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Blog d'espiritismo _ A verdade

Não há, pois, como considerar Cristão, alguém que não crê no sacrifício que o Deus Vivo fez por nós. Desta forma, como filhos de Deus , devemos tomar cuidado com seitas que se dizem Cristãs, mas que são a mais pura deturpação da verdade.

Blog d'espiritismo _ A verdade

Não há, pois, como considerar Cristão, alguém que não crê no sacrifício que o Deus Vivo fez por nós. Desta forma, como filhos de Deus , devemos tomar cuidado com seitas que se dizem Cristãs, mas que são a mais pura deturpação da verdade.

Chorando pelas almas enganadas

1Timóteo: 4: 1 Mas o Espírito (Santo de Deus) expressamente diz que nos últimos tempos apostataräo alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demónios;
2 Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência;...

O que é a SALVAÇÃO?

Lc 13.1 E, Naquele mesmo tempo, estavam presentes ali alguns que lhe falavam dos galileus, cujo sangue Pilatos misturara com os seus sacrifícios. E, respondendo Jesus, disse-lhes: Cuidais vós que esses galileus foram mais pecadores do que todos os galileus, por terem padecido tais coisas? Näo, vos digo; antes, se näo vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis. E aqueles dezoito, sobre os quais caiu a torre de Siloé e os matou, cuidais que foram mais culpados do que todos quantos homens habitam em Jerusalém? Näo, vos digo; antes, se näo vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis.

A preexistência de Jesus Cristo

Texto: João 1. 1 No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. 2 Ele estava no princípio com Deus. 3 Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. 4 Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens. 5 E a luz resplandece nas trevas, e as trevas näo a compreenderam. 6 Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era Joäo. 7 Este veio para testemunho, para que testificasse da luz, para que todos cressem por ele. 8 Näo era ele a luz, mas para que testificasse da luz. 9 Ali estava a luz verdadeira, que ilumina a todo o homem que vem ao mundo. 10 Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo näo o conheceu. 11 Veio para o que era seu, e os seus näo o receberam. 12 Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome; 13 Os quais näo nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. 14 E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.

 

Introdução: A Palavra de Deus declara enfáticamente que Cristo já existia antes que viesse ao mundo, antes que encarnasse, nascendo como homem, filho de Maria. Esta declaração, sustentada pelas Escrituras, é prova de que Cristo não é apenas um homem (pois nenhum homem existiu antes de seu nascimento), mas Ele é Deus Eterno e Incriado.

A vida do Filho de Deus não “começa” com o nascimento de Jesus. O Cristo visto e acompanhado pelos discípulos na Terra preexistia ou existia antes de se manifestar aos homens; era o próprio Deus. Jesus declarou claramente Sua preexistência O maior testemunho da preexistência de Cristo vem d'Ele mesmo, pois declara implicitamente e explicitamente a sua condição de existência antes da encarnação. Jesus declara que desceu do céu (Jo 6.38, 51, 58, 62; 3.13). Ele afirma claramente que existia no céu antes da sua vinda a esta terra. Jesus declara que foi enviado, que desceu, isto implica em existência anterior à sua vinda (Jo 8.42; 13.3; 16.28). Jesus declara que existia antes de Abraão (Jo 8.58).

  

 Os judeus perguntaram: “Ainda não tens cinquenta anos e viste Abraão?”, indicando claramente que o homem Jesus não tinha idade suficiente para fazer esta declaração, mas o Filho de Deus existia eternamente, o que equivalia a declarar-se Deus e, por isso, quiseram apedrejá-lo (Jo 8.56-59). A expressão “Eu sou” afirma a Sua eternidade e divindade. Cristo afirma que já existia em glória antes da fundação do mundo (Jo 17.5,24). Os apóstolos e profetas testemunham isto. Muitos outros textos do Novo Testamento enfatizam a preexistência de Cristo (Jo 1.1,14). O Prólogo de João (1,1-18) vai da preexistência à encarnação. O Filho preexistente, o Verbo (Cristo) era (existia), numa existência sempre divina e eterna. Estava junto de Deus, existia como Deus.

O Filho, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, existe de modo eterno. No princípio, antes do tempo existir, Cristo já existia, era Deus desde a eternidade; é isto, o que se quer dizer com o termo “o Cristo preexistente”.

Aqui no meio de nós, o Logos assume uma existência histórica. Paulo afirma que Cristo já existia como Deus (Fp 2.5-7). O Cristo preexistente, que é Deus, se tornou homem. Afirma também a sua glória anterior quando diz que ele “sendo rico, se fez pobre” (2Co 8.9). Cristo participa ativamente na criação do mundo (Cl 1.15,16; 1Co 8.6), o que exige Sua preexistência. O Filho, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, é enviado pelo Pai e assume a natureza humana (Rm 8.3; Gl 4.4). As afirmações sobre a preexistência de Cristo são numerosas. Existem outros textos do Novo Testamento que enfatizam a preexistência de Cristo (Jo 3.16; 7.28-29; 8.23; 20.28; 1Co 8.6; 2Co 8.9; Hb 1.3; 13.8; 1 Tm 3.16; 1Pe 1.20; 1Jo 5.20; Ap 22.13). O escritor da epístola aos Hebreus afirma Sua existência anterior (Hb 13.8) e Sua participação na criação (Hb 1.2). João Baptista dá testemunho de que Cristo existia antes dele, embora João tivesse nascido alguns meses antes de Jesus (Jo 1.15,30). Os profetas dão testemunho da eternidade de Jesus (Mq 5.2; Hc 1.12; Jr 9.6).

  

Cristo aparece como “O Anjo do Senhor” As aparições do Anjo do Senhor se constituem em Teofanias (aparições de Cristo em presença pré-encarnada). A expressão “Anjo do Senhor” ou “Anjo de Deus”, se encontram mais de 50 vezes no AT. A primeira aparição foi no episódio de Agar, no deserto (Gn 16.7). Outros acontecimentos incluíram pessoas como Abraão (Gn 22.11,15), Jacó (Gn 31.11-13), Moisés (Êx 3.2), todos os israelitas durante o Êxodo (Êx 14.19) e posteriormente em Boquim (Jz 2.1,4), Balaão (Nm 22.22-36), Gideão (Jz 6.11), Davi (1Cr 21.16), entre outros. O Anjo do Senhor realizou várias tarefas semelhantes às dos anjos, em geral. Às vezes, Suas aparições eram simplesmente para trazer mensagens de Deus, como em Gn 22.15-18; 31.11-13. Em outras aparições, Ele foi enviado para suprir necessidades (1Rs 19.5-7) ou para proteger o povo de Deus de perigos (Êx 14.19; Dn 6.22).

 

Podemos perceber pela Bíblia que este anjo (Jesus):

• É um ser divino e não apenas um mensageiro. É declarado “anjo” por seu ofício – um mensageiro ou revelador de Deus (Jo 1.18; Hb 1.2). Ele é o mensageiro do pacto de Deus e n'Ele reside o nome ou a natureza divina. O povo judeu não podia adorar outros deuses (Ex 20.3). Então Só adoravam a Deus. Todo aquele que era adorado era Deus. Os anjos de Deus não aceitam adoração (Ap 19.10; 22.8,9). O Anjo do Senhor aceitou adoração (Js 5.14). Caso fosse simplesmente “um anjo”, teria proibido a Josué de adorá-lo.

• Este anjo claramente é uma automanifestação de Cristo antes da encarnação. Ele tem prerrogativas de Deus (Gn 16.7-14; 21.17,18; 22.11-18; 31.11-13; Ex 3.2; Jz 2.1-4; 5.23; 6.11-22; 13.3-22; 2Sm 24.16; Zc 1.12; 3.1; 12.8). No entanto, ele é distinto de Jeová (Gn 24.7; Zc 1.12,13). O anjo do Senhor acompanhou Israel na saída do Egito (Ex 14. 19; 23.20) e Paulo afirma que era Cristo (1Co 10.4). o Anjo do Senhor é o Cristo de Deus (Lc 9.20; 23.35). Tem nome maravilhoso (Jz 13.18) – paralelo com Is 9.6. Refere-se a si mesmo como Deus (Gn 22.11-18; Ex 3.2-5; Jz 6.11-23). Ele é anunciado como aquele que virá (Ml 3.1; Mt 21.9) No NT, não se utiliza o termo “o Anjo do Senhor” como pessoa específica. (troca-se o artigo definido “o” pelo artigo indefinido “um” (Lc 1.11; At 12.7 e At 12.23).

 

Conclusão: Esta doutrina é da maior importância, pois vemos que Cristo é o Deus eterno, O Filho de Deus que se “fez carne e habitou entre nós”. A nossa salvação não depende da iniciativa humana, mas do irromper do Filho eterno no tempo. Aqui está a grande diferença do cristianismo para as outras religiões. Todas foram fundadas por homens que passaram a existir quando nasceram nesta terra e deixaram de estar em conctato com seus seguidores quando morreram. Cristo, porém, existe eternamente e está connosco todos os dias (Mt 28.20).

 

 

 

Leitura sugerida: RYRIE, Charles C. Teologia Básica ao alcance de todos. São Paulo: Mundo Cristão, 2004. CHAFER, Lewis Sperry. Teologia Sistemática. Volume 1&2. São Paulo: Hagnos, 2003.

Carlos Kleber Maia

A Bíblia, a Reencarnação e Kardec

A Segurança da Bíblia:

Consideremos estas palavras de Allan Kardec: "No cristianismo encontram-se todas as verdades" (O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. VI, item 5). A Bíblia sempre foi a única base doutrinária e regra de fé e conduta dos verdadeiros cristãos. Em 2ª Timóteo 3.16 está escrito: "Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça".

 

Jesus Cristo, tido pelo Kardecismo como a segunda revelação de Deus aos homens (Moisés seria a primeira), afirmou a solidez e a inspiração plenária da Bíblia. Em João 17.17, orando ao Pai, Ele diz: "A tua palavra é a verdade" (cf. Salmo 119.160). Quando tentado, sempre usou a expressão "está escrito", Ele respondeu citando o texto de Deuteronômio 8.3: "Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus" (Mateus 4.4). Em Mateus 24.35 diz: "Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão". Ele sempre usou a Bíblia para ensinar, redargüir, corrigir ou instruir em justiça. Aos saduceus, que não criam na ressurreição, Jesus respondeu: "Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus" (Mateus 22.29). Jesus ainda nos manda examinar as Escrituras, pois são elas que testificam da Sua obra redentora: "Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim. Contudo, não quereis vir a mim para terdes vida" (João 5.39-40).

 

Na parábola do rico e de Lázaro (Lucas 16.19-31), Jesus mais uma vez demonstra a Sua convicção nas Escrituras ao narrar a resposta dada pelo patriarca Abraão ao rico, quando este, no Sheol-Hades (inferno), lhe pedira que enviasse Lázaro aos seus irmãos: "Respondeu Abraão: Eles têm Moisés e os Profetas; ouçam-nos" (versículo 29). Jesus reporta-se a Moisés e aos Profetas para nos informar que nenhuma outra forma de revelação poderia ser apresentada aos homens (inclusive a mediúnica), pois, por meio de ambos, foi-nos dada a verdadeira revelação – a Bíblia.

 

 O que diz a Bíblia sobre reencarnação? O Minidicionário Aurélio conceitua o verbo Reencarnar da seguinte forma: "1. Reassumir (o espírito) a forma material. 2. Tornar a encarnar".

Ao contrário da ressurreição, que é a volta do espírito ao mesmo corpo, a reencarnação significa o retorno do espírito a um novo corpo, sucessivamente, até alcançar a evolução. Na verdade, a não ser por meio de uma exegese forçada, não há na Bíblia qualquer referência directa ou indirecta à reencarnação. Ao contrário, as Escrituras ensinam que, da mesma maneira como Jesus veio ao mundo uma só vez, também ao homem está ordenado morrer uma única vez: "E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo, assim também Cristo, tendo-se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação" (Hebreus 9.27).

 

O sacrifício único de Jesus, ao morrer na cruz, é mais que suficiente para nos libertar dos pecados e nos conduzir a Deus: "Pois também Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus; morto, sim, na carne, mas vivificado no espírito" (1 Pedro 3.18).

Todo o ensinamento bíblico é no sentido de que só poderemos morrer uma única vez até o juízo final de Deus. Jesus não somente ressuscitou três dias após Sua morte, como também incluiu a ressurreição entre os Seus milagres (João 11.11-44).

 

Diversas outras passagens da Bíblia demonstram a realidade da ressurreição (Daniel 12.2; Isaías 26.19; Oséias 6.2; 1 Coríntios 15.21-22; João 5.28-29; Atos 24.15; Apocalipse 20.6). Em todos esses textos, ressuscitar significa o retorno do espírito ao seu próprio corpo (ver também 1 Coríntios 15.12-22). Então, se não Existe Reencarnação, o que Faço Para ser Salvo?

A resposta está em Atos 16.31: "...Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e tua casa". Somente através da nossa fé, pura e incondicional, é que obteremos a salvação, mediante Jesus Cristo. Ele mesmo disse: "Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá" (João 11.25). Não há outro caminho e nenhuma outra verdade além desta (veja João 14.6). Não adianta esperar uma outra existência, pois esta é a única oportunidade. Jesus, somente Ele, é quem nos dá a vida eterna: "Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão" (João 10.28). Então, busque hoje mesmo a Jesus Cristo, entregue-Lhe seu coração e Ele o ouvirá: "Porque: Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo" (Romanos 10.13).

 

 

 

(M. Martins - http://www.chamada.com.br)

A necessidade do Arrependimento

Leitura: Lc 13.1 E, Naquele mesmo tempo, estavam presentes ali alguns que lhe falavam dos galileus, cujo sangue Pilatos misturara com os seus sacrifícios. 2 E, respondendo Jesus, disse-lhes: Cuidais vós que esses galileus foram mais pecadores do que todos os galileus, por terem padecido tais coisas? 3 Näo, vos digo; antes, se näo vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis. 4 E aqueles dezoito, sobre os quais caiu a torre de Siloé e os matou, cuidais que foram mais culpados do que todos quantos homens habitam em Jerusalém? 5 Näo, vos digo; antes, se näo vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis.

 

Introdução

Arrependimento é uma sincera e completa mudança de mente e disposição com relação ao pecado que leva alguém a abandoná-lo e seguir em obediência a Cristo. No grego do NT as palavras que expressam esta idéia são: o verbo “metanoeo” e o substantivo “metanoia”.

Há também um arrependimento que surge inteiramente através do temor das conseqüências do pecado. No grego a palavra é “metamelomai”, usada em Mt 21.29 (no caso do filho que primeiro recusou obedecer a seu pai, mandando-o trabalhar na vinha, mas depois… arrependeu-se e foi”); Mt 21.32; 27.3 (no caso de Judas); Rm 11.29; 2 Co 7.8,10 e Hb 7.21.

O arrependimento genuíno é acompanhado de tristeza segundo Deus e se opera no coração pelo Espírito regenerador de Deus.

 

A importância do Arrependimento

Apesar de pouco pregado nos nossos dias, o arrependimento é crucial para os que querem ser salvos e receber o perdão de Deus (Lc 13.2-5). Não pode haver salvação sem renúncia ao pecado. Jesus pregou o arrependimento (Mt 4.17; 9.13; Lc 13.3,5; 24.46), também João Batista (Mt 3.2; Mc 1.15), Paulo (At 17.30; 20.21) e Pedro (At 2.31; 3.19; 2Pe 3.9). Os céus se alegram quando há arrependimento entre os homens (Lc 15.7,10).

Os Elementos Constituintes do Arrependimento

1) O elemento intelectual – subentende uma mudança de idéia. O pecado é reconhecido como ofensa, culpa. O homem deve ver-se a si mesmo como diferente de Deus e em rebelião contra Deus. Deve ver a oposição que vai de sua condição com a santidade de Deus. Deve ver que Deus detesta sua condição e seu estado. O reconhecimento do pecado que entra no arrependimento para a salvação tem a ver,  não com o facto que o pecado traz castigo senão com o facto que o pecado ofende a Deus. Há, sem dúvida, um temor das conseqüências eternas do pecado; o que não é, porém, a coisa primária. A Bíblia fala disto como “conhecimento do pecado” (Rm 3.20; 1.32; Sl 51.3,7; Jó 42.56; Lc 15.17,18). 2).

 

2) O elemento emocional – subentende uma mudança de pensamento. O pecado é lamentado e aborrecido. A tristeza divina entra no arrependimento. Paulo chama-a de “tristeza segundo Deus” (2Co 7.10). Tristeza pelo pecado e desejo de perdão são aspectos do arrependimento (Sl 51.1,2; 2Co 7.9,10). O arrependimento não é apenas remorso, emoção, mas compreende também uma mudança de sentimentos em relação a Deus e ao pecado.

 

3) O elemento volitivo – subentende uma mudança de vontade e disposição. Não é completo o arrependimento enquanto não houver uma deserção íntima do pecado que conduz a uma mudança externa da conduta (Mt 3.8,11; At 5.31; 20.21; Rm 2.4; 2Co 7.9,10; 2Pe 3.9). O homem arrependido não tem mais vontade de pecar e está disposto a abandonar a prática de actos que desagradam a Deus.

O Arrependimento é Interno. Ao passo que o arrependimento sempre se manifesta exteriormente, contudo de si mesmo é interno, segundo o significado do original. A Escritura distingue entre arrependimento e “frutos dignos de arrependimento” (Mt 3.8; At 26.20). O Arrependimento não é Penitência A tradução católica romana da Bíblia (Versão de Douay) substitui “arrependimento” por “penitência” como uma tradução de “metanoeo”. Assim lemos pela Versão de Douay: “Fazei penitência, porque o reino do céu está próximo.” (Mt 3.2); “A menos que façais penitência, todos igualmente perecereis.” (Lc 13.5). “Testificando tanto a judeus como gentios penitência para com Deus e fé em nosso Senhor Jesus Cristo.” (At 20.21). E da penitência diz a Versão de Douay no comentário a Mt 3.2: “Cuja palavra, segundo o uso das Escrituras e dos santos padres, não só significa arrependimento e correção de vida senão também punição dos pecados passados pelo jejum e tais exercícios penitenciais semelhantes.”

Três coisas podem ser ditas a respeito deste comentário:

a) É absolutamente falso dizer que a “punição dos pecados passados pelo jejum e tais exercícios de penitências semelhantes” é uma parte do sentido da palavra grega. A palavra grega significa uma mudança interna. “O verdadeiro arrependimento consiste de emoções mentais e emocionais, não de castigos externos auto-impostos. Mesmo a vida piedosa e a devoção a Deus resultantes são descritas não como arrependimento senão frutos dignos de arrependimento” (Boyce, Abstract of Systematic Theology, pág. 384).

b) Nega a suficiência da satisfação de Cristo pelos nossos pecados em franca contradição com a Escritura (Rm 4.7,8; 10.4; Hb 10.14; 1 Jo 1.7). Desde que Cristo fez inteira satisfação pelos nossos pecados, não há para nós punição a aturar, exceto as conseqüências naturais do pecado. Deus castiga o crente quando ele peca, mas Ele nunca o pune tanto nesta vida como na vindoura. Cristo não nos deixou nada a pagar.

c) Implica que os actos temporais da criatura podem expiar o pecado. A Bíblia ensina que só Cristo pode fazer uma expiação verdadeira pelo pecado (Ef 2.8,9). Mesmo na eternidade as almas no inferno nunca poderão expiar o pecado e por essa razão não há fim para a sua punição. O Lado Humano e o Divino Deus dá o arrependimento ao homem (At 5.31; 11.18; 2 Tm 2.24,25) no sentido de torná-lo possível, mas Ele não se arrepende em nosso lugar.

O homem é chamado ao arrependimento, mas não pode fazê-lo sozinho, à parte da graça de Deus. O sentido disso é, simplesmente, que o arrependimento se opera no homem pelo poder vivificador do Espírito Santo. Por outro lado, o arrependimento é um acto do próprio pecador em resposta aos apelos do Espírito Santo.

  

Alguns meios disponíveis ao homem o levam ao arrependimento:

A Palavra de Deus (Lc 16.30,31);

A pregação do evangelho (Mt 12.41; Lc 24.47; At 2.37,38; 2Tm 2.25);

A bondade de Deus para com suas criaturas (Rm 2.4; 2Pe 3.9);

A correcção de Deus (Ap 3.19; Hb 12.10,11);

As admoestações de Deus (Ap 2.5,16);

Os juízos de Deus (Ap 9.20,21; 16.9).

Arrependimento não é uma satisfação dada a Deus, mas uma condição do coração necessária para que possamos crer para a salvação. Não se pode voltar contra o pecado se não se voltar para Deus.

 

Arrependimento e Fé

O arrependimento e a fé estão sempre unidos como condições para a salvação (Mc 1.15). Ambos procedem da graça de Deus. O arrependimento representa a convicção do pecado e da necessidade de salvação, enquanto a fé aceita o sacrifício de Jesus como suficiente para esta salvação.

 Quando um homem é vivificado para a vida, não pode haver lapso de tempo antes dele se arrepender, nem pode haver qualquer depois que ele crê. De outra maneira teríamos a nova natureza em rebelião contra Deus e em incredulidade. Assim não pode haver ordem cronológica em arrependimento e fé. Outra coisa que mostra a inseparabilidade do arrependimento e da fé é o facto que a Escritura muitas vezes menciona somente um de ambos como o meio de salvação. Por causa deste facto devemos pensar de cada um, quando usado separadamente, como compreendendo o outro.

 

Conclusão: Não se pode pregar o evangelho sem pregar arrependimento. A fé em Jesus não é caracterizada apenas por uma condição melhor diante do Deus que abençoa, mas também por uma mudança de vida diante de um Deus que aborrece o pecado. Deus deseja que todos se arrependam de seus pecados, pois Ele quer ter comunhão conosco e nos levar para morar no céu. É necessário que o homem abandone seu estilo de vida pecaminoso e se volte para Deus em arrependimento e fé, confessando a Cristo como seu Salvador e Senhor. Só assim será salvo.

 

Leitura sugerida: GRUDEM, Wayne. Teologia Sistemática. São Paulo: Vida Nova, 1999.

THIESSEN, Henry Clarence. Palestras em Teologia Sistemática. São Paulo: IBR, 2006.

WILEY, H. Orton; CULBERTSON, Paul T. Introdução à Teologia Cristã. São Paulo: CNP, 1990.

Carlos Kleber Maia

Resposta ao comentário do Tiago

Olá Maria Helena, Tiago, deixou um comentário ao comentário Espíritos com amnésia ou mentira do Diabo? 

às 01:12, 2010-03-24.

Comentário: Que se encontra aprovado e visível

Interessante o texto http://blogespiritismo.blogs.sapo.pt/41525.html?view=512565#t512565 mas gostaria de fazer uma pergunta que faço a todos que questionam o espiritismo, leste ao menos as obras básicas da doutrina, ou seja, O Evangelho Segundo o Espiritismo, O Livro dos Espiritos e O Livro dos Mediuns?

Olá Tiago! Seja muito bem-vindo a este espaço!

Acredito que me faz esta pergunta após ter lido SÓ o texto referido acima... porque caso tivesse lido mais post's neste blog a pergunta tornar-se-ia desnecessária? 

Caso tenha lido existem alguns pontos em seu texto que dizem que o espiritismo fala uma coisa mas na verdade se olhar nos livros o que ele diz é um bocado diferente Agradeço que cite os pontos! ....caso não tenha lido, acha certo criticar uma doutrina sem conhece-la? Claro que não! Da mesma forma que não acho certo que uma doutrina, neste acso o espiritismo, pretenda ter fundamento Bíblico, quando na verdade, nem sequer conhece a Palavra de Deus, usando textos retirados dum contexto e deturpando a Verdade contida na Bíblia. Sem conhecer seus fundamentos e suas explicações? O espiritismo não condena nenhuma religião, ele diz que tudo que leva a Deus, ou seja que tudo que pregue o bem e faça com que as pessoa se tornem melhoras é bom. Vamos ver o que escreveu o apóstolo Paulo a respeito da Salvação e da forma como podemos ser conduzidos (levados) a Deus? Rom. 5 :20 Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça; 21 Para que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reinasse pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo nosso Senhor. Romanos 6: 23 Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor.Efésios 2: 4 Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou,
 5 Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), 8 Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto näo vem de vós, é dom de Deus.
9 Näo vem das obras, para que ninguém se glorie;
10 Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas.

 Ele não diz que é a única verdade, Já antes a Cacau afirmou isto que o Tiago volta aqui a escrever, mas veja o que dizem algumas obras espíritas que pelos vistos não conhece...OS ESCLARECIMENTOS DO ESPIRITISMO Foi assim que a religião da verdade surgiu na Terra, no momento oportuno. Este comentário foi deixado pelo Sérgio Ribeiro no meu email.

 Vou usar mais um texto retirado dum blog espírita da obra Léon Denis no livro "Cristianismo e Espiritismo"

"Ao longo da obra, Denis nos demonstra que as escrituras sagradas confirmam amplamente os conceitos espíritas, como a mediunidade e a reencarnação.Por fim, o autor mostra por que o Espiritismo se apresenta como a Terceira Revelação, ou o Consolador prometido por Jesus.

E com ele (o espiritismo) temos a possibilidade de destruir as religiões sectárias e fazer florescer uma única e verdadeira religião cristã, fraterna e solidária, entre todas as criaturas, todos os povos, todas as nações.   Esta obra espírita até fala em DESTRUIR todas as religiões (...) que não aceitem a doutrina espírita?!! e menciona a Escrituras Sagradas? Mas não dizem que a Bíblia não é a Palavra de Deus? Porque então lhe chamam "Escrituras Sagradas"? E ainda por cima se intitulam cristãos? Mas... não foi este escritor espírita que afirmou não ter a Bíblia como probante? Demasiadas contradições e equívocos... não acha?

ao contrário, afirma que não é só por ele que uma pessoa encontrará a "salvação", ou seja, que uma pessoa que nunca tenha sequer ouvido falar do espiritismo ou de cristo não é de forma alguma prejudicada... Não foi o que Jesus Cristo ensinou! ...  sabemos que Deus não condena o "ignorantes", pessoas que não tiveram oportunidade de conhecer a Verdade, Jesus Cristo!

O espiritismo tem ganhado tanta força e adeptos ao redor do mundo pois explica de forma clara e racional as maiores questões, as maiores dúvidas, não fala por alegorias e o mais importante, os próprios espiritos disseram para se pesar tudo que for ouvido e que se passe pelo crivo, que nada que seja contrário a lei da caridade e do amor ao próximo pode ser da vontade de deus , O facto de o espiritismo, uma doutrina contrária aos ensinamentos de Jesus Cristo  O Salvador da humanidade,  crescer, não é novidade. A Bíblia diz-nos em 1Timóteo: 4: 1 Mas o Espírito (Santo de Deus) expressamente diz que nos últimos tempos apostataräo alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demónios;
2 Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência;... Não sei se irá aceitar o comentário ou não, isso não é o importante, o mais importante é que o leia e se for escrever um novo artigo falando bem ou criticando o espiritismo que o faça com conhecimento de causa, que domine o assunto que vai falar para poder critica-lo ou elogia-lo com mais propriedade. Abraços Tiago

Caro Tiago:

Para melhor perceber o que quer dizer com esta afirmação: "O espiritismo tem ganhado tanta força e adeptos ao redor do mundo pois explica de forma clara e racional as maiores questões, as maiores dúvidas, não fala por alegorias (...)"

Dê-me uma explicação lógica, clara e racional para estas contradições da doutrina que diz ser tão bem "crivada"

 

 

"Por ocasião da transfiguração de Jesus, quando apareceram Moisés e Elias (Mt 17.3) João Batista já havia morrido, pois fora decapitado por ordem de Herodes (Mt 14.10).  Ora, João era quem deveria aparecer ali, e não Elias,  segundo a tese reencarnacionista. Na questão 150 do Livro dos Espíritos lê-se que a alma “tem um fluído que lhe é próprio, colhido na atmosfera de seu planeta, e que REPRESENTA A APARÊNCIA DE SUA ÚLTIMA REENCARNAÇÃO” (o realce é meu). Então, a última aparência daquela alma, que em determinado momento recebeu um corpo humano e se chamou Elias, seria a de João Batista. O que significa dizer que os próprios “espíritos” de Kardec fazem coro com João Batista: ele não era Elias. Chama lógica a isto?

 

Tiago, não vou mencionar aqui os enganos dos espíritos "Que passaram pelo crivo" e enganaram Kardec quanto à constituição e tamanho dos Planetas que supostamente habitavam porque a ciência já descobriu serem mentira. Também não vou falar sobre as reuniões de "espíritos elevados" no Sol, porque isso a ciência não vai poder comprovar... deixo também para outra oportunidade, caso o deseje, o sofrimento de Jesus Cristo, que segundo as considerações e ensinos da Doutrina espírita nos revela uma das suas maiores contradições!

Grata pela sua atenção, aguardo uma resposta!

 

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Regeneração _ A necessidade de regeneração

A Necessidade de Regeneração

A regeneração é necessária, pois o homem encontra-se morto em seus delitos e pecados (Ef 2.1,5; Cl 2.13; 1 Jo 3.14).

Pois para ter comunhão com Deus é preciso ter santidade e o homem tem uma natureza pecaminosa. Somente Deus pode dar-lhe uma nova vida em santidade (Ef 1.4; Cl 1.22; Hb 12.14). Para se alcançar o reino de Deus. Assim como o nascimento natural nos introduz no mundo natural e temporal, assim o nascimento espiritual nos introduz no reino espiritual e eterno. Como não é possível experimentar o mundo físico sem ter nascido nele fisicamente, assim também não podemos experimentar o mundo espiritual sem ter nascido nele espiritualmente (Jo 3.3,5,7);    A Bíblia mostra a necessidade do homem aceitar a salvação – se converter – em resposta à mensagem do evangelho (Mt 18.3; Mc 4.12; Lc 22.32; At 9.35; 11.21). Deus não impõe esta verdade ao homem, num adestramento involuntário, mas o homem precisa abrir seu coração para Deus, que efetua a conversão no homem (Ef 1.13).

 O homem crê na Palavra antes da regeneração, mas isto não produz o novo nascimento, numa relação de causa e efeito. O único agente na regeneração é o Espírito Santo. A regeneração é monergística. “A alma coopera ou é activa no que precede e no que sucede à mudança, mas a mudança propriamente dita é algo que se experimenta, não algo que se faz. É possível que os cegos e os coxos que acorreram a Cristo tenham enfrentado muitas dificuldades para chegar à sua presença, e prazerosamente exerceram as novas faculdades que lhes foram comunicadas, mas foram inteiramente passivos no momento da cura. De forma alguma cooperaram na produção daquele efeito. O mesmo deve ser o caso na regeneração, se esta é o efeito do poder onipotente tanto como na abertura dos olhos dos cegos ou na cura dos ouvidos dos surdos através de uma palavra.” Charles Hodge, Teologia Sistemática, p. 996.

 

Resultados da regeneração: O homem torna-se filho de Deus e herdeiro dos céus (Rm 8.16,17); Torna-se uma nova criatura e participante da natureza divina (2 Co 5.17; 2 Pe 1.4) É uma restauração da imagem de Deus no homem (Cl 3.10) É uma restauração do propósito original do homem em devoção a Deus.

 

Evidências da regeneração:

a) Dar frutos (Mt 7.17; Tg 3.8-12);

b) Vitória sobre o pecado e o mundo: (1 Jo 3.9; 5.4, 18);

c) Santidade: (1 Jo 2.29);

d) Amor: (1 Jo 3.14);

e) Temor a Deus: (1 Jo 5.18).

f) Mudança de mente: tem a mente de Cristo (1 Co 2), renova a mente (Rm 12.2)

g) Boas obras: evita o mal e pratica misericórdia (Tg 1.27).

 

Regeneração baptismal É a crença que uma pessoa tem que ser baptizada para ser salva. Aqueles que defendem esta idéia baseiam-se em Jo 3.5 e outros textos. Entretanto, “água” é um símbolo da Palavra de Deus (Ef 5.26, 1.13; 1 Pe 1.23; Tg 1.18,21). O baptismo é um passo de obediência importante para um cristão, mas não é necessário para salvação. Este acto ilustra a identificação do Cristão com a morte, sepultamento e ressurreição de Cristo (Rm 6.3-4). A acção de ser imerso em água ilustra ser sepultado com Cristo e a acção de sair da água retrata a nova vida que se recebeu nele. Baptismo é o símbolo do que já aconteceu no coração e na vida daquele que creu em Cristo como Salvador e não um meio de obter-se a salvação, que é apenas pela graça e não por obras (Ef 2.8,9).

 

Obras consultadas: DUFFIELD, Guy P.; VAN CLEAVE, Nathaniel M. Fundamentos da Teologia Pentecostal. São Paulo: Quadrangular, 2000. WILEY, H. Orton; CULBERTSON, Paul T. Introdução à Teologia Cristã. São Paulo: Casa Nazarena de Publicações, 1990. THIESSEN, Henry Clarence. Palestras em Teologia Sistemática. São Paulo: IBR, 2006. http://www.monergismo.com/ http://www.ebdonline.com.br/cursos/fundamentos18.htm

Regeneração _ Meios de regeneração

Texto bíblico: Jo 3.5  Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que näo nascer da água e do Espírito, näo pode entrar no reino de Deus. 6  O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito.
7  Näo te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo.

 

A regeneração:  juntamente com a adopção, caracteriza a filiação cristã.

Regeneração é um acto de Deus por Seu Espírito Santo Ele ressuscita um pecador da morte espiritual, fazendo-o uma nova criação (Jo 1.12-13; 5.25; 2 Co 5.17; Ef 1.19-20; Rm 8.14-17; 2 Pe 1.4; 1 Jo 3.9-10).

 A regeneração é a resposta divina para a morte espiritual e a depravação moral; a justificação é a resposta divina ao problema da culpa.  

 

Regeneração não é:

1. Mudança de religião: isto é apenas proselitismo. Nicodemos era religioso;

2. Mudança de coração: a regeneração é algo que é dado ao homem, não mudado;

3. Reencarnação: crença de que uma pessoa nasce “reencarna” várias vezes;

4. Batismo nas águas: um símbolo externo de uma realidade interior.

5. Reforma moral: melhora de comportamento, mudança externa, conformidade a um código de regras de conduta;

 

Diferentes designações:

1. Novo nascimento: (Jo 1.13; 3.3,6-7; 1 Pe 1.3,23; 1 Jo 3.9; 5.1,18);

2. Ressurreição ou novidade de vida: (Rm 6.4-13; Ef 2.4-6; Cl 2.12-13; 3.1-3);

 3. Nova criação: (2 Co 5.17; Gl 6.15);

 4. Novo coração ou mente: (Jr 24.7; 31.33; 32.38-39; Ez 11.19-20; 36.25-27; Hb 10.16);

5. Conversão: (Ez 33.11); das trevas para a luz (At 26.18); dos ídolos para Deus (1 Ts 1.9);

6. Passar da morte para vida: (Jo 5.24; 1 Jo 3.14).

Meios de regeneração:

a) O Espírito Santo: o poder da regeneração é o mesmo poder que ressuscitou Cristo dentre os mortos (Ef 1.18-20; Tt 3.5; 2 Pe 1.4).

b) A Palavra de Deus: A comunicação da mensagem de Deus é que gera vida no pecador (1 Pe 1.23; Tg 1.18). Não é gerado pelo esforço humano (Tt 3.5; Jo 1.23; ef 2.8,9), mas pela graça de Deus. É o poder da Palavra e do Espírito que capacita uma pessoa a ver a verdade e a se arrepender do seu pecado. Por este mesmo testemunho poderoso à verdade, o pecador é levado a crer no Filho de Deus, e a seguir a santidade de vida (1 Co 1.18-25; 2.12-15; 2 Co 4.3-6) Para nascer de novo, o homem só precisa aceitar a Jesus como salvador (Jo 1.12). Esta resposta humana não transfere para este a iniciativa da salvação. Podemos observar esta participação no comparativo que Jesus estabeleceu entre a serpente erguida por Moisés e a sua morte. Para os picados pelas serpentes ardentes não havia o que ser feito para se salvarem; é a mesma situação do homem. Porém, Deus anunciou que todos os que olhassem para a serpente de metal seriam salvos; mensagem de salvação é universal e graciosa. Aos pecadores perdidos alcançados pela mensagem do evangelho resta somente crer na salvação poderosa o bastante que Deus providenciou. A confiança demonstrada na promessa divina não é e nem será contada como mérito humano. Se assim fosse, seria o mesmo que considerar que um simples olhar dos ‘mortos’ no deserto para a haste de metal erguida por Moisés, foi o que os livrou da morte certa, e não Deus. Seria o mesmo que dizer que ao olhar para a haste erguida, eles auxiliaram Deus na nova oportunidade de vida alcançada (Is 45.22). Deus é o autor da salvação. Para este propósito Cristo é o Cordeiro de Deus morto desde a fundação do mundo. Cristo é o tema do evangelho, a graça de Deus. Resta aqueles que ouvem a mensagem do evangelho crer e descansar. Nada é exigido por Deus, basta olhar na direção da cruz de Cristo. A salvação só é efetivada sobre aqueles que crêem na mensagem anunciada e, pela fé, alcançam a regeneração. Deus em sua soberania decidiu que seria assim. Alguns homens resistem à mensagem da salvação. Então a vontade do homem é mais forte que a vontade de Deus? Não, porque Deus permite que seja assim: somente seria salvo aquele que cresse (Mc 16.16). A graça preveniente capacita o homem a dar uma resposta positiva a Deus. Deus usa essa graça sobre todos os homens.

 

O filho pródigo

   Estamos acostumados a achar um impedimento em cada promessa, mas as histórias de Jesus a respeito da graça extravagante não incluem nenhum impedimento, nenhuma brecha nos desqualificando do amor de Deus.

   Cada uma delas traz no seu âmago um final bom demais para ser verdadeiro _ ou tão bom que só pode ser verdadeiro.

   Como essas histórias são diferentes das minhas próprias noções de Deus na minha infância: um Deus que perdoa, sim, mas relutantemente, depois de fazer o penitente contorcer-se. Eu imaginava Deus como uma figura trovejante e distante que prefere medo e respeito ao amor.

   Jesus, pelo contrário, fala de um pai publicamente se humilhando e correndo ao encontro do filho para abraçar aquele que desperdiçou metade da fortuna da família. Não há nenhum discurso solene: "Espero que você tenha aprendido a lição!". Pelo contrário. Jesus fala da jovialidade do pai _ "Pois este meu filho estava morto, e reviveu; tinha-se perdido e foi achado" _ e então acrescenta a frase animadora: "E começaram a alegrar-se".

   O que impede o perdão não é a relutância de Deus _ "Quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão" _ mas a nossa.

   Os braços de Deus estão sempre estendidos; nós é que nos desviamos. Quantos preferem trocar a Salvação, a graça de Deus, por supostas reencarnações?

   Tenho meditado bastante a respeito das histórias da graça contadas por Jesus para deixar seu significado filtrar-se. Ainda assim, cada vez que me confronto com Suas mensagens surpreendentes, percebo como o véu da desgraça (ex: do carma...) pode obscurecer a visão de Deus Realmente... uma dona de casa saltando de alegria pela descoberta de uma moeda perdida não é o que vem naturalmente à mente quando penso em Deus. Mas essa é a imagem na qual Jesus insistia.

   A história do Filho Pródigo, afinal, aparece numa série de três histórias _ a ovelha perdida, a moeda perdida, o filho perdido _, todas destacando o mesmo ponto. Cada uma delas destaca o sentimento de perda, fala da alegria da redescoberta e termina com uma cena de júbilo. Jesus diz realmente: "Você quer saber como é ser Deus? Quando um desses seres humanos me dá atenção é como se eu tivesse acabado de encontrar minha propriedade mais valiosa, que eu considerava perdida para sempre". Para o próprio Deus é como se fosse a descoberta de toda uma vida.

   É estranho, mas a redescoberta pode tocar-nos mais profundamente do que a descoberta. (...)

   Alguém tem uma ideia de como se sente um pai quando recebe um telefonema do FBI contando que a filha sequestrada há seis meses fora finalmente localizada, viva? Ou de uma esposa ao receber a visita do porta-voz do Exército desculpando-se pelo engano: Seu marido não estava a bordo do helicóptero que caíu... Essas imagens dão um mero vislumbre de como deve sentir-se o Criador do Universo quando recebe a volta de outro membro da Sua família. Nas palavras de Jesus "Assim vos digo que há alegria diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende".

   A graça é chocantemente pessoal.

   Como Henri Nouwen destaca: "Deus regizija-Se. Não porque os problemas do mundo foram resolvidos, não porque todo o sofrimento e dor da humanidade acabou, não porque milhares de pessoas se converteram e estão agora a louvá-lo por Sua bondade. Não, Deus regizija-Se porque um de Seus filhos que estava perdido foi achado". (...) 

   Obviamente, Jesus não nos contou as parábolas para nos ensinar a viver. Creio que Ele as contou para corrigir nossa noção a respeito de QUEM DEUS É E A QUEM DEUS AMA.

   Texto compilado por mim e retirado do livro:

   "Maravilhosa graça" de Philip Yancey

A morte de Jesus Cristo

A Morte de Cristo

Leitura: Rm 5.6 Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. 7 Porque apenas alguém morrerá por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém ouse morrer. 8 Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. 9 Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. 10 Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados, seremos salvos pela sua vida. 11 E näo somente isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual agora alcançamos a reconciliaçäo.

Era mesmo necessário que Jesus Cristo morresse?

Porque é que Ele, sendo Deus, morreria por homens mortais?

O que representa sua morte? Quais os benefícios de sua morte para os homens?

Introdução

A morte de Cristo não foi por mérito humano. Sendo pecadores, nós merecíamos a morte eterna (Rm 6.23). Deus não tinha obrigação ou necessidade de salvar ninguém. Ele agiu por sua soberana vontade (Gl 1.14).

 Ele não poupou, por exemplo, os anjos desobedientes (2Pe 2.4). Uma vez, entretanto, que Deus, pelo seu infinito amor, resolveu salvar os homens (Jo 3.16; Rm 5.8), a morte de Cristo tornou-se necessária, visto que não havia outra forma de satisfazer a justiça divina (Mt 26.39; Lc 24.25,26; Hb 2.17). Como demonstração do Seu amor e para cumprir a Sua justiça, Deus enviou seu filho, Jesus Cristo, para morrer, em nosso lugar.

1. Significado da Morte de Cristo

 O sangue de animais não seria suficiente para salvar a humanidade (Hb 10.4). Fazia-se necessário um sacrifício superior (Hb 9.23). Deus enviou Seu filho para morrer pelos pecadores e isto foi o maior acto de amor na história da humanidade, sendo o hino cantado pelos anjos (Ap 5.8-12).

 a) Morte Vicária

Sendo nós pecadores e, portanto, condenados à morte eterna, e percebendo que as Escrituras afirmam que Jesus nunca cometeu pecado (Hb 4.15; 1Pe 2.21,22), vemos que Cristo morreu em nosso lugar. O profeta Isaías já anunciava: “O Senhor fez cair sobre Ele a iniqüidade de nós todos” (Is 53.6). O sacrifício do cordeiro da páscoa prefigurava esta verdade: O inocente padecendo pelos culpados (1Pe 3.18). O apóstolo Paulo faz esta leitura em 1Cor 5.7: “Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado POR NÓS”. Cristo foi o substituto legalmente providenciado por Deus (Jo 1.29) para assumir a nossa culpa e pagar a nossa pena (2 Cor 5.14,15,21;Gl 3.13; 1Pe 2.24). Não há nenhuma injustiça nesta substituição, porque Cristo o fez por sua própria vontade (Jo 15.13; 10.18).

b) Como um resgate

Como pecadores, estávamos escravizados pelo pecado (2Pe 2.19). Para a libertação de um escravo era necessário o pagamento de um resgate. A lei de Moisés já estabelecia a necessidade de um resgate para a libertação do escravo (Lv 25.47-49). O escritor aos Hebreus afirma que Jesus morreu para que “livrasse a todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida” (Hb 2.15). O apóstolo Paulo afirma que estávamos “vendidos sob o pecado” (Rm 7.14), mas Cristo veio para ser o nosso resgatador, pagando o preço do resgate (Mt 20.28; 1Tm 2.6).

Com o seu sangue derramado, ele nos comprou (Ap 5.9; 1Cor 6.20).

c) Promoveu Propiciação e Reconciliação

O pecado fez com que os homens se tornassem inimigos de Deus (Tg 4.4; Rm 8.7). Através da morte de Cristo, Deus estabeleceu o meio de reconciliação connosco (Rm 5.10). A Bíblia chama a reação de Deus contra a desobediência do homem de ira (Rm 2.5,8). Deus, entretanto, demonstrou tanto amor por aqueles que foram objecto da Sua ira, que enviou Seu Filho para, através da Sua morte, propiciar a remoção desta ira (1Jo 4.8-10). A morte de Cristo promoveu a reconciliação entre Deus e os homens, removendo a inimizade (2Cor 5.18-20; Cl 1.21,22). Deus sendo a parte ofendida e não a que detém a animosidade foi quem providenciou a reconciliação, como Jesus nos ensinou (Mt 5.23,24).

d) Foi Satisfatória Sendo Deus santo e justo

Os pecados não deveriam ser esquecidos ou perdoados, sem que a exigência da justiça fosse cumprida. A morte de Cristo satisfez a justiça divina, pagando a pena e eliminando a condenação (2Cor 5.21).

 

2. O Alcance da Morte de Cristo

Cristo morreu por toda a humanidade e o seu sacrifício é suficiente para garantir a salvação a todos (1 Tm 2.6; 1Jo 2.2). Ela se torna eficaz, entretanto, para os que o recebem, pela fé (1Tm 4.10). É através da fé em Jesus Cristo que o homem se apropria dos benefícios de sua morte.

 

Bibliografia EVANS, William e CODER, S. Maxwell. Exposição das Grandes Doutrinas da Bíblia, Editora Batista Regular, São Paulo-SP, 1ª edição, 2000.

ERICKSON, Millard J. Introdução à Teologia Sistemática, Edições Vida Nova, São Paulo-SP, 1ª edição, 1997.

THIESSEN, Henry Clarence. Palestras em Teologia Sistemática, Imprensa Batista Regular, São Paulo-SP, 1ª edição, 1987.

GRUDEM, Wayne. Teologia Sistemática, Edições Vida Nova, São Paulo-SP, 1ª edição, 1999.

HORTON, Stanley. Teologia Sistemática, CPAD, Rio de Janeiro-RJ, 4ª edição, 1997.

PACKER, J. I. O Conhecimento de Deus, Editora Mundo Cristão, São Paulo-SP, 2ª edição, 2005.