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Blog d'espiritismo _ A verdade

Não há, pois, como considerar Cristão, alguém que não crê no sacrifício que o Deus Vivo fez por nós. Desta forma, como filhos de Deus , devemos tomar cuidado com seitas que se dizem Cristãs, mas que são a mais pura deturpação da verdade.

Blog d'espiritismo _ A verdade

Não há, pois, como considerar Cristão, alguém que não crê no sacrifício que o Deus Vivo fez por nós. Desta forma, como filhos de Deus , devemos tomar cuidado com seitas que se dizem Cristãs, mas que são a mais pura deturpação da verdade.

Se João Baptista é Elias reencarnado, porque então aparece Elias no monte da transfiguração?

a)  No monte da transfiguração aparecem Moisés e Eias porque eles representam a lei e os profetas, respectivamente.

Vejamos em Judas 1:9, onde há uma alusão a respeito de Moisés, e II Reis 2:11, que narra a história à respeito do arrebatamento de Elias – teceremos maiores comentários adiante. A presença física de Pedro, Tiago e João cumpria-se cabalmente na Lei de Moisés, a respeito da necessidade da presença de três testemunhas; para revelarem posteriormente a sua visão, de que Jesus Cristo era, e é o Filho amado do Deus vivo. No versículo 9 de Mateus, no capítulo 17 cita: ”... Jesus lhe ordenou, dizendo: A ninguém contais a visão até que o filho do homem seja ressuscitado dos mortos”, mas porquê?

- Resposta: à medida que mais perto da cruz se aproximava o Senhor, tanto mais evitava qualquer manifestação popular em seu favor, que bem podia ter acontecido se os discípulos tivessem proclamado o que presenciaram, já que a palavra de três testemunhas para os judeus têm grande peso.

b) Podemos observar no velho testamento que o Espírito Santo atuava por meio dos homens específicos e escolhidos por Deus para um propósito divino, (ver I Pedro 1:10-11/ Atos 1:16). No caso de João Batista, como Jesus ainda não era ressureto, o Espírito Santo actuava da mesma forma no
velho testamento. Após a ressurreição de Cristo, e em nossos dias actuais, o Espírito Santo habita em todo o povo de Deus, povo este que aceitou e confessou a Jesus como seu Salvador e Senhor pessoal, (ver Rom.10:9), deixando de ser simples criaturas para se tornarem filhos de Deus (veja I João 3:10 e João 1 :12).

Note que em Lucas 1:13-17, o qual está escrito no versículo 17: “...e irá adiante dele no espírito e virtude de Elias, para converter os corações dos pais aos filhos, e os rebeldes à prudência dos justos...”. Então, observamos a fidelidade inabalável deste profeta Elias a Deus e ao  seu conserto, o faz, para todo o sempre, um exemplo de fé, coragem e lealdade a Deus, ante a intensa perseguição e oposição. Elias se opunha, com resoluta persistência às falsas religiões e seus adeptos. Tal virtude espiritual é aludido no evangelho de Lucas, presente em João Batista, e no próprio Cristo, virtude esta que provém do Santo Espírito Divino.

c)
  João Batista era de fato o que está escrito em  Mateus 11:10 e João 1:23, e não o Elias reencarnado.

Contudo, tinha características e uma missão semelhantes.  Citemos em Malaquias 4:5-6, que registra a profecia metafórica (que tem relação de semelhança) de reaparição de Elias, a qual se cumpriu como bem disse Jesus, em João Batista, (Mt 11:14-15;Lc 1 :17). Em Mateus 11:13 Jesus revela todos os profetas que profetizaram até João, o discípulo (que escreveu o livro de Apoc.). E isto inclui Elias; e a eles Jesus acrescenta João Batista, mas não como profeta.

O Espírito Santo de Deus é quem conduzia e inspirava João Batista (Lc. 1 :15), e ele foi morto; analogamente o filho do homem, Jesus, defrontaria-se com um destino semelhante. Percebe-se que, a missão de ambos, João e Elias, era preparatória dos propósitos de Deus, e que João Batista veio ligar o velho com o novo testamento.

Em Lucas 4:14e 18, pela mesma virtude do Espírito Santo, Cristo cumpria os propósitos maiores do Pai, porque, diz o texto:” O espírito do Senhor é sobre mim...”- aí, demonstra-se que cumpriu a profecia de Isaías (ver Is. 61:1). Logicamente, não justifica o pensar dos escribas, intérpretes credenciados das escrituras Hebraicas, quando faz alusão os discípulos de Jesus, à pergunta em Mateus 17:10, que diz:”... porque dizem então os escribas que é mister que Elias venha primeiro?”

A hipótese dos escribas era de que  a ressurreição de Cristo significaria o fim do mundo e a iniciação do Reino do Messias. Assim, concluíam que era necessário Elias voltar e manifestar-se publicamente primeiro e, assim o foi na presença das três testemunhas já ditas, sua aparição no monte e por si, justificaria essa espera, cumprindo-se o que havia sido dito, contudo, não compreendido pelos mesmos e pelos judeus, quando veio o povo a tomar conhecimento deste fato, após a ressurreição de Jesus.

Citamos em João 1:21 que narra a fala de João Batista: “...és tu Elias? E disse: não sou. És tu profeta? E respondeu :não.”, quando também já havia negado enfaticamente que não era Cristo e bem disse: “...Eu sou a voz que clama no deserto...” (João 1 :23).

Os espíritas refutam dizendo que João não se lembrava que era Elias, e que nós não lembramos de quem éramos. Ora, João afirmara o que Jesus testificaria depois em Mateus 11:9, que João Batista era muito mais que um profeta, um anjo do Senhor, (ver Mateus 11:10,11 e Malaquias 3:1).

João nega ser Cristo, Elias e o profeta predito por Moisés em Deuteronômio 18:15; e sim instrumento do próprio Deus, que por seu meio advertia os homens do pecado, da justiça e do juízo, e assim descartando com a sua resposta, a suposição dos enviados dos fariseus.

Ratificando as palavras de Jesus:”E , se quereis dar crédito, é este o Elias que havia de vir”, (Mt. 11:14). Jesus afirma que se os judeus o recebessem (Cristo), entenderiam também, que João cumprira a predição veterotestamentária sobre a vinda de Elias antes do dia do Senhor, (veja Mt.17:12; Malaquias 4:5).

d) Porque é que Elias jamais poderia ser João Batista reencarnado?

Por que se assim o fosse, não poderia Elias aparecer juntamente com Moisés na transfiguração, uma vez que João Batista teve sua morte posterior ao profeta Elias. Este detalhe nos revela algo fundamental e racionalmente lógico, e que descarta de vez a idéia estapafúrdia já que, deveria aparecer João Batista com Moisés.

E mais, em II Reis 2:1 nos diz:” Sucedeu pois que havendo o Senhor de elevar a Elias num redemoinho ao céu, ...”, e adiante, II Reis 2:11 revela: “ E sucedeu que, indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, os separou um do outro: e Elias subiu ao céu num redemoinho ”. Obviamente, a palavra de Deus nos diz que Elias não experimentou a morte física, pois seu corpo transfigurou-se semelhante ao de Jesus no monte  (estudar capítulo 17 de Mateus), e subiu ao céu, assim como Enoque  (averiguar Gêneses 5:24), com o corpo glorificado. A transladação de Enoque e Elias, assemelhar-se-á ao arrebatamento futuro dos cristãos (a Igreja, a noiva de Cristo), na segunda vinda do messias (comprove em I Tessalonicenses 4:16,17) e isto tudo torna ainda mais incoerente à tese da reencarnação.

 

Para tornar ainda mais claro que João Baptista não podia ser Elias reencarnado, temos a questão 150 do "Livro dos espíritos" na qual Kardec ensina que: A alma, após a morte, conserva a sua individualidade?

“Sim; jamais a perde. Que seria ela, se não a conservasse?”

a) -Como comprova a alma a sua individualidade, uma vez que não tem mais corpo material?

“Continua a ter um fluido que lhe é próprio, haurido na atmosfera do seu planeta, e que guarda a aparência de sua última encarnação: seu perispírito.”

Perante este ensino espírita, quem tinha que aparecer no monte da transfiguração era João Baptista que, por essa altura, já tinha morrido. Ou seja, Kardec nem sequer percebeu, e os espíritas também parecem não o conseguir fazer, que a questão 150 do "Livro dos espíritos" confirmava a declaração de João Baptista:  “...és tu Elias? E disse: não sou. (...)

 

Deus alerta-nos na Sua Palavra: O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. Porquanto rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, (...) Oséias 4:6

 

 

 

 

Saul e a Médium de En-Dor (Texto: I Samuel 28)

Antes de prosseguir, abra a sua bíblia e leia todo o capítulo deste texto, em seguida volte à análise racional dos fatos. Alguns acreditam que houve uma comunicação entre Saul e Samuel. Acreditam que o espírito de Samuel teria aparecido a Saul com a permissão de Deus, para reprovar as suas atitudes. Outros acham que foi enganação da feiticeira, que conhecia a vida de Saul. Outros ainda acham que foi uma obra diabólica. Analisando o texto,
apresentamos alguns argumentos que descartam a possibilidade de comunicação entre Saul e Samuel; observem:

a)  A necromancia (consulta dos mortos) é pecado gravíssimo, sendo condenado pela Bíblia e castigada com pena de morte (Levítico 20:27/ Deuteronômio 18:10-12/ Atos 16:18/ Apocalipse 21:8); Deus tem como insulto à sua pessoa toda prática espírita de consulta aos mortos .

– “Quando vos disserem: consultai os que tem espíritos familiares e os advinhos, que chilreiam e murmuram entre os dentes: não recorrerá um povo a seu Deus? E a favor dos vivos interrogará mortos? Não. Observem a lei  e ao testemunho! Se eles não falarem segundo estas palavras, nunca verão a Alva(Deus)” – Isaías 8:19-20; Deus não é mentiroso: “ Deus não é homem para que minta; nem filho do homem para que se arrependa: porventura diria Ele, e não o faria? Ou falaria e não o confirmaria?” – Números 23:19.

O profeta Samuel compara a desobediência a Deus com o pecado da feitiçaria em  I Samuel 15:23. No verso 22 de I Samuel está escrito que o Senhor tem mais prazer na obediência e no atender do que em sacrifícios e holocastos; por isso, e também por ter rejeitado a palavra do Senhor, foi que Ele rejeitou a Saul para que não fosse mais rei (versículo 23). A ordem dada em Israel é extirpar médiuns e advinhas, e fora ordenada pelo próprio Samuel, profeta de Deus.

b) Quando Saul consultou ao Senhor, Ele não respondeu e nunca responderia, devido a situação em que se encontrava – “Porem o Samuel disse a
Saul: Não vos tornarei contigo; porquanto rejeitaste a palavra do Senhor, e já te rejeitou o Senhor para que não sejais rei sobre Israel” – I Samuel 15:26. Em I Samuel 16:14 constatamos: “Tendo-se retirado de Saul o Espírito do Senhor, um espírito MALÍGNO permitido por Deus o atormentava”, e consequentemente influenciava de um modo ou de outro, os seus pensamentos. O verbo Hebraico é completo e categórico. Deus falaria através de uma revelação Sacerdotal, no caso o Urim, mais ou menos como o cara ou coroa; sim ou não; pode e não pode, vai ou não vai. O Urim e Tumim não detalhava nada como já vimos. Outra forma seria através de uma revelação pessoal com o próprio Saul (em sonho), ou ainda uma revelação inspiracional através de um profeta. Saul mesmo disse, em I Samuel 28:6 que muito angustiado estava Saul porque Deus já não lhe respondia por nenhuma das formas, pelo que Deus, no último momento não teria cedido ao desejo de Saul de receber outra revelação, uma vez que Deus não é Deus de contradição; não entraria em contradição com sua palavra que nega a possibilidade de vivos terem contato com os mortos- ver (Jó 7:9-10/ Eclesiastes 9:5,6/Lucas 16:31); não teria criado a impressão de que tentar entrar em contato com os mortos não é tão mau como antes Ele mesmo dissera ser (Deuteronômio 18:9-14); não teria afirmado que Saul deveria morrer por causa da consulta feita à médium (I Crônicas 10:13,14) “ Assim morreu Saul por causa da sua transgressão com que transgrediu contra o Senhor, por causa da palavra do Senhor, a qual não havia guardado; e também porque buscou a

adivinhadora para a consultar. E não buscou ao Senhor, pelo que permitiu morrer e transferiu o reino a Davi, filho de Jessé”. Logo, o  que Saul ouviu não veio da parte de Deus, isto é óbvio. Foi, então, Saul consultar uma necromante. Sabemos que Deus havia se negado a se comunicar com Saul pelos profetas. Saul foi castigado por tal atitude; ele suicidou-se, morrendo em pecado e longe de Deus (I Cor. 10:4). Os profetas falavam da parte de Deus. Fosse realmente Samuel falando com Saul, seria , na verdade, Deus respondendo a Saul, pois Samuel fora um profeta, e estes só podiam falar se inspirados por Deus, e não de si mesmos. Mas sabendo que não foi o Senhor que falou, concluímos também que não foi Samuel.

c) Nem a médium nem o seu espírito de mediunidade exerciam qualquer poder sobre a pessoa de Samuel. Só Deus exercia esse poder, pelo que não iria permitir que o seu fiel servo viesse a se tornar parte duma prática que o próprio Deus condena (Deuteronômio 18:9-14). Nem Abraão, nem Isaque, nem Jacó perderam a sua integridade diante de Deus. Samuel não seria o único a contrariar um princípio Divino e fazer o que ele nunca fizera em vida, impossível. Após informar a Saul que Deus o tinha rejeitado, está escrito que Samuel nunca mais disse coisa alguma a esse rei.

d) Observemos quem contou essa história. Os versos 7 e 8 de I Samuel 28 diz que foram os servos de Saul, por que Saul foi com dois de seus servos à casa da médium, e morreu alguns dias depois. A história não foi perpetuada e narrada pelo próprio Saul. Ele mesmo não iria contar porque implicaria em conseqüências sérias a si mesmo. Era proibido em Israel consultar médiuns, e só depois da sua morte esse história foi contada, e se foi contada, foi pelos dois servos que o acompanharam. Mas quem eram esses servos? O capítulo 21 de Samuel, no verso 7 diz que eram homens estrangeiros - “Estava, porém, ali naquele dia um dos criados de Saul, detido perante o senhor, e era seu nome Doegue, era EDOMITA, o maioral dos pastores de Saul”. A palavra de Deus revela que “eram homens muito comunente supersticiosos e crentes no erro”, razão  por que mesmo em período de perseguição aos médiuns, eles sabiam onde estes residiam, e de certa forma os protegiam; tanto que indicaram de imediato uma médium em Endor. Esses homens acreditavam no espiritismo, encarando o que aconteceu como verdade, embora não seja,
obviamente.

e)  Mas, como foi esta manifestação? A palavra usada para médium no hebraico é “OBI”, ou seja, espírito adivinhador, espírito familiar, palavra falada através de uma pessoa que recebe um espírito e fala como ventríloco, que muda até a voz, que fala com a tonalidade, com o timbre da voz daquele que diz estar possuído; da mesma forma que acontece no espiritismo. Os versos 11 e 14 de I Samuel 28 dizem que a manifestação foi subjetiva. Saul chegou para a médium e disse para ela que queria falar com Samuel. Quando a médium se incorporou, ela já sabia  com que Saul queria se comunicar. Foi a médium e não Saul que disse que era Samuel quem estava ali, o que torna bastante suspeito o incidente. Saul levado pela ocasião, diz o versículo 4 “ENTENDEU” que a médium estava se referindo a Samuel quando relatou que via um espírito SUBINDO DA TERRA. Portanto, foi uma interpretação subjetiva. Saul não viu nada, e sim, a mulher que descreveu a cena, vindo ele a concluir; como costuma acontecer no espiritismo. Mas a pergunta é : seria de Deus esta manifestação? A resposta é absolutamente não! A prova maior está em  I Crônicas 10:13,14.

f) Vamos estudar, a fundo, o versículo 28 de I Samuel. “ E Saul se disfarçou e vestiu outros vestidos, e foi ele e com ele dois homens, e de noite vieram à mulher; e disse: peço-te que me adivinhes pelo espírito de feitiçaria, e me faças SUBIR a quem eu te disser” (faças subir). Uma pequena análise à respeito de céu e inferno: é claro que céu e inferno são realidades espirituais que não estão relacionados com este mundo físico para definirmos que o céu está em cima e o inferno em baixo. Entretanto, como Deus em toda a Bíblia se utiliza de recursos, através dos quais possamos melhorar  a nossa compreensão do que Ele quer transmitir para nós, visto que se convencionou na mente humana, desde o princípio até nossos dias que, o céu está em cima e o inferno em baixo; portanto toda a bíblia é unânime, tanto no Antigo Testamento como também no Novo, em ensinar que Deus é superior e por isso esta em cima, consequentemente, o céu é a morada de Deus, ficando o inferno, em baixo. Testifique o que é dito em Provérbios 15:24 que diz: “Para o entendimento, o caminho da vida eterna é para cima, para que ele se desvie do inferno que está em baixo” – Ver também Mateus 24:30: “Então aparecerá no céu o sinal do filho do Homem; e todas as tribos da terra se levantarão, e verão o filho do Homem, vindo sobre as nuvens com grande poder e glória”  e em Isaías 29:4 está escrito: “ Então, lançada por terra, do chão falarás, e do pó sairá a tua fala; subirá da terra a tua voz como a de um fantasma, como um cochilo a tua fala desde o pó”.( analise Lucas 10:15/Provérbios 15:11/ Mateus 4:1-11). A  médium perguntara a Saul quem é que
ela deveria FAZER SUBIR. Não há razão lógica para pensamentos que não fora um espírito diabólico. Por conseguinte, e estranho o que o texto diz, quando relata
que a médium fala que vê subindo da terra. Ora, quem vem do céu vem de cima e não de baixo, e isto está em toda a cosmologia Bíblica – e no inferno jamais
estaria Samuel, uma vez que as escrituras revelam que ele viveu à luz dos mandamentos, em total obediência e comunhão com Deus durante sua vida, e dessa forma faleceu. Não era Samuel que a médium viu, mas um espírito maligno se passando por ele. A Bíblia menciona a existência de anjos maus que assumem a identidade de pessoas, que usadas por esses anjos maus, revelam algo que pode ser ou não verdadeiro, confundindo as pessoas. Confiram em (Êxodo 7:11-22;8:7Atos 16:16,17/  II Coríntios 11:14,15/Efésios 6:12/Mateus 18:9/Lucas 4:1-13/ II Pedro 2 :4/ Salmos 16:10/Apocalipse 20:1-15). Existe ainda uma série de argumentações para comprovar esse facto, como o gramatical, exegético, ontológico, profético, escatológico, teológico, processual e tantos outros.

g) Durante a sessão em En-Dor a mulher percebeu o medo de Saul, de que seu fim era iminente, e isso ela predisse; a mulher tomou conhecimento da profecia feita antes por Samuel, (I Samuel 15:16-26) e que vinha angustiando Saul pelo que disse o que ele não queria, mas já esperava ouvir;

h) Não era preciso ser um estrategista de guerra para prever a derrota de Saul e de Israel diante dos Filisteus. Qualquer pessoa perceberia a situação difícil em que se encontrava o exército Judeu. O próprio Saul no I Samuel 28 versículo 15 falou: “ Muito angustiado estou, porque os Filisteus guerreiam contra mim, e Deus se desviou de mim, e já não me responde...”. Em todos os tempos o salário do pecado é a morte (Romanos 6:23)

i) A parte final da predição da médium não foi verdadeiro no seu cumprimento. O falso espírito de Samuel não falou a verdade: no verso 4 de I Samuel 31 vemos que Saul se suicidou, e não foi entregue nas mãos dos Filisteus como falou esse pseudo Samuel. Para completar, o verso 11,12 do capítulo 31 diz que Saul foi cremado pelos homens de Jabes-Gileade. Portanto, não foram os Filisteus. Do mesmo modo esse espírito predisse que os filhos seriam todos mortos, e isso não aconteceu, pois nem todos morreram, apenas 3, sendo Jônatas,  Abinadabe e  Malquisua, como está relatado em I Samuel 31:8. Os outros três ficaram vivos. Constatem em  II Samuel 21:8; 2 :10. Saul na verdade estava em pecado, este morreria e iria para o mesmo lugar onde Samuel estava? Não! Entretanto, é conhecido, Saul morreu distante de Deus e sendo atormentado por um espírito maligno.

 

In: http://solascriptura-tt.org/Seitas/EspiritismoSegundoEvangelho-KleneaC.htm

Para a Fernanda e para todos os espíritas que são enganados desta forma...

A Fernanda escreveu um comentário, (certamente baseada nas mentiras de Kardec que retirou e adulterou textos da Bíblia para dar credibilidade à doutrina demoníaca do espiritismo), no qual afirmava coisas como estas:


"... acho que você que não estudou o livro de Samuel e te faço um convite a estuda alô Saul não morreu por isso, Saul morreu por desobedecer a ordem que Deus para destruir todos de Amaleque (...). (Todo o comentário visível aqui: http://blogespiritismo.blogs.sapo.pt/223298.html?thread=889922#t889922 )

 

Fernanda, você acha mal, muito mal!
Eu não só estudei o(s) livro(s) de Samuel, como estudo TODA a Palavra de Deus procurando fazê-lo todos os dias sem ser preciso que você me convide :) 

Respondendo à sua pergunta:

"Onde foi que você leu na biblia que Saul foi morto por procurar um médium ? "

Leia com muita atenção minha resposta, ou melhor, a resposta da Palavra de Deus!

13 Assim morreu Saul por causa da sua infidelidade para com o Senhor, porque não havia guardado a palavra do Senhor; e também porque buscou a adivinhadora para a consultar,
14 e não buscou ao Senhor; pelo que ele o matou, e transferiu o reino a Davi, filho de Jessé.
1 Crônicas capítulo 10, versículos 13-14.
E agora Fernanda? Já sabe onde será que está escrito que Saúl morreu por ter consultado a médium?
Quem será que não estuda a Bíblia? ALÔ!!!!!!!!!!!!!!!
Deus a abençoe!

 

 

Maravilhoso Conselheiro

Maravilhoso Conselheiro

Lei­tura: Isaías 9:1 – 7

“Por­que um menino nos nas­ceu, um filho se nos deu; e o governo estará sobre os seus ombros; e o seu nome será: Mara­vi­lhoso Con­se­lheiro, Deus Forte, Pai Eterno, Prín­cipe da Paz.” (v. 6)

 

Refle­xão

Este tre­cho começa dizendo que o povo que estava em tre­vas viu uma grande luz. E con­ti­nua mais adi­ante que um menino nas­ceu para gover­nar, cujos atri­bu­tos são des­cri­tos como títu­los e reflec­tem a sua fun­ção entre os homens. Esse menino rece­beu o nome de Jesus, que sig­ni­fica sal­va­dor, por­que veio para sal­var e exer­cer domí­nio sobre nós. Ele é tam­bém Ema­nuel por­que Deus veio para habi­tar entre nós.

É Mara­vi­lhoso Con­se­lheiro por­que trans­mite con­se­lhos extra­or­di­ná­rios a quem carece de ori­en­ta­ção em qual­quer acti­vi­dade. Jesus pro­vi­den­cia os melho­res con­se­lhos para que tenha­mos uma vida abun­dante e vito­ri­osa. Bem-aventurada é a pes­soa que não anda no con­se­lho dos ímpios, mas acha na Pala­vra de Deus os con­se­lhos mais sábios. Um dia mui­tos dirão: “Vinde e suba­mos ao monte do Senhor, à casa do Deus de Jacó, para que nos ensine os seus cami­nhos e ande­mos nas suas vere­das; por­que de Sião sairá a lei, e de Jeru­sa­lém a pala­vra do Senhor.” (Is 2:3).

É Deus Forte por­que é pode­roso em acções sobre­na­tu­rais, com capa­ci­dade para aju­dar quem pro­cura auxí­lio em momen­tos difí­ceis. O sal­mista faz esta con­fis­são: “Pois tu és o meu refú­gio, uma torre forte con­tra o ini­migo.” E em Pro­vér­bios está escrito: “Torre forte é o nome do Senhor; para ela corre o justo e está seguro.” Jesus fez este con­vite: “Vinde a mim todos os can­sa­dos e opri­mi­dos e eu vos aliviarei.”

É Pai Eterno por­que vive desde a eter­ni­dade, sem prin­cí­pio nem fim; Ele é antes de todas as coi­sas e a ori­gem de tudo. Como escre­veu João: “No prin­cí­pio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.” “Jamais alguém viu a Deus. O Filho uni­gé­nito, que está no seio do Pai, esse o deu a conhe­cer” e disse: “Eu e o Pai somos um.”

É Prín­cipe da Paz por­que veio com a paz de Deus para todas as pes­soas de boa von­tade. Jesus disse aos dis­cí­pu­los: “Tenho-vos dito estas coi­sas para que em mim tenhais paz. No mundo tereis tri­bu­la­ções; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.”

Con­sul­te­mos a Bíblia e viva­mos de acordo com os seus conselhos.

http://haja-luz.noah-inc.net/?p=4067

João Baptista nunca foi Elias reencarnado, NUNCA!

Kardec, na sua sede de ouvir recados do além para "codificar" uma doutrina de demónios, o espiritismo, esqueceu-se que a Bíblia é um todo e, mais que um todo, é a Palavra de Deus! Logo, sendo Jesus Cristo, Deus encarnado que veio nascer, morrer e ressuscitar na Terra para salvar o ser humano, jamais diria algo contrário aos ensinamentos da Sua Palavra ou que pudesse deixar-nos na dúvida acerca de uma doutrina tão perigosa para as nossas almas como a reencarnação. A Bíblia ensina, sem margem para dúvidas que a reencarnação NÃO EXISTE!

Vejamos como é NECESSÁRIO lermos, SEMPRE, alguns capítulos da Bíblia, antes ou depois, dos versículos que causam dúvidas ou parecem ser "contraditórios":

"E, respondendo ele [JESUS CRISTO], disse-lhes: Em verdade Elias virá primeiro, e todas as coisas restaurará; e, como está escrito do Filho do homem, que ele deva padecer muito e ser aviltado."
(Marcos 9:12)

Em Marcos, capítulo 9, vemos a transfiguração de Jesus e o aparecimento de Moisés e Elias (Marcos 9:4). Depois, em Marcos 9:11, os discípulos perguntam a Jesus "por que dizem os escribas que é necessário que Elias venha primeiro?" Ao que Jesus responde: "E Jesus, respondendo, disse-lhes: Em verdade Elias virá primeiro, e restaurará todas as coisas" (Mateus 17:11)

Jesus Cristo disse, aqui em MATEUS 17:11, queElias ainda VIRÁ. Entretanto, João Batista já tinha VINDO (Mateus 3) e MORRIDO (Mt 14:10; Lc 9:9, 28:31) na ocasião deste evento!!!

Ou seja, Elias VIRÁ, somente na época em que antecederá a segunda vinda de Jesus Cristo, no período da Grande tribulação (o grande e terrível dia do Senhor).

CONCLUINDO:
João Batista não era Elias:

a) primeiro, porque ELIAS NÃO MORREU;
b) segundo, porque João Baptista veio, morreu, e logo depois o próprio Jesus explicou aos discípulos que Elias ainda VIRÁ. Este é um verbo no FUTURO. João Baptista já estava até morto nesta ocasião e, portanto, se João Batista fosse Elias, não haveria como Jesus dizer que Elias ainda viria, se já tivesse vindo em João Baptista!!!
c) terceiro, porque quando Elias VIER,  ele "restaurará todas as coisas" (conforme Marcos 9:12). João Batista não restaurou todas as coisas. Isto aponta que
João Batista não foi o literal e pleno cumprimento da profecia da vinda de Elias, pois João Batista não restaurou tudo (Israel toda não se converteu, e não
se seguiu o Reinado de Mil anos de Jesus Cristo - Apocalipse 20:4. 

O Elias literal ainda VIRÁ.

 


http://solascriptura-tt.org/Seitas/JoaoBatistaNaoEraElias-HFontes.htm

É Jesus o único caminho para o Céu?

Pergunta: "É Jesus o único caminho para o Céu?"

Resposta: Basicamente eu sou uma boa pessoa, então eu vou para o Céu.”

 

"OK, então eu faço algumas coisas ruins, mas eu faço mais coisas boas, então eu vou para o Céu.”

 

"Deus não vai me enviar para o inferno só porque eu não vivo de acordo com a Bíblia. Os tempos mudaram!”

 

“Apenas pessoas realmente más como molestadores de crianças e assassinos vão para o inferno.”

Todas estas são conclusões comuns entre a maioria das pessoas, mas a verdade é que elas são todas mentiras.

 

Satanás, que tem poder sobre o mundo, planta estes pensamentos nas nossas mentes. Ele, e qualquer um que segue os seus caminhos, é um inimigo de Deus (1 Pedro 5:8). Satanás sempre se disfarça como bom (2 Coríntios 11:14), mas ele tem controle sobre todas as mentes que não pertencem a Deus. “...[Satanás, ] o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus” (2 Coríntios 4:4).

É uma mentira acreditar que Deus não se importa com pecados menores, e que o inferno é destinado às “pessoas más” ou nem mesmo a esssas... Todo pecado nos separa de Deus, mesmo uma “pequena mentirinha”. Todos pecaram, e ninguém é bom o suficiente para ir ao Céu por sua própria conta (Romanos 3:23). Entrar no Céu não se baseia no nosso bem superar o nosso mal; todos perderemos se este for o caso. "E, se é pela graça, já não é pelas obras; do contrário, a graça já não é graça." (Romanos 11:6). Não há nada bom que possamos fazer para ganhar a nossa entrada no Céu (Tito 3:5).

"Entrai pela porta estreita: porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela" (Mateus 7:13). Mesmo que todo mundo esteja vivendo uma vida de pecado, e crer em Deus não seja popular, Deus não vai perdoar isto. "nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, o espírito que agora atua nos filhos da desobediência" (Efésios 2:2).

Quando Deus criou o mundo, este era perfeito. Tudo era bom. Então ele fez Adão e Eva, e deu a eles o seu próprio livre arbítrio, de forma que eles teriam a escolha de seguir e obedecer a Deus ou não. Mas Adão e Eva, as primeiras pessoas que Deus fez, foram tentados por Satanás a desobedecer a Deus, e eles pecaram. Isto os impediu (e a todos os que vieram depois deles, incluindo a nós) de ter uma relação íntima com Deus. Ele é perfeito e não pode estar no meio do pecado. Como pecadores, nós não poderíamos chegar lá pela nossa própria vontade. Então, Deus criou uma forma pela qual poderíamos estar unidos com Ele no Céu. "Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito, para que todo que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (João 3:16). "Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor" (Romanos 6:23). Jesus nasceu para que Ele pudesse nos ensinar o caminho e morrer por nossos pecados para que nós não o tivéssemos que fazer. Três dias após a Sua morte, Ele ressuscitou do sepulcro (Romanos 4:25), provando a Si mesmo vitorioso sobre a morte. Ele completou o caminho entre Deus e o homem para que este pudesse ter uma relação pessoal com Ele, precisando apenas acreditar.

"E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste" (João 17:3). A maioria das pessoas acredita em Deus, até Satanás acredita. Mas para receber a salvação, é preciso se voltar para Deus, formar uma relação pessoal com Ele, voltar-se contra os nossos pecados e seguir a Ele. Devemos acreditar em Jesus com tudo o que temos e em tudo o que fazemos. "Justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos os que crêem; porque não há distinção" (Romanos 3:22). A Bíblia nos ensina que não há outro caminho para salvação a não ser através de Cristo. Jesus diz em João 14:6: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim.”

Jesus é o único caminho para a salvação porque Ele é o Único que pode pagar o preço pelos nossos pecados (Romanos 6:23). Nenhuma outra religião ensina a profundidade ou seriedade do pecado e das suas conseqüências. Nenhuma outra religião oferece o pagamento infinito que só Jesus poderia dar pelo pecado. Nenhum outro “fundador religioso” foi Deus vindo como homem (João 1:1,14) – a única forma pela qual um débito infinito poderia ser pago. Jesus tinha que ser Deus para que Ele pudesse pagar nosso débito. Jesus tinha que ser homem para que ele pudesse morrer. A salvação está disponível apenas pela fé em Jesus Cristo! “E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (Atos 4:12).

 

 

 

"A salvação é somente pela fé ou pela fé mais as obras?"

Pergunta: "A salvação é somente pela fé ou pela fé mais as obras?"

Resposta: Esta talvez seja a mais importante pergunta em toda a Teologia Cristã. Esta pergunta motivou a Reforma: a separação entre a igreja Protestante e a igreja Católica. Nesta pergunta está a diferença crucial entre o Cristianismo Bíblico e a maioria dos cultos “Cristãos”. A salvação se dá somente pela fé ou pela fé mais as obras? Sou salvo apenas por crer em Jesus ou tenho que crer em Jesus e fazer certas coisas?

A questão da fé somente ou fé mais as obras se faz difícil por causa de algumas passagens bíblicas de difícil correlação. Compare Romanos 3:28, 5:1 e Gálatas 3:24 com Tiago 2:24. Há quem veja uma diferença entre Paulo (a Salvação é somente pela fé) e Tiago (a Salvação é pela fé mais as obras). Na verdade, Paulo e Tiago, de maneira alguma, discordam entre si. O único ponto de discordância que alguns afirmam existir é a respeito da relação entre fé e obras. Paulo dogmaticamente diz que a justificação se dá somente pela fé (Efésios 2:8-9) enquanto Tiago aparentemente está dizendo que a justificação é pela fé mais as obras. Este aparente problema é resolvido ao examinarmos com precisão sobre o que discorre Tiago. Tiago está negando a crença de que a pessoa possa ter fé sem produzir quaisquer boas obras (Tiago 2:17-18). Tiago está enfatizando o argumento de que a fé genuína em Cristo produzirá uma vida transformada e boas obras (Tiago 2:20-26). Tiago não está dizendo que a justificação se dá pela fé mais as obras, mas, ao invés disso, diz que a pessoa que é verdadeiramente justificada pela fé produzirá boas obras em sua vida. Se uma pessoa afirma ser crente, mas não produz boas obras em sua vida - então ela provavelmente não tem fé genuína em Cristo (Tiago 2:14, 17, 20, 26).

Paulo escreve o mesmo. O bom fruto que os crentes devem produzir em suas vidas é citado em Gálatas 5:22-23. Logo depois de nos dizer que somos salvos pela fé, não por obras (Efésios 2:8,9), Paulo nos informa que fomos criados para as boas obras (Efésios 2:10). Paulo espera tanto de uma vida transformada quanto Tiago. “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (II Coríntios 5:17)! Tiago e Paulo não discordam em seus ensinamentos sobre a salvação. Eles abordam o mesmo assunto sob diferentes prismas. Paulo simplesmente enfatizou que a justificação vem somente pela fé enquanto Tiago enfatizou o fato de que a fé em Cristo produz boas obras.

 


Efigenia Terezinha Bavoso

Acautele-se da Lógica!

“Ordena o que quiseres, e dá-me o que ordenares.”

2 Crônicas 30 nos diz como o rei Ezequias restaurou a Páscoa em Israel.

Essa  celebração havia sido negligenciada, e Ezequias contristou-se por essa  desobediência. Por isso, enviou mensageiros que percorressem o país e chamassem o povo ao arrependimento e à obediência.

A mensagem do rei estava repleta de afirmações condicionais. Por exemplo: “Se vós vos converterdes ao SENHOR… vosso Deus… não desviará de vós o rosto” (v. 9). Estas afirmações condicionais mostram que Deus reage às nossas escolhas. Ou seja, se fizermos determinada escolha, Deus faz algo; se fizermos uma escolha diferente, Ele faz algo diferente. Por isso, Ezequias convocou o povo a voltar-se para o Senhor, a fim de que Ele se voltasse para o povo.

Esta reação de Deus às escolhas que fazemos levam algumas pessoas a precipitarem-se a uma conclusão “lógica” que não possui qualquer fundamento. Eles dizem: “Se Deus reage às nossas escolhas, então, o que escolhemos e o que Deus faz em resposta à nossa escolha dependem, em última instância, de nós mesmos”.

Isto é o que eu chamo de “interpretação filosófica”, em vez de interpretação exegética. Em outras palavras, esta maneira de entender as afirmações condicionais da Bíblia resulta do raciocínio lógico do ser humano, e não da atenção cuidadosa aos caminhos singulares de Deus revelados no texto bíblico.

Quero ilustrar isso com base em 2 Crônicas 30. Estas são as exortações  que Ezequias enviou ao povo. Estão carregadas de condições:

Versículo 6: “Filhos de Israel, voltai-vos ao SENHOR, Deus de Abraão, de Isaque e de Israel, para que ele se volte para o restante que escapou do poder dos reis da Assíria”.

Em outras palavras, se vocês se voltarem ao Senhor, Ele se voltará para vocês.

• Versículo 7: “Não sejais como vossos pais e como vossos irmãos, que prevaricaram contra o SENHOR, Deus de seus pais, pelo que os entregou à desolação, como estais vendo”.

A acção de Deus em entregar os pais “à desolação” resultou de haverem eles sido infiéis ao Senhor.

• Versículo 8: “Não endureçais, agora, a vossa cerviz, como vossos pais; confiai-vos ao SENHOR, e vinde ao seu santuário que ele santificou para sempre, e servi ao SENHOR, vosso Deus, para que o ardor da sua ira se desvie de vós”.

O ardor da ira de Deus se desviará de vocês, se servirem ao Senhor Deus.

• Versículo 9: “Porque, se vós vos converterdes ao SENHOR, vossos irmãos e vossos filhos acharão misericórdia perante os que os levaram cativos e tornarão a esta terra; porque o SENHOR, vosso Deus, é misericordioso e compassivo e não desviará de vós o rosto, se vos converterdes a ele”.

Converter-se ao Senhor é uma condição que as pessoas têm de satisfazer, para que recebam a compaixão do Senhor em não virar as costas para elas.

Qual foi a resposta obtida pelos servos de Ezequias que levavam essas mensagens de esperança condicional?

O versículo 10 nos mostra que algumas pessoas “riram-se e zombaram deles”. Mas outras “de Aser, de Manassés e de Zebulom se humilharam e foram a Jerusalém” (v. 11).

O povo de Judá fez essa mesma escolha humilde (v. 12). O que fez a diferença na maneira como as pessoas reagiram? O versículo 12 nos dá a resposta incomum: “Também em Judá se fez sentir a mão de Deus, dando-lhes um só coração, para cumprirem o mandado do rei e dos príncipes, segundo a palavra do SENHOR”.

Não leia isso rapidamente. Pense sobre as implicações impressionantes. São importantíssimas.

O que o versículo 12 ensina, à luz do contexto anterior, é que Deus havia ordenado: “Voltai-vos para mim, eu me voltarei para vós”.

Algumas pessoas se voltaram. Por que motivo o fizeram?

O versículo 12 apresenta a mais profunda razão: Deus lhes deu um coração disposto a fazer o que Ele ordenara. “Também em Judá se fez sentir a mão de Deus, dando-lhes um só coração, para cumprirem o mandado do rei e dos príncipes”.

Há alguma contradição em afirmar: “Se fizerem o que o rei ordenou, Deus removerá a sua ira de vocês” e, em seguida: “Deus lhes deu um coração disposto a fazer o que o rei ordenara”?

É uma contradição afirmar uma condição que o povo tinha de satisfazer e, em seguida, dizer que Deus os capacitou a satisfazer a condição?

Não, não é uma contradição. Somente um preconceito filosófico contrário ao ensino deste texto bíblico chamaria isso de contradição.

Isso esclarece dezenas de passagens bíblicas. De facto, esclarece toda a estrutura do pensamento bíblico. Quando lemos sentenças como: “Se vos voltardes ao SENHOR, Ele se voltará para vós”, não nos precipitemos à conclusão de que aquilo que escolhemos e aquilo que Deus faz em resposta à nossa escolha depende exclusivamente de nós.

O versículo 12 ensina com bastante clareza: O que Deus ordena, Ele também pode dar.

Isto é o correspondente bíblico mais próximo à famosa oração de Agostinho:

“Ordena o que quiseres, e dá-me o que ordenares” (Confissões, X, xxix, 40).

A lição para nós é uma advertência e uma exortação.

Acautele-se de interpretar a Bíblia com inferências lógicas, em vez de prestar atenção ao texto. Em vez disso, alegre-se, porque a graça de Deus está por trás de sua reacção à graça dEle.

Se a graça não nos despertar à graça, dormiremos durante o acontecimento. “Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente” (Romanos 11.36).

Devocional extraído do livro Provai e Vede, de John Piper.

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