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Blog d'espiritismo _ A verdade

Não há, pois, como considerar Cristão, alguém que não crê no sacrifício que o Deus Vivo fez por nós. Desta forma, como filhos de Deus , devemos tomar cuidado com seitas que se dizem Cristãs, mas que são a mais pura deturpação da verdade.

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Não há, pois, como considerar Cristão, alguém que não crê no sacrifício que o Deus Vivo fez por nós. Desta forma, como filhos de Deus , devemos tomar cuidado com seitas que se dizem Cristãs, mas que são a mais pura deturpação da verdade.

Resposta ao comentário do Paulo Callis [1]

O Paulo Callis, comentou:

 

"Olá! Você me surpreendeu por ter sido pontual nas respostas, parabéns! Porém, gostaria que observasse as seguintes considerações:

SOBRE A RESPOSTA 1 - [1] Moisés morreu e foi enterrado (Deuteronômio 34,5-7). Com base em sua resposta, esclareço que Judas viu Moisés como um líder com uma moral-ética duvidosa, vingativo e autoritário. Ocorre que Moisés não tinha o carácter bom e misericordioso, se comparado a Jesus, que ensinou através do exemplo prático: a mansidão, o perdão, o amor incondicional os inimigos, a Caridade e a Fraternidade. Isso levou Judas a imaginar que o corpo de Moisés foi disputado entre o arcanjo (o bem) e o diabo (o mal). Judas não reconheceu a missão de Moisés que era trazer a primeira revelação à Humanidade fundamentada no Deus Único, na Justiça e no Direito, cujas bases coexistem no Direito em diversos países, inclusive no Brasil, apesar de ser Estado laico.

[2] Elias morreu, mas seu corpo não foi encontrado para sepultamento. Nada sobrenatural, mas é uma Lei Divina menciona uma linguagem alegórica na Bíblia: “ Tu és pó e pó te tornarás... (Gênesis 3. 19); porque aos homens está ordenado morrerem... vindo depois o juízo... (Hebreus 9. 27); o Corpo volta ao pó e espírito retorna a Deus (Eclesiastes 12. 7).

O resgate do cadáver pode até permanecer em mistérios como acontece na actualidade, por exemplo: deputado Ulysses Guimarães, alpinista Bernardo Collares e diversos passageiros mortos no acidente aéreo do vôo 447 da Air France, no oceano Atlântico. [3] Observe que era uma época primitiva e o povo era místico, por isso não havia referência para descrever o sumiço de um homem de bem do que o arrebatamento de Elias ao Céu. Até hoje, encontramos pessoas que dizem as crianças que “fulano foi para o Céu” quando da morte de um ente querido. Contudo, jamais podemos ignorar que as Leis Divinas são perfeitas e imutáveis.

[4] Ensina-nos a Doutrina Espirita que o maravilhoso ou sobrenatural não existe, pois, Deus não criaria leis para serem derrogadas tal qual acontece pela imperfeição das coisas criadas pelas pessoas Tento esclarecer sem desrespeitar às leis da natureza (ciência) e as leis divinas (bíblicas), consequentemente entra em conflito a resposta à pergunta que lhe fiz: [5] Os mortos (Elias e Moisés) CONVERSARAM ou Não com Jesus? (Na sua opinião, Jesus não teria direito de revogar a proibição de conversar com os mortos? Se não o fez, quem revogou a Lei do apedrejamento previsto no Livro de Levítico? Quem revogou as Leis de Deuteronômio como por exemplo a de cortar cabelos, usar de brincos, a mulher poder usar roupas masculinas, etc.? [6] Antes da publicação da Bíblia pela imprensa, como eram repassadas as cópias dos originais das escrituras dos ensinos de Jesus contidos na Bíblia?)"

 

Resposta: Paulo, todo o seu comentário é baseado em teorias espíritas, suposições e nada mais do que isso.

[1] Não fui eu quem lhe respondeu e sim o Lucas. Eu nunca disse que Moisés não morreu. A Bíblia diz-nos que ele morreu no monte Nebo, em Moabe, sem ter entrado na Terra Prometida e foi secretamente enterrado num lugar que ninguém sabe "Assim morreu ali Moisés, servo do Senhor, na terra de Moabe, conforme a palavra do Senhor. E o sepultou num vale, na terra de Moabe, em frente de Bete-Peor; e ninguém soube até hoje o lugar da sua sepultura." Deuteronômio 34:5,6.

Se tudo o que Judas escreve acerca de Moisés é isto: "Mas o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo, e disputava a respeito do corpo de Moisés, não ousou pronunciar juízo de maldição contra ele; mas disse: O Senhor te repreenda."
Judas 1:9 

Onde é que você conseguiu perceber que Judas viu Moisés como "um líder com uma moral-ética duvidosa, vingativo e autoritário"? Numa sessão espírita na qual você estava presente e onde os demónios afirmaram ser uma personagem bíblica? 

Moisés jamais poderia ser comparado a Jesus porque Moisés foi um profeta sobre o qual a Palavra de Deus nos diz: "E era o homem Moisés mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a terra." Números 12:3 

Jesus é o Messias, o Redentor, o Salvador, Deus, o Alfa e o Ômega, o Pai da eternidade, o grande Eu Sou como Isaías profetizou: "Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz." Isaías 9:6

O próprio Jesus afirmou ser Deus! Há uma diferença abissal entre ambos - Moisés é criatura, Jesus é o Criador!

Quanto à sua rábula acerca da sua ideia sobre o versículo de Judas que fala do corpo de Moisés,  é tão estapafúrdia que nem vale a pena perder tempo...

 

[2] Por muito que isso deite por terra várias mentiras espíritas, a verdade é que Elias não morreu.

Não foi só Eliseu que o viu a ser levado para o céu num redemoinho e que sabia que tal iria acontecer: "Então os filhos dos profetas que estavam em Betel saíram ao encontro de Eliseu, e lhe disseram: Sabes que o SENHOR hoje tomará o teu senhor por sobre a tua cabeça? E ele disse: Também eu bem o sei; calai-vos. [...] E foram cinquenta homens dos filhos dos profetas, e pararam defronte deles, de longe: e assim ambos pararam junto ao Jordão. [...]  E sucedeu que, indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho."
2 Reis 2:37, 11

É isto que a Bíblia ensina. Ponto. Não me interessa que a doutrina espírita rejeite o texto bíblico que revela claramente que a afirmação espírita de que João Baptista era Elias é falsa porque quem não morre não pode reencarnar. Aliás, como bom espírita, você mencionou outro versículo que nega totalmente a possibilidade da reencarnação, mas sonegou parte dele? Você escreveu: "porque aos homens está ordenado morrerem... vindo depois o juízo... (Hebreus 9. 27);" Falta "UMA SÓ VEZ" antes de "vindo depois o juízo". 

Que o corpo físico volta ao pó é um dado científico que não precisa de mais provas. Que o espírito volta para Deus é outro facto que, não sendo científico, é bíblico.

Deturpar o que a Bíblia ensina para emprestar credibilidade à doutrina espírita é dar tiros nos pés.

 

[3] Místico? Sabe o que é o misticismo? Quer algo mais místico do que a doutrina espírita? Elias não desapareceu. Elias foi levado para o céu e, muitos anos mais tarde, ele reaparece no monte da transfiguração. O episódio do monte da transfiguração, por si mesmo, é uma machadada no espiritismo porque denuncia outra das suas mentiras. Para não tornar o texto demasiado longo, veja como o episódio do monte da transfiguração revela mais uma mentira espírita, aqui.: http://blogespiritismo.blogs.sapo.pt/232267.html.

 

[4] A doutrina espírita ensina que o maravilhoso e o sobrenatural não existem? Ok! Vou fingir que falar com os mortos é a coisa mais natural deste mundo e que a ciência pode comprovar isso facilmente...

Quanto ao maravilhoso, basta ler o relato bíblico e crêr na Palavra de Deus. 

 

[5] Elias e Moisés conversaram com Jesus. Mas, por muito que pareça dar-lhe jeito, não se tratou de uma sessão espírita, mas sim de um episódio sobrenatural (algo que o espiritismo afirma não existir) que tinha um objectivo claro da parte de Deus. Pedro, uma das três testemunhas do que aconteceu no monte, escreve: "Porque não vos fizemos saber a virtude e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas artificialmente compostas; mas nós mesmos vimos a sua majestade. Porquanto ele recebeu de Deus Pai honra e glória, quando da magnífica glória lhe foi dirigida a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me tenho comprazido. E ouvimos esta voz dirigida do céu, estando nós com ele no monte santo; e temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça, e a estrela da alva apareça em vossos corações." 2 Pedro 1:16-19

Moisés e Elias representam, respectivamente, a lei e os profetas, sendo que ambos predisseram a morte de Cristo que, segundo Lucas, era o assunto que os três discutiam: "Os quais apareceram com glória, e falavam da sua morte, a qual havia de cumprir-se em Jerusalém." Lucas 9:31

Pedro, errou ao colocar Moisés e Elias no mesmo plano de Cristo. Cristo era aquEle para quem tanto Elias como Moisés haviam apontado. Pedro viu o céu abrir-se na transfiguração de Jesus. Ele viu a aparência de Jesus nos seus privilégios reais plenos. Pedro percebeu que Cristo era mais do que um carpinteiro, mais do que um guru de mente aberta, mais do que um encorajador que não faz juízo de tudo e de todos. Quando ele O viu brilhar e ofuscar em majestade com a nuvem de glória que enchia o templo ao redor deles, ele soube, naquele momento, que Jesus não era um homem para se tratar de forma leviana. E quando Ele vier novamente, todos nós perceberemos, mesmo que seja tarde demais para alguns. 

 

"Sabemos que uma vez a face de Moisés brilhou porque refletiu algo da glória de Deus (Êx 34.29,30). Mas quanto a Jesus, ele mesmo foi transfigurado. O verbo metamorph oô (“transfigurar”, “transformar”, “mudar na forma”) sugere uma mudança de natureza mais íntima do que pode ser visível externamente (como aqui; cf. Êx 34.29; 2Bar 51.3,5) ou bem invisível (Rm 12.2; 2Co 3.18). O facto de Jesus se ter  transfigurado “diante deles” sugere que isso aconteceu em grande parte por causa deles: independentemente da confirmação que a experiência tenha concedido a Jesus, ela foi reveladora para os discípulos. Como eles viriam a perceber, eles foram privilegiados em vislumbrar alguma coisa de sua glória pré-encarnação (Jo 1.14; 17.5; Fp 2.6,7) e antecipar a sua futura exaltação (2Pe 1.16-18; Ap 1.16). A confissão deles de Jesus como Messias e a insistência deste de que seria um Messias sofredor (16.13-21; 17.9) foram confirmadas. Portanto, eles tinham motivo para esperar que ainda veriam o Filho do homem vindo em seu reino (16.28). O contraste entre o que Jesus acabara de predizer que seria o seu destino (16.21) e essa visão gloriosa fariam, um dia, os discípulos de Jesus se maravilharem com a humilhação de si mesmo que o levou à cruz e a deslumbrar um pouco do alto ao qual ele seria levantado por meio de sua ressurreição e ascensão vindicativas. [...] só Mateus menciona o resplendor da nuvem (v. 5), reminiscente da glória sheniká. Moisés e Elias
desempenharam papéis escatológicos: Moisés foi o modelo para o profeta escatológico (Dt 18.18), e Elias, do precursor (Ml 4.5,6; Mt 3.1-3; 11.7-10; 17.913). Os dois tiveram um fim estranho; os dois foram homens de Deus em épocas de transição; o primeiro introduziu a aliança, e o segundo trabalhou para renovar a adesão a ela. Os dois vivenciaram uma visão da glória de Deus, um no monte Sinai (Êx 31.18) e o outro no monte Horebe (lRs 19.8). Contudo, agora, a glória é a glória de Jesus, pois ele é quem é transfigurado e irradia a glória da divindade. Os dois sofreram rejeição de vários tipos (para Moisés, cf. resumo de Estêvão, At 7.35,37; e para Elias, cf. lRs 19.1-9; Mt 17.12). Juntos, eles bem podem resumir a Lei e os Profetas. Essa interpretação é a mais plausível quando lembramos que muito raramente essas duas figuras aparecem juntas no judaísmo e no Novo Testamento (possivelmente em Ap 11.3; cf. Zc 4.14; J. Jeremias, TDNT, 4:863-64). Todas essas associações ganham importância à medida que a narrativa prossegue e se percebe que Jesus é superior a Moisés e Elias e, na verdade, supera-os (w. 5,8). O verbo ôphthê (“aparecer”), às vezes, é usado em conexão com a ressurreição de Jesus, não sugere por si só um cenário de ressurreição, uma vez que Moisés e Elias foram os que “apareceram”, não Jesus." 

O comentário de Mateus / D.A. Carson

 

[6] Antes da publicação da Bíblia pela imprensa já existia a Septuaginta que continha o AT. Os evangelhos e as cartas já circulavam no tempo dos apóstolos e foram sendo preservados ao longo dos séculos. Não faltam documentos e provas da autenticidade deles. Há mais de 5 000 fragmentos de pergaminhos que atestam a autenticidade da Escritura. O cumprimento das profecias é outra prova histórica da sua autenticidade. 

Não é que o homem não possa crêr por falta de evidências... É que ele não quer crêr!

 

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Resposta ao Mauro C. Freitas - 3

O Mauro respodeu a um dos pontos da minha resposta que pdem ler aqui: http://blogespiritismo.blogs.sapo.pt/92179.html?thread=1360403#t1360403 e alega:

5) Não sou ninguém para questionar a DEUS, mas sou livre para raciocinar. É possível observar no A. T. que mesmo diante de mensagens divinas elas estavam sim no campo do entendimento humano, que muitas vezes não as compreendia em sua plenitude, pois seria absurdo acreditar que DEUS não conhece a própria criação, como por exemplo em: Lv. 11: 1-8, quando se classifica coelho e lebre como ruminantes ou quando supostamente o próprio DEUS mandaria Moisés matar todos os homens em Midiã (Nm. 31: 7), sendo que havia proibido o assassinato nos dez mandamentos.

 

Resposta: Comecemos por Levítico 11:1-8:

 

Embora estes dois animais não ruminem, no sentido moderno e técnico desta expressão, para um observador, eles de facto têm um comportamento que faz parecer que ruminam. Assim, eles foram relacionados junto com outros animais que de facto ruminam para que qualquer um pudesse distingui-los como imundos, pelo critério da observação.

Os animais que ruminam são identificados como ruminantes; eles trazem de volta o alimento até à boca para ser novamente mastigado. Os ruminantes normalmente têm quatro estômagos. Nem o arganaz das rochas, nem a lebre são ruminantes, e sob o ponto de vista científico, realmente não ruminam. Entretanto, estes dois animais movem o queixo de tal maneira, que é como se ruminassem. Este hábito neles é tão convincente, que um grande cientista sueco, Linnaeus, de início classificou-os como ruminantes.

Sabe-se agora que as lebres praticam o que se chama "reflexão", processo em que certos alimentos vegetais indigestos absorvem certas bactérias e são engolidos e depois comidos de novo. Este processo permite que a lebre possa digeri-los com maior facilidade e é muito semelhante à ruminação. Assim, a frase hebraica "porque rumina" não deve ser tomada no sentido científico moderno, mas sim no sentido antigo de haver um movimento que, nas palavras de hoje, tanto pode ser a ruminação como a reflexão. [...] Embora o arganaz e a lebre não sejam animais ruminantes, esta colocação era adequada para aquele tempo, de forma a deixar bem claro que aqueles dois animais eram considerados imundos. 

 

E agora, sobre Números 31:

 

Lembremos-nos de que os midianitas foram aqueles que corromperam o povo de Deus, levando-o à idolatria em Baal-Peor, o que resultou na morte de 24.000 israelitas com a praga que se seguiu (Nm 25:9). Era necessário eliminar totalmente essa má influência sobre Israel.


Sim, foi sob o comando directo de Deus que Moisés agiu. O versículo 2 regista a ordem dada por Deus a Moisés para que ele
levasse a cabo a vingança do Senhor sobre os midianitas. A natureza abominável da influência que os midianitas tinham sobre Israel em levá-los à idolatria merecia o juízo destruidor de Deus, que tratou decididamente e com severidade esse cancro.

A justificação moral para tal acção encontra-se no facto de que Deus tem o direito de dar e de tomar a vida. Ele pode exercer juízo sobre os pecadores quando quiser. Como o salário do pecado é a morte, e como os midianitas se envolveram num
terrível pecado, eles apenas colheram as consequências da vingança de Deus sobre eles. 

MANUAL POPULAR de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia

Norman Geisler - Thomas Howe

 

 

Temos vários relatos destes nas Escrituras.

Portanto, Mauro, Deus pode dar ordens específicas aos seus servos e pode usá-los para exercer juízo sobre as Suas criaturas desobedientes. O que você e os espíritas fazem é julgar Deus e o que Ele fez. Vocês acham-se mais misericordiosos e mais justos do que o próprio Deus e, por isso, rejeitam a verdade das Escrituras e o facto de que Deus exerce juízo e paga aos pecadores o salário que o pecado exige - a morte. Foi assim no dilúvio, em Sodoma e Gomorra e será assim quando a Sua ira se abater sobre o mundo que O rejeita e Lhe desobedece. 

Não matarás, continua a ser um mandamento

 

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Resposta ao Mauro C. Freitas - 2

O Mauro alega:

3) Não estou falando das escrituras ou apenas da Torá estou falando da compilação das Escrituras em um único livro, agregando A.T. e N.T., os registros históricos estão são claros, vai negá-los também?

 

Resposta: São claros? Ou não são claros? Não percebi...

De qualquer forma, respondo:

Sim! São claros e não há nenhum outro livro tão bem documentado. Como é que sabemos, então, que temos os livros certos no cânon das Escrituras que possuímos? A pergunta pode ser respondida de duas maneiras diferentes.

 

Primeiro, se perguntamos em que devemos basear a nossa confiança, a resposta  é que a nossa confiança deve ser baseada na fidelidade de Deus. Sabemos que Deus ama o seu povo, e é de suma importância que o povo de Deus tenha as suas palavras, pois elas são a nossa vida (Dt 32.47; Mt 4.4). Elas são mais preciosas e mais importantes do que qualquer outra coisa neste mundo. Sabemos também que Deus, nosso Pai, controla toda a história e que Ele não é o tipo de Pai que nos engane, falhe connosco ou nos esconda algo de que precisamos de maneira absoluta.

A severidade das punições que, segundo Apocalipse 22.18-19, vêm sobre os que acrescentam alguma coisa às palavras de Deus ou lhe algo também confirma que é importante o povo de Deus ter o cânon certo. Não há punições maiores do que essas, pois são castigos de julgamento eterno. Isso mostra que o próprio Deus atribui supremo valor ao facto de termos uma colecção certa de escritos inspirados por Deus, nada mais nada menos.


Portanto, a preservação e a organização correcta do cânon das Escrituras devem, em última análise, ser encaradas pelos crentes não como parte da história da igreja posterior aos grandes actos centrais da obra redentora de Deus a favor do seu povo, mas como parte integrante da própria história da redenção. Assim como Deus agiu na criação, no chamado do seu povo Israel, na vida, morte e ressurreição de Cristo e na obra e redacção iniciais dos apóstolos, Ele também agiu assim na preservação e na reunião dos livros das Escrituras para o bem do seu povo para todo o período da igreja.

Em última análise, portanto, baseamos na fidelidade de Deus a nossa confiança em que o nosso presente cânon é correcto.


Segundo: pode-se responder de maneira um tanto diferente à pergunta sobre como sabemos que temos os livros certos. Poderíamos focar o processo pelo qual fomos convencidos de que os livros que temos agora no cânon são os certos. Nesse caso, dois factores entram em acção: a actividade do Espírito Santo que nos convence à medida que lemos as Escrituras por nós mesmos e os dados históricos [que são inúmeros] disponíveis para nossa consideração.

Quando lemos as Escrituras, o Espírito Santo age, convencendo-nos de que os livros que temos nas Escrituras vêm todos de Deus e são as palavras de Deus para nós. Cristãos de todas as épocas vêm testemunhando que, quando lêem os livros da Bíblia, as palavras das Escrituras falam ao coração deles como as de nenhum outro livro. Dia após dia, ano após ano, os cristãos descobrem que as palavras da Bíblia são de facto palavras de Deus que lhes falam com autoridade, poder e força de persuasão tais que nenhum outro escrito possui. Com certeza a Palavra de Deus "é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração" (Hb 4.12).

 

Ainda assim, o processo pelo qual somos convencidos de que o actual cânon está correcto também é auxiliado por dados históricos. É claro que, se a formação do cânon fazia parte dos actos centrais de Deus na história da redenção (conforme afirmámos acima), então os cristãos de hoje não devem atrever-se a tentar, por si mesmos, acrescentar livros ao cânon ou subtrair algum deles: o processo foi completado há muito tempo. Entretanto, uma investigação completa das circunstâncias históricas em torno da formação do cânon ajuda a confirmar nossa convicção de que as decisões tomadas pela igreja primitiva eram decisões correctas. [...] Outros dados mais detalhados estão à disposição dos que desejam realizar investigações mais aprofundadas. Consulte:

 

[Uma pesquisa recente muito útil nesse campo é a de David Dunbar, "The Biblical Canon", in Hermeneutics, Authority, and Canon, ed. D. A. Carson eJohn Woodbridge (Grand Rapids: Zondervan, 1986), p. 295-360. Além disso, três livros recentes são de excelência tal, que definirão a discussão do cânon por muitos anos: Roger Beckwith, The OldTestament Canon of the New Testament Church andItsBackground in Earlyfudaism(London: SPCK, 1985, e Grand Rapids: Eerdmans, 1986); Bruce Metzger, The Canon ofthe New Testament: Its Origin, Development, and Significance (Oxford: Clarendon; New York: Oxford University Press, 1987); e F. F. Bruce, The Canon of Scripture (Downers Grove, Ill.: InterVarsity Press, 1988).]

 

É preciso mencionar ainda outro facto histórico. Hoje não existem fortes candidatos a uma vaga no cânon nem fortes objecções a algum livro presente no cânon. Dentre aqueles livros que alguns da igreja primitiva queriam incluir no cânon, pode-se dizer com segurança que não há nenhum que os evangélicos de hoje gostariam de incluir. Alguns escritores muito antigos diferenciavam-se claramente dos apóstolos, e os seus escritos, dos escritos dos apóstolos. Inácio, por exemplo, em cerca de 110, disse: "Não vos ordeno como o fizeram Pedro e Paulo; eles eram apóstolos, sou um condenado; eles eram livres, sou até agora escravo" (Inácio, Aos Romanos, 4.3; compare a atitude para com os apóstolos em I Clemente 42.1, 2; 44.1-2 [95 d.C.]; Inácio, Aos Magnésios, 7.1; 13.1-2; et al.). [...] 

 

Há, portanto, confirmação histórica da natureza correcta do cânon presente. Ainda assim, é preciso lembrar,juntamente com qualquer investigação histórica, que o trabalho da igreja primitiva não foi de conceder autoridade divina nem mesmo autoridade eclesiástica a alguns escritos meramente humanos, mas, antes, de reconhecer a característica de autoria divina dos escritos que já possuíam tal qualidade, porque o critério primário de canonicidade é a autoria divina, não a aprovação humana ou eclesiástica. [...] 

 

Para concluir, o nosso cânon actual contém livros que não deveria conter?

Não. Podemos confiar nesse facto por causa da fidelidade de Deus nosso Pai, que não levaria o seu povo a confiar em algo, por quase dois mil anos, pensando ser sua Palavra, caso não fosse. E vemos que a nossa confiança é confirmada repetidas vezes tanto pela investigação histórica como pela obra do Espírito Santo que nos capacita a ouvir a voz de Deus de maneira sem igual quando lemos cada um dos sessenta e seis livros de nosso actual cânon das Escrituras.

 

Mas faltaria algum livro, livro que devia ter sido incluído nas Escrituras, mas não foi?


A resposta deve ser não. Em toda literatura conhecida não há candidatos que ao menos se aproximem das Escrituras quando se consideram sua coerência doutrinária com as Escrituras e o tipo de autoridade que reclamam para si (bem como a maneira pela qual essas alegações foram recebidas por outros fiéis). Mais uma vez, a fidelidade de Deus para com seu povo convence-nos de que as Escrituras não carecem de nada que Deus considere necessário que conheçamos para obedecer Lhe e para nEle confiar plenamente.

O cânon das Escrituras hoje é exactamente o que Deus queria que fosse e assim permanecerá até à volta de Cristo.

 

1994 Wayne Grudem
Título do original: Systematic Theology
Esta tradução de Systematic Theology (primeiramente publicado em 1994)


Só mesmo uma doutrina espúria que pretende colar-se à Bíblia, mesmo negando que ela é a Palavra viva e verdadeira de Deus, pode tentar desacreditá-la. Mas, até um cego pode ver que a doutrina espírita só rejeita a Bíblia como Palavra de Deus quando ela faz luz sobre a sua origem e revela que o espiritismo é veementemente condenado por Deus. A reencarnação não encontra qualquer suporte na Bíblia e é a antítese do ensino cristão.

 

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Resposta ao Mauro C. Freitas - 1

O Mauro tem vindo aqui comentar alguns post's.

Começou por me acusar de não entender nada da doutrina espírita, depois perguntou-me onde é que a Bíblia condena o espiritismo e, após os muitos textos bíblicos que citei e que condenam o espiritismo, ele, para tentar tirar força à Palavra de Deus, fez um comentário para tentar descredibilizá-la como Palavra de Deus, inerrante e infalível. A minha resposta foi o post: "http://blogespiritismo.blogs.sapo.pt/o-que-e-que-a-biblia-nos-ensina-a-392074".

Numa resposta pormenorizada a esse comentário que ia para além das inerrância das Sagradas Escrituras, expus o que a Palavra de Deus ensina, e o Mauro, mais uma vez, vem tentar refutar isso comentando:

 

1) O dom de DEUS é a vida para que com ela alcancemos a graça. As obras não são para glória do homem, mas para colocá-lo em reto caminho. Quando se atinge a maturidade espiritual compreende-se isso na sua plenitude. Não estou dizendo que a atingi, falta muito eu sei.

 

Resposta: O dom da vida que Deus deu ao homem, ao criá-lo à Sua imagem e conforme a Sua semelhança, é o simples acto de respirarmos, de termos uma consciência que nos torna diferentes dos animais e de podermos relacionar-nos com Ele. Deus, quando criou o homem, disse-lhe claramente o que é que o mataria e quebraria a sua comunhão com Ele - o pecado [desobediência a Deus]. Existe a graça comum de Deus que Ele estende a todas as pessoas que nascem, vivem e morrem. Mas, a graça salvífica só é concedida a todos aqueles que se arrependem dos seus pecados e entregam as suas vidas a Jesus Cristo como único Senhor e suficiente Salvador. Nada do que possamos fazer pelos nossos próprios méritos dá direito à graça de Deus porque a palavra graça, por si mesma, significa "favor imerecido"! Como a Bíblia nos diz: "Vocês estavam mortos em suas transgressões e pecados, [...] Todavia, Deus, que é rico em misericórdia, pelo grande amor com que nos amou, deu-nos vida juntamente com Cristo, quando ainda estávamos mortos em transgressões — pela graça vocês são salvos. Deus nos ressuscitou com Cristo e com ele nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus, [...] Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie. (Efésios 2:1, 4-6, 8-9).

As obras não nos colocam no caminho recto, é Cristo, o único caminho recto para o Pai, que nos salva e que pelo Seu Espírito Santo nos capacita a fazer as boas obras, não para ganhar o favor de Deus, mas porque Deus nos favoreceu com a Sua graça e habita em nós. Só quando nascemos de novo, não "por descendência natural, nem pela vontade da carne nem pela vontade de algum homem, mas de Deus." (João 1:13),  somos feitos "criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou de antemão para que nós as praticássemos." (Efésios 2:10).

 

A maturidade espiritual nunca se atinge fora de Cristo e nem pela vontade do homem "pois é Deus quem efectua em nós tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a boa vontade dele." (Filipenses 2:1). 

A plenitude da maturidade espiritual deve ser buscada dia-a-dia. Essa busca só terminará no dia que Deus der por terminados os nossos dias neste mundo "o homem está destinado a morrer uma só vez e depois disso enfrentar o juízo," (Hebreus 9:27) 

 

2) A Bíblia é fantástica porque vem nos apresentar Jesus Cristo, nosso governante, professor, guia e modelo. Mas, se fosse a única manifestação divina, teríamos que considerar a obra de DEUS estática, por conta de que ela cobre apenas cerca de 2000 anos da humanidade. Pressupõe a possibilidade de existir algo antes ou depois disto?



Resposta: Não! A Bíblia é vida porque é a Palavra de Deus viva e verdadeira. Ela apresenta-nos Jesus Cristo como a Pessoa que é muito mais do que "professor, guia e modelo", ela apresenta-nos Jesus Cristo como Deus eterno na Pessoa bendita do Filho que "estava com Deus, e era Deus." (João 1:1),  que se fez homem e veio dar, voluntariamente, a Sua vida para salvar todo aquele que n'Ele crêr: "Pois também Cristo sofreu pelos pecados uma vez por todas, o justo pelos injustos, para conduzir-nos a Deus." (1 Pedro 3:18a).

A Bíblia não é estática porque ela é mais actual do que o telejornal que ouvimos todos os dias. As suas profecias continuam a cumprir-se e a ciência continua a encontrar provas de tudo o que ela afirma. Ela desperta pecadores para o arrependimento e leva-os a refugiarem-se em Cristo, todos os dias. Deus fala aos Seus filhos na Sua palavra. Ela "é lâmpada que ilumina os meus passos e luz que clareia o meu caminho." (Salmos 119:105). Tudo o que existe depois da Bíblia, é: homens salvos ou homens condenados conforme recebem ou rejeitam a Palavra "Pois a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais afiada que qualquer espada de dois gumes; ela penetra ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e julga os pensamentos e intenções do coração." (Hebreus 4:12). 

Toda a Bíblia, de Génesis a Apocalipse, aponta para Cristo e para a salvação que Ele veio trazer a um mundo perdido. Como Palavra do próprio Deus, ela é eterna. Continua a ser o espelho no qual o homem se vê a si mesmo. Portanto:

 

“(1) A Bíblia é a Palavra de Deus inspirada pelo Espírito Santo. Toda a Bíblia é igualmente inspirada. Outras escrituras, não canónicas, não podem servir de "fontes inspiradas". 

 

(2) Deus é o Autor da Bíblia, homens inspirados escreveram-na. A Bíblia tem um carácter único, diferente de outros livros por causa da sua origem divina (2 Pe 1:21, 2 Tm 3:16). Portanto, não deve ser interpretada somente à base da linguística humana e nem como se fosse apenas literatura humana.

 

(3) Na Escritura Sagrada há uma união inseparável entre o divino e o humano (Como nas duas naturezas de Cristo). É a Palavra de Deus em língua de homens. Qualquer método de interpretação deve estar em harmonia com esta união, não se pode compreender a Bíblia corretamente só do ponto de vista humano.

 

(4) A autoridade da Bíblia encontra-se na autoridade de Deus. Portanto, a Bíblia, é normativa (dá ordens, é a regra) para a nossa fé, a nossa vida, a nossa doutrina, a nossa reflexão teológica.

 

(5) Toda a Bíblia, Antigo e Novo Testamento, é, e continua a ser a Palavra de Deus. Não podemos ver o AT como lei ultrapassada e o NT como Evangelho. Não há ensinos contraditórios na Bíblia.

 

(6) O cânon dos dois Testamentos é o resultado do Espírito Santo e não da reflexão teológica da igreja. (Jesus aceitou a autoridade do AT como o cânon inspirado, Jo 10.35.). Encontra-se o significado da Bíblia na sua forma canónica e não em alguma fase reconstruída da sua história literária. Os diferentes livros e Testamentos da Bíblia têm a mesma autoridade.

 

(7) A Bíblia interpreta-se a si mesma. (Lc 24:27, 1Co 2:13, 2 Pe 1:20).  A Escritura é uma e não se contradiz.

 

(8) A Bíblia revela verdades normativas. Teorias da ciência natural não devem alterar a compreensão bíblica, Génesis 1-11, por exemplo, é história e não apenas teologia.

 

(9) As pressuposições (preconceitos/contexto) do intérprete devem estar sujeitas ao controle da Bíblia. Não devemos forçar a Palavra de Deus para dizer o que queremos ouvir por causa das nossas pressuposições filosóficas, económicas, sociais e outras. 

 

(10) A iluminação do Espírito Santo é essencial para compreender a Bíblia. Precisamos Estudar a Bíblia com humildade, com bastante oração, confiando no Espírito Santo para a compreensão correcta da voz de Deus. Ademais, devemos usar os meios necessários para compreender responsavelmente a mensagem bíblica dentro do contexto literário, forma, língua e circunstâncias históricas em que foi dada”

(Extraído de Taute, Hermenus.  2013.  Curso Básico de Interpretação Bíblica. Stº Antão do Tojal: IBP-AEE, p.21).

 

 Que o Deus revelado na Sua Palavra possa abrir os olhos dos espíritas a libertá-los do engano diabólico no qual se encontram.

Continua:

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O que é que a Bíblia nos ensina a respeito de si mesma? - Inspirada por Deus

O que é que a Bíblia nos ensina a respeito de si mesma?

Poderíamos expor vários aspectos, entretanto, neste estudo, serão apresentados os 5 principais ensinamentos da Bíblia a respeito de si mesma: Sua inspiração, autoridade, clareza, suficiência e necessidade.  

 

  1. INSPIRADA POR DEUS

“Por inspiração [1] entende-se a influência sobrenatural do Espírito Santo sobre os autores das Escrituras, que converteu os seus escritos num registo preciso da revelação ou que faz com que os seus escritos sejam realmente a Palavra de Deus.” (Erickson, 1997:67).

Inspiração, entretanto, “não significa que Deus ditou a sua mensagem àqueles que redigiram a Bíblia. Ao invés disso, o Espírito Santo comunicou as exactas palavras de Deus por intermédio dos escritores humanos” (Sproul, 1999:19-20). 

 

Ademais, inspiração não é:

(1) Intuição - um alto grau de percepção;

(2) iluminação – sustenta que houve uma influência do Espírito Santo sobre os autores das Escrituras, mas que isso implicou apenas um reforço das suas capacidades normais, uma sensibilidade e percepção aumentadas naquilo que dizia respeito a questões espirituais;

(3) ditado (ou mecânica) é o ensino de que Deus de facto ditou a Bíblia aos escritores.

(4) Conceitual – os conceitos foram inspirados, e não as palavras.

(5) Parcial – os autores tiveram apenas uma inspiração parcial de alguns assuntos da Bíblia.

(6) Neo-ortodoxa – autores humanos só poderiam produzir um registo falível

(Costa, 1998:94; Erickson, 1997:71-72; Grudem, 1999:50-52; Ryrie, 2007:1280).

 

Hermisten Maia P. da Costa, propõe e explica o processo de inspiração das Escrituras nos seguintes termos:

“a inspiração foi:

(1) plenária [2]: Toda a Escritura é inspirada por Deus "Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça;"2 Timóteo 3:16 Poder-se-ia inferir que a inspiração da Escritura foi tão intensa que atingiu até a escolha de palavras específicas;

 

(2) dinâmica: Deus não anulou a personalidade dos escritores humanos, por isso, inspirados por Deus, eles puderam usar as suas experiências, pesquisas, aptidões e estilos "E tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor; como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada; falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição." 2 Pedro 3:15,16.

Deus, escolheu os seus servos antes deles nascerem e preparou-os para desempenharem a sua função "Ouvi-me, ilhas, e escutai vós, povos de longe: O SENHOR me chamou desde o ventre, desde as entranhas de minha mãe fez menção do meu nome. E fez a minha boca como uma espada aguda, com a sombra da sua mão me cobriu; e me pôs como uma flecha limpa, e me escondeu na sua aljava; e me disse: Tu és meu servo; és Israel, aquele por quem hei de ser glorificado. Porém eu disse: Debalde tenho trabalhado, inútil e vãmente gastei as minhas forças; todavia o meu direito está perante o Senhor, e o meu galardão perante o meu Deus." Isaías 49:1-4; "Antes que te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre, te santifiquei; às nações te dei por profeta." Jeremias 1:5; "Mas, quando aprouve a Deus, que desde o ventre de minha mãe me separou, e me chamou pela sua graça, revelar seu Filho em mim, para que o pregasse entre os gentios, não consultei a carne nem o sangue," Gálatas 1:15,16.

 

(3) verbal: Porque Deus se revelou através de palavras e todas as palavras dos autógrafos originais são Palavra de Deus "O Espírito do Senhor falou por mim, e a sua palavra está na minha boca." 2 Samuel 23:2; "E estendeu o Senhor a sua mão, e tocou-me na boca; e disse-me o Senhor: Eis que ponho as minhas palavras na tua boca;" Jeremias 1:9; "Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til jamais passará da lei, sem que tudo seja cumprido."
Mateus 5:18; "As quais também falamos, não com palavras que a sabedoria humana ensina, mas com as que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais." 1 Coríntios 2:13.  Em Gálatas 3.16, Paulo fundamenta o seu argumento com base numa só palavra; é

 

(4) sobrenatural: Por ter sido originada em Deus e produzir efeitos sobrenaturais, por intermédio do Espírito Santo, em todos aqueles que crêem em Cristo "Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade." João 17:17; "De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus." Romanos 10:17 "Graças damos a Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, orando sempre por vós, porquanto ouvimos da vossa fé em Cristo Jesus, e do amor que tendes para com todos os santos; por causa da esperança que vos está reservada nos céus, da qual já antes ouvistes pela palavra da verdade do evangelho, que já chegou a vós, como também está em todo o mundo; e já vai frutificando, como também entre vós, desde o dia em que ouvistes e conhecestes a graça de Deus em verdade;" Colossenses 1:3-6; "Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre." 1 Pedro 1:23

(Costa, 1998:99-100).

 

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[1] “A inspiração tem mais a ver com o processo pelo qual Deus revelou a si mesmo do que com o fato de sua auto-revelação” (MacArthur, 2010:xvi).

[2] “Jesus e os escritores do Novo Testamento consideravam significativos cada palavra, sílaba e sinal de pontuação do Antigo Testamento” (Erickson, 1997:73).

Quem é Jesus Cristo?

A pessoa de Jesus Cristo é a segunda pessoa da Santíssima Trindade.

Esta pessoa, a segunda Pessoa da Santíssima Trindade, assumiu a natureza humana, a partir da virgem Maria, e, desde então, existe como homem e Deus. A sua natureza humana, portanto, não existe como uma pessoa distinta da pessoa divina, pois Jesus Cristo é uma única pessoa, a segunda pessoa da Trindade Santíssima. Ele tomou a natureza humana no tempo, mas sempre existiu como a pessoa divina na eternidade.

Sendo assim, quando as pessoas se relacionavam com Jesus Cristo, elas se relacionavam com uma única pessoa, não com duas, ainda que esta pessoa única tivesse duas naturezas. Esta pessoa não era ninguém menos que a segunda pessoa da Santíssima Trindade. Ou seja, era o próprio Deus, o criador do universo. O próprio Deus, encarnado, a segunda pessoa da Santíssima Trindade, é quem estava na manjedoura, foi carregado nos braços de Maria e José, chorou, foi amamentado, cresceu e foi pregado na cruz.

Esse é o escândalo do Evangelho. Esse é o escândalo da cruz. Loucura para os gregos, escândalo para os judeus, mas para nós que somos salvos, o poder de Deus.

 

Frank Brito

 

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O poder de transformar

“A Escritura é tão poderosa e abrangente que pode converter e transformar a pessoa no seu todo, transformando-a em alguém que Deus quer que ela seja. A Palavra de Deus é suficiente para restaurar, através da salvação, a vida mais arrasada e infeliz que pudermos imaginar.”

“Porque assim diz o Senhor [...]: Buscai-me, e vivei.” (Amós 5:4)

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