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Blog d'espiritismo _ A verdade

Não há, pois, como considerar Cristão, alguém que não crê no sacrifício que o Deus Vivo fez por nós. Desta forma, como filhos de Deus , devemos tomar cuidado com seitas que se dizem Cristãs, mas que são a mais pura deturpação da verdade.

Blog d'espiritismo _ A verdade

Não há, pois, como considerar Cristão, alguém que não crê no sacrifício que o Deus Vivo fez por nós. Desta forma, como filhos de Deus , devemos tomar cuidado com seitas que se dizem Cristãs, mas que são a mais pura deturpação da verdade.

Uma cristã e um espírita conversam

Entrei num táxi. O taxista pousou o livro que lia no assento ao lado. Olhei, e percebi que lia um livro voltado para a espiritualidade, um livro de Allan Kardec com a visão kardecista de ver a realidade. Meti conversa com ele:

 

— Estou a ver que o sr. gosta de ler.

— Gosto sim. Leio de vez em quando e este livro, particularmente, é muito bom. 

— Mas, questionei, o que é que o sr. está a aprender sobre a realidade? O que é que está a entender pelo que lê?

Então, ele começou a explicar-me aquela ideia tão conhecida e famosa com origem na Índia, aquela ideia do carma que afirma que as pessoas teriam vivido diversas vidas antes de chegar a esta e que esse processo de idas e vindas resultaria numa espécie de contabilidade espiritual: numa vida, a pessoa acumularia pontos positivos e pontos negativos e, quando a pessoa voltasse cá, a sua vida (que ela mesma escolheria) seria definida em função do que ela havia acumulado na vida anterior. 

Conhecendo a doutrina kardecista, comecei a fazer-lhe perguntas:

— Ouça, como é que isso funciona?

Ele respondeu:

— É simples, se nós fizermos o bem, ajudarmos as pessoas e formos pessoas do bem, vamos acumulando pontos positivos e, quando voltamos para viver outra vida vimos numa situação melhor. Em contrapartida, se fizermos o mal, não ajudarmos o próximo e formos maus e perversos, vimos para saldar as contas pagando pelo mal que fizemos. É por isso que as pessoas sofrem, têm dificuldades, deficiências, doenças e outras coisas ruins e inexplicáveis – elas estão a pagar o mal que fizeram noutra vida.

— É mesmo? perguntei-lhe. Então ajude-me a entender isso porque eu tenho algumas dificuldades com esse ensino. Por exemplo: quando vemos uma pessoa na rua com deficiência física a pedir ajuda, o que é que está a acontecer-lhe? Porque é que ele está naquela triste condição?

— Como já lhe disse, respondeu-me o taxista, ela está assim porque está a pagar por algo que fez na vida anterior. 

— A sério? Mas então, se é verdade que a pessoa está a pagar pelo mal que fez na vida anterior a fim de evoluir, se eu a ajudar minorando o seu sofrimento e a tirar da rua, não só vou atrapalhar a sua evolução como também impedi-la de ter uma vida melhor na próxima reencarnação. Na verdade, segundo a sua lógica, se eu quiser realmente ajudar aquela pessoa sem olhar aos meus próprios interesses (fazer o bem para ganhar méritos, aperfeiçoar-me e voltar para viver uma vida melhor), o melhor que eu posso fazer por ela é aumentar o seu sofrimento a fim de a ajudar a pagar pelo que fez a fim de que possa evoluir e reencarnar para uma vida melhor. O problema é que se eu não fizer o bem e não ajudar o indivíduo praticando algum tipo de caridade não acumulo pontos positivos para a minha conta e estou "ferrada" numa próxima vida... Estou em dificuldades... O sistema está difícil de entender... se eu faço coisas boas, reencarno para uma vida melhor, mas ao não permitir que os endividados paguem aquilo que devem e que, segundo a doutrina kardecista, eles mesmos escolheram como pagar, isso quer dizer que a vida deles nunca vai melhorar por causa do meu egoísmo em acumular pontos positivos para mim... Há algo muito errado nesta doutrina.

O taxista travou bruscamente e começou a balbuciar:

— Nunca tinha pensado nisso... Realmente, não faz muito sentido...

Acho que ele foi refazer as contas da "caixa económica celestial"!

 

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