Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Blog d'espiritismo _ A verdade

Não há, pois, como considerar Cristão, alguém que não crê no sacrifício que o Deus Vivo fez por nós. Desta forma, como filhos de Deus , devemos tomar cuidado com seitas que se dizem Cristãs, mas que são a mais pura deturpação da verdade.

Blog d'espiritismo _ A verdade

Não há, pois, como considerar Cristão, alguém que não crê no sacrifício que o Deus Vivo fez por nós. Desta forma, como filhos de Deus , devemos tomar cuidado com seitas que se dizem Cristãs, mas que são a mais pura deturpação da verdade.

A RAZÃO DAS RAZÕES 1ª parte

Quando falamos de razões para crer temos sempre que nos interrogar: crer em quê ou em quem?

Ainda antes dessa pergunta podemo-nos interrogar sobre a razoabilidade e a importância do crer na nossa vida em geral.

Qual é o peso da componente do crer, de acreditar, da fé na nossa existência pessoal e social.

Parece-nos que sem darmos conta vivemos muito mais em função do crer do que porventura admitimos, temos consciência e julgamos a priori. Quando colocamos as coisas nestes termos, de algum modo estamos a estabelecer uma relação estreita entre a razão (que fornece ou avalia as razões) e o crer (que porventura extrapola o que podemos objectivamente avaliar e verificar).

Parece-nos que não existe contradição, porém complementaridade entre a razão e a fé, entre as razões e o que cremos.

 

Como cristãos não cremos por crer e defendemos que é necessário manter o diálogo entre a razão e a fé.

Vamos mais longe considerando que a fé alimenta a razão do mesmo modo que a razão estrutura a fé.

“E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12:2).

A existência de Deus e a Sua natureza (quem é Ele?).

A vida humana (suas origens e destino), propósito e sentido.

Valores morais e éticos. Natureza e condição humana.

Vida, pensamento, consciência e espírito.

 

Depois de cerca de 30 anos de reflexão mais aturada e consciente sobre esta matéria, cada vez mais estamos convencidos que, a razão das razões, é uma pessoa: JESUS CRISTO.

Se n’Ele não somos convencidos, dificilmente o seremos por outro meio.

E isto porque Jesus é Deus no nosso meio, é Deus na nossa forma, é Deus visível, palpável, tangível, histórico.

Segundo os Evangelhos somos o Planeta visitado, Deus entrou na História, veio ao nosso encontro, vestiu-se de carne sendo espírito. N’Ele temos o retrato de Deus.

 

Olhando para Jesus sabemos que Deus existe, que somos Suas criaturas, que Deus se importa, que é próximo ainda que distinto.

Vendo Jesus, ressalta a nossa condição pecaminosa e a Sua santidade, a Sua perfeição e a nossa imperfeição, a Sua virtude e a nossa miséria moral.

Diante d’Ele cai por terra a ideia de que “não somos tão maus assim” ou que nos podemos melhorar a ponto de O atingirmos. “Ninguém jamais viu a Deus: o Deus unigénito, que está no seio do Pai, é quem o revelou” (Jo 1:18).

Em Jesus, contudo, há mais que apenas a confirmação da existência de Deus e o conhecimento da Sua existência e natureza.

Temos outrossim a mão estendida para tirar a nossa vida do buraco em que o egoísmo a lançou.

 “E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (At 4:12). Segundo Jesus Cristo, o problema do homem não é exterior, da aparência, da educação, da cultura, financeiro, familiar, emocional, profissional.

O mesmo reside na sua própria natureza e essência; tem que ver com a sua condição.

 

Não é um erro de fabrico nem de uma má opção de “uso” e “utilização”, porém da essência e da natureza intrínseca do ser humano, do coração, do espírito e da alma.

O problema é “genético”, mas da dimensão espiritual cujos reflexos também se encontram presentes no plano físico.

Estamos “avariados” por dentro. O leitor pode comprar um carro e insistir em querer pôr água no depósito em vez de combustível.

O carro é seu e poderá fazer o quiser dele.

Todavia não se vá depois queixar do construtor, ou do vendedor, ou do manual, ou da água e da gasolina, ou das regras a que as coisas necessitam de estar cingidas não como uma prisão mas como a própria expressão e essência da liberdade.

 

Deus criou-nos livres para vivermos para Ele e O desfrutarmos por toda a eternidade.

O homem não quis; muitas pessoas continuam a não querer.

Os nossos primeiros pais procederam assim apesar de todo o ambiente paradisíaco em que viviam (e outros depois disso), apesar de toda a destruição que podemos constactar que essa atitude de independência louca veio a originar.

Adão e Eva duvidaram do amor e das intenção de Deus no jardim.

 

Hoje, perante o que Deus fez por nós na cruz, não temos nenhuma razão para duvidarmos que Deus nos quer bem, que nos criou para Si e que o melhor que podemos ambicionar é vivermos com Ele e para Ele.

Ninguém nos ama como Ele, ninguém o demonstrou de maneira mais explicita do que Ele.

“Porque do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfémias” (Mt 15:19).

 É por isso que se o problema reside na nossa essência, também a solução terá de passar por ela.

Se foi Deus que nos fez, se é Ele quem determinou e determina o modo de funcionamento das coisas e dos seres, se foi Ele que estabeleceu as consequências da ruptura com esse funcionamento, então só Ele pode dizer o que é exigido para a recuperação e só Ele a poderia cumprir.

 

Continua no próximo post:

Autor: Samuel R. Pinheiro

Para meditar _ Traga os seus problemas a Jesus

Existem problemas com os quais tem lutado durante tanto tempo que lhe tiraram vida?

Será que esses problemas pegaram no seu currículo e o lembraram de que já tentou todas as soluções e nenhuma resultou?

Sussurraram-lhe: «Estou aqui para ficar, por isso habitua-te»?

Já disse a si próprio: «Pensei que por esta altura o meu casamento já estaria bem ou a minha saúde restaurada, já não teria dívidas e a porta já estaria aberta», mas isto não aconteceu e você sente-se desencorajado?

Se a resposta é sim, faça o que fez esta mulher: «E eis que uma mulher que, havia já doze anos, padecia... dizia consigo: Se eu tão-somente tocar o seu vestido, ficarei sã» (vv 20-21).

 Esta mulher que sofria tinha três opções:

 

1) «Nada vai mudar»,

2) «No meio desta multidão, Jesus nunca vai reparar em mim»,

3) «Se eu tão-somente tocar o seu vestido, ficarei sã».

 

 Ela escolheu a terceira opção, tal como você deve fazer!

Ignore as pessoas que dizem sempre que não, silencie as suas dúvidas, comece a dizer palavras de fé e siga na Sua direcção.

Mateus escreve: «...Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e levou as nossas doenças» (Mateus 8:17).

Jesus ama-o e quer que você fique são.

O seu passado não importa, nem as circunstâncias do presente.

A única coisa que importa é tocar-Lhe pela fé.

O que Jesus disse a esta mulher, está a dizer-lhe hoje: «Filha, a tua fé te salvou; vai em paz, e sê curada deste teu mal» (Marcos 5:34).

Então, entregue os seus problemas a Jesus e deixe que Ele lhe toque.

 

Fonte: A Palavra para hoje

Porque Deus amou o mundo de tal maneira...

Pergunta:

"Estou aflito por causa do pecado. Esta é uma pergunta para o Pai celestial. Não posso enviá-la a Deus, mas sei que Ele usa pessoas para nos orientar. Por isso, faço-a a vocês:

_ Pai, meu maior desejo é ser amado por Ti e não ser rejeitado. Eu gostaria muito de ter um relacionamento genuíno contigo... Sinto-me triste por todo o tempo perdido, durante o qual não entendi correctamente a Tua vontade e não aceitei a Tua Palavra, fui obstinado e até fugi de Ti... Será que... agora... estou chegando muito tarde? Tenho a impressão de que há uma muralha intransponível entre nós e sei que sou o único culpado por ela existir... será que é demasiado tarde?

Por favor, Jesus, permite que não seja."

 

Resposta:

Como as afirmações humanas nunca são totalmente confiáveis, vamos citar inicialmente algumas respostas retiradas da própria Palavra de Deus:

 

1 _ "Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (Jo 3.16).

 

2 _ "Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo" (Ap 3.20).

 

3 _ "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça" (1 Jo 1.9).

 

4 _ "Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira" (Rm 5.9).

 

5 _ "No qual temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça" (Ef 1.7).

 

6 _ "Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem a mim" (Jo 10.14).

 

7 _ "De longe se me deixou ver o Senhor, dizendo: Com amor eterno eu te amei; por isso, com benignidade te atraí" (Jr 31.3).

 

Poderíamos lembrar aqui muitas outras passagens bíblicas, mas é importante que você pense bem a respeito das que citamos.

Realmente há uma muralha entre Deus e você e o nome dela é pecado.

Deus, entretanto, enviou Seu Filho amado a este mundo para derrubá-la!

Da parte dEle, portanto, tudo já foi feito!

Sua parte é crer de todo o coração nesse maravilhoso facto! Seus anseios serão satisfeitos se você fizer o que está dito nos itens 2 e 3.

Na prática, isso significa: ajoelhe-se em seu quarto e peça ao Senhor Jesus para entrar em seu coração, para habitar nele e tomar nas mãos dEle o leme da sua vida. Confesse a Ele todos os pecados de que tiver consciência e peça-Lhe perdão e purificação através do Seu precioso sangue.

A seguir, leia mais uma vez os itens de 4 a 7, agradecendo ao Senhor Jesus de todo o coração porque Ele o comprou e redimiu, de modo que, como filho de Deus por adopção em Cristo, você poderá viver com alegria.

Se o Diabo vier e quiser colocar em dúvida o perdão obtido, insinuando que você perdeu a salvação porque era somente um "religioso" e se afastou do Senhor, resista-lhe.

Como? Baseando-se na Palavra de Deus! É importantíssimo que você se firme na fé sobre a Palavra de Deus, e não em seus sentimentos.

Esses (os sentimentos) podem variar entre o júbilo extremo e a tristeza mortal, prejudicando a vida espiritual.

As promessas de Deus, porém, são eternamente válidas, e nelas, sua fé pode repousar segura!

 

 

(Elsbeth Vetsch - http://www.ajesus.com.br)

A DOUTRINA DA TRINDADE _ TRÊS PESSOAS OU SUBSISTÊNCIAS

4.2.3. Três Pessoas ou subsistências

   Na única essência divina há três pessoas, o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Alguns preferem falar de três diferentes modos de existência ou subsistências. Subsistência é estado ou qualidade de pessoas ou coisas que subsistem. Calvino assim expressa: "Então, com pessoa, quero dizer uma subsistência na essência divina _ uma subsistência que, conquanto relacionada com as outras duas, distingue-se delas por suas propriedades incomunicáveis". Essas propriedades incomunicáveis implicam num "EU, TU, ELE" no Ser divino, com os outros. O conceito de subsistência retrata melhor o sentido do termo pessoa aplicado à Trindade, e talvez ajude a entender melhor a doutrina.

 

4.2.4. Ordem nas Pessoas Divinas

   Cada subsistência na divindade tem sua operação definida numa certa ordem. Em subsistência pessoal, o Pai é primeiro, o Filho é segundo, e o Espírito Santo é terceiro. Nesta ordem não entra questão de dignidade ou essência, mas somente ordem lógica de derivação ou de função. O Pai não é gerado pelas outras duas pessoas, nem delas procede; o Filho é eternamente gerado pelo Pai, e o Espírito procede do Pai e do Filho desde toda a eternidade. Na idéia de geração eterna não há lugar para se pensar em algum tempo quando a Trindade não existisse, ou que uma Pessoa existisse sem a outra. O Pai é eternamente Pai, o Filho é eternamente Filho, o Espírito é eternamente Espírito. O teólogo Gregório de Naziano argumenta em favor da simultaneidade na existência do Pai que gera e do Filho que é gerado referindo-se aos raios de luz que, embora procedam da luz, não são posteriores à luz em existência, pois constituem a própria luz.

 

4.2.5. Características incomunicáveis na Trindade

   Há certas características nas pessoas da Trindade pelas quais elas se distinguem uma das outras. Essas características se manifestam nas obras internas da essência divina, e são incomunicáveis. Assim, geração é uma acto somente do Pai (Jo 5: 26); filiação pertence somente ao Filho (Jo 1: 18); processão pertence ao Espírito Santo (Jo 14: 26; 15: 26). Essas características distintas são necessárias e não contingentes; eternas, pois não pertencem ao tempo; são subsistências pessoais e não de essência; são espirituais e divinas, por isto não pertencem à criação.

 

4.2.6. Ilustrações da Trindade

   Ilustrações desse ministério de Deus têm sido inventadas, mas nenhuma delas é suficiente para esclarecer a natureza da questão, normalmente porque falta nelas e idéia da personalidade ao mesmo tempo distinta e una, exactamente porque não há paralelo em nossa experiência.

   Algumas ilustrações são tiradas da natureza, como a do ovo (casca, clara e gema _ falta a idéia de unidade, parecendo mais com triteísmo), a da água nos seus três estados (sólido, liquído e gasoso _ falta a idéia de simultaneidade dos três modo de existir, parecendo mais com o modalismo). Talvez a melhor ilustração seja aquela de Agostinho, tirada da vida do homem, na unidade do intelecto, afectos e vontade. Mesmo assim falta a idéia de personalidades unidas em substância.

   Precisamos aceitar a Trindade como um dos mistérios divinos que estão apenas parcialmente revelados, mas o suficiente para formarem o pano de fundo que reflecte a glória de Deus e suscita nossa adoração e tão magnífica majestade.

 

Fim

Manual de Teologia Sistemática

Zacarias de Aguiar Severa

 

  

 

 

 

 

Para meditar... "LEIA A BÍBLIA"

Leia a sua Bíblia!

Quando questionadas «Qual foi o livro que mais influenciou a sua vida?», a maioria das pessoas responde que foi a Bíblia.

No entanto, menos de 14% lê a Bíblia todos os dias. Como pode ser isto possível? Aqui ficam algumas das desculpas mais comuns:

 

1) «Não tenho tempo.»

A sério? Muitos dos livros na sua Bíblia podem levar entre 10 a 45 minutos a ser lidos, alguns até em menos de 20 minutos. Se ler um capítulo por dia consegue acabar o livro de Provérbios num mês e a Epístola de Tiago em cinco dias.

 

2) «Não sei por onde começar.»

Se começar em Génesis e continuar por aí fora lhe parece bastante complicado, divida a leitura da Bíblia em pequenos pedaços. Escolha um evangelho e leia a vida de Cristo. Simplesmente, comece!

 

3) «Não é emocionante.»

Gosta de romance? Leia o livro de Rute. Procura aventura? Tente Juízes ou Actos. E poesia? Explore os Cânticos de Salomão. Desde História até informações práticas, está tudo nas Escrituras.

 

4) «Será que ir à igreja todas as semanas não é suficiente?»

Billy Graham diz: «A Bíblia é um mapa de estradas para a vida, e enquanto o seu pastor assinala o melhor caminho a fazer, você aprende sozinho a navegar pelas dificuldades da vida!»

 

5) «Faz-me sentir desconfortável»

Quando você não sabe o que a Palavra de Deus realmente diz, é fácil relacioná-la com experiências negativas e com hipocrisias que tenha observado, e depois perdem-se as coisas boas no meio das más.

Não há dúvidas, a Bíblia fá-lo enfrentar verdades difíceis: «...é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração» (Hebreus 4:12). Oferece-lhe um check-up. Mas ajudá-lo-á a descobrir quem você realmen­te é, o que foi chamado para fazer, e dá-lhe o poder para o fazer!

 

Fonte: A Palavra para hoje

A TRINDADE DIVINA _ A EXPLICAÇÃO DA DOUTRINA DA TRINDADE

   Tem havido várias tentativas de explicação da doutrina da Trindade Santa. Algumas dessas explicações consideramos errôneas, porque, embora possam parecer mais "lógicas", julgamos que elas não dão a devida atenção a certos detalhes da revelação bíblica.

 

4.1. INTERPRETAÇÕES CONSIDERADAS ERRÔNEAS

 

4.1.1. Modalismo

   Modalismo é a interpretação que diz que o Pai, o Filho e o Espírito Santo não são personalidades reais distintas entre Si, mas são apenas modos de uma mesma Pessoa divina se manifestar para os vários propósitos no trato com o homem na criação ou na salvação. Entendem que essa é a única maneira de fugir do triteísmo. Mas já vimos que a individualidade das três Pessoas contraria essa noção modal. É estranho pensar que um mesmo Ser pessoal assumisse três modos pessoais diferentes de se manifestar, simultâneamente, mantendo um relacionamento entre si do tipo "eu-tu-ele", sem que isto implicasse numa distinção pessoal real da divindade eterna ou não provocasse uma falsa compreensão de Deus.

   Além disto, no modalismo, antes da criação, Deus não poderia ter-se comunicado nem amado, uma vez que não havia nenhuma outra pessoa com quem Ele pudesse Se comunicar. Isto contraria a idéia de um Deus de amor imutável. Ao contrário, a doutrina da Trindade afirma que Deus é um só, mas em Si mesmo e desde toda a aternidade. Ele é Pai, Filho e Espírito Santo, o Deus Trino e Uno.

 

4.1.2. Funcionalidade

   Alguns tentam entender e explicar a Trindade pelo aspecto das funções que cada um exerce no universo. O Pai desempenha a função de Criador, o Filho como Redentor, e o Espírito Santo como Santificador. Embora haja na Bíblia alguns versículos que possam servir de amparo para este modo de pensar (Ef 1: 3-14; 1 Pe 1: 2), contudo, na revelação como um todo vemos a unidade da divindade no desempenho de cada função. Assim, o Filho e o Espírito participam da criação (Jo 1: 3; Is 40: 13, etc.), o Pai e o Filho actuam juntos na santificação, e o Pai e o Espírito Santo trabalham também na redenção. Não há uma separação rígida de funções na divindade, embora haja, na revelação, uma ligação mais directa da criação com o Pai, da redenção com o Filho e da santificação com o Espírito Santo. Este modo de entender a Trindade enfatiza a unidade na divindade, e nega a distinção pessoal nela, assumindo posição modalista.

 

4.2. A EXPOSIÇÃO DA DOUTRINA

   Na exposição da doutrina da Trindade, é preciso destacar alguns aspectos.

 

4.2.1. Os limites da nossa linguagem

   "Nosso munso é o limite da nossa linguagem", e "a linguagem é o limite do nosso mundo". A divindade situa-se além da nossa compreensão plena, por isto, a doutrina da Trindade apresenta algumas dificuldades para a mente humana. Alguns termos precisam ser considerados.

   Primeiro, o nosso conceito de pessoa pode dificultar nossa compreensão do assunto. Para nós, pessoas são vistas como personalidades independentes uma das outras, individualidades totalmente separadas, especialmente por causa do pecado na natureza humana. Mesmo assim, convém observar que há elementos comuns nas pessoas, unidade, portanto. Temos a mesma natureza humana, com os mesmos sentimentos, as mesmas aspirações, por isto que podemos nos organizar e viver em sociedade, onde temos tantas coisas em comum. É possível imaginar uma pessoa unida completa e perfeitamente a outra, vivendo e se expressando em unidade perfeita. É mais ou menos isto que pensamos a respeito da Trindade.

   Outra dificuldade que podemos ter na compreensão da doutrina da Trindade é no uso do termo Deus. Deus é um conceito de divindade. Expressa a totalidade da deidade, de cuja essência participam o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

   Reconhecendo os limites da nossa linguagem, podemos fazer mais algumas colocações para compreendermos melhor a doutrina.

 

4.2.2. Uma só essência indivisível

   Deus é um em Sua essência. Essência denota a totalidade das perfeições infinitas que constituem o Ser de Deus. Essa essência é unica e indivisível na idéia bíblica de Deus (Dt 6: 4; Tg 2: 19): Portanto, há um só Deus em essência. Essa essência não está fragmentada entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo, de modo que cada um seja apenas uma parte de Deus. Cada Pessoa possui a totalidade da essência divina. A divisão se dá apenas em determinados atributos operacionais ou na ordem de relacionamento.

 

  A seguir: TRÊS PESSOAS OU SUBSISTÊNCIAS

Para meditar... "Provar o quanto a ressurreição foi real"

"Ditas estas palavras, foi Jesus elevado às alturas, à vista deles, e uma nuvem o encobriu dos seus olhos." Atos 1.9

 

A fim de provar o quanto a ressurreição foi real, Jesus permaneceu quarenta dias sobre a terra e se manifestou a muitas testemunhas.

Depois Ele foi tomado de seu meio.

Para seus discípulos, esses quarenta dias foram como uma escola de fé onde aprenderam a crer na realidade da ressurreição de Jesus.

Nosso bendito Senhor também esteve quarenta dias numa "escola de fé" no deserto e deu provas da Sua obediência.

Mas depois subiu do Monte das Oliveiras ao céu.

O que aconteceu durante a ascensão do Senhor nunca poderemos descrever.

Somente a fé imagina o desenrolar dos factos. Primeiro houve a travessia triunfal da esfera das trevas.

Aqui devemos ter em mente o que Paulo disse mais tarde em Efésios 6.12, ou seja, que os principados e potestades estão nas regiões celestes abaixo do céu.

Quando o Senhor Jesus subiu ao céu através dessas regiões, todos estes principados e poderes das trevas ficaram imobilizados, pois o Salmo 68 diz: "...levaste cativo o cativeiro."

 Isso não significa nada menos que o Vencedor do Calvário tomando em Seu poder os poderes infernais por ocasião da Sua ascensão ao céu.

E o episódio final que fecha Sua ascensão ao céu foi Ele se assentando à direita da majestade de Deus.

 

Extraído do livro "Pérolas Diárias" (de Wim Malgo)

Para meditar... Peça sabedoria a Deus

Deus não faz regras e regulamentos para cada momento, em vez disso Ele dá-nos linhas orientadoras e princípios e permite-nos tomar decisões. Isto porque Ele é glorificado quando escolhemos consultá-Lo, confiar Nele e obedecer-Lhe.

Tiago escreve: «E, se algum de vocês tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá, liberalmente e o não lança em rosto, e ser-lhe-á dada» (Tiago 1:5).

Você não terá ainda começado a viver enquanto não tiver aprendido a depender da sabedoria de Deus.

Quando o fizer, ficará espantado com a maneira como as coisas se encaixam. Com a sabedoria de Deus vem uma notável falta de medo.

Não somos mais intimidados pelas circunstâncias ou pelas opiniões daqueles que estão à nossa volta.

Podemos perder um trabalho ou ser promovidos, e nenhuma das duas situações nos faz descarrilar.

Podemos chegar a um vale inesperado ou podemos subir até ao cume do sucesso, e lidar igualmente bem com as duas situações.

Isto porque a sabedoria de Deus nos dá equilíbrio, discernimento e estabilidade.

Nenhuma destas coisas é um traço natural, cada uma delas é um produto derivado da sabedoria que vem de Deus.

Não as alcançamos simplesmente porque somos cristãos. Não, alcançamo-las porque as pedimos.

A sabedoria de Deus dá-nos o sexto sentido de que precisamos para situações confusas, e a força para continuar com confiança, em vez de perguntas sem resposta. Hoje, precisa de sabedoria?

Passe tempo com Aquele que disse: «Porque eu vos darei boca e sabedoria, a que não poderão resistir nem contradizer todos quantos se vos opuserem» (Lucas 21:15). Funciona assim:

_ quando faz de Jesus o Senhor da sua vida é-lhe dado acesso à sabedoria de Deus.

Com o Filho de Deus, vem a sabedoria de Deus. Faz tudo parte do pacote.

 

Fonte: A Palavra para hoje

A TRINDADE DIVINA _ A Personalidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo

3.2. A PERSONALIDADE DO PAI, DO FILHO E DO ESPÍRITO SANTO

 

3.2.1. O Pai é um Ser pessoal

   Já estudámos sobre a personalidade de Deus. Ele não é um mero poder ou influência ou algum princípio impessoal. Ele é um Ser dotado da capacidade de pensar, sentir, querer, que tem consciência própria, autodeterminação, consciência moral. Portanto, um Ser Pessoal.

 

3.2.2. O Filho é também Pessoa

   Quanto a isto, não pode haver dúvida. Ele foi conhecido como um Ser dotado das qualidades pessoais como qualquer um de nós.

 

3.2.3. O Espírito Santo é revelado como pessoa

   O Seu nome parece associado com outras duas Pessoas divinas, isto é, com o Pai e com o Filho (Mt 28: 19; 2 Co 13: 13; 1 Pe 1: 2). Está associado também com os crentes no consenso de uma assembléia (At 15: 28). Suas obras são próprias de pessoas: Ele ensina (Lc 12: 12), consola (Jo 16: 7), convence (Jo 16: 8), guia à verdade (Jo 16: 13), fala (Jo 16: 13). Além disto, Ele está sujeito a ser atingido como uma pessoa: pelo pecado (Mt 12: 31), pela mentira (At 5: 3-4), pela tristeza (Ef 4: 30). Ele é "outro Consolador". Esta declaração implica em personalidade, quer porque é "outro", da mesma natureza do primeiro (Jesus), quer porque é Consolador, função que somente um ser pessoal pode executar (cf. Jo 16: 7; 1 Jo 2: 2).

 

3.3. A DISTINÇÃO ENTRE O PAI; O FILHO E O ESPÍRITO SANTO.

 

3.3.1. O Pai e o Filho são distintos entre si

   O Pai enviou Jesus Cristo e dá testemunho dele (Jo 5: 32-37); Cristo é o "unigénito do pai" (Jo 1: 14); Ele é o Filho dado ao mundo (Jo 3: 16) e santificado pelo Pai (Jo 10: 36); Jesus é o "Seu Filho, nascido de mulher, nascido debaixo da lei" (Gl 4: 4). A declaração de Jesus de que Ele e o Pai são um (Jo 10: 30) não compromete a verdade da distinção pessoal entre Eles, apenas ressalta a igualdade da natureza divina de ambos.

 

3.3.2. O Pai e o Filho são também distintos do Espírito Santo

   Há uma relação do tipo eu-tu-ele na divindade. O Filho roga ao Pai que envie o Espírito Santo (Jo 14: 16-17). Jesus envia e Espírito Santo da parte do Pai (Jo 15: 26). No baptismo de Jesus a Trindade está presente, pelo menos em manifestações: O Filho é baptizado, o Espírito de Deus vem sobre Jesus em forma corpórea, e ouve-se a voz do Pai (Mt 3: 16-17). Tudo indica que a distinção entre as pessoas da divindade não pode ser apenas aparente. Não são apenas modos diferentes de uma mesma pessoa divina se manifestar. Trata-se de uma distinção real, embora isto não implique em uma independência entre as Pessoas da Trindade, como acontece entre os seres humanos.

 

3.4. A Unidade das três Pessoas Divinas

   O Pai, o Filho e o Espírito Santo constituem um só Deus. Não obstante a revelação da Trindade, de modo nenhum há qualquer idéia de que haja três deuses. Tanto Jesus quanto os apóstolos afirmaram que Deus é um só. Paulo declara que "há um só Deus e Pai de todos" (Ef 4: 6). Tiago diz que o facto de Deus ser "um só" até os "demónios também o crêem, e estremecem" (Tg 2: 19). Enfim, a unidade de Deus é uma verdade central no ensino de toda a Bíblia.

   Estas quatro verdades básicas reveladas na Bíblia, e mais explicitamente no Novo Testamento, isto é, a divindade, a personalidade, a distinção e a unidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo, fundamentam biblicamente, a doutrina da Trindade. Resta-nos agora tentar compreender melhor este mistério divino.

 

A seguir: A  EXPLICAÇÃO DA DOUTRINA DA TRINDADE

 

 

Para meditar... "Vivendo pelo poder do Espírito Santo"

Independentemente do tempo que tenhamos caminhado com Deus, a nossa carne nunca melhora; nunca se torna mais como o Espírito com o passar dos anos!

É por isso que nos é dito para a crucificarmos e para caminharmos cada dia pelo poder que o Espírito de Deus nos dá.

Ouça: «...Andai em espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne. Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis...mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra estas coisas não há lei» (Gálatas 5:16-17,22-23).

Será que esta forma de viver é possível? Sim, mas é importante que faça quatro coisas:

 

1) Reconheça que é um alvo para o inimigo e proteja-se com a Palavra de Deus e com oração.

 

2) Livre-se daquele pecado que constantemente o derrota: «…deixemos todo o embaraço, e o pecado, que tão de perto nos rodeia…» (Hebreus 12:1)

 

3) Encha-se continuamente do poder do Espírito Santo. Sem Ele irá perder sempre.

 

4) Firme-se na força de Deus, não na sua. Como?

Lutando até alcançar a vitória. O Seu poder, mais a sua escolha em obedecer e continuar a lutar, levam sempre a uma clara e duradoura vitória!

 

Fonte: A Palavra para hoje