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Blog d'espiritismo _ A verdade

Não há, pois, como considerar Cristão, alguém que não crê no sacrifício que o Deus Vivo fez por nós. Desta forma, como filhos de Deus , devemos tomar cuidado com seitas que se dizem Cristãs, mas que são a mais pura deturpação da verdade.

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Não há, pois, como considerar Cristão, alguém que não crê no sacrifício que o Deus Vivo fez por nós. Desta forma, como filhos de Deus , devemos tomar cuidado com seitas que se dizem Cristãs, mas que são a mais pura deturpação da verdade.

Mentiras espíritas que até parecem verdade...

O espírita Samuel, neste comentário http://blogespiritismo.blogs.sapo.pt/299926.html?thread=1429142#t1429142, responde a uma resposta que eu lhe havia dado citando-a: "Quanto à lei divina de cada um colher o que semear, essa durará enquanto houver seres humanos nesta terra e, como só há uma vida, é nesta vida que se colhe o que se semeou "E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo," (Hebreus 9:27)."

E faz uma grande confusão na sua resposta:

Há muito criminosos que vivem uma vida tranquila e morrem de velhice. No Brasil, por exemplo, morreu recentemente um político em idade avançada, morte natural. Era conhecido como um corrupto que se tornou milionário desviando verbas públicas, faleceu desfrutando uma bela fortuna e com uma família o amparando nos seus momento finais. Nesse caso, não houve colheita, uma vez que sua espada foi o roubo, ele não morreu pobre nem miserável.

 

Na Palavra de Deus, esta ideia acerca dos ímpios é compartilhada pelo salmista: "Quanto a mim, os meus pés quase que se desviaram; pouco faltou para que escorregassem os meus passos. Pois eu tinha inveja dos néscios, quando via a prosperidade dos ímpios. Porque não há apertos na sua morte, mas firme está a sua força. Não se acham em trabalhos como outros homens, nem são afligidos como outros homens. Por isso a soberba os cerca como um colar; vestem-se de violência como de adorno. Os olhos deles estão inchados de gordura; eles têm mais do que o coração podia desejar. São corrompidos e tratam maliciosamente de opressão; falam arrogantemente. Põem as suas bocas contra os céus, e as suas línguas andam pela terra. Por isso o povo dele volta aqui, e águas de copo cheio se lhes espremem. E eles dizem: Como o sabe Deus? Há conhecimento no Altíssimo? Eis que estes são ímpios, e prosperam no mundo; aumentam em riquezas." (Salmos 73:2-12)

Mas, a verdade é-lhe revelada quando entra no santuário. Eis as suas palavras: "... então entendi eu o fim deles. Certamente tu os puseste em lugares escorregadios; tu os lanças em destruição. Como caem na desolação, quase num momento! Ficam totalmente consumidos de terrores. Como um sonho, quando se acorda, assim, ó Senhor, quando acordares, desprezarás a aparência deles." (Salmos 73:16-20).

Portanto, as considerações do Samuel não passam disso mesmo... Quem é ele, ou nós, para sabermos o que vai na mente e no coração das pessoas? Como podemos dizer que os tais vivem vidas tranquilas? Deus diz-nos na Sua Palavra que tudo o que o homem semeia, colhe. Nesta vida, não em outras vidas que nunca viverão. O comentário prossegue: 

 

"Aqui a reencarnação mostra a justiça divina explicando que sua colheita se dará na próxima existência corpora, tendo uma vida de grandes dificuldades financeiras sendo privado até mesmo do necessário. Só pra citar um exemplo, existem vários casos no mundo de pessoas que praticam o mal e continuam tendo uma vida normal, até ótima."

 

Aqui, a reencarnação seria uma punição fora de prazo e que nada ensinaria ao dito cujo porque ele não se lembraria do mal que fez na vida anterior. Além disso, a reencarnação é uma doutrina hindu e não bíblica; e a justiça Divina não passa por adiar para outras vidas o pagamento pelo pecado. Deus é claro na Sua Palavra: quando o homem morre, o espírito vai imediatamente para o céu (se se arrependeu e confiou em Cristo como único Senhor e Salvador) ou para o inferno (se rejeitou a graça de Deus que "amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigénito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." (João 3:16). O problema deste raciocínio é que, a ser verdadeiro, todos os pobres que nos rodeiam estão a pagar o mal que fizeram noutras vidas e a expiá-los, então, ao ajudá-los, estaremos a impedir a sua expiação!? 


"Concordo com Hebreus 9:27, a própria ciência prova que o corpo se decompõe após a morte. O juízo que advém esta em perfeita harmonia com o espiritismo, uma vez que, em cada desencarnação, o homem é chamado a prestar contas do bem ou mal que fez na Terra, conforme nos diz o próprio Paulo (2 Coríntios 5:10)."

 

Pois é... Mas o texto de Hebreus é muito claro! O escritor não fala no corpo que se decompõe, ele fala de julgamento após a morte do corpo e não de qualquer nova oportunidade pós-morte: "vindo depois disso [da morte] o juízo".


"Será que podemos encontrar a prova da reencarnação na Bíblia? Sem dúvida. Jó afirmou que veio nu e retornaria nu à pátria espiritual: “Então Jó se levantou, rasgou o seu manto, rapou a sua cabeça e, lançando-se em terra, adorou; e disse: Nu saí do ventre de minha mãe, e nu tornarei para lá. O Senhor deu, e o Senhor tirou; bendito seja o nome do Senhor.” (Jó , Cap. I, 20-21)"

 

Pois é... Mas Jó não disse o que os espíritas pretendem que ele tenha dito. Ele não acreditava na reencarnação e é por isso que disse: "Assim como a nuvem se desfaz e passa, assim aquele que desce à sepultura nunca tornará a subir. Nunca mais tornará à sua casa, nem o seu lugar jamais o conhecerá." (Jó 7:9-10). Os espíritas fecham a Bíblia muito cedo.



“Tu nem as ouviste, nem as conheceste, nem tampouco há muito foi aberto o teu ouvido; porque eu sabia que procedeste muito perfidamente, e que eras chamado transgressor desde o ventre.” (Isaías, Cap. 48, 8) Ora, como pode um pessoa já ser transgressora, ou seja ter pecados antes do nascimento? Somente a reencarnação pode explicar este fato."

 

Não! O pecado é a explicação e não a reencarnação. Todos os descendentes de Adão são transgressores [pecadores] desde o ventre. Ninguém (excepto Jesus) nasce puro. Todos nascem pecadores e David sabia disso: "Eis que em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe." (Salmos 51:5), e ele também não acreditava em reencarnação: "Porém, agora que está morta (o filho bebé de David), por que jejuaria eu? Poderei eu fazê-la voltar? Eu irei a ela, porém ela não voltará para mim." (2 Samuel 12:23).

 

E tem mais:

“Mas os discípulos o interrogaram: Por que dizem, pois, os escribas ser necessário que Elias venha primeiro? Então, Jesus respondeu: De fato, Elias virá e restaurará todas as coisas. Eu, porém, vos declaro que Elias já veio, e não o reconheceram; antes, fizeram com ele tudo quanto quiseram. Assim também o Filho do Homem há de padecer nas mãos deles. Então, os discípulos entenderam que lhes falara a respeito de João Batista.” (Mateus, Cap. XVII, 10-13)
“ Então, em partindo eles, passou Jesus a dizer ao povo a respeito de João: Que saístes a ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento? Sim, que saístes a ver? Um homem vestido de roupas finas? Ora, os que vestem roupas finas assistem nos palácios reais. Mas para que saístes? Para ver um profeta? Sim, eu vos digo, e muito mais que profeta. Este é de quem está escrito: Eis aí eu envio diante da tua face o meu mensageiro, o qual preparará o teu caminho diante de ti. Em verdade vos digo: entre os nascidos de mulher, ninguém apareceu maior do que João Batista; mas o menor no reino dos céus é maior do que ele. Desde os dias de João Batista até agora, o reino dos céus é tomado por esforço, e os que se esforçam se apoderam dele. Porque todos os Profetas e a Lei profetizaram até João. E, se o quereis reconhecer, ele mesmo é Elias, que estava para vir. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.” (Mateus Cap. XI, 7-15) (Marcos, Cap. IX, 11-13) Prova mais evidente que essas duas afirmações de Jesus é impossível. Jesus, sendo um espírito puro poderia saber da existência anterior de João Batista e disse claramente que as pessoas fizeram o que queriam com Elias mas que não o reconheceram, e também não poderiam pois Elias estava na forma do corpo de João Batista."

 

Pois... Mas não! Não quer dizer nada do que o espiritismo pretende e só é prova do desconhecimento bíblico dos espíritas. Primeiro, Elias não morreu, logo não podia reencarnar! Então, o que significam as palavras de Jesus? Malaquias profetizou: "Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor;" (Ml 4:5)

 

Será que esta profecia queria dizer que Elias iria reencarnar? Vejamos:

Elias foi um dos maiores profetas que já viveram em Israel (a sua historia está registada em 1 Reis 17 e 2 Reis 2). Com a morte de Malaquias, a voz dos profetas de Deus ficaria em silêncio durante 400 anos. Então, viria um profeta, como Elias, para anunciar a vida do Messias. Este profeta foi João Baptista. Ele preparou o coração do povo para a chegada de Cristo, ao exortá-lo a arrepender-se dos seus pecados. Com base nesta profecia de Malaquias, os mestres da lei do Antigo Testamento acreditavam que Elias deveria aparecer antes da chegada do Messias, não porque eles acreditassem na reencarnação, mas porque todos sabiam que Elias não tinha morrido, antes fora arrebatado vivo ao céu numa carruagem de fogo perante os olhos de cinquenta pessoas: “E foram cinquenta homens dos filhos dos profetas, e pararam defronte deles, de longe: e assim ambos pararam junto ao Jordão." (2 Reis 2:7).

E de Eliseu: "E sucedeu que, indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho." (2 Reis 2:11)

Em Mateus 17:10-12, Jesus referia-se a João Baptista e não ao profeta Elias. João Baptista tinha assumido  o papel profético de Elias, confrontando corajosamente o pecado e conduzindo o povo a Deus. Malaquias tinha profetizado que, um dia, um profeta como Elias haveria de manifestar-se.

 Lucas disse: "E [João Baptista] irá adiante dele [do Senhor Jesus] no espírito e virtude de Elias, para converter os corações dos pais aos filhos, e os rebeldes à prudência dos justos, com o fim de preparar ao Senhor um povo bem disposto." (Lc 1:17)

As palavras de Lucas  falam-nos do ministério idêntico de ambos e não de reencarnação. Se seguirmos a linha de pensamento de Kardec, teremos de admitir que era Eliseu e não João Baptista a reencarnação de Elias, porque a Bíblia diz-nos que: “Vendo-o, pois, os filhos dos profetas que estavam defronte dele em Jericó, disseram: O espírito de Elias repousa sobre Eliseu” (2 Reis 9:15). Vejamos as semelhanças de ministério entre Elias e João Baptista:

 

Elias

_Profetizou em tempos de total apostasia

_Profetizou para o povo se arrepender e voltar para Deus

_Vestia –se com roupa de peles de animais

_ O rei Acabe tinha medo de Elias

_ Jezabel pediu a vida de Elias

 

João Baptista

_Pregava sobre o arrependimento e castigo em tempos de apostasia

_Pregava para o povo se voltar para Deus

_Vestia-se com peles de animais

_O rei Herodes tinha medo de João

_Herodias pediu a vida de João

 

Quando perguntaram a João Baptista se ele era Elias, ele foi claro: "Não sou." (Jo 1:21). Na mente dos líderes religiosos, havia quatro opções acerca da identidade de João Baptista. Talvez ele fosse:

  • O profeta predito por Moisés: "O Senhor teu Deus te levantará um profeta do meio de ti, de teus irmãos, como eu; a ele ouvireis;" (Dt 18:15).
  • Elias: "Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor;" (Ml 4:5).
  • O Messias: "e pensando todos de João, em seus corações, se porventura seria o Cristo," (Lc 3:15). 
  • Um falso profeta: "És tu profeta? E respondeu: Não. (Jo 1:21).

João negou ser qualquer um deles. Ele revelou a sua função de acordo com as predições do profeta Isaías: "Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; endireitai no ermo vereda a nosso Deus." (Is 40:3). 

Os líderes pressionavam João a dizer quem era porque o povo esperava o Messias: "E, estando o povo em expectação, e pensando todos de João, em seus corações, se porventura seria o Cristo," (Lc 3:15). Mas João enfatizou apenas o que tinha vindo fazer: preparar o caminho para o Messias.”

 

Quando Jesus comparou João Batista a Elias, os discípulos tinham acabado de ver Elias e Moisés no monte da transfiguração.  E é exactamente aqui  que há há mais um problema para os espíritas:

_ Se Elias fosse João Baptista reencarnado eles entrariam em contradição com a sua própria doutrina, veja:

 Quando Elias aparece no monte da transfiguração, João Baptista  já tinha sido decapitado a mando de  Herodes, portanto estava morto. Ora, o próprio Kardec afirmou que: "a reencarnação é a volta da alma à vida corpórea, mas em outro corpo especialmente formado para ela e que nada tem de comum com o antigo".

Se este ensino é verdadeiro, como é que Elias apareceu no velho corpo na transfiguração?

 

Não apareceu porque a reencarnação não existe!

 

kardec.jpg

 

A tampa da caixa da profecia

Vimos diversas passagens do AT que são claras predições sobre o Messias.
Elas foram cumpridas somente por Jesus Cristo. Contudo, os cépticos são rápidos em destacar que algumas outras profecias citadas como messiânicas são tiradas do contexto ou não estão realmente a predizer o futuro. O Salmo 22, por exemplo, diz: "Perfuraram minhas mãos e meus pés". Muitos cristãos dizem que esse versículo é uma referência à crucificação de Cristo, o que não era sequer um meio de punição nos dias de Davi (o autor do salmo). Mas os cépticos acusam-nos e afirmam que Davi está a falar sobre si mesmo, não de Cristo, de modo que qualquer aplicação messiânica é ilegítima. Existem três possibilidades aqui:

Em primeiro lugar, alguns estudiosos cristãos concordam com os cépticos em versículos como esse. Eles dizem que o Salmo 22 não tinha o propósito de ser preditivo (é claro que, mesmo que eles estejam certos, existe uma grande quantidade de versículos que são claramente preditivos, como já vimos anteriormente) .

 

Em segundo lugar, outros estudiosos cristãos destacam que algumas profecias bíblicas podem aplicar-se a duas pessoas diferentes em dois momentos distintos. Tanto Davi quanto Jesus certamente tiveram inimigos e dificuldades na vida, conforme expresso no Salmo 22. Desse modo, porque é que o Salmo não poderia ser verdadeiro com relação a Davi e a Jesus?

 

A terceira opção — que nos parece a mais plausível — é que o Salmo 22 é uma predição unicamente sobre Jesus. Afinal de contas, o salmo contém várias referências directas à experiência de crucificação de Cristo. Ele começa com o seu clamor na cruz — "Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste?" (SI 22.1; cf. Mt 27.46) — e prossegue descrevendo outros acontecimentos associados à crucificação, incluindo: o escárnio, a zombaria e os insultos dos seus acusadores (v. 6,7); a sua sede (v. 15); as suas mãos e pés perfurados (v. 16); os ossos não quebrados (v. 17); as suas roupas divididas (v. 18); o facto de os seus inimigos lançarem sortes para disputar a posse das suas roupas (v. 18); o resgate final feito pelo Senhor (v. 19) e até mesmo o seu louvor público a Deus diante de seus compatriotas depois do seu resgate (v. 22).

Isso é muito mais do que coincidência e leva-nos a crer que Cristo é realmente aquele de quem todo o Salmo está a falar. Noutras palavras, embora Davi tenha escrito o Salmo, Cristo é aquele que está a falar. Isso não é algo sem precedentes. No salmo 110, Deus Pai está, na verdade, a ter uma conversa com Deus Filho.
O céptico pode dizer: "Mas você só está a interpretar o Salmo 22 dessa maneira porque sabe o que aconteceu a Cristo. Provavelmente não teria sido aparente a alguém que vivesse na época do AT que o Salmo 22 estivesse a falar sobre Cristo".

 

A tal questionamento, respondemos: «mesmo que isso seja verdade, e daí?»
Pode ser verdade que certas profecias messiânicas do AT se tenham tornado claras apenas à luz da vida de Cristo. Mas isso não significa que tais profecias sejam menos impressionantes. Veja da seguinte maneira: se não podemos fazer as peças de um quebra-cabeça terem sentido sem a tampa da caixa, por acaso isso significa que ninguém criou o quebra-cabeça? Não. Isso significa que não existe um projecto no quebra-cabeça? Não. De facto, assim que se vê a tampa da caixa, rapidamente se percebe não apenas de que maneira os pedaços se encaixam, mas quanto projecto foi requerido para planear as peças dessa maneira. Do mesmo modo, a vida de Jesus serve como a tampa da caixa para muitas peças do quebra-cabeça profético encontrado por todo o AT. De facto, um estudioso da Bíblia identificou 71 profecias messiânicas do AT cumpridas por Cristo, algumas das quais iluminadas pela luz da vida de Cristo.


Alguns já resumiram essa questão da seguinte maneira: no AT, Cristo está oculto; no NT, ele é revelado. Embora muitas profecias sejam claras de antemão, algumas só podem ser vistas à luz da vida de Cristo. Aquelas que se tornam claras depois de Cristo não deixam de ser um produto do projecto sobrenatural como o são aquelas que já estavam claras antes de Cristo.

 

Próximo post: JESUS É DEUS?

 

In:

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As Profecias Messiânicas estavam para se cumprir

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O caso profético em defesa de Cristo é fortalecido ainda mais quando percebemos que o AT predisse que o próprio Deus seria trespassado, como aconteceu quando Jesus foi crucificado. Conforme registado por Zacarias, profeta do AT (também escrito bem antes de Cristo), Deus diz: "E derramarei sobre a família de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém um espírito de acção de graças e de súplicas. Olharão para mim, aquele a quem trespassaram, e chorarão por ele como quem chora a perda de um filho único, e se lamentarão amargamente por ele como quem lamenta a perda do filho mais velho (Zc 12.10).
Mais tarde, Zacarias prediz que os pés do Senhor "estarão sobre o monte das Oliveiras, a leste de Jerusalém" (Zc 14.4). Essas predições referem-se à segunda vinda de Cristo, mas a referência a Deus ter sido "trespassado" (i.e., crucificado) pela "família de Davi e [ ... ] os habitantes de Jerusalém" obviamente está relacionada à sua primeira vinda. De facto, o apóstolo João cita Zacarias 12.10 como um texto profético sobre a crucificação (Jo 19.37).

Podemos ver porque é que Barry percebeu que estava "numa tremenda enrascada”.

 

Essas profecias messiânicas são muito mais do que coincidências. Elas estão muito além do que qualquer paranormal possa prever? Alguma coisa verdadeiramente sobrenatural está acontecendo aqui, mas muitos de seus colegas judeus não viram. Barry percebeu que, ainda que os judeus estejam esperando um Messias político, deixaram de reconhecer que o Messias precisaria vir em primeiro lugar como um cordeiro para ser sacrificado pelos pecados do mundo (Is 53.7,11,12; Jo 1.29).
Um tanto intrigado, Barry entrou novamente em contacto com Hal. Eles reviram as profecias messiânicas mais uma vez, particularmente Isaías 53. Então, Hal ofereceu a Barry um pequeno livro.

— Este é o relato da vida de Jesus feito por um jovem que o conheceu e que o seguiu, disse Hal. Porque é que você não lê e depois me diz o que pensa sobre isso?

Depois de abrir o livro, Barry não conseguiu mais largá-lo. A história tinha muitos elementos judaicos, desde sacerdotes à Páscoa. Esse Jesus era uma figura impressionante — alguém que realizava milagres, tinha grandes insights e falava com autoridade mas também com bondade.
Barry não sabia disso naquela época, mas ele estava a ler o evangelho de João.

O jovem foi particularmente tocado pelo dom gratuito da salvação eterna que Jesus oferece a qualquer um que o receba. "Sempre precisei de me esforçar para ganhar tudo o que eu quis na vida', lembra-se Barry. "Contudo, ali estava Jesus, oferecendo-Se a si mesmo e a todos os seus melhores presentes, para agora e a eternidade, como um dom gratuito do seu amor. Quem não gostaria de aceitar tal oferta?"

Já era Abril, e mais de três meses se tinham passado desde a gloriosa vitória no Rose Bowl. "De repente percebi que nenhuma daquelas coisas tinha sobrevivido ao teste do tempo, quanto mais ao teste da eternidade", lembra-se Barry. "Isso foi-me claramente demonstrado pela própria vitória no Rose Bowl. Apenas alguns poucos meses depois do acontecimento mais significativo da minha vida — e talvez de toda a minha vida -, toda a glória, tudo o que estava envolvido, estava a desaparecer lentamente numa lembrança distante.
"Isso é tudo o que há na vida?", pensou Barry. Então lembrou-se de que Jesus, o Messias, estava a oferecer vida eterna! Barry soubera intelectualmente que Jesus era o Messias algumas semanas antes, quando encontrou aquelas profecias messiânicas no seu próprio Tànach. Mas acreditar que Jesus era o Messias não era suficiente (afinal de contas, até mesmo os demónios sabem que Jesus é o Messias — Tg 2.19). Barry precisava de acreditar em Jesus como o Messias. Com o objectivo de aceitar o dom gratuito da salvação eterna que o livraria da merecida punição, Barry precisava de dar um passo por sua própria vontade, não apenas com a sua mente. Afinal de contas, não seria amoroso da parte de Deus forçar Barry a ir para o céu contra a sua vontade.
Na tarde de 24 de Abril de 1966, Barry estava pronto para agir de acordo com aquilo que as evidências lhe mostraram que era verdadeiro. Ajoelhou-se ao lado da sua cama e orou: "Jesus, eu creio que você é o Messias prometido ao povo judeu e ao mundo todo e, desse modo, a mim também; creio que você morreu por meus pecados e que reviveu dos mortos para sempre. Desse modo, eu agora recebo-o em minha vida como meu Salvador pessoal e Senhor. Obrigado por morrer no meu lugar".

Hoje, Barry diz: "Não houve relâmpago nem trovão, mas apenas a sua presença pessoal e a paz que prometera, que não me deixou desde aquele dia".

Desde a sua notável descoberta, Barry tem alcançado o povo judeu com a verdade de que o Messias já veio. As evidências dessa verdade estão nas suas próprias Escrituras! O exame das evidências dessas Escrituras é o foco do Southern Evangelical Seminary, próximo da cidade de Charlotte, Carolina do Norte, Estados Unidos, onde Barry trabalha actualmente como deão académico e professor.

 

Próximo Post: A TAMPA DA CAIXA DA PROFECIA

 

In: 

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