Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Blog d'espiritismo _ A verdade

Não há, pois, como considerar Cristão, alguém que não crê no sacrifício que o Deus Vivo fez por nós. Desta forma, como filhos de Deus , devemos tomar cuidado com seitas que se dizem Cristãs, mas que são a mais pura deturpação da verdade.

Blog d'espiritismo _ A verdade

Não há, pois, como considerar Cristão, alguém que não crê no sacrifício que o Deus Vivo fez por nós. Desta forma, como filhos de Deus , devemos tomar cuidado com seitas que se dizem Cristãs, mas que são a mais pura deturpação da verdade.

SERÃO DIGNOS DE CRÉDITO OS ESCRITOS BÍBLICOS? 1ª parte

O Novo Testamento é a principal fonte de informação histórica a respeito de Jesus. Por causa disso, muitos críticos, dos séculos XIX e XX atacaram a probidade dos documentos bíblicos. Há sempre um fogo cerrado de acusações, que afinal não contêm fundamento histórico, ou que actualmente já foram superadas por causa de descobertas e pesquisas arqueológicas.

Certa ocasião, na Universidade Estadual do Arizona, um professor que se fazia acompanhar da sua turma de literatura, aproximou-se de mim no final de uma aula ao ar livre.

Disse-me ele:

"Sr. McDowell, o senhor está baseando suas asserções a respeito de Cristo num documento que data do segundo século, e que é totalmente obsoleto. Demonstrei hoje na classe que o Novo Testamento foi escrito tanto tempo depois de Cristo que não poderia absolutamente ser acurado em seus relatos."

_ "Suas opiniões e conclusões acerca do Novo Testamento é que foram ultrapassadas há 25 anos", respondi.

O conceito daquele homem com relação aos registos neotestamentários concernentes a Jesus tinham sua origem nas conclusões do crítico alemão, F. C. Baur. Baur acreditava que a maioria dos escritos do Novo Testamento foram produzidos no fim do século II A.D. E concluiu que estes escritos provinham essencialmente de mitos e lendas que haviam surgido durante este intervalo de tempo que ia da morte de Jesus até à época em que os relatos foram postos em forma escrita.

Entretanto, no século XX, descobertas arqueológicas já confirmaram a precisão dos factos expostos nos manuscritos do Novo Testamento. A descoberta dos primeiros papiros (o John Ryland, que data de 130 A.D.; o Chester Beatty, de 155 A.D., e o Bodmar, do ano 200), cerrou o lapso de tempo que havia entre os dias de Cristo e os manuscritos de data posterior.

Millan Burrows, da Universidade de Yale, diz: "Outro resultado da comparação do Novo Testamento grego com a linguagem dos papiros (descoberta) é um aumento de confiança com relação à fidelidade da transmissão do texto do Novo Testamento".

Descobertas como estas têm aumentado a confiança dos eruditos na autenticidade Bíblica.

William Allbright, que foi um dos mais eminentes arqueólogos bíblicos, escreveu: "Já podemos afirmar, com toda a certeza, que não existem mais bases sólidas para se fixar a data de qualquer livro do Novo Testamento para depois do ano 80 A.D.; o que representa duas gerações inteiras antes da data suposta, isto é, entre 130 e 150, fornecidas pelos mais radicais críticos do Novo Testamento, na actualidade. E ele reitera este ponto de vista numa entrevista que concedeu a Christianity Today: "Em minha opinião, todos os livros do Novo Testamento foram escritos por judeus baptizados entre os anos 40 e 80 do primeiro século A.D. (provavelmente entre os anos 50 e 75).

Sir William Ramsay é considerado um dos maiores arqueólogos que já existiram. Ele foi adepto da escola histórica alemã que afirmava que o livro de Atos dos Apóstolos foi escrito na metade do segundo século, e não no primeiro, como propõe seu autor. Após ter lido os críticos modernos acerca do livro de Atos, ele ficou convencido de que a obra não era um relato fiel dos factos ocorridos naquele tempo (50 A.D.), e portanto não merecia consideração por parte de um historiador. Por causa disso, ao efectuar sua pesquisa histórica na Ásia Menor, Ramsay deu pouca atenção ao Novo Testamento. Sua investigação, contudo, eventualmente, levou-o a considerar os escritos de Lucas. Ele notou a exactidão meticulosa dos detalhes históricos, e, aos poucos, sua opinião com relação ao livro foi-se modificando. E ele viu-se forçado a concluir que "Lucas é historiador de primeira qualidade... este escritor deve ser colocado entre os maiores historiadores." Por causa da exactidão da maioria dos detalhes, Ramsay finalmente concordou em que Atos não poderia ser um documento produzido no século II, mas antes um relato escrito na metade do primeiro século.

Muitos dos estudiosos mais liberais estão sendo obrigados a fixar datas mais antigas para o Novo Testamento. As conclusões do Dr. John A. T. Robinson em seu mais recente livro Redating the New Testament (A redatação do Novo Testamento) são incrivelmente radicais. Suas pesquisas levaram-no a concluir que todo o Novo Testamento foi escrito antes da queda da Jerusalém ocorrida no ano 70 A.D.

Actualmente, alguns críticos afirmam que seu conteúdo foi transmitido oralmente até que foi colocado em forma escrita, nos Evangelhos. Embora este lapso de tempo tenha sido bem mais curto do que anteriormente se pensava, eles concluíram que os relatos evangélicos tomaram a forma de literatura popular (lendas, contos, mitos e parábolas).

Uma das maiores contestações a esta idéia dos críticos quanto a uma tradição oral é que o período desta tradição oral (definido pelos críticos) não é suficientemente longo para permitir as alterações na tradição, que esses críticos alegam terem ocorrido. Falando sobre a brevidade do elemento tempo empregado na produção do Novo Testamento, Simon Kistemakar, professor de teologia do Dordt College, escreve: "Normalmente, a sedimentação do folclore entre povos de cultura primitiva leva muitas gerações; é um processo gradual que leva séculos e séculos. Mas, de acordo com o pensamento da crítica formal, temos que concluir que as histórias do Evangelho foram prodizidas e coligidas no âmbito de uma geração ou pouco mais. Em termos de abordagem crítica, a formação de cada unidade dos Evangelhos deve ser atendida como sendo um projecto condensado, com um curso de acção acelerado."

 

 

 

Continua: