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Blog d'espiritismo _ A verdade

Não há, pois, como considerar Cristão, alguém que não crê no sacrifício que o Deus Vivo fez por nós. Desta forma, como filhos de Deus , devemos tomar cuidado com seitas que se dizem Cristãs, mas que são a mais pura deturpação da verdade.

Blog d'espiritismo _ A verdade

Não há, pois, como considerar Cristão, alguém que não crê no sacrifício que o Deus Vivo fez por nós. Desta forma, como filhos de Deus , devemos tomar cuidado com seitas que se dizem Cristãs, mas que são a mais pura deturpação da verdade.

SERIA ELE (Jesus Cristo) UM MALUCO?

Prosseguindo o nosso estudo:

Se é inconcebível que Jesus fosse mentiroso não seria possível então que Ele pensasse realmente que era Deus, mas que estivesse enganado?

Afinal, é possível uma pessoa ser sincera e estar errada. Devemos lembrar-nos de que, para um homem acreditar que ele é Deus, principalmente vivendo numa cultura tão acentuadamente monoteísta como a d'Ele e ainda dizer aos outros que seu destino eterno dependia de uma crença n'Ele, é preciso mais que um simples lampejo de fantasia; é preciso ter os pensamentos de um louco no sentido mais completo da palavra. Será que Jesus era tal pessoa?

Uma pessoa que pensa que é Deus é como alguém que hoje acredita ser Napoleão. Ela estaria iludida, enganando a si própria, é, provavelmente, seria encerrada num manicómio para não causar maiores danos a si mesma e aos outros. Entretanto, em Jesus não vemos nenhuma anormalidade nem os desequilíbrios que geralmente acompanham tais casos de insanidade. Se Ele fosse louco, o equilíbrio e a compustura que sempre demonstrou teriam sido admiráveis *um verdadeiro milagre.

Os psiquiatras Noyes e Kolb, numa publicação médica,7 descrevem o esquizofrénico como uma pessoa mais autista que realista. O esquizofrénico procura escapar ao mundo da realidade. Encaremos os factos: um homem que se declara ser Deus certamente não está fugindo à realidade.

À luz de outros conhecimentos que possuímos sobre Jesus, é difícil imaginar que Ele era um perturbado mental. Ali estava um homem que formulou alguns dos mais profundos pensamentos já registados neste mundo. Seus ensinamentos já libertaram muitas pessoas que se encontravam em cativeiro mental. Clark H. Pinnock pergunta: "Estaria Ele enganado acerca de Sua grandeza? Seria Ele uma paranóico, um impostor incosciente, um esquizofrénico? A subtileza e a profundidade de Seus ensinos defendem antes a hipótese de uma total clareza de mente. Oxalá pudéssemos ser tão sãos como Ele!"8

Um aluno de uma Universidade da Califórnia contou-me que seu professor de psicologia disse à classe que bastava ele pegar numa Bíblia e ler textos dos ensinos de Cristo para seus pacientes. Isso era tudo o que eles precisavam.

O psiquiatra J.T. Fisher afirma: "Se fossemos fazer uma soma total de toda a matéria de cunho oficial que já foi escrita pelos mais renomados psicólogos e psiquiatras a respeito da questão da higiene mental _ se fossemos reunir tudo, passando-a por um crivo e retirando o excesso de palavreado _ e se retirássemos desse material toda a "carne", deixando de lado a "salsinha", e se pudéssemos expressar concisamente estas porções de conhecimento científico puro, na linguagem dos mais eminentes poetas vivos, teríamos um resumo, embora incompleto e desajeitado, do Sermão do Monte. E se comparados um e outro, o primeiro perderia bastante. Pois, há quase dois mil anos, o mundo cristão tem segurado em suas mãos a solução para suas inquietações e improdutividades. Aqui... encontramos a receita para o sucesso humano com optimismo, mente sadia e contentamento.9

C.S. Lewis escreve: "É muito improvável encontrar-se uma explicação histórica para a vida, o ensino e a influência de Cristo que seja mais aceitável que a fornecida pelo cristianismo. Nunca foi satisfatóriamente explicada a discrepância que existe entre a profundidade e a sanidade psíquica... de Seus ensinos morais e a terrível megalomania que deve ter inspirado Seu ensino teológico, não fora Ele Deus. Donde as hipóteses não cristãs se sucederem umas às outras com a inquieta produtividade que é fruto de um desnorteamento total."10

E Phillip Schaff argumenta: "Será que tal intelecto _ sempre claro como cristal, revigorante como o ar da montanha, agudo e penetrante como uma espada, totalmente sadio e vigoroso, sempre pronto, e sempre no perfeito controle de Si mesmo _ seria Ele passível de cometer um engano tão radical e dos mais sérios com relação ao seu próprio carácter e missão? Que pensamento terrível!"6

 

Referências bibliográficas:

6_ Philip Schaff, The Person of Christ (New York: American Tract Society, 1913), pp. 94-95, p. 97.

7_ Arthur P. Noyes, and Lawrence C. Kolb, Modern Clinical Psychiatry (Philadelphia: Saunders, 1958). (5th ed.)

8_ Clark H. Pinnock, Set Forth Your Case (New Jersey: The Craig Press, 1967), p. 62.

9_ J. T. Fisher, and L. S. Hawley. A Few Buttons Missing (Philadelphia: Lippincott, 1951), p. 273.

10_ C. S. Lewis, Miracles: A Prelimirary Study (New York: The MacMillan Company, 1947), p. 113.

 

Obra da qual o texto foi retirado: