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Blog d'espiritismo _ A verdade

Não há, pois, como considerar Cristão, alguém que não crê no sacrifício que o Deus Vivo fez por nós. Desta forma, como filhos de Deus , devemos tomar cuidado com seitas que se dizem Cristãs, mas que são a mais pura deturpação da verdade.

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Não há, pois, como considerar Cristão, alguém que não crê no sacrifício que o Deus Vivo fez por nós. Desta forma, como filhos de Deus , devemos tomar cuidado com seitas que se dizem Cristãs, mas que são a mais pura deturpação da verdade.

Declarações indiretas de Jesus quanto a ser Deus

 Além dessas declarações diretas afirmando ser Deus, Jesus fez várias outras declarações que claramente deixavam implícito que ele era Deus:

 Jesus orou, dizendo: "E agora, Pai, glorifica-me junto a ti, com a glória que eu tinha contigo antes que o mundo existisse" (]o 17.5). Mas o AT diz que existe apenas um único Deus (Dt 6.4; Is 45.55), e Deus diz: "Não darei a outro a minha glória" (Is 42.8).

 

 Ele declarou: "Eu sou o Primeiro e o Último" (Ap 1.17) — exactamente as mesmas palavras usadas por Deus para referir-se a si mesmo em Isaías 44.6.

 

 Ele disse: "Eu sou o bom pastor" (]o 10.11); mas o AT diz "O SENHOR é o meu pastor" (Sl 23.1). Além do mais, Deus diz: "Assim como o pastor busca as ovelhas dispersas quando está cuidando do rebanho, também tomarei conta das minhas ovelhas" (Ez 34.12).

 

 Jesus afirmou ser o juiz de todas as pessoas (Mt 25.315; Jo 5.27); mas Joel apresenta Deus dizendo: " ... me assentarei para julgar todas as nações vizinhas" (]oel 3.12).

 

 Jesus disse: "Eu sou a luz do mundo. Quem me segue, nunca andará em trevas, mas terá a luz da vida" (Jo 8.12). Mas o salmista declara "O SENHOR é a minha luz" (5127.1).

 

 Jesus declarou: "Pois, da mesma forma que o Pai ressuscita os mortos e lhes dá vida, o Filho também dá vida a quem ele quer" (Jo 5.21). Mas o AT ensina claramente que somente Deus é o doador da vida (Dt 32.39; 15m 2.6), aquele que levanta dos mortos (Is 26.19; Dn 12.2; Jó 19.25) e o único juiz (Dt 32.35; JI3.12).

 

 Jesus insistiu: "Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim" (Jo 14.6).

 

Jesus também declarou a sua divindade de maneira implícita por meio de parábolas. Em várias de suas parábolas, Ele mostra-Se a si mesmo no papel de Deus. Por exemplo:

 

 Ao responder à reclamação dos fariseus de que estava recebendo pecadores e comendo com eles (Lc 15.2), Jesus conta três parábolas: da ovelha perdida, da dracma perdida e do filho perdido (Lc 15.4-32). A implicação é que Jesus está fazendo aquilo que o AT diz que Deus faz: ele é o pastor que sai e encontra aquilo que está perdido e um pai perdoador que dá as boas-vindas aos pecadores arrependidos (Ez 34.11). Consequentemente, os fariseus são representados pelo filho mais velho que reclama na parábola do filho pródigo. Os fariseus, assim como o filho mais velho, erradamente pensam que merecem os presentes do pai por causa das suas boas obras. Desse modo, essa parábola não apenas afirma a divindade de Cristo, mas também ensina que a salvação é um dom gratuito que não pode ser comprado, mas apenas aceito.

 

 Em Mateus 19.28-30, Jesus declara que ele — o "Filho do homem" reinará do trono glorioso de Israel na renovação de todas as coisas e que os seus seguidores reinarão com ele. Logo a seguir, ensina a parábola dos trabalhadores na vinha (Mt 20.1-16). É a parábola na qual o Reino de Deus é representado por uma vinha cujo proprietário também é empregador. O empregador paga a todos os trabalhadores igualmente, independentemente do tempo trabalhado, comunicando dessa maneira que a graça de Deus não se baseia em algum tipo de mérito como duração do serviço ("os últimos serão primeiros, e os primeiros serão últimos"). Jesus é representado pelo empregador que possui a vinha e que dispensa a graça livremente. Isso iguala-O a Deus porque, no AT, Deus é o dono da vinha (Isaías 5.1-7). (Como vimos, o seu uso da expressão "Filho do homem" também é uma afirmação de deidade).

 

 Jesus refere-se a si mesmo como o "noivo" em diversas ocasiões (Mc 2.19; Mt 9.15; 25.1; Lc 5.34), até mesmo na parábola das virgens (Mt 25.1-13). Uma vez que o AT identifica Deus como noivo (Is 62.5; Os 2.16), Jesus está a igualar-se a Deus. 

 

Existem vários outros exemplos de afirmações implícitas que Jesus faz sobre a sua divindade por meio das parábolas. Não temos espaço para abordar todas elas aqui, mas Philip B. Payne conclui:

«Das 52 parábolas narrativas de Jesus registadas, 20 retratam-No por meio de imagens que o AT tipicamente usa para referir-se a Deus".»

 

Do livro: "Não tenho fé suficiente para ser ateu"

Págs. 253-255

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