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Blog d'espiritismo _ A verdade

Não há, pois, como considerar Cristão, alguém que não crê no sacrifício que o Deus Vivo fez por nós. Desta forma, como filhos de Deus , devemos tomar cuidado com seitas que se dizem Cristãs, mas que são a mais pura deturpação da verdade.

Blog d'espiritismo _ A verdade

Não há, pois, como considerar Cristão, alguém que não crê no sacrifício que o Deus Vivo fez por nós. Desta forma, como filhos de Deus , devemos tomar cuidado com seitas que se dizem Cristãs, mas que são a mais pura deturpação da verdade.

Inferno = Fogo, Trevas, Pranto.

 

O inferno é descrito por meio de imagens de fogo, trevas e pranto.

De todas as imagens usadas para descrever o inferno, o fogo é a mais comum. Considere o seguinte:

"O mundo futuro será dado a esses (isto é, aos que são obedientes a Deus), mas a habitação de muitos outros será no fogo." (2Baruc 44.15. Veja também o Testamento de Zebulom 10.3.)

"Ai de vocês, pecadores, por causa das obras das suas mãos! Por causa dos seus feitos malignos, em chamas ardentes, piores que fogo queimarão." (Século 1 d.C. - 1Enoque 100.9).

Veja também Liber antiquitatum biblicarum 23.6: "(O Inferno) é um lugar de fogo onde as obras daqueles que cometem iniquidade contra Deus serão expiados" - Século 1 d.C.; 2Enoque 10.2 (J): "E ali não há luz, e um fogo negro arde perpetuamente, com um rio de fogo que sai por todo o lugar" - Século 1 d.C.)

No dia do julgamento, todos os pecadores cujos nomes não estiverem "escritos no livro da vida", vão "chorar e lamentar num lugar que é um deserto invisível, e queimarão no fogo.

" Esse local "era completamente escuro" e, ainda assim, a "chama do seu fogo ... queimava intensamente." (século 1 d.C. - 1Enoque 108.3-4.

Outro autor usa a imagem de fogo e trevas juntos em 1Enoque 103.5-8. Um autor chega até mesmo a usar a imagem de vermes e fogo juntos, semelhante ao que Jesus e Iasías fizeram:

"E sairão, e verão os cadáveres dos homens que prevaricaram contra mim; porque o seu verme nunca morrerá, nem o seu fogo se apagará; e serão um horror a toda a carne." (Isaías 66:24),

"Onde o seu bicho não morre, e o fogo nunca se apaga." (Marcos 9:48)

"Ai das nações que se levantarem contra a minha raça! O Senhor Todo-Poderoso as punirá no dia do juízo. Meterá fogo e vermes nas suas carnes, e chorarão eternamente" (Judite 16.7, A Bíblia de Jerusalém; século 1 a.C.).

"O inferno é um "abismo ... cheio de fogo", e os ímpios são "lançados nesse abismo abrasador, e foram queimados". (1Enoque 90.26-27. Veja também 2Enoque 40.13.)

Fogo, trevas, lamento. Essas são as imagens típicas usadas pelos judeus do século 1 para descrever o inferno e, como veremos, são as mesmas imagens usadas por Jesus e por outros autores do Novo Testamento.

Quanto à duração do inferno, porém, havia divergência de opinião entre os judeus. Alguns acreditavam que o ímpio seria aniquilado no inferno (sua existência pessoal cessaria), enquanto outros acreditavam que o ímpio seria punido para sempre num estado contínuo de tormento.

 

Texto retirado do livro: Apagando o Inferno

Autor: Francis Chan

Pág. 39-40

 

No Post seguinte: O inferno é um lugar de aniquilação e:

O inferno é um lugar de punição eterna

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O Inferno Mudou? Ou Fomos Nós Que Mudámos?

"Quando o pai de família se levantar e cerrar a porta, e começardes, de fora, a bater à porta, dizendo: Senhor, Senhor, abre-nos; e, respondendo ele, vos disser: Não sei de onde vós sois; Então começareis a dizer: Temos comido e bebido na tua presença, e tu tens ensinado nas nossas ruas. E ele vos responderá: Digo-vos que não vos conheço nem sei de onde vós sois; apartai-vos de mim, vós todos os que praticais a iniqüidade. Ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes Abraão, e Isaque, e Jacó, e todos os profetas no reino de Deus, e vós lançados fora." (Lucas 13:25-28)

 

Kardec teve o desejo de apagar o inferno. Afinal... quem não o tem?

Mas, o cristão é um seguidor de Jesus Cristo que crê em TODO o Seu ensino e não apenas nas palavras mais agradáveis que Ele disse. 

O cristão é alguém que nasceu de novo, alguém a quem o Espírito Santo revela a Palavra de Deus, não apenas a letra, mas o próprio Deus e o Seu maravilhoso plano para a salvação de todo aquele que crê.

Na parábola acima, percebemos claramente que aqueles que seguem Jesus viverão uma vida eterna na presença de Deus, mas, aqueles que não O seguem, aqueles que não O recebem como único Senhor e Salvador, aqueles que acham que podem salvar-se pelos seus próprios méritos e desprezam a obra redentora realizada por Cristo na cruz, haverá punição. A Bíblia não dá esperanças de "uma segunda chance", de "uma próxima vida noutro corpo".

Claro que isto é assustador para aqueles que vivem do outro lado da porta, querendo entrar, batendo e implorando, desejando ter feito a escolha certa enquanto tinham oportunidade.

Pense a sério nesta parábola... medite nela... Cristo não nos deixou essas palavras simplesmente para que, um dia, as discutíssemos num livro. Como todo o texto bíblico, essa parábola tem o propósito de mexer com a nossa alma. Leia-a com cuidado. Leia-a com calma e com convicção, ciente de que, creia você no que quiser, haverá pessoas do lado de fora, num terrível lugar de punição. Um lugar chamado inferno.

 

O INFERNO MUDOU? OU FOMOS NÓS QUE MUDÁMOS?

 

A pergunta "o que é o inferno?" tem recebido muitas e diferentes respostas ao longo dos anos.

_ Para Orígenes, o inferno era o lugar onde a alma do ímpio era purificada para que pudesse encontrar o caminho de volta para Deus.

_ Dante retratou o inferno como um lugar abaixo da superfície da terra, com nove níveis de sofrimento, no qual os pecadores eram mordidos por cobras, atormentados por animais, banhados com chuva gelada e presos em rios de sangue ou sepulturas flamejantes; alguns eram imersos em poços enormes que transbordavam de excrementos humanos.

_ Já o retrato do inferno feito por C. S. Lewis era bem menos horripilante. Para Lewis o inferno assemelha-se a uma cidade escura e sombria, ou a um espaço em que "os seres se desvanecem rumo ao nada".

_ Para a banda AC/DC, o inferno é o lugar onde todos os amigos deles vão estar.

_ E, o que dizer de Rob Bell e do seu ensino mais recente, que afirma que o inferno não é um outro dia ou um outro lugar, mas sim os vários infernos na terra que as pessoas experimentam nesta vida? Coisas como genocídios, violações, injustiças... etc.

 

Ao longo dos anos, muitas têm sido as ideias propostas sobre o inferno; algumas mais atraentes do que outras.

Mas, se realmente estamos atrás da verdade, precisamos agarrar-nos ao que Jesus disse. E, precisamos entender as suas declarações no contexto do mundo em que Ele viveu. Precisamos entrar no mundo judaico do I século, se quisermos descobrir O que Ele revelou quando falou do inferno. Ele era judeu, um judeu que viveu há dois mil anos atrás, no Médio Oriente.

Precisamos esquecer todos os outros "Jesuses" criados pelo homem ao longo dos séculos, refeitos e remodelados conforme a nossa própria tendência cultural; e olhar para o Jesus, judeu, que viveu no século I. Só entenderemos o que Ele ensinou sobre o inferno se mergulharmos na cultura da Bíblia. Não há outra forma de entendermos claramente o que é que Jesus e os seus seguidores diziam sobre o inferno se não o fizermos.

 

No tempo de Jesus, o inferno era visto como um lugar de punição para aqueles que não seguem Deus. A crença do inferno estava tão enraizada nos judeus do I século, que Jesus teria que se desviar do seu caminho para manter a distância dessas crenças caso Ele mesmo não as apoiasse. Será que Jesus fez isso?

 

Já lá vamos, mas por enquanto, vamos penetrar na cultura judaica ao redor dÉle para vermos o que os seus contemporâneos disseram sobre o inferno.

Para os judeus, dos dias de Jesus, o inferno era:

_ Um lugar de punição após o juízo.

_ Descrito por meio de imagens como: fogo, trevas, pranto e ranger de dentes.

_ Um lugar de aniquilação e punição eterna.

 

Para percebermos isso, no próximo post, vamos fazer uma viagem por alguns autores judeus a fim de vermos as suas afirmações sobre o inferno.

 

 

Texto retirado do livro: Apagando o Inferno

Autor: Francis Chan

Pág. 33-36

 

Próximo post:

A VISÃO JUDAICA SOBRE O INFERNO NO PRIMEIRO SÉCULO

 

Pág. 3/3