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Blog d'espiritismo _ A verdade

Não há, pois, como considerar Cristão, alguém que não crê no sacrifício que o Deus Vivo fez por nós. Desta forma, como filhos de Deus , devemos tomar cuidado com seitas que se dizem Cristãs, mas que são a mais pura deturpação da verdade.

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Não há, pois, como considerar Cristão, alguém que não crê no sacrifício que o Deus Vivo fez por nós. Desta forma, como filhos de Deus , devemos tomar cuidado com seitas que se dizem Cristãs, mas que são a mais pura deturpação da verdade.

Os Extraterrestres Evoluídos de Allan Kardec - 1ª parte

O Brasil é o país com a maior população espírita do mundo. Constitui o terceiro maior grupo religioso no Brasil e o seu segmento social possui a maior renda e escolaridade. [1] As suas doutrinas são compartilhadas integral e parcialmente por muitos brasileiros das mais diversas origens. Também não é rara a existência de brasileiros que, apesar de não se considerarem espíritas, admitem ser “simpatizantes” das doutrinas espíritas.

O apreço que os brasileiros têm pelo espiritismo pode ser percebido pela estatística das maiores bilheteiras do cinema nacional. O filme Nosso lar, baseado no livro psicografado do grande ícone espírita no Brasil - Chico Xavier - levou mais de 4 milhões de pessoas aos cinemas brasileiros. O facto de um filme espírita levar milhares de pessoas ao cinema não é inédito: ainda em 2010, o filme Chico Xavier, dirigido por Daniel Filho, já havia levado mais de 3 milhões de pessoas às salas de projecção.

A disseminação da doutrina espírita pelo cinema é uma prática recente no Brasil. O que não se pode ignorar é o seu principal meio de comunicação da doutrina: os livros. Mais de 20 milhões de livros de Allan Kardec já foram vendidos no Brasil e mais de 4 mil títulos e mais de 100 milhões de exemplares dos mais diversos autores espíritas estão espalhados nas mais diversas bibliotecas particulares e públicas do País, além do que pode ser encontrado gratuitamente pela Internet.

As raízes desse fenómeno estão no pedagogo francês Denizard Hippolyte-Léon Rivail, conhecido pelo nome celta “Allan Kardec”. Rivail, que afirmou ter recebido de um espírito a informação de que numa vida passada havia sido um druida com o nome “Allan Kardec”, e que o adoptou como seu novo nome com qual assinou todas as suas obras, a começar pelo Livro dos Espíritos, de 1857, quando tinha 53 anos de idade. [2]

As doutrinas espíritas atravessaram o Oceano Atlântico e encontraram entusiastas no Brasil. Apenas quinze anos após a morte de Allan Kardec, surgia no Brasil a Federação Espírita Brasileira (FEB), em 1884, cuja incumbência era disseminar e defender a doutrina espírita em todo o País sob o tríplice fundamento “ciência, filosofia e religião”.[1] Não obstante o grande número de prosélitos, a FEB refere que a doutrina espírita foi extremamente perseguida, pois “a inveja e o ciúme semearam sobre ela os mais evidentes erros, as mais grosseiras e as mais impudentes calúnias”.[2]

“Impudentes calúnias”? Avaliando-se o tríplice fundamento da doutrina espírita, percebemos que o primeiro pilar é a “ciência”. Seria a doutrina espírita alvo de “impudentes calúnias” em relação à “ciência” que tanto dizem preservar?

Vejamos, por exemplo, um aspecto científico que pode ser retirado do Livro dos Espíritos, o primeiro clássico de Allan Kardec: as perguntas de número 187 e 188 e a nota de Allan Kardec sobre essas respostas. Esse livro foi escrito no formato de perguntas e respostas totalizando 1.019 tópicos abordados, sob a orientação do “Espírito da Verdade”.

As respostas do “Espírito da Verdade” e a nota explicativa de Allan Kardec - o “mestre” dos espíritas segundo a FEB. No artigo 187 traz a pergunta:

“A substância do perispírito é a mesma em todos os globos?”.

A resposta é: “Não; é mais ou menos etérea. Ao passar de um mundo para outro, o espírito se reveste instantaneamente da matéria própria de cada um deles, com a rapidez de um relâmpago”.

O artigo 188 pergunta: “Os espíritos puros habitam mundos especiais, ou estão no espaço universal, sem estar ligados mais a um mundo do que a outro?”.

A resposta é a seguinte: “Os espíritos puros habitam determinados mundos, mas não estão restritos a eles como os homens estão à Terra; eles podem, melhor do que os outros, estar em todos os lugares”.

Sobre a resposta do artigo 188, há uma extensa nota de rodapé: “De acordo com o ensinamento dos espíritos, de todos os globos que compõem o nosso sistema planetário, a Terra é onde os habitantes são menos avançados, tanto física quanto moralmente. Marte ainda estaria inferior, e Júpiter muito superior em todos os sentidos. [...] Muitos espíritos que na Terra animaram pessoas conhecidas disseram estar encarnados em Júpiter, um dos mundos mais próximos da perfeição, e é admirável ver, nesse globo avançado, homens que, na opinião geral que fazemos deles, não eram reconhecidos como tão elevados. [...] Desse modo, o fato de habitarem Júpiter não quer dizer que estão no mesmo padrão dos seres mais avançados de lá, da mesma forma que não se está no mesmo padrão de um sábio da Universidade só porque reside em Paris. As condições de longevidade não são também as mesmas que na Terra, e por isso não se pode comparar a idade. Um espírito evocado, desencarnado há alguns anos, disse estar encarnado há seis meses num mundo cujo nome nos é desconhecido. [...] Muitas respostas semelhantes nos foram dadas por outros espíritos, e isso nada tem de inacreditável”.

O “Espírito da Verdade” e o pedagogo científico Allan Kardec explicam que a Terra não é o único lugar onde os espíritos encarnados vivem. Outros planetas, como Marte, Júpiter, Saturno e Vénus, são também habitações transitórias de espíritos encarnados em nítida evolução moral e espiritual. Todavia, como se evidencia pela explicação de Allan Kardec, alguns planetas têm seres mais evoluídos do que outros, como Júpiter, o maior planeta do Sistema Solar.

Tempos de desenvolvimento de um ser encarnado e as condições de longevidade também diferem das conhecidas no nosso meio, o planeta Terra. Ademais, Allan Kardec, buscando a ratificação da veracidade das informações pelo “Espírito da Verdade”, confirma as afirmações feitas, pois, segundo ele, “muitas respostas semelhantes nos foram dadas por outros Espíritos, e isso nada tem de inacreditável”.

Seria possível consentir a afirmação do próprio Allan Kardec de que “isso nada tem de inacreditável”? Seria possível a doutrina espírita, composta pelo tríplice fundamento “ciência, filosofia e religião”, ser um embuste?

Visto que o espiritismo se define como “ciência”, usemos a ciência para averiguarmos a precisão dos dados informados pelo “Espírito da Verdade”, o próprio Allan Kardec e a outros médiuns dessa doutrina.

Faz-se necessário buscar outros textos do mesmo autor – Allan Kardec – e de outros estudiosos dessa doutrina com a finalidade de entendermos mais claramente a sua intenção. Isso ajudar-nos-á a dissipar as dúvidas decorrentes de neologismos espíritas que contêm significados um tanto vagos, como a definição de algo que é “semimaterial”.

O espiritismo alega que os corpos encarnados noutros planetas, embora sejam visíveis ao ponto de podermos estabelecer contacto com eles, não são semelhantes aos corpos terrenos na sua composição e fisiologia. Logo, esses corpos estariam adaptados para o mundo em que estão encarnados. Essas explicações atraíram a atenção dos brasileiros num antigo programa da TV Tupi, em 1971, chamado Pinga-fogo, que durou quatro horas! Nesse programa, que pode ser encontrado no website Youtube, Chico Xavier vislumbra que, em cinquenta anos, a humanidade se regozijaria e daria um grande salto moral e científico por estabelecer os seus primeiros contactos alienígenas.

Como as explicações da fisiologia desses seres encarnados é muito vaga – pois uma encarnação pode ter uma matéria que não é tão matéria –, a melhor maneira de termos melhor juízo crítico sobre a veracidade das suas informações é partindo, exactamente, para a discussão sobre o habitat do corpo encarnado. Enfim, devemos empregar descrições que evitam os neologismos etéreos usados para a definição da encarnação fora da Terra.  Enfim, a descrição daquilo que cerca o corpo encarnado, que é definitivamente material. Logo, o leitor encontrará a descrição (espírita) de como aquilo que não é exactamente a matéria que conhecemos se relaciona com aquilo que é matéria como a conhecemos.

Vejamos, então, algumas características dos planetas que, supostamente, abrigariam encarnações de espíritos, como Vénus, Júpiter, Saturno e Marte. Disporemos as informações contrapostas a partir dos seus observadores: a) os cientistas, que realmente observaram esses planetas e fizeram filmagens, fotografias e colectas de toda a natureza, como atmosféricas e geológicas, e; b) o espiritismo, que colectou as suas informações a partir de fontes espirituais. Segundo as informações colectadas por cientistas de todo o mundo e disponíveis na National Aeronautics and Space Administration (Nasa), [3-6] as explicações do “Espírito da Verdade”,  ao seu interlocutor – o francês Allan Kardec – e a outros médiuns listados abaixo sauter aux yeux (“saltam aos olhos”, em português).

Essas informações espíritas foram compiladas numa criteriosa revisão da literatura espírita do prolífico médium-autor Eurípedes Kühl, publicada pela Mythos Editora, na revista Espiritismo & Ciência, volume 5, sob o título “A vida em outros mundos”.[7] Essa revisão engloba descrições dos planetas feitas pela Revista Espírita (março de 1858, maio de 1859, outubro de 1860 e Agosto de 1862), editada por Allan Kardec. Também contém descrições do livro Cartas de uma morta, de 1935, do espírito Maria João de Deus (mãe de Francisco Cândido Xavier, o “Chico Xavier”). Ainda conta com a contribuição de outros autores espirituais, como Humberto de Campos, pela editora da Federação Espírita Brasileira, em 1939, e o espírito Ramatís, psicografado por Hercílio Maes, em 1955, ainda que não se harmonizem aos ensinos de Allan Kardec. A revisão também inclui descrições recentes como a do autor Edgard Armond, de 1979, com o livro Às margens do rio sagrado, que dedicou um capítulo inteiro a Saturno, e o livro Urânia, editado em 1951, pela FEB.

Para melhor compreensão do leitor, identificaremos cada descrição feita e o seu respectivo autor/veículo, pois entre Allan Kardec e outros autores há grandes divergências.

http://igrejaredencao.org.br

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

  1. Federação Espírita do Estado do Ceará, 2010, O Espiritismo no Brasil. http://www.feec.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=348:o-espiritismo-no-brasil&catid=15&Itemid=28 [Accessed in 2010-11-27]
  2. Federação Espírita Brasileira, 2010, Allan Kardec. http://www.febnet.org.br/site/oquee.php [Accessed in 2010-11-27]
  3. Head, James W. , III. Venus. World Book Online Reference Center. 2004. World Book, Inc.http://www.worldbookonline.com/wb/Article?id=ar582880.
  4. Gierasch, Peter J., and Philip D. Nicholson. Jupiter. World Book Online Reference Center. 2004. World Book, Inc. (http://www.worldbookonline.com/wb/Article?id=ar293080).
  5. Spinrad, Hyron. Saturn. World Book Online Reference Center. 2004. World Book, Inc.http://www.worldbookonline.com/wb/Article?id=ar492440.
  6. Squyres, Steven W. Mars. World Book Online Reference Center. 2004. World Book, Inc. (http://www.worldbookonline.com/wb/Article?id=ar346000.)
  7. Kühl E. A vida em outros mundos. http://www.portaldoespirito.com.br/portal/publicacoes/esp-ciencia/005/vida-em-outros-mundos.html [Accessed in 2010-11-30]

 

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