Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Blog d'espiritismo _ A verdade

Não há, pois, como considerar Cristão, alguém que não crê no sacrifício que o Deus Vivo fez por nós. Desta forma, como filhos de Deus , devemos tomar cuidado com seitas que se dizem Cristãs, mas que são a mais pura deturpação da verdade.

Blog d'espiritismo _ A verdade

Não há, pois, como considerar Cristão, alguém que não crê no sacrifício que o Deus Vivo fez por nós. Desta forma, como filhos de Deus , devemos tomar cuidado com seitas que se dizem Cristãs, mas que são a mais pura deturpação da verdade.

7. Sinal: Terramotos

7. Sinal: Terramotos

“Haverá grandes terramotos... em vários lugares” (Lucas 21:11).

O aumento geral do número de terramotos tem sido um dos mais notáveis fenómenos dos últimos cem anos. 

Os registros dos quinhentos anos passados mostram um aumento constante dessas convulsões terrestres: Século XV, XVI, XVII, XVIII, XIX.

Nos anos mais recentes tanto o número como a severidade dos terramotos aumentaram grandemente.

Os mais desastrosos deles têm ocorrido na presente geração.

Em 18 de Abril de 1906 São Francisco, E.U.A, foi sacudida por um tremor de terra que praticamente destruiu a cidade.

Dois anos depois, em 1908, cerca de 75.000 pessoas pereceram no terremoto de Messina, Itália.

Em 13 de Janeiro de 1920 mais de 180.000 vidas se perderam em Kansu, China.

Em 1923 a cidade de Tóquio, Japão, quase foi destruída por um abalo sísmico que matou 143.000 pessoas.

Desde então têm ocorrido fortes tremores de terra na Índia, Turquia, América, Grécia e outros países, aumentando o número de vítimas.

Mais recentemente tivemos o Tsunami na Indonésia, abalos no México, Haiti e nos últimos dias temos o Japão no epicentro de uma catástrofe que todos nós lamentamos e presenciamos. 

A própria natureza parece estar a contorcer-se sob a pressão de farsas sinistras e invisíveis.

Disse Jesus que haveria terramotos em vários lugares. O tremendo aumento desse fenómeno terrestre indica estar o mundo se aproximando do vórtice de grande crise dispensacional.

 

 

 

 

 

 

6. Sinal: Bomba H

6. Sinal: Bomba H

Quando Jesus, em Seu discurso, falou acerca de acontecimentos que ocorreriam pouco antes da Sua volta à terra, mencionou uma circunstância que parecia totalmente incrível.

Falando da Grande Tribulação, disse: “Porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido, nem haverá jamais. Não tivessem aqueles dias sido abreviados, e ninguém seria salvo; mas por causa dos escolhidos tais dias serão abreviados” (Mat. 24:21-22).

Até há poucos anos atrás, o cumprimento desta profecia parecia tão remoto que se afigurava absurdo o que Jesus dissera.

Mesmo durante a II Guerra Mundial, a população da terra crescia mais depressa do que o número de vidas ceifadas pelos horrores da guerra.

Que fantástica invenção poderia ocorrer que pudesse pôr em perigo a vida de cada indivíduo na face da terra?

Então, subitamente, veio a notícia da bomba atómica. Mais vidas se perderam em Hiroxima naquela fatal fração de segundo, do que todas as perdas sofridas pelos Estados Unidos durante os quatro anos da Batalha do Pacífico!

O poder atómico inaugurou uma nova era. Parecia ter alcançado limite absoluto a capacidade de destruição. Porém, dentro de poucos anos a bomba do tipo usado em Hiroxima estava ultrapassada.

Veio a seguir, a notícia da Bomba de Hidrogênio, cujo poder potencial de destruição é ilimitado.

Apenas uma dessas bombas pode arrasar completamente grandes cidades como Londres e Nova Iorque. Ao criarem esse monstro descobriram os homens o segredo da própria energia solar.

O poder da bomba de Hidrogênio pode ser de tal modo aumentado que romperia a crosta terrestre!

O horrível espectro do suicídio da raça humana torna-se possível em futuro previsível.

Revela-se agora a verdade integral das palavras de Jesus. Se os tempos continuassem indefinidamente, a menos que ocorresse a intervenção Divina, todos os seres pereceriam e a terra seria reduzida a completa desolação!

Felizmente Deus não irá permitir que isso aconteça, pois Cristo virá antes.

De facto, tais coisas são sinal seguro da extrema aproximação da Sua Vinda. 

 

 

 

5. Sinal: A Bomba Atômica

5. Sinal: A Bomba Atómica 

O “impacto” causado na história pela energia atómica mal podia ser suspeitado há alguns anos atrás.

Einstein foi o primeiro a predizer as possibilidades do átomo, quando, em 1905, deu a conhecer a fórmula matemática que prenunciava o seu incrível poder.

Ao desencadear-se a II Guerra Mundial em toda a sua fúria, descobriram os cientistas o segredo da reação atómica em cadeia.

Logo depois, as possibilidades do poder atómico foram reconhecidas pelo governo americano e, a partir daquele momento, tudo quanto dizia respeito à ficção nuclear foi envolvido num manto de sigilo.

Somente quando a destruição atómica de Hiroxima foi anunciada, teve o público conhecimento do que se tratava.

O poder atómico estava definidamente previsto numa profecia.

Os poderes dos CÉUS serão abalados! Note-se que a palavra “céus” é traduzida do vocábulo grego “Uoranos”. Se deixarmos na sentença o termo original temos: “Os poderes de Uoranos serão abalados.”

URÂNIO É O ELEMENTO DO QUAL É FABRICADA A BOMBA ATÓMICA!

Quando o Poder da Besta “fogo de Uoranos faz descer à terra, diante dos homens”, que profético cumprimento poderia ser este senão fazer “descer fogo” de urânio? (Apoc. 13:13). 

Jesus, falando dos sinais do fim dos tempos, disse em Lucas 21:26: “Haverá homens que desmaiarão de terror e pela expectativa das causas que sobrevirão ao mundo; pois os poderes dos CÉUS serão abalados”.

Pode haver outro cumprimento mas, sem qualquer dúvida, o poder da bomba atómica envolve grande, senão mesmo o maior, poder potencial de destruição de quantos previstos pelos estudiosos das profecias no cumprimento de Apocalipse 13: 13.

As Escrituras tornam claro que não será permitido ao poder de destruição atómica continuar a agir até o ponto de varrer da Terra a civilização.

Virá o Milénio, a saber, mil anos de paz.

Depois disso, diz-nos Pedro: “os céus passarão com estrepitoso estrondo e os ELEMENTOS SE DESFARÃO ABRAZADOS; também a terra e as obras que nela existem serão atingidas. Visto que todas essas coisas hão de ser assim desfeitas, deveis ser tais como os que vivem em santo procedimento e piedade” (II Pedro 3:10-11).

 

 

 

 

4. Sinal: Rádio e Televisão

4. Sinal: Rádio E Televisão

Foi há cerca de setenta anos que pela primeira vez sonhou o homem com a possibilidade de transmitir música e fotografias por meio de ondas electromagnéticas através do espaço à velocidade da luz.

Assemelham-se essas ondas às emitidas por um raio, e causadoras de estática do receptor. Deus dá a entender a Jó que sua é a sabedoria que isso produz.

Em Jó (cap. 38:35) diz o Senhor: “Ou ordenarás aos relâmpagos que saiam, e te digam: Eis-nos aqui?”

Há a respeito deste assunto uma interessante profecia no capítulo 11º do Apocalipse.

O Poder da Besta, no final dos tempos, tendo vencido e matado as Duas Testemunhas, deixou os corpos ficar expostos nas ruas de Jerusalém. 

Note-se em Apoc. 11:9 a significativa declaração que se segue: “Então muitos dentre os povos, as tribos, as línguas e as nações contemplam os cadáveres das duas testemunhas, por três dias e meio, e não permitem que esses cadáveres sejam sepultados”.

** (Chamo a atenção que as duas testemunhas do muro de Jerusalém só serão mortas porque Deus o irá permitir e, que, perante o olhar das pessoas que os estão a ver apodrecer durante três dias e meio, Deus as ressuscitará e arrebatará!)

Deduz-se desse versículo que a cena ocorrida em Jerusalém pode ser vista por pessoas de muitas nações.

Seria difícil compreender como o cumprimento literal dessa profecia poderia realizar-se excepto por meio da televisão.

É interessante notar que, com o passar do tempo, certas profecias que se pensava fossem de sentido figurado, estão-se realizando literalmente.

É claro que o Poder da Besta, no tempo do fim exercerá domínio sobre considerável parte da terra.

A televisão está a tornar-se o mais poderoso meio pelo qual uma personalidade pode impressionar e dominar grandes massas. 

A circunstância de a televisão estar a converter-se num importante factor na vida diária de elevado número de pessoas, é mais um indicio de que os tempos finais se aproximam.

 

 

 

3. Sinal: O Avião

3. Sinal: O Avião

 

O homem poder voar é uma inovação relativamente recente.

Foi só em 1906 que Santos Dumont realizou na Europa, pela primeira vez, seu histórico vôo no “Demoiselle”.

Desde então um tremendo progresso tem sido alcançado.

Os aviões a jato aumentaram a velocidade dos vôos comerciais a mais de 800 quilômetros por hora. O homem tem voado em foguetes à velocidade de uma bala de canhão, ou seja, acima de 28.500 quilômetros horários!

Que o homem voaria um dia foi predito nas Escrituras e a profecia que disso fala tem cenário assaz notável, envolvendo a defesa da Cidade de Jerusalém. A passagem lê: “Como as aves andam voando, assim o Senhor dos Exércitos amparará a Jerusalém: e, amparando a livrará, e, passando, a salvará (Isaias 31:5). (livro escrito no ano 760 a. C.)

Em 1917 quando o general inglês Allenby subiu do Egito para disputar a posse da Terra Santa, os turcos estavam decididos a defender Jerusalém até ao último homem. Allenby, crente devoto, queria poupar a Cidade Santa, dos horrores de um cerco. Não desejava fosse a sagrada e histórica cidade danificada pelo bombardeio. Ajoelhando-se em sua tenda rogou a Deus que tornasse a batalha desnecessária.

No dia seguinte mandou que seus aviões de reconhecimento voassem sobre Jerusalém. Muitos dos turcos jamais haviam visto um avião.

Apressadamente evacuaram a cidade sem dar combate. Assim, literalmente pode-se dizer que o Senhor a defendeu pelo aeroplano, como ave voando. 

Observe-se que o Livro do Apocalipse diz que a última praga será derramada no ar, de que resultará a queda “das cidades das nações” (Apoc. 16:17).

Que é isso senão destruição atómica?

A invenção e o aperfeiçoamento do aeroplano são mais um sinal da aproximação do dia da volta de Jesus. 

 

  

 

 

2. Sinal: O Automóvel

O Automóvel 2. Sinal:

 

O Automóvel “Os carros passam furiosamente pelas ruas, e se cruzam velozes pelas praças, parecem tochas, correm como relâmpagos” (Naum 2:4).

Eis aqui uma das mais notáveis profecias da Bíblia.

Tão minuciosa é esta antevisão profética do automóvel que dificilmente deixaria de ser compreendida.

Os estranhos veículos vistos por Naum (livro escrito no ano 713 a. C.)  na sua visão eram como tochas ardentes alusão, sem dúvida, aos fortes faróis dos carros modernos.

O “cruzar veloz” pelas ruas e praças é o adequado modo de descrever o tráfego que circula ruidoso pelas artérias das nossas grandes cidades, — tráfego esse cuja intensidade de tal forma cresceu que se tornou uma ameaça à vida. 

Para evitar que essas cidades se estrangulem no seu próprio tráfego, os governos têm sido forçados a construir rodovias gigantescas e custosas.

Sobe a milhares o número de pessoas que perdem a vida em consequência de acidentes de automóvel, e a milhões o de feridos.

Por fim acrescenta o profeta: “Parecem tochas, correm como relâmpago”.

A maioria dos carros hoje fabricados tem sua força motriz de tal modo aumentada que podem fazer muito mais de 140 quilômetros por hora. 

Correndo pelas estradas à noite em alta velocidade pareciam quais relâmpagos na visão de Naum, acostumado que estava ao tráfego de camelos.

Porém, a mais significativa parte da profecia é o elemento tempo. A visão seria cumprida “no dia do Seu aparelhamento.” Essas coisas, noutras palavras, viriam a suceder-se ao tempo em que o Senhor estivesse preparando o Seu regresso à terra.

O aperfeiçoamento do automóvel tal como vemos hoje, é cumprimento da visão do profeta e sinal seguro da vinda do Senhor. 

 

 

 

1. Sinal: O Saber A Multiplicar-se

1. Sinal: O Crescimento Do Saber

Penetremos neste fascinante e assaz importante tópico reportando-nos a uma profecia do Livro de Daniel.

Pronunciada por um anjo, ela nos dá, numa sentença, um quadro revelado do carácter dos acontecimentos do fim dos tempos.

Indica essa profecia que ao se aproximar esse fim ocorreria um aumento sem precedentes do saber humano, bem como dos meios de comunicações.

Queria o anjo que compreendêssemos esses acontecimentos como sinais-chave da aproximação dos tempos finais. “Tu, porém, Daniel, encerra as palavras e sela o livro, até ao tempo do fim; muitos correrão de lá para cá, e o saber se multiplicará” (Daniel 12:4).

É facto notório que durante a maior parte da história do mundo os acontecimentos humanos progrediriam de modo relativamente vagaroso.

Foi a invenção da imprensa, há alguns séculos atrás, que tornou possível divulgá-los amplamente, e somente no século passado, a maior parte das invenções de que hoje desfrutamos foi aperfeiçoada como resultado do progresso tecnológico.

Nossos avós, na sua infância, viajavam de maneira muito parecida como a dos faraós há 3.500 anos.

Hoje, uma pessoa de oitenta anos, pode lembrar-se dos dias em que não havia automóvel, nem luz elétrica, nem telefone, nem fonógrafo, nem rádio, nem televisão. Naqueles tempos a revolução industrial apenas começava.

Foi no principio deste século que tivemos o aeroplano.

O rádio, a televisão bem como muitos outros inventos eletrônicos que hoje tomamos por coisas corriqueiras, são maravilhas do Século Vinte.

Por meio dessas duas recentes invenções um locutor é potencialmente capaz de falar a uma nação inteira.

Coroando a série de descobertas reveladoras da habilidade do homem, está a da energia nuclear, tornada conhecida ao mundo no cataclisma atómico de Hiroxima.

E porque as condições do mundo são actualmente as que são, o poder atómico continua a desenvolver-se para fins de destruição em massa.

É aparentemente uma descoberta destinada a acabar com todas as demais.

Não tomaremos tempo para delinear ainda mais a tremenda expansão do saber humano, salvo para pôr em relevo o seu sentido profético. O anjo deu a entender que o grande incremento do saber humano seria um sinal dos tempos do fim. 

 


 

Sinais da próxima vinda de Cristo_ introdução

Durante os próximos dias vamos meditar e VER os:

SINAIS DA PRÓXIMA VINDA DE CRISTO

 

 Gordon Lindsay

 

O maior acontecimento da história está prestes a ocorrer — a Segunda Vinda, ou a volta do Senhor Jesus a este mundo.

Em diversas ocasiões, durante o Seu ministério terreno, Jesus referiu-Se a esse evento que fixa o tempo em que Ele irá estabelecer o reino visível de Deus. Simultâneamente Satanás será posto em cadeias, as guerras cessarão e a idade áurea da história começará.

Os apóstolos, todavia, não estavam bastante seguros quanto à época em que o Senhor retornaria.

Alguns deles julgavam fosse ainda em seus dias, o facto, porém, é que Cristo declarou que seria longo o tempo de Sua ausência, que Sua partida se semelhava à de “um homem ausentando-se do país” e voltando “depois de muito tempo” (Mat. 25:14,19).

Os apóstolos não podiam compreender isto pois esperavam que Cristo voltasse em sua geração.

Pouco antes de Ele subir ao céu fizeram-lhe a seguinte pergunta: “Senhor, será este o tempo em que restaures o reino a Israel?” (Atos 1:6).

O Senhor declinou de acrescentar mais ao que já havia revelado.

Houvessem eles, contudo, dado ouvidos mais atentos às palavras de Jesus e, teriam compreendido que esse acontecimento não poderia ocorrer em seus dias.

Havia-lhes o Mestre dito que o reino seria tirado dos Judeus (Mat. 21:43), e por terem rejeitado o seu Messias, os gentios pisariam aos pés Jerusalém e seus habitantes seriam dispersos entre as nações “até que os tempos dos gentios se completem”.

Um estudo cuidadoso das Escrituras mostra que, na realidade, o Senhor proporcionou uma boa soma de informações a respeito da Sua volta.

Apesar de o dia e a hora não serem conhecidos nem dos anjos nem do próprio Cristo enquanto homem entre nós, mas tão somente do Pai (Marcos 13:32) o povo de Deus, porém, conheceria os tempos e as estações a fim de que aquele dia não os apanhasse de surpresa qual ladrão (1 Tessal. 5:4).

Que sinal, ou sinais, anunciarão, pois, a vinda de Cristo?

Indicarão eles estar o acontecimento próximo, ou remoto?

Qual a evidência real acerca deste assunto? [ ... ] 

 

 

Soberania de Deus: Logicidade x Biblicidade

Uma das mais famosas objecções à Soberania de Deus é a suposta incoerência lógica em aceitar que O Senhor pré-ordena cada detalhe do universo e, mesmo assim, os homens continuam agentes responsáveis.

É interessante notarmos, que essa não é uma crítica teológica, mas filosófica.

Ou seja, ela apresenta uma falta de comprometimento com os textos bíblicos que defendem a Soberania Absoluta de Deus sobre tudo e atem-se às considerações decorrentes da análise teológica.

Logo, essa questão não é o centro da discussão (que são os textos bíblicos), mas um ponto secundário.

É triste ver que algumas pessoas rejeitam algum ensino ou por não gostarem dele ou por o acharem intelectualmente confuso, quando, na verdade, o único ponto que deveria influir na aceitação de uma doutrina deveria ser sua coerência com as Escrituras.

Quando vejo alguém rejeitar a Soberania de nosso Deus porque isso soa paradoxal, só posso acreditar que tal homem não crê verdadeiramente na Palavra de Deus. Deixe-me citar um exemplo:

Se considerarmos as “Testemunhas de Jeová”, veremos que elas submetem as Escrituras à sua lógica, e não o contrário.

À semelhança dos doutrinadores espíritas, elas alegam que é logicamente incoerente um Deus amoroso mandar pessoas para sofrerem eternamente no inferno. 

Essa é a base para a interpretação delas.

Assim sendo, ao invés das Escrituras ditarem o que é lógico ou não, essa análise fraca delas é quem guia a leitura bíblica. Logo, todo verso que fala do inferno de fogo é deturpado, retalhado e ignorado.

É certo que a maioria das pessoas age assim.

Os conceitos pré-formados é que ditam o entendimento das Sagradas Letras.

Em lugar de submeter o que cremos ser lógico à Luz das Escrituras, queremos que a Bíblia siga nossos pobres e inferiores padrões de raciocínio. Com isso, não só minimizamos Deus, mas também deturpamos Sua Palavra.

Voltando à questão inicial, precisamos responder a alegação de que é contraditório Deus pre-ordenar cada detalhe do universo, até mesmo os desígnios dos homens, e os seres humanos continuarem sendo responsáveis pelas suas atitudes.

Para isso, precisamos definir o que é um paradoxo, uma contradição e um mistério.

 

Resumidamente, paradoxo é uma aparente contradição que, com uma análise mais profunda, poderá ser descoberta como uma contradição ou não.

Por exemplo, quando Jesus disse que quem perdesse a vida por causa d'Ele a acharia (Mt 10:39), isso é um verdadeiro paradoxo.

Como é que eu acho a minha vida perdendo-a?

Com um estudo mais cuidadoso, vemos que o que Jesus estava dizendo era que quem perde sua vida nesta terra, encontrará vida novamente nos céus.

Logo, esse paradoxo revelou-se como coerente e não como uma contradição.

 

Sobre o que significa uma contradição, R. C. Sproul o define muito bem em seu livro Essential Truths of the Christian Faith:

O termo paradoxo é freqüentemente mal interpretado como sendo sinónimo de contradição; agora, inclusive, aparece em alguns dicionários como um significado secundário desse termo.

Uma contradição é uma afirmação que viola a lei clássica da não-contradição.

A lei da não-contradição declara que A não pode ser A e não-A ao mesmo tempo e no mesmo contexto.

Quer dizer, algo não pode ser o que é e não ser o que é ao mesmo tempo e no mesmo contexto. Essa é a mais fundamental de todas as leis da lógica. Ninguém pode entender uma contradição, porque uma contradição é inerentemente incompreensível.

Nem mesmo Deus pode entender contradições; entretanto, certamente Ele pode reconhecê-las pelo que são - falsidades.

 

Já o termo mistério refere-se a algo que ainda não nos foi revelado pelas Escrituras.

Algo que nós não conseguimos compreender nesta terra, mas que entenderemos quando Cristo nos revelar nos céus.

Então, depois que consideramos esses termos, o que dizer sobre a Soberania de Deus e a responsabilidade do homem?

Primeiro, precisamos analisar o que as Escrituras dizem sobre isso. E neste ponto, podemos ver claramente o Senhor mostrando-se Soberano sobre o homem enquanto este é responsável por suas escolhas:

 

1. Deus engana o profeta e o pune por ter sido enganado; "E se o profeta for enganado, e falar alguma coisa, eu, o SENHOR, terei enganado esse profeta; e estenderei a minha mão contra ele, e destruí-lo-ei do meio do meu povo Israel. E levarão sobre si o castigo da sua iniqüidade; o castigo do profeta será como o castigo de quem o consultar" (Ezequiel 14:9,10).

 

2. O Faraó endurece o próprio coração, sendo Deus o responsável por tal atitude; “Vendo Faraó que cessou a chuva, e a saraiva, e os trovões, pecou ainda mais; e endu-receu o seu coração, ele e os seus servos. Assim o coração de Faraó se endureceu, e não deixou ir os filhos de Israel, como o SENHOR tinha dito por Moisés. Depois disse o SENHOR a Moisés: Vai a Faraó, porque tenho endurecido o seu coração, e o coração de seus servos, para fazer estes meus sinais no meio deles, e para que contes aos ouvidos de teus filhos, e dos filhos de teus filhos, as coisas que fiz no Egito, e os meus sinais, que tenho feito entre eles; para que saibais que eu sou o SENHOR” (Êxodo 9:34 – 10:2).

 

3. Os homens mataram Jesus, porém Deus havia pré-determinado tal acto; "A este que vos foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, prendes-tes, crucificastes e matastes pelas mãos de injustos" (Atos 2:23).

"Porque verdadeiramente contra o teu santo Filho Jesus, que tu ungiste, se ajuntaram, não só Herodes, mas Pôncio Pilatos, com os gentios e os povos de Israel; para fazerem tudo o que a tua mão e o teu conselho tinham anteriormente determinado que se havia de fazer" (Atos 4:27,28).

 

4. Satanás incitou Davi a fazer um censo, sendo isso uma punição do próprio Deus. "Tornou a ira do SENHOR a acender-se contra os israelitas, e ele incitou a Davi contra eles, dizendo: Vai, levanta o censo de Israel e de Judá” (II Sm 24:1). “Então, Satanás se levantou contra Israel e incitou a Davi a levantar o censo de Israel” (1 Cr 21:1)

 

Como negar tais textos?

O próprio Deus, a cuja vontade ninguém pode resistir, engana o profeta para profetizar e condena-o por ter profetizado.

O Faraó endurece o próprio coração – sendo condenado por isso – ao mesmo tempo em que Deus é quem endurece o coração dele.

Os homens cometeram o pecado de matar Jesus, mas Deus havia pre-determinado tal acto desde antes da fundação do mundo.

Foi Satanás quem incitou Davi ou foi Deus quem o fez?

Existem várias considerações que precisariam acompanhar esses textos, mas, por ora, a resposta suficiente é:

Deus é Soberano sobre tudo de um modo tal que, incompreensivelmente, os seres continuam agentes livres e responsáveis.

Muitos poderão levantar-se e retrucar: “Isso é contraditório!”. Na verdade, isso é paradoxal.

Não encontramos a regra da não-contradição sendo quebrada em parte alguma. Ou seja, precisamos de uma análise mais profunda para descobrir se esse paradoxo é coerente ou não.

Embora isso não seja unânime, acredito que esse paradoxo, na verdade, é um mistério.

As Escrituras não revelam como Deus opera para que o homem seja responsável por suas atitudes ao mesmo tempo em que Ele pre-ordena cada atitude dos homens. Outros podem questionar que, por ser algo que não nos foi revelado, não pode ser ensinado ou crido.

Mas será que isso é realmente coerente?

Para muitos, os elétrons se comportarem como ondas e partículas simultaneamente é paradoxal, mas isso não deixa de ser ensinado nas escolas, pois eles acreditam que, no futuro, quando homens com mentes mais elevadas surgirem, os estudos avançarão e conseguiremos compreender esse mistério.

A questão real é: o que define uma doutrina como ilógica?

Creio que sua incoerência com as Escrituras, e não sua facilidade de ser entendida.

Sei que teremos uma resposta lógica de Deus nos céus, quando nossa mente for restaurada e elevada, mas, hoje, só posso esperar que os homens se contentem com a informação que temos:

“A Bíblia assim ensina”. Desta maneira, confiaremos mais no que Deus revela através de Sua Palavra, e não em nossa pobre ignorância. Obedeceremos, assim, o mandamento de Deuteronômio: “As coisas encobertas pertencem ao SENHOR...” (29:29).

 

 

 

 

Por Yago Martins.

© Voltemos ao Evangelho Website: voltemosaoevangelho.com

Retirado de: Teologiaevida.com

Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que adicione as informações supracitadas, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

O Lugar do Espírito Santo na Trindade


por John Piper
Durante uma série de mensagens com base no livro de Hebreus, alguém perguntou a respeito de meu ponto de vista sobre o Espírito Santo.

A razão para isso é que o Espírito Santo não recebe tanta atenção quanto o Pai e o Filho.
Este é um assunto difícil, mas tentei esclarecê-lo. Eis o que escrevi em resposta.

Tenho enfatizado (a partir de textos como Hebreus 1.3; Colossenses 1.15; 2.9; Filipenses 2.6; 2 Coríntios 4.4 e João 1.1) que o Filho de Deus é o reflexo do próprio Deus Pai, em sua auto-consciência. Deus tem uma idéia perfeitamente clara e total de suas perfeições. Esta imagem de Deus é tão perfeita e completa, que é, na realidade, a manifestação de Deus, o Filho, uma pessoa com seus próprios direitos.

Portanto, Deus Filho não é criado, nem formado. Ele é co-eterno com o Pai, porque o Pai sempre teve essa perfeita imagem de Si mesmo.
O Filho é dependente do Pai, como uma imagem depende do original, mas não é inferior em qualquer atributo divino, porque é uma cópia viva e plena das perfeições do Pai. De fato, isto é um grande mistério — como uma idéia, um reflexo ou imagem do Pai pode realmente ser uma pessoa, com seus próprios direitos? — e não imagino que sou capaz de tornar o infinito completamente controlável.

Ora, o que dizer sobre o Espírito Santo?
Acho proveitoso observar que a mente de Deus, reflectida em nossa própria mente, tem duas faculdades: entendimento e vontade (tendo as emoções como os actos mais vívidos da vontade). Em outras palavras, antes da Criação, Deus podia relacionar-se consigo mesmo de duas maneiras: podia conhecer e amar a Si mesmo.
Em conhecer a Si mesmo, Deus gerou o Filho, a perfeita, completa e total imagem pessoal dEle mesmo. Em amar a Si mesmo, o Espírito Santo procedeu do Pai e do Filho.
Portanto, o Filho é a eterna imagem que o Pai tem de suas próprias perfeições, e o Espírito Santo é o eterno amor que flui entre o Pai e o Filho, visto que se deleitam Um no Outro.

Como pode este amor ser uma pessoa em seus próprios méritos? As palavras falham, mas não podemos dizer que o amor entre o Pai e o Filho é tão perfeito, tão constante e envolve tão completamente o que o Pai e o Filho são em Si mesmos, que este amor se manifesta como uma Pessoa em seus próprios méritos?

C. S. Lewis tentou apresentar isso usando uma analogia — mas é somente uma analogia:
Você sabe que entre os seres humanos, quando se reúnem em família, ou num clube, ou numa sociedade comercial, as pessoas falam sobre o “espírito” daquela família, daquele clube ou daquela sociedade comercial. Elas falam sobre “espírito” porque os membros individuais, quando se reúnem, desenvolvem maneiras particulares de conversarem e se comportarem, maneiras que não teriam, se estivessem sozinhos. É como se uma personalidade coletiva viesse à existência. Na verdade, não é uma pessoa real: é apenas semelhante a uma pessoa. Mas essa é somente uma das diferenças entre Deus e nós. O que resulta da vida conjunta de Deus Pai e Deus Filho é uma Pessoa real; é, de fato, a Terceira das três Pessoas que são Deus.

Estes são mistérios profundos. Todavia, para amar e conhecer a Deus, considero proveitoso ter em mente, pelo menos, alguma concepção quando afirmo que existe somente um Deus e de que Ele existe em três Pessoas. É nosso dever e deleite adorar o nosso grande Deus, mas Ele não é honrado mediante adoração ignorante, pois isto seria uma charada. A adoração tem de se fundamentar em algum conhecimento. Do contrário, não é o verdadeiro Deus a quem adoramos.

Extraído do livro:

 

 

Uma Vida Voltada para Deus, de John Piper.
Copyright: © Editora FIEL


O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.