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Blog d'espiritismo _ A verdade

Não há, pois, como considerar Cristão, alguém que não crê no sacrifício que o Deus Vivo fez por nós. Desta forma, como filhos de Deus , devemos tomar cuidado com seitas que se dizem Cristãs, mas que são a mais pura deturpação da verdade.

Blog d'espiritismo _ A verdade

Não há, pois, como considerar Cristão, alguém que não crê no sacrifício que o Deus Vivo fez por nós. Desta forma, como filhos de Deus , devemos tomar cuidado com seitas que se dizem Cristãs, mas que são a mais pura deturpação da verdade.

O INFERNO NÃO EXISTE? É UMA INVENÇÃO HUMANA?

Diz a doutrina espírita que: 

 

10- O INFERNO DESCRITO NAS SAGRADAS ESCRITURAS NÃO EXISTE COMO LOCAL CIRCUNSCRITO E
ETERNO. É UMA INVENÇÃO HUMANA.


14. Quando foi
possível deixar o corpo, onde vos encontrastes?

Resp. – Vi-me cercado por uma multidão de Espíritos, como eu tomados de dor, não ousando levantar para Deus o coração, ainda ligado à Terra, e desesperançado de receber o seu perdão.
Observação – Ligado ao corpo, e sofrendo ainda a tortura dos últimos instantes, pois se achava entre Espíritos sofredores, sem esperança de perdão, não é o inferno, com seu choro e ranger de dentes? Haverá necessidade de se construir um forno com chamas e tridentes? Como se sabe, a crença na perpetuidade dos sofrimentos é um dos castigos infligidos aos Espíritos culpados. Tal estado durará enquanto os Espíritos não se arrependerem e duraria sempre, caso jamais se arrependessem,
pois Deus só perdoa ao pecador arrependido. Desde que o arrependimento lhe entre no coração, um raio de esperança far-lhe-á entrever a possibilidade de um termo
a seus males. Mas não basta o mero arrependimento; Deus quer a expiação e a reparação, e é pelas reencarnações sucessivas que Ele dá aos Espíritos imperfeitos a possibilidade de se melhorarem. Na erraticidade eles tomam resoluções que procuram executar na vida corporal. É assim que, em cada existência, deixando algumas impurezas, conseguem aperfeiçoar-se gradualmente e dão um passo à frente para a felicidade eterna. Assim, a porta da felicidade jamais lhes é fechada, sendo atingida num tempo mais ou menos longo, conforme a vontade e o trabalho que fizerem sobre si mesmos para o merecerem.
Não se pode admitir a onipotência de Deus sem a presciência.
Sendo assim, pergunta-se por que Deus, ao criar uma alma, sabendo que devia falir sem poder erguer-se, a tirou do nada para destiná-la a tormentos eternos? Quis, então, criar almas infelizes? Tal proposição é inconciliável com a idéia da bondade infinita, que é um de seus atributos essenciais. De duas uma: ou Ele sabia, ou não sabia; se não sabia, não é onipotente; se sabia, nem é justo nem bom. Ora, tirar uma parcela do infinito dos atributos de Deus é negar a Divindade. Ao contrário, tudo se concilia com a possibilidade deixada ao Espírito de reparar suas faltas. Deus sabia que, em virtude de seu livre-arbítrio, o Espírito faliria, mas sabia, igualmente, que se ergueria. Sabia que, tomando o mau caminho, retardaria a chegada; contudo, mais cedo ou mais tarde, chegaria; e é para fazê-lo chegar mais depressa que
multiplica os avisos sobre o caminho. Será mais culpado se não os escutar e merece o prolongamento das provas. Qual a mais racional dessas duas doutrinas?
A. K.(Revista Espírita 1862-pgs. 445,446- FEB)
Como vimos acima no comentário de Allan Kardec à resposta dada por um “espírito comunicante” e tendo em vista a visão caritativa propagada através dos ensinos da Doutrina Espírita, é natural chocar-lhes a idéia de que haja no mundo espiritual um lugar determinado para sofrimentos eternos e o pior: que este lugar tenha sido
estabelecido por Deus.
Acreditam que a misericórdia divina deve alcançar todas as criaturas, concedendo-lhes tempo e oportunidade para o arrependimento, mas como Ele é conhecedor da natureza humana este tempo seria indeterminado.
Para a Doutrina Espírita, o inferno como estabelecido nas Escrituras Sagradas simplesmente não existe. Da forma como é colocado não passa de uma fábula, uma invenção humana para pintar o quadro de um local escabroso que tem por objetivo tentar diminuir as injustiças existentes no mundo desde a sua criação.
Segundo os ensinamentos espíritas o que realmente existe é:

A) MUNDOS TRANSITÓRIOS
Locais destinados aos espíritos rebeldes acostumados à prática do mal, aos homicidas, assassinos, enfim àqueles que são considerados como sendo os piores indivíduos da sociedade.
Neste local permaneceriam até começarem a se arrepender. São locais de sofrimentos terríveis, mas não provocados por Deus, e sim pela própria consciência dos
culpados, pois os horrores praticados durante a vida terrena começam a vir na tela de sua memória espiritual e através desse sofrimento, que pode durar meses,
séculos ou até mesmo milénios, o espírito começaria a se quebrantar, oferecendo assim, a oportunidade para que os espíritos mais evoluídos e pertencentes a um
plano superior venham em seu socorro, resgatando-os e libertando-os daquele horrível quadro e encaminhando-os para um local onde estudariam a possibilidade
de uma nova existência física, visando reconciliar-se com aqueles a quem prejudicaram.
Dessa forma, o “inferno” seria um local temporário, por essa razão a designação “mundos transitórios”. Porém nesses locais também existem aqueles que comandam os espíritos que para lá são enviados. Existem os seus líderes que são ainda piores e muitas vezes mais terríveis do que os espíritos que ali sofrem.
São espíritos de todo rebeldes, que não desejam mudar, não nutrem nenhum sentimento nobre e cujo prazer principal é fazer com que estes sofredores que ali residem sofram ainda mais.
Dessa forma, se uma mulher viveu como prostituta em sua última existência física, os espíritos (demónios) daquele lugar tentarão fazer de tudo para que continue se prostituindo no mundo espiritual e para isso muitas vezes vêm à terra e passam a “possuir” o corpo de alguém, quer seja homem ou mulher, fazendo-o se prostituir. Sentindo assim, através do corpo físico de um vivo as sensações inferiores a que estavam acostumados e das quais ainda não conseguiram se desvencilhar.
São os casos dos incubo (incubus) e súcubo (succubus). São palavras latinas provenientes de incubare, “jazer”, “deitar”.
No que diz respeito ao sentido espiritual um incubo era um demónio macho que teria contatos sexuais com mulheres humanas. Por sua vez, súcubo seria um demónio que agiria como fêmea, que buscaria homens humanos para propósitos sexuais. Os actos sexuais, realizados por tais entidades normalmente tomam a forma de alguma ilusão diabólica.
Contudo, alguns demonologistas supõem que o acto é absolutamente real, sendo concretizado através de alguma espécie de materialização, por parte do demónio
envolvido. Incubo ou súcubo. Ou então, um demónio pode usar um homem ou uma mulher, mediante possessão demoníaca, e desfrutar do sexo mediante o uso da
pessoa possuída.
Os demónios são temíveis realidades, e não é para admirar que alguns deles sejam pervertidos sexuais.

B) COLÔNIAS ESPIRITUAIS
Existiriam várias colónias espirituais, destinadas àqueles que estão em melhores condições.
Quando alguém morre, sendo possuidor de um determinado conhecimento espiritual e suas atitudes quando “encarnado” o recomendariam para determinada colónia espiritual, mais ou menos evoluída, para lá é conduzido após a sua morte física.
Existem colónias que são destinadas ao tratamento espiritual, funcionando como se fossem hospitais e centros de estudos.
Nestas colónias, existiriam departamentos destinados a orientar os candidatos a reencarnações futuras; bem como departamentos reencarnatórios onde os candidatos escolheriam seus futuros corpos (bonitos, feios, magros, gordos, etc.) e depois de escolhidos seriam moldados e estudados os meios em que o espírito viverá no mundo físico.
De acordo com a ótica espírita, sempre existe uma porta aberta para o arrependimento, quer nesta ou em outra existência.
O quadro é muito BONITO e muito HUMANO, mas infelizmente para aqueles que concordam com as teses propostas pela Doutrina Espírita, Deus não é HUMANO e não adianta queremos fazê-lO “SER” HUMANO, com nossas idéias limitadas e circunscritas ao mundo em que vivemos.
A Verdade é que, segundo a Palavra de Deus nos ensina, existia uma harmonia no Universo, e alguém em um determinado momento que não nos compete saber qual, pois extrapola totalmente ao nosso limitado entendimento, se atreveu a quebrá-la, por pura vaidade, e, para que isso não se tornasse regra geral, foi necessário que o motim fosse desfeito e seus idealizadores, bem como seus seguidores fossem julgados, condenados e conduzidos a um determinado local, preparado para esse fim, descrito na Bíblia como sendo o Inferno, onde serão aprisionados para sempre.
Na Bíblia o Inferno é descrito como sendo um lago que arde com fogo e enxofre, e para lá deveriam ser enviados todos os rebeldes, pois afrontaram não a seres humanos como nós e sim ao Autor e Consumador de todas as Coisas, o Deus Todo-Poderoso a quem deviam total submissão e reverente adoração.
Fico imaginando, digo imaginando, porque aconteceu antes da criação do homem e por isso não podemos afirmar, que após a queda de Satanás, este deve
ter ainda desafiado a Deus dizendo que se tivesse uma oportunidade, mínima que fosse, poderia arrastar um número ainda maior de espíritos que o adorassem e
conseqüentemente abandonariam a Deus.
Deus sabia que isso era, ainda é, e sempre será impossível, mas resolveu criar o homem e o fez um pouco menor do que os anjos como nos ensinam as Escrituras, e através dele mostrar a Satanás que ele é incapaz de pôr a perder a harmonia do Universo e que pelo próprio homem, ou através dele, Satanás seria julgado e condenado ao exílio eterno.
Por isso, prometeu em Gênesis 3.15 que um descendente do homem, através da mulher seria o seu executor:

“Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.” (Gênesis 3.15)

Procuramos demonstrar nos tópicos
anteriores que o Diabo e seus demónios realmente existem e estão actuando como nunca em nossos dias.
Mostramos ainda, que existe de facto um dia determinado para julgá-los e também a todos quantos aderirem ao seu modo de vida e seguirem os seus preceitos.
Dessa forma, se existe um culpado, se existe um julgamento, certamente deve existir um local para aprisioná-los e esse lugar é o Inferno, quer seja ele chamado de Purgatório, Umbral, Mundo transitório, Trevas exteriores, Vale dos suicidas ou qualquer coisa do género, os termos que o homem usa para o descrever não diminuirão as consequências dos actos praticados pelos espíritos que decidiram rebelar-se contra o Criador e pelos seres humanos que aderiram a esse terrível motim espiritual. Naquele lugar, seja qual for o seu nome, O SOFRIMENTO SERÁ INDIZIVEL, ETERNO E NÃO PASSAGEIRO.
Não devemos nos enganar, nem nos iludir com as fantasias propostas não apenas pela Doutrina Espírita, mas por um infindável número de seitas que aparecem todos os dias, pois elas estão aí para pôr a perder até mesmo aqueles que conhecem o plano de Salvação de Deus e a Sua Palavra.
Como dissemos, são pratos muito bonitos por fora, mas infelizmente podres por dentro.
A Palavra de Deus nos mostra que existe um local destinado para aprisionar a Satanás, seus demónios e aos que aceitarem e se entregarem às suas artimanhas. Fala de um castigo eterno, que a alma e o corpo sofrem no Inferno; que a besta, os falsos profetas e o próprio Diabo serão aprisionados e banidos para sempre da presença de Deus:

“Então, o Rei dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos.” (Mateus 25.41)

“o inimigo que o semeou é o diabo; a ceifa é a consumação do século, e os ceifeiros são os anjos. Pois, assim como o joio é colhido e lançado ao fogo, assim será na
consumação do século. Mandará o Filho do Homem os seus anjos, que ajuntarão do seu reino todos os escândalos e os que praticam a iniqüidade e os lançarão na
fornalha acesa; ali haverá choro e ranger de dentes. Então, os justos resplandecerão como o sol, no reino de seu Pai. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.” (Mateus 13.39-43)

“ Ora, se Deus não poupou anjos quando pecaram, antes, precipitando-os no inferno, os entregou a abismos de trevas, reservando-os para juízo;” (II Pedro 2.4)

“Quero, pois, lembrar-vos, embora já estejais cientes de tudo uma vez por todas, que o Senhor, tendo libertado um povo, tirando-o da terra do Egito, destruiu, depois, os que não creram; e a anjos, os que não guardaram o seu estado original, mas abandonaram o seu próprio domicílio, ele tem guardado sob trevas, em algemas eternas, para o juízo do grande Dia;” (Judas 5,6)

“E irão estes para o castigo eterno, porém os justos, para a vida eterna.” (Mateus 25.46)

“E, se a tua mão direita te faz tropeçar, corta-a e lança-a de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros, e não vá todo o teu corpo para o inferno.” (Mateus
5.30)

“Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo.” (Mateus 10.28)

“E vi a besta e os reis da terra, com os seus exércitos, congregados para pelejarem contra aquele que estava montado no cavalo e contra o seu exército. Mas a besta foi aprisionada, e com ela o falso profeta que, com os sinais feitos diante dela, seduziu aqueles que receberam a marca da besta e eram os adoradores da sua imagem. Os dois foram lançados vivos dentro do lago de fogo que arde com enxofre.” (Apocalipse 19.19,20)

“Marcharam, então, pela superfície da terra e sitiaram o acampamento dos santos e a cidade querida; desceu, porém, fogo do céu e os consumiu. O diabo, o sedutor deles, foi lançado para dentro do lago de fogo e enxofre, onde já se encontram não só a besta como também o falso profeta; e serão atormentados de dia e de noite, pelos séculos dos séculos.” (Apocalipse 20.9,10)


Não devemos nos iludir. O Diabo nos odeia e deseja arrastar-nos para participarmos de todos os sofrimentos que a ele e seus companheiros estão destinados.
O Inferno não foi instituído para o homem, mas sim o Diabo e seus anjos.
Diz a Palavra:
“Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tg 4.7)
 
Sempre juntos em Jesus.
Antonio Carlos

 

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