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Blog d'espiritismo _ A verdade

Não há, pois, como considerar Cristão, alguém que não crê no sacrifício que o Deus Vivo fez por nós. Desta forma, como filhos de Deus , devemos tomar cuidado com seitas que se dizem Cristãs, mas que são a mais pura deturpação da verdade.

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Não há, pois, como considerar Cristão, alguém que não crê no sacrifício que o Deus Vivo fez por nós. Desta forma, como filhos de Deus , devemos tomar cuidado com seitas que se dizem Cristãs, mas que são a mais pura deturpação da verdade.

O Servo Sofredor - 2ª parte

Para aqueles que querem ouvir, Larry R. Helyer realiza um trabalho primoroso de resumir as características e as realizações do Servo de Isaías. Começando com o primeiro Cântico do Servo no capítulo 42, Helyer faz as seguintes observações com respeito ao Servo:

1. ele é escolhido pelo Senhor, ungido pelo Espírito e recebe a promessa de sucesso na sua empreitada (42.1,4);
2. a justiça é uma preocupação fundamental no seu ministério (42.1,4);
3. o seu ministério tem uma abrangência internacional (42.1,6);
4. Deus predestinou-o para o seu chamado (49.1);
5. ele é um mestre talentoso (49.2);
6. ele enfrenta desânimo no seu ministério (49.4);
7. o seu ministério estende-se aos gentios (49.6);
8. o Servo encontra forte oposição e resistência aos seus ensinamentos, até mesmo de natureza fisicamente violenta (50.4-6);
9. ele está determinado a completar aquilo que Deus o chamou para fazer (50.7);
10. o Servo tem origens humildes, com poucas possibilidades exteriores de sucesso (53.1,2);
11. ele experimenta sofrimento e aflição (53.3);
12. o Servo aceita o sofrimento vicário em favor de seu povo (53.4-6,12);
13. ele é morto depois de ter sido condenado (53.7-9);
14. incrivelmente, ele volta à vida e é exaltado acima de todos os governantes (53.10-12; 52.13-15).


Além das observações de Helyer, notamos que o Servo também não tem pecados (53.9).
Uma simples leitura superficial dessa passagem deveria deixar poucas dúvidas de que o Servo Sofredor é Jesus. De facto, a interpretação judaica tradicional das passagens do Servo era que elas prediziam o Messias que estava por vir. Ou seja, quando os judeus começaram a ter mais contacto com apologistas cristãos há cerca de mil anos atrás, reinterpretaram o Servo Sofredor sendo a nação de Israel.

O primeiro judeu a afirmar que o Servo Sofredor era Israel, em vez do Messias, foi Shlomo Yitzchaki, mais conhecido por Rashi (c. 1040-1105). Actualmente a visão de Rashi domina a teologia judaica e rabínica.
Infelizmente para Rashi e muitos teólogos judaicos actuais, existem pelo menos três erros fatais quanto à afirmação de que Israel é o Servo Sofredor. Em primeiro lugar, diferentemente de Israel, o Servo não tem pecado (53.9). Dizer que Israel é sem pecado é contradizer e negar praticamente todo o AT. O tema recorrente do AT é que Israel pecou ao quebrar os mandamentos de Deus e buscar outros deuses, em vez de seguir o único e verdadeiro Deus. Se Israel não tinha pecados, então porque é que Deus conferiu aos judeus um sistema sacrificial? Porque é que tinham um Dia da Expiação? Porque é que precisaram constantemente de profetas para os advertir a pararem de pecar e a voltarem-se para Deus?
Em segundo lugar, diferentemente de Israel, o Servo Sofredor é um cordeiro que se submete sem nenhuma resistência que seja (53.7). A história mostra-nos que Israel certamente não é um cordeiro — ela não afirma isso com relação a ninguém.

 

Em terceiro lugar, diferentemente de Israel, o Servo Sofredor morre em expiação substitutiva pelos pecados dos outros (53.4-6,8,10-12). Mas Israel não morreu nem está a pagar pelos pecados de outros. Ninguém é redimido em função daquilo que Israel faz. As nações e os indivíduos que as compõem são punidos pelos seus próprios pecados.

Essa interpretação mais recente de Isaías 53 parece ser motivada pelo desejo de evitar a conclusão de que Jesus é realmente o Messias que fora predito centenas de anos antes. Mas não há maneira legítima de evitar o óbvio. Lembre-se: o grande rolo de Isaías foi escrito cerca de 100 anos antes de Cristo, e sabemos que o material que ele contém é ainda mais antigo. A Septuaginta, a tradução do AT hebraico (incluindo todo o livro de Isaías) para o grego, é datada de cerca de 250 a.C. Desse modo, o original hebraico deve ser ainda mais antigo. Além disso, manuscritos ou fragmentos de manuscritos de todos os livros do AT, com excepção de Ester, foram encontrados nos Manuscritos do mar Morto. Assim, não há dúvida de que o AT, incluindo a passagem do Servo Sofredor, é anterior a Cristo em várias centenas de anos.

 

Próximo post: Acertando o alvo na mosca

 

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