. No Cristianismo encontram-se todas as verdades; são de origem humana os erros que nele se enraizaram. Eis que do além-túmulo, que julgáveis o nada, vozes vos clamam: (O Espírito de Verdade – Paris, 1860)”.

Esse “Jesus” do Espiritismo trouxe uma palavra completamente diferente do Jesus bíblico.

Vejamos:
a) Jesus disse que viria com todos os santos anjos para julgar. Os condenados seriam enviados para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos (Mateus 25.31,32,41). O “Jesus de Kardec" disse que: “meu Pai não quer aniquilar a raça humana”.

É claro. Deus não deseja a condenação de ninguém, mas fará justiça segundo a Sua Palavra.

b) O Jesus da Bíblia ensinou-nos na história do rico e Lázaro que os mortos não podem ajudar os vivos (Lucas 19.19-31). O “Jesus de Kardec" exorta mortos e vivos a uma mútua ajuda para se enquadrar nas ideias e conceitos Kardecistas.

c) O “Jesus de Kardec" pede a todos para não darem ouvidos à voz dos profetas e dos apóstolos, e sim à voz dos mortos (demónios). Muito conveniente este "Jesus" que "falou" com o codificador espírita... conveniente para Kardec, claro!

O Jesus bíblico, pela história de rico e Lázaro, ensina que devemos ouvir Moisés e os profetas, ou seja, a Palavra de Deus (Lucas 16.29). Já ressuscitado, Jesus recomendou que o Seu evangelho (Boas Novas da Salvação ou Novo Testamento) fosse pregado em todo o mundo (Mateus 24.14).

d) O “Jesus de Kardec" declara que a morte é a ressurreição, tentando com isso afirmar que “com a morte do corpo, o Espírito liberta-se para o plano espiritual”, o que significaria uma ressurreição.

O Jesus bíblico afirmou que a verdadeira ressurreição, quando os salvos receberem um corpo transformado, se dará num momento futuro, e não logo após a morte: “Pois vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua [a de Jesus] voz e sairão” (João 5.28).

Aqui Jesus fala de ressurreição corporal, idêntica à dEle. Ressurreição não é, como entendem os espíritas, a libertação do espírito. Se assim fosse, cada um teria sua ressurreição individual. Jesus afirmou que haverá um dia determinado para a ressurreição (João 5.25; 6.44,54; 1 Ts 4.16-17).

e) O “Jesus de Kardec" falou de dois mandamentos:

(a) Os espíritas deverão amar uns aos outros; e (b) todos devem adquirir conhecimento.

O Jesus bíblico citou mandamentos diferentes: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento; amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mateus 22.37-40).f)

O “Jesus” de Kardec disse que o caminho que conduz ao reino de Deus é “reto e largo”. O Jesus da Bíblia disse que “estreita é a porta e apertado o caminho que conduz para a vida” (Mateus 7.14).

É evidente que  Kardec arranjou um "Jesus" sob medida para a doutrina da reencarnação... o caminho indicado pelo Espiritismo é largo, folgado, sem dificuldades!

Sem pecado, sem inferno, sem juízo final, sem necessidade de perdão, todos atingirão a plenitude, o clímax, a perfeição, mediante sucessivas reencarnações, bastando para isso fazerem "boas obras".

Os kardecistas, na ansia de buscarem na Bíblia passagens que legitimem a crença reencarnacionista, citam a 1ª Carta de Paulo aos Coríntios 15.50:

E agora digo isto, irmãos, que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus...”.

Com isso, tentam convencer que não pode haver ressurreição corporal. Acontece que fecham a Bíblia muito cedo e não lêem o versículo seguinte em que Paulo diz que “todos seremos transformados”. E tudo isso é um mistério como bem diz o autor da epístola. Mas a Bíblia permite-nos avançar um pouco.

A ressurreição é do corpo. Espírito não ressuscita porque tem vida eterna.

Ressurgir significa tornar a surgir. Não se pode empregar este termo com relação aos espíritos humanos, que não morrem. Retornando ao mistério, os mortos em Cristo ressucitarão porém num corpo transformado; um corpo glorioso, poderoso, espiritual, adequado às regiões celestiais. O corpo será o mesmo que desceu à terra, porém revestido de incorruptibilidade, de imortalidade. Daí haver Paulo dito: “os mortos ressuscitarão incorruptíveis” (1 Coríntios 15.52).

São os mortos que ressuscitarão, os corpos, e não os espíritos. A ressurreição dos crentes será a grande vitória sobre a morte. Assim como Cristo venceu a morte, nós, com Ele, venceremos (1 Coríntios 15.54; Hebreus 22.14).

Quando a Bíblia fala em ressurreição dos mortos refere-se à ressurreição corporal destes. Vejam:

 “Assim também será a ressurreição dos mortos. Semeia-se o corpo em corrupção, ressuscitará em incorrupção. Semeia-se em ignomínia, ressuscitará em glória. Semeia-seem fraqueza, ressuscitará com vigor” (1 Cor'intios 15.42-43). Mais uma vez temos aqui a evidência da transformação “dos corpos”.

Com relação ao aparecimento corporal de Jesus pós-ressurreição, o Espiritismo atribui o evento à ectoplasmia, ou seja, a capacidade que tem o espírito de materializar-se; e citam como prova Mateus 27.52-53.

Nada mais fantasioso e mentiroso do que esse argumento.

A passagem apresentada como prova é um prenúncio da ressurreição coletiva dos crentes, quando da vinda de Jesus. Lê-se, ali, que os mortos saíram dos sepulcros logo após a ressurreição de Jesus. Se considerada a hipótese de materializações ou de perispíritos, não haveria necessidade de os corpos reviverem, porque as materializações se processariam independentes do corpo morto.

Outra dificuldade do Espiritismo Kardecista é quanto ao desaparecimento do corpo de Jesus. Onde está Seu corpo?

O sepulcro onde O puseram estava fortemente guardado, segundo a Escritura do Novo Testamento (Mateus 27.64-66). A ninguém interessava roubar o corpo de Jesus; nem aos seus discípulos, fracos, perseguidos e desanimados; nem aos seus inimigos, temerosos de que o corpo desaparecesse (Mateus 27.64).

Entenda-se que a redenção em Jesus não se limita ao espírito recriado. Deus deseja que seu plano de redenção alcance todo o homem, assim compreendido corpo, alma, espírito. Vejam: “E, se o Espírito daquele que dos mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dos mortos ressuscitou a Cristo também vivificará o vosso corpo mortal, pelo Espírito que em nós habita” (Romanos 8.11); ...”e também nós mesmos, esperando a adopção, a saber, a redenção do nosso corpo” (Romanos 8.23).A trasladação de Enoque (Gênesis 5.24; Hebreus 11.5) e Elias (2 Reis 2.11) confirma a possibilidade da ressurreição corporal.

O mais sensato e realmente cristão, porque é a verdade, é admitirmos que Jesus ressuscitou corporalmente ao 3º dia, apareceu a centenas de pessoas, e virá em glória, uma segunda vez, para arrebatar a Sua Igreja.

Nesta ocasião, haverá uma ressurreição coletiva dos salvos, segundo a Escritura (1 Tessanolissences 4.16-17).

No final dos tempos, após o Seu reinado de mil anos, os ímpios também ressuscitarão, colectivamente, para receberem a condenação eterna (Apocalipse 20.5).



Este texto faz parte do site "Ministério acacp", mas tem algumas alterações feitas por mim.

 

 

 

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