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Blog d'espiritismo _ A verdade

Não há, pois, como considerar Cristão, alguém que não crê no sacrifício que o Deus Vivo fez por nós. Desta forma, como filhos de Deus , devemos tomar cuidado com seitas que se dizem Cristãs, mas que são a mais pura deturpação da verdade.

Blog d'espiritismo _ A verdade

Não há, pois, como considerar Cristão, alguém que não crê no sacrifício que o Deus Vivo fez por nós. Desta forma, como filhos de Deus , devemos tomar cuidado com seitas que se dizem Cristãs, mas que são a mais pura deturpação da verdade.

Despojados da fé

O espiritismo é uma «doutrina filosófica de consequências morais», escreveu Allan Kardec, e caracteriza-o a unidade dos três aspetos inseparáveis e interdependentes: ciência, filosofia e moral (ou ética). Fazer da prática espírita um culto místico-religioso é retirar-lhe possibilidades de atingir o futuro. O sentimento de religiosidade inato no homem, expressão da lei de adoração que vigora nas consciências, precisa de trabalho e educação. O tempo de meditação pertence ao passado, e como experiência evolutiva ultrapassada que é já nos não é útil.(Este é o retalho retirado das estratégias da Associação de Divulgadores do Espiritismo em Portugal).
Nesta publicação extraída da Associação de Divulgadores do Espiritismo em Portugal, nas suas estratégias consta esta declaração, é notório que não faz parte dos planos do espiritismo "a adoração" pelo menos ao Deus verdadeiro. O termo por eles usado "O tempo de meditação pertence ao passado, e como experiência evolutiva ultrapassada que é já nos não é útil", demonstra, claramente que eles não pretendem nada de Cristão nos elementos pertencentes ás suas organizações.
Eu compreendo que a essas pessoas que frequentam os espaços espiritas e adoptam a doutrina, lhes seja mais conveniente não abdicarem de alguns conceitos cristãos que possam ter, mas decididamente e declaradamente os dirigentes espiritas não escondem suas intenções, ora, os espiritas que o querem ser, deverão mais tarde ou mais cedo, renunciar à fé em detrimento dos preceitos do espiritismo, no fundo tudo se resume a isto: Renunciar à FÉ.
"Ora, sem fé é impossível agradar a Deus; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam." Hebreus 11:6. Satanás verdadeiramente só veio para roubar, matar e destruir, ai daqueles a quem ele roubar a fé.
Em Lucas 18:8 Jesus faz esta pergunta: Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na Terra? Porque será que Ele fez esta pergunta? 
Saiba que o Senhor sabia, na altura, o passado da humanidade, sabia tudo do presente, e sabe tudo do futuro e que Ele e o Pai partilham a Omnisciência. Sabia que haviam de surgir movimentos espiritas e afins, cujo, propósito é o de fazer os seus acólitos renunciar à fé.
No livro de Atos, no cap.26, vers. 18, somos incitados ou melhor ordenados a pregar a verdade:
" Para lhes abrires os olhos, e das trevas os converteres à luz, e do poder de Satanás a Deus; a fim de que recebam a remissão de pecados, e herança entre os que são santificados pela fé em mim" (Jesus Cristo).
Nesta passagem podemos concluir que: Os santificados pela fé em Cristo, tem a missão de, abrir os olhos dos que não veem (não entendem), converter das trevas para a luz, (da ignorância para o conhecimento de Deus), e retira-los das mãos de Satanás para as mãos de Deus, a fim de receberem o perdão dos pecados.
Se já não tiverem fé estarão perdidos, não poderão receber perdão e consequentemente estão destinados ao inferno.
Romanos 3:28 _ Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei. E sem fé nunca haverá justificação. A justificação é uma declaração de Jesus Cristo, onde Ele declara se a, b, ou, c, é justo ou não é. O céu é para os justos. O inferno para os injustos.
Alguém a quem já lhe tenham retirado a fé ou tenha renunciado a ela, nunca verá a face de Deus. Muito cuidado com o que fazeis com a vossa fé. Não permita que quem quer que seja, a roube de si. É a sua fé que o liga a Cristo. A fé é o cabo que nos mantem ligados a Deus e é por esse cabo que recebemos todas as bênçãos que Deus tem para nós. A minha, eu guardo! Muito bem. E você?
Seguir a doutrina Kardec é ser Kardecista. Seguir a doutrina de Cristo é ser Cristão. Não há qualquer hipótese de seguir as duas ao mesmo tempo... Kardecismo são trevas, Cristianismo é luz. Seria excelente que os espiritas se assumissem de vez, Ninguém pode servir a dois senhores, porque amará a um e odiará o outro.
Deus ilumine, os, vossos entendimentos, e vos livre do laço do passarinheiro.

Mariana Trigo a 17 de Janeiro de 2012 às 13:19

Quem é Jesus Cristo?


Por Mark Driscoll © Mars Hill Church. Website: marshillchurch.org

Tradução e Legenda: voltemosaoevangelho.com

Mark Driscoll – Quem é Jesus Cristo? (Transcrição)

Quem é Jesus Cristo?

Ele é o criador dos céus e da terra. Ele é o Alfa e o Omega, o princípio e o fim. Ele é o Filho de Deus. Ele é o Deus-Homem. Ele é o Servo Humilde. Ele é o Homem de Dores. Ele é o Bom Pastor. Ele é o Príncipe da Paz. Ele é o Maravilhoso Conselheiro. Ele é o Leão da Tribo de Judá. Ele é o Matador do Dragão. Ele é o Santo Salvador. Ele é a ressurreição e a vida. Ele é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Ele é o amigo de pecadores. Ele é o grande Sumo Sacerdote. Ele é o Rei dos Reis. Ele é o Senhor dos Senhores. E Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida! Ninguém vai ao Pai se não por Ele. Seu amor é glorioso. Seu amor é maravilhoso. Seu amor é generoso. Seu amor é gracioso. Seu amor é incomparável. E Seu amor é inestimável. Ele veio como um servo humilde, mas está voltando como o Rei dos Reis e Senhor dos Senhores para julgar os vivos e os mortos.

E amigo, este é o momento mais importante de toda a sua vida. Quando Jesus estava na terra, Ele fez uma pergunta: “Quem você diz que eu sou?”. Essa é a pergunta de Jesus para vocês hoje. Quem vocês dizem que Ele é? Este é o momento para decidir. Vocês sairão daqui como cristãos ou como nãocristãos? Vocês resistirão à graça de Deus? Vocês rejeitarão o amor de Jesus ou serão redimidos, apartando-se do pecado e confiando nEle?

Amigos, nós estamos aqui hoje por que nós amamos vocês. Nós estamos aqui por que Jesus ama vocês. Nós estamos aqui por que vocês estão no caminho da Ira de Deus. Existe um inferno, as pessoas estão indo para lá e isto durará para sempre. Apenas Jesus salva do Pecado. Apenas Jesus salva da Morte. Apenas Jesus salva do inferno.

Amigos, vocês possuem uma importante escolha para tomar. Existem pessoas aqui que estiveram orando por você e a história agora culmina neste sagrado momento em que você tem uma decisão para tomar. Você vai entregar sua vida para Jesus? Você vai sair daqui como um cristão? Você vai se arrepender de seus pecados, deixar de ser deus de sua própria vida e confiar neste homem, Jesus?

E amigos, eu me sinto obrigado a perguntar, vocês possuem um plano melhor? Você possui uma solução melhor? Você tem uma esperança maior do que Jesus Cristo? Não existe!

Nós te amamos, Ele te ama, eu te amo. Nós convidamos você, confie em Jesus! Confie em Jesus! Confie em Jesus! Nós convidamos vocês hoje a tomar a decisão mais importante de suas vidas inteiras: apartem-se do pecado e confiem em Jesus.

 

 

 

JESUS CRISTO ERA (É) O SENHOR?

Eu, pessoalmente, não posso concluir que Jesus era um mentiroso. A única alternativa que me resta é a de que Ele era o Cristo, o Filho de Deus, como declarou.

Quando debato este assunto com algum judeu, a resposta da maioria deles é extremamente interessante.

Geralmente dizem que Jesus foi um líder religioso, um homem justo, correcto, um bom homem e um profeta.

Então menciono as declarações de Cristo a Seu respeito, e os argumentos apresentados neste capítulo (de que Ele era louco, mentiroso ou Senhor). Quando lhes pergunto se acreditam que Ele era um enganador, a respostas é um pronto: "NÃO!" Então pergunto: "Você crê que Ele era louco?" e a resposta é: "Lógico que não!" "Você crê que Ele é Deus?"

E, antes mesmo que eu respire para recobrar o fôlego, escuto a resposta veemente: "Absolutamente!"

Contudo, existem apenas estas três opções.

O problema destas três alternativas não é que sejam impossíveis, pois está claro que todas as três são possíveis. Mas a questão que se levanta é: "Qual delas é a mais provável?"

Nossa decisão sobre Quem é Jesus Cristo não pode repousar sobre um simples exercício intelectual. Não podemos rotulá-Lo de grande mestre e moralista. Esta opção não é válida. Ele é ou um mistificador ou um louco, ou então nosso Senhor e Deus.

Cada um tem que fazer sua própria escolha.

"Mas" como escreveu o apóstolo João: "Estes... foram registados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e" _ mais importante _ "para que, crendo, tenhais vida em Seu nome." (Jo 20:31)

As evidências, claramente, pendem em favor de Jesus como Senhor. Todavia, algumas pessoas rejeitam estas evidências claras por causa de implicações morais envolvidas na questão. Não desejam encarar as responsabilidades ou implicações decorrentes do acto de chamá-Lo Senhor.

 

Texto retirado do livro:

 

 

 

SERIA ELE (Jesus Cristo) UM MALUCO?

Prosseguindo o nosso estudo:

Se é inconcebível que Jesus fosse mentiroso não seria possível então que Ele pensasse realmente que era Deus, mas que estivesse enganado?

Afinal, é possível uma pessoa ser sincera e estar errada. Devemos lembrar-nos de que, para um homem acreditar que ele é Deus, principalmente vivendo numa cultura tão acentuadamente monoteísta como a d'Ele e ainda dizer aos outros que seu destino eterno dependia de uma crença n'Ele, é preciso mais que um simples lampejo de fantasia; é preciso ter os pensamentos de um louco no sentido mais completo da palavra. Será que Jesus era tal pessoa?

Uma pessoa que pensa que é Deus é como alguém que hoje acredita ser Napoleão. Ela estaria iludida, enganando a si própria, é, provavelmente, seria encerrada num manicómio para não causar maiores danos a si mesma e aos outros. Entretanto, em Jesus não vemos nenhuma anormalidade nem os desequilíbrios que geralmente acompanham tais casos de insanidade. Se Ele fosse louco, o equilíbrio e a compustura que sempre demonstrou teriam sido admiráveis *um verdadeiro milagre.

Os psiquiatras Noyes e Kolb, numa publicação médica,7 descrevem o esquizofrénico como uma pessoa mais autista que realista. O esquizofrénico procura escapar ao mundo da realidade. Encaremos os factos: um homem que se declara ser Deus certamente não está fugindo à realidade.

À luz de outros conhecimentos que possuímos sobre Jesus, é difícil imaginar que Ele era um perturbado mental. Ali estava um homem que formulou alguns dos mais profundos pensamentos já registados neste mundo. Seus ensinamentos já libertaram muitas pessoas que se encontravam em cativeiro mental. Clark H. Pinnock pergunta: "Estaria Ele enganado acerca de Sua grandeza? Seria Ele uma paranóico, um impostor incosciente, um esquizofrénico? A subtileza e a profundidade de Seus ensinos defendem antes a hipótese de uma total clareza de mente. Oxalá pudéssemos ser tão sãos como Ele!"8

Um aluno de uma Universidade da Califórnia contou-me que seu professor de psicologia disse à classe que bastava ele pegar numa Bíblia e ler textos dos ensinos de Cristo para seus pacientes. Isso era tudo o que eles precisavam.

O psiquiatra J.T. Fisher afirma: "Se fossemos fazer uma soma total de toda a matéria de cunho oficial que já foi escrita pelos mais renomados psicólogos e psiquiatras a respeito da questão da higiene mental _ se fossemos reunir tudo, passando-a por um crivo e retirando o excesso de palavreado _ e se retirássemos desse material toda a "carne", deixando de lado a "salsinha", e se pudéssemos expressar concisamente estas porções de conhecimento científico puro, na linguagem dos mais eminentes poetas vivos, teríamos um resumo, embora incompleto e desajeitado, do Sermão do Monte. E se comparados um e outro, o primeiro perderia bastante. Pois, há quase dois mil anos, o mundo cristão tem segurado em suas mãos a solução para suas inquietações e improdutividades. Aqui... encontramos a receita para o sucesso humano com optimismo, mente sadia e contentamento.9

C.S. Lewis escreve: "É muito improvável encontrar-se uma explicação histórica para a vida, o ensino e a influência de Cristo que seja mais aceitável que a fornecida pelo cristianismo. Nunca foi satisfatóriamente explicada a discrepância que existe entre a profundidade e a sanidade psíquica... de Seus ensinos morais e a terrível megalomania que deve ter inspirado Seu ensino teológico, não fora Ele Deus. Donde as hipóteses não cristãs se sucederem umas às outras com a inquieta produtividade que é fruto de um desnorteamento total."10

E Phillip Schaff argumenta: "Será que tal intelecto _ sempre claro como cristal, revigorante como o ar da montanha, agudo e penetrante como uma espada, totalmente sadio e vigoroso, sempre pronto, e sempre no perfeito controle de Si mesmo _ seria Ele passível de cometer um engano tão radical e dos mais sérios com relação ao seu próprio carácter e missão? Que pensamento terrível!"6

 

Referências bibliográficas:

6_ Philip Schaff, The Person of Christ (New York: American Tract Society, 1913), pp. 94-95, p. 97.

7_ Arthur P. Noyes, and Lawrence C. Kolb, Modern Clinical Psychiatry (Philadelphia: Saunders, 1958). (5th ed.)

8_ Clark H. Pinnock, Set Forth Your Case (New Jersey: The Craig Press, 1967), p. 62.

9_ J. T. Fisher, and L. S. Hawley. A Few Buttons Missing (Philadelphia: Lippincott, 1951), p. 273.

10_ C. S. Lewis, Miracles: A Prelimirary Study (New York: The MacMillan Company, 1947), p. 113.

 

Obra da qual o texto foi retirado:

 

 

   

Jesus Cristo Era Um Mistificador?

Se, ao fazer a declaração de que era Deus Ele sabia que não era, então estava mentindo e enganando deliberadamente seus seguidores. Mas se era enganador, então também era hipócrita, porque disse aos outros que fossem honestos, custasse o que custasse, enquanto Ele próprio divulgava e vivia uma mentira colossal. Mais que isso, Ele era um demónio, pois dizia aos outros que confiassem a Ele seu destino eterno. Se não podia apoiar Suas declarações, e sabia disso, então Ele era indiscritivelmente maligno. Por último, Ele seria também um tolo, porque foi Sua afirmação de que era Deus que provocou Sua crucificação.

Muitos dirão que Jesus era uma grande mestre moralista. Sejamos realistas. Como poderia Ele ser um grande mestre moralista, e conscientemente, enganar o povo, exactamente com relação ao ponto máximo de Seu ensino _ Sua identidade?

Teríamos que concluir logicamente que Ele era um deliberado mentiroso. Entretanto, esta imagem de Jesus não coincide com o que sabemos d'Ele, ou das consequências de Seu ensino e Sua vida. Em toda a parte em que Seu nome é proclamado, vidas têm sido transformadas e países têm alcançado progresso, ladrões tornam-se homens honestos, alcoólatras são curados, indivíduos odiosos se tornam canais de amor, pessoas iníquas se tornam justas.

William Lecky, um dos mais notáveis historiadores da Grã-Bretanha e um zeloso combatente do cristianismo organizado, escreve: "Foi reservado ao cristianismo o ensejo de apresentar ao mundo um carácter ideal, que, através de todas as variações de dezoito séculos, tem inspirado o coração dos homens com um amor ardente; tem se mostrado capaz de operar em todas as épocas, nações, temperamentos e condições de vida; e tem sido não apenas o mais elevado tipo de virtude, mas o maior incentivo à prática dela... Um registo simples desses três curtos anos de vida activa tem feito mais para regenerar e amenizar a humanidade que todos os tratados filósofos e a exportações dos moralistas."

O historiador Phillip Schaff diz: "Este testemunho, se não for verdadeiro, é a mais absoluta loucura ou blafêmia. Mas a hipótese não subsiste um instante sequer, num confronto com a pureza moral e a dignidade de Jesus, reveladas em cada palavra e obra Sua, e reconhecidas pelo consenso universal. A hipótese de um "auto-engano" numa questão tão momentosa, tendo um intelecto, sob todos os aspectos, tão lúcido e sadio, está igualmente fora de cogitação. Como poderia ser um visionário ou louco, um homem que nunca perdeu o equilíbrio mental, que sobrepujou tranquilamente todas as dificuldades e perseguições, como um sol brilhando acima das nuvens, que sempre dava as respostas mais sábias às perguntas mais ardilosas, que calma e deliberadamente predisse Sua morte na cruz, Sua ressurreição ao terceiro dia, o derramamento do Espírito Santo, a fundação da Sua Igreja, a destruição de Jerusalém _ predições estas que se cumpriram literalmente?

Um carácter tão original, completo, tão uniformemente consistente e perfeito, tão humano, e ao mesmo tempo tão superior a todas as gradezas humanas, não pode ser fraude nem ficção. Nesse caso, como bem disse alguém, o poeta seria superior ao seu herói. Seria preciso mais que um Jesus para criar um Jesus."

"Como é que _ em nome da lógica, do bom senso e da experiência _ poderia um impostor, _ que é um enganador, egoísta e depravado _ haver criado e mantido com grande consistência, do começo ao fim, o carácter mais puro e mais nobre conhecido na História, com o mais perfeito aspecto de verdade e realidade?

Como poderia Ele ter concebido e executado, com todo o sucesso, um plano de inigualável beneficência, grandeza moral e sublimidade, e ainda sacrificado Sua vida por ele, em face dos inúmeros preconceitos de Seu povo e de Sua época?"

 

Se Jesus Cristo queria que o povo O seguisse e acreditasse n'Ele como sendo Deus, porque foi ao povo judeu?

Porquê apresentar-Se como um carpinteiro nazareno a um país tão pequenino em tamanho e população, e tão completamente apegado à idéia da unidade indivisível de Deus?

Porque não foi Ele para o Egipto, ou ainda melhor, para a Grécia, onde o povo acreditava em vários deuses e em variadas manifestações deles?

Uma pessoa que vivia como Jesus viveu, ensinava o que Ele ensinou, e morreu como Ele morreu, não poderia ter sido um mentiroso. Que outras alternativas há? 

 

Do Livro: Mais que um Carpinteiro

Josh McDowell

Senhor, Mistificador ou Maluco?

As claras alegações que Jesus fez de que era Deus eliminam o popular argumento dos cépticos que O consideram apenas como um homem bom e moralista, ou como um profeta que pronunciou muitas verdades profundas.

Muitas vezes esta conclusão é exibida como sendo a única plausível, para os eruditos, ou então como resultado de um processo intelectual. O problema é que muitas pessoas acenam afirmativamente, concordando com ela, mas nunca vêem a falácia de tal arrazoado.

Para Jesus, era de importância fundamental o que os homens criam que Ele era. Tendo dito o que disse, e afirmado o que afirmou acerca de si mesmo, não podemos dizer que Ele era um homem bom ou um profeta. Esta alternativa não se acha diante de nós para uma escolha e nunca foi intenção de Deus que assim fosse.

O escritor C.S. Lewis, que era professsor da Universidade de Cambridge e inicialmente um agnóstico, entendeu esta questão perfeitamente. Ele escreveu: "Quero aqui evitar que alguém expresse esta grande insensatez que certas pessoas tantas vezes repetem a respeito de Jesus como um grande mestre moralista, mas não aceito sua alegação de que era Deus. Aí está uma coisa que não podemos dizer. Um homem que fosse apenas um homem, e dissesse as coisas que Jesus disse, não poderia ser uma grande moralista. Ou era um louco _ e portanto se acha no mesmo plano daquele que afirma ser um ovo cozido _ ou então era um demónio do inferno. Cada um tem que fazer sua escolha. Ou Jesus Cristo era e é o Filho de Deus, ou então era um louco, ou coisa pior."

E depois, Lewis acrescenta: "Você pode silenciá-Lo, julgando-O tolo; pode cuspir n'Ele e matá-Lo, julgando-O um demónio; ou então, cair a Seus pés e chamá-Lo Senhor e Deus. Mas não me venha com tolices condescendentes, afirmando ser Ele um grande mestre humanista. Ele não nos deixou esta alternativa. Não era Sua intenção fazê-lo."1

O teólogo F. J. A. Hort, que fez um exame crítico do Novo Testamento, trabalhando nele durante 28 anos, escreve: "Suas palavras eram, de forma tão absoluta, uma característica d'Ele e manifestações de Sua personalidade que não fariam nenhum sentido, se consideradas como afirmações abstratas da verdade, feitas por Ele, na posição de oráculo divino ou profeta. Tire-se a pessoa d'Ele como o objecto primário (embora não o final) de cada uma de Suas asserções, e elas caem por terra."2

Nas palavras de Kenneth Scott Latourette, professor de História do Cristianismo da Universidade de Yale, nos EUA: "Não são os ensinamentos de Jesus que O tornam tão notável, embora eles sejam suficientes para Lhe dar proeninência. Os dois elementos não podem ser dissociados." E depois conclui: "Deve estar claro, para qualquer leitor atento dos registos do Evangelho, que Jesus considerava Sua mensagem como impossível de ser destacada de Si mesmo. Ele foi um grande Mestre, mas não apenas isto. Seus ensinos acerca do Reino de Deus, da conduta humana, a acerca de Deus, eram muito importantes, mas não poderiam ser divorciados d'Ele sem que, segundo Sua opinião, fossem distorcidos"3

Jesus Se declarava ser Deus. E Ele não deixou nenhuma outra opção de escolha. Sua proclamação deve ser verdadeira ou falsa, por isso ela constitui um conceito que merece profunda consideração. A pergunta que Jesus dirigiu aos discípulos: "Mas vós, quem dizeis que eu sou?" tem várias alternativas.

Vejamos primeiro, a hipótese de que Sua alegação de que é Deus seja falsa. Se era falsa, então temos duas, e somente duas opções. Ou Ele sabia que era falsa, ou não sabia.

A seguir consideraremos cada uma separadamente, e examinaremos as evidências.

 


Referências bibliográficas:

1. A. H. Strong, Syistematic Theology. (Philadelphia: Udson Press, 1907), Vol.1 p. 52.

2. Archibald Thomas Robertson, Worde Pictures in the New Testamente (Nashville: Broadman Press, 1932), Vol. 5, p. 186.

3. Leon Morris, "The Gospel According to John," The New International Commentary on the New Testament (Grand Rapids: William B. Eerdmans Publishing Co., 1971). p. 943, 944.

Do livro: Mais que um Carpinteiro

Josh McDowell

 

 

 

Perguntas ou afirmações de quem nada sabe

Ainda no seguimento das questões levantadas pelo Jorge Luís e para encerrar este assunto, publico um estudo que pedi ao meu irmão em Cristo, Agostinho Soares dos Santos. Tal como eu, ele já percebeu que os espíritas que levantam estas questões não procuram respostas, mas sim achincalhar a Palavra de Deus. Mesmo sabendo isso, eu creio que a Palavra de Deus nunca volta para trás vazia e cumpre sempre o propósito para o qual foi enviada!

 

Perguntas ou afirmações de quem nada sabe:

Jesus disse, em João 7:38: “Quem crer em mim como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva”. Em nenhum lugar da Escritura (Antigo Testamento) é dito semelhante coisa.

Jesus também disse em Marcos 1:2: “Conforme está escrito no profeta Isaías: Eis aqui envio diante da tua face o meu mensageiro, o qual preparará o teu caminho”. Nenhuma afirmativa como esta aparece no livro de Isaías! Há um erro claro, aqui, sem nenhuma dúvida!

Em Mateus 2:23 diz: “E foi habitar numa cidade chamada Nazaré, para que se cumprisse o que fora dito por intermédio dos profetas: Ele será chamado Nazareno”. Onde está isso no Antigo Testamento? Como pode um Bíblia inerrante conter erros enormes como este?

 

RESPOSTA

Começando pela última questão, tentaremos responder a estas três situações que nos foram colocadas. Não com a convicção de que vão entender
alguma coisa ou dar razão à Bíblia. Nada disso! Sabemos que há pessoas que estão com os olhos como que cerrados para a Palavra de Deus!

A palavra hebraica, vertida para nazareno é “netser”, que significa “renovo” e é idêntica à palavra usada em Isaías 11:1, que diz: “Porque brotará um rebento do tronco de Jessé, e das suas raízes um renovo frutificará”. Claro que estamos a lidar com traduções para português dos originais hebraico e grego. Portanto, Isaías profetizou acerca deste “Renovo” (netser), ou seja, Nazareno!
Conhecedores das profecias hebraicas, os judeus sabiam do que estavam a falar.

Em Marcos 1:2, 3, diz o seguinte: “Como está escrito no profeta Isaías: Eis que eu envio o meu anjo ante a Tua face, o qual preparará o Teu caminho diante de Ti. Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas”. Estes dois versículos estão seguidos e dizem praticamente a mesma coisa, embora se complementem. Isto está profetizado em Isaías, conforme escreve o evangelista Marcos!

O pior cego é aquele que não quer ver! Passa a vida a coar mosquitos e a engolir camelos.

Pois, em Isaías 40:3, diz: “Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; endireitai no ermo vereda a nosso Deus”. Naturalmente que em Malaquias também fala nisso: “Eis que eu envio o meu anjo, que preparará o caminho diante de mim…”

Não compreendo as dúvidas de alguém que coloca questões desta natureza! Pessoas que dão erros grosseiros atrevem-se a criticar o Livro do Deus Santo, Criador de todas as coisas e pessoas! O que pretendem? Quem os usa? Penso que talvez estejamos a atirar pérolas a quem não as estima! É possível que, como afirmam, se estejam a divertir imenso. Porém, as coisas de Deus não são para nos divertirmos! São assuntos muito sérios; de vida ou de morte, de salvação ou perdição eterna! Na eternidade daremos contas da maneira como procedemos neste mundo; daquilo que fizemos às pérolas que nos lançaram!

Por último, abordaremos a questão colocada logo no princípio, sobre os rios de água viva que fluirão daqueles que crêem em Deus. Pois, o Antigo Testamento contém passagens que se podem identificar. Por exemplo: “Águas profundas são as palavras da boca do homem e ribeiros transbordante é a fonte de sabedoria” (Provérbios 18:4). Certamente que os sábios, no sentido verdadeiro, são aqueles que buscam a sabedoria de Deus e O aceitam como Senhor e Salvador. Mas há mais: “E vós, com alegria, tirareis águas das fontes da salvação” (Isaías 12:3) e “Porque derramarei água sobre o sedento e rios sobre a terra seca…” (Isaías 44:3). O que é que se pretende mais?

Há tendências, doutrinas e religiões para as quais a Bíblia não tem valor algum. Servem-se dela quando lhes interessa, às vezes deturpando os seus textos, mas continuam a não considerar verdadeiramente o Livro Sagrado, aproveitando tudo para o atacar.

Em face disto, e de muitas outras tomadas de posição, é fácil descobrir que não adianta responder às suas questões. Possivelmente, nem as lêem. E se as lêem é como se não lessem! Não estão disponíveis para analisar coisa alguma. Perguntam tudo, às vezes, mais do que uma vez; inclusivamente aspectos que já foram respondidos! Perguntar nada custa. Tentar confundir, ainda menos. Ao correr da pena demora pouco tempo (quem responder até tem de ajeitar e sintetizar a pergunta para que as coisas fiquem de um modo aceitável e possam ser lidas e percebidas por outras pessoas alheias
à situação). Atira-se tudo para o ar. Os evolucionistas também são um pouco parecidos; fazem afirmações inconsequentes e, depois, desafiam os outros a provarem o contrário. Afirmam sem bases e pretendem respostas com bases.

Acredito também que algumas pessoas nada entendam da Bíblia. Cada passagem lida corresponde a um conjunto de dúvidas. A diferença é que alguns estão interessados em saber; outros, nem por isso!

Em respostas mais abrangentes que possamos dar, pegam os periféricos e fazem cavalo de batalha com isso. Por exemplo, dizem que não há profecias no Antigo Testamento sobre determinados assuntos. Depois, quando citamos mais de vinte profecias nesse sentido, pegam numa, que consideram menos elucidativa e batalham ali. O que é que se há-de fazer? A resposta não foi dada? Será honestidade intelectual proceder desta maneira? Valerá a pena manter um debate nestes termos?

Para consubstanciar aquilo que digo, refiro algo curioso relativamente ao “Livro dos Espíritos” de Allan Kardec, publicado em 1857. Ali, Kardec faz referência ao Dilúvio bíblico, comentando o mesmo. Mais tarde, em 1922 e 1929, respectivamente, os arqueólogos Woolley e Langdon fazem perfurações e encontram vestígios do Dilúvio. Então, o tradutor para português, J. Herculano Pires, em face do sucedido, e em lugar de dizer que a ciência confirmou o que Bíblia já dizia há milhares de anos, consegue dizer, num nota de rodapé, que se confirmaram as previsões de Allan Kardec!!! Isto é o máximo! Máximo, no aspecto negativo, claro!

 

 

 

Onde estão, no Antigo Testamento, as profecias que Jesus referiu? 3

Na continuação do post publicado ontem, vou mostrar mais profecias do Velho Testamento cumpridas em Jesus Cristo.

Não que me pareça ou pense que pessoas que tratam a Palavra de Deus da forma que alguns comentadores têm feito por aqui sequer leiam as publicações... mas sim, porque acredito que a Palavra de Deus cumpre sempre o propósito para o qual Deus a enviou: _ Converter os corações daqueles que na verdade O buscam! A minha oração é: Senhor, em nome de Jesus, toca vidas, transforma-as a arranca-as das trevas em que se encontram, para honra e glória do Teu Santo e Bendito Nome!

 

"No Velho Testamento existem cerca de 60 profecias Messiânicas de vulto, e aproximadamente 270 ramificações, as quais se cumpriram todas numa só pessoa _ Jesus Cristo?"

Isaías 7:14 acrescenta que Ele nasceria de uma virgem, um nascimento natural, de uma concepção sobrenatural, um critério totalmente fora do planeamento e controle humanos. Várias profecias registadas em Isaías e Salmos6 descrevem o clima social prevalecente, e o tipo de recepção que Jesus Cristo teria: seu próprio povo O rejeitaria, e os gentios acreditariam n'Ele. Haveria um percursor para Ele (Is 40:3; Ml 3:1), uma voz no deserto, um homem que prepararia o caminho do Senhor antes d'Ele _ João Baptista.

Notemos também as sete ramificações de uma profecia7 que define ainda mais o drama. Nela Deus indicou que o Messias seria (1) traído (2) por um amigo, (3) por trinta moedas (4) de prata, e que estas seriam (5) atiradas ao chão (6) do templo, e utilizadas depois (7) para a compra do campo de um oleiro.

Em Miquéias 5:2, Deus eliminou todas as cidades do mundo, escolhendo Belém, uma localidade com menos de 1000 habitantes, para ser o berço natal do Messias.

Depois, através de uma série de profecias, Ele definiu a sequência do tempo que distinguiria este homem. Por exemplo, Malaquias 3:1 e mais quatro versos do Velho Testamento8 definem a vinda do Messias para uma época em que o templo de Jerusalém ainda estaria de pé. Isto é de grande importância, quando nos lembramos que o templo foi destruído em 70 A.D., e desde então não mais foi reconstruído.

A linhagem exacta, a época, a maneira do crescimento, a reacção do povo, a traição e a forma de Sua morte. Estes dados são apenas fragmentos das centenas de detalhes que compõem a identificação que aponta o Filho de Deus, o Messias, o Salvador do mundo.

 

H. Harold Hartzler, da American Scientific Affiliation, prefacianodo um livro de Peter W. Stoner, escreve: "O manuscrito de Sciense Speacks (Fala a ciência) foi detalhadamente revisado por uma comissão formada por membros da American Scientific Affiliation e pelo conselho executivo da mesma sociedade e de um modo geral pode ser considerado digno de fé e acurado, com relação à matéria científica nela apresentada. A análise matemática nele incluída é baseada sobre princípios e probabilidades perfeitamente correctos, e o Prof. Stoner aplicou estes princípios de forma adequada e convincente."9

As probabilidades seguinte foram retiradas desta obra, para mostrar que a possibilidade de conincidência é anulada pela ciência das probabilidades. Stoner diria que, empregando a moderna ciência da probabilidade em conexão com oito profecias, "descobrimos que as chances de que um homem tivesse vivido, até ao presente momento, e cumprido todas as oito, é uma em 100 quadrilhões. A fim de entendermos melhor este estarrecedor índice de probabilidades, Stoner ilustra o facto sugerindo que tomemos 100 quadrilhões de moedas de prata de um dólar, e as coloquemos sobre a superfície do Estado do Texas, nos EUA. Elas cobrirão todo o Estado e formarão uma plataforma de sessenta centímetros de altura. Agora marquemos uma destas moedas, e misturemos todas elas na superfície do Estado. Coloquemos uma venda nos olhos de uma pessoa, e digamos a ela que pode ir onde quiser, mas deve pegar na moeda marcada, e mostrá-la. Quais são as chances que ela tem de encontrar a moeda?

As mesma chances que os profetas teriam de haverem escrito aquelas oito profecias para vê-las cumprindas num homem, mas a verdade é que TODAS SE CUMPRIRAM EM CRISTO.

"Isto significa que o cumprimento destas oito profecias, por si só, demonstra que Deus inspirou a produção delas, com uma precisão que incide sobre uma chance entre 100 quadrilhões de possibilidades de erro.

 

Referâncias Bíblicas e bibliográficas:

6. Isaías 8:14; 28:16; 49:6; 50:6; 52:53; 60:3; Salmo 22:7.8; 118:22.

7. Zacarias 11:11-13; Salmo 41; comparados com Jeremias 32:6-15 e Mateus 27:3-10.

8. Samo 118:26; Daniel 9:26; Zacarias 11:13; Ageu 2:7-9.

9. Peter W. Stoner, and Robert C Newman, Science speacks (Chicago: Woody Press, 1976), pp. 106-112.

 

 

 

 

Onde estão, no Antigo Testamento, as profecias que Jesus referiu? 2

O sr. Jorge Luís, à semelhança dos muitos espíritas que desconhecem a Palavra de Deus perguntou:

"Onde estão, no Antigo Testamento, as profecias que Jesus referiu? Por exemplo, em Lucas 24:46 “que o Cristo havia de padecer e ressuscitar dentre os mortos”? Também em João 20:9 diz que eles não tinham compreendido a Escritura, que era necessário ressuscitar dentre os mortos. Em I aos Coríntios 15:3, 4, diz que Cristo morreu por nós segundo as Escrituras. Onde está isso profetizado?

 

Se, em vez de acreditarem cegamente nas mentiras dos demónios, os espíritas procurassem O Deus das Escrituras com humildade, temor e amor ao Criador, pedindo-Lhe revelação da Sua Palavra, talvez não passassem por situações constrangedoras como esta e conseguissem ver as muitas profecias (para além das citadas) que mostram claramente que Jesus Cristo é o Messias prometido por Deus!

Será que os espíritas sabem que no Velho Testamento existem cerca de 60 profecias Messiânicas de vulto, e aproximadamente 270 ramificações, as quais se cumpriram todas numa só pessoa _ Jesus Cristo?

É muito interessante observar todas estas predições cumpridas em Cristo, como sendo Sua "identificação".

Deus fez uma descrição na História com detalhes expressivos, para destacar seu Filho, o Messias, o Salvador da humanidade, de qualquer outra pessoa que já viveu neste mundo _ no passado, presente e futuro.

Os detalhes específicos podem ser encontrados no Velho Testamento, um documento que foi escrito durante um período de 1000 anos, e contém 300 referências à Sua vida. Pelo método das probabilidades, as chances de que apenas 48 destas profecias se cumprissem numa pessoa eram de 1 em 600 quadrilhões.

A tarefa de associar essa descrição feita por Deus a um determinado homem é mais complicada ainda pelo facto de todas as profecias referentes ao Messias terem sido feitas pelo menos 400 anos antes da ocasião em que Ele iria surgir.  Alguém pode discordar e afirmar que tais profecias foram escritas depois de Cristo ter vindo e adaptadas de modo a coincidir com os eventos de Sua vida (é isso que pensa Jorge?).

Isto pode até parecer plausível, mas lembremo-nos de que a Septuaginta, a tradução em grêgo do Velho Testamento hebraico, foi produzida entre os anos 200 e 150 A.C.

Esta tradução grega mostra que houve um espaço de, pelo menos, 200 anos entre o registo das profecias e seu cumprimento em Cristo.

Citemos alguns detalhes que mostram que só Jesus Cristo cumpriu todas essas profecias.

Que eventos tiveram que preceder e coincidir com o aparecimento do Filho de Deus?

Recorremos a Gênesis 3:15. Aqui encontramos a primeira profecia Messiânica. Em toda a Bíblia, há somente um homem que nasceu da "descendência" (ou da semente) da mulher _ todos os outros nasceram da semente do homem. Aqui está um homem que veio ao mundo para desfazer as obras de Satanás ("ferir a sua cabeça").

Em Gênesis 9 e 10, Deus definiu ainda mais esta identificação. Noé tinha três filhos _ Sem, Cão e Jafé. E hoje, todas as nações do mundo podem traçar sua origem até esses três homens. Mas em sua definição, Deus eliminou dois terços deles da linhagem Messiânica. O Messias viria tarvés da descendência de Sem.

Depois, continuando até ao ano 2000 A.C., encontramos o Senhor chamando um homem de nome Abraão, para sair da terra de Ur dos caldeus. Com Abraão, Deus especifica ainda mais Suas declarações, afirmando que o Messias seria descendente dele.1 Todas as famílias da terra seriam abençoadas  através deste homem. Depois, Abraão teve dois filhos, Isaque e Ismael; e muitos dos seus descendentes são eliminados, quando o Senhor elege o segundo filho Isaque.2

Isaque, por sua vez, teve dois filhos: Jacó e Esaú, e Deus escolheu a linhagem de Jacó.3 Este teve 12 filhos, dos quais provieram as 12 tribos de Israel. E então Deus destacou a tribo de Judá, como a que continuaria a linha Messiânica, eliminando assim 11 doze avos das tribos israelitas. E de todas as famílias da tribo de Judá, a de Jessé foi a escolhida.4 É possível vermos agora a linha se difinindo mais.

Jessé tinha 8 filhos, e, em 2 Samuel 7:12-16 e Jeremias 23:5, Deus eliminou 7 oitavos da família de Jessé. Ficamos sabendo aí que o Homem de Deus não apenas será da descendência da mulher, da linhagem de Sem, da raça dos judeus, da linhagem de Isaque, de Jacó, da tribo de Judá, mas também será da casa de Davi.

Um profecia datada de aproximadamente 1012 A.C.5 também prediz que as mãos e os pés deste homem seriam trespassados por cravos (isto é, seria crucificado).

Esta predição foi escrita oitocentos anos antes de os romanos colocarem em prática a execução de criminosos pela crucificação.

 

Referências bíblicas:

1 Gênesis 12; 17; 22.

2 Gênesis 17; 21.

3 Gênesis 28; 35:10-12; Números 24:17.

4 Isaías 11: 1-5

5 Salmo 22:6-18; Zacarias 12:10; comparados com Gálatas 3:13.

CONTINUA:

 

 


 

 

Sem alternativas!

"Quero aqui evitar que alguém expresse esta grande insensatez que certas pessoas tantas vezes repetem a respeito de Jesus:
_ Estou pronto a aceitar Jesus como um grande mestre moralista, mas não aceito sua alegação de que era Deus. _
Aí está uma coisa que não podemos dizer. Um homem que fosse apenas um homem, e dissesse as coisas que Jesus disse, não poderia ser um grande mestre moralista. Ou era... um louco _ e portanto se acha no plano daquele que se afirma ser um ovo cozido _ ou então era um demónio do inferno. Cada um tem que fazer a sua escolha. Ou este homem era, e é o Filho de Deus, ou então era louco ou coisa pior."
Você pode silenciá-Lo, julgando-O tolo; pode cuspir-Lhe e matá-Lo, julgando-O um demónio; ou então, caír a Seus pés e chamá-Lo Senhor e Deus. Mas não me venha com tolices condescendentes, afirmando que Ele era apenas um grande mestre humanista. Ele não nos deixou esta alternativa. Não era Sua intenção fazê-lo"
 

C.S.Lewis
In: Mais Que Um Carpinteiro