A soberania de Deus
A soberania de Deus não é uma doutrina secundária que é relegada para um canto obscuro na Bíblia.
Pelo contrário, esta verdade é a doutrina alicerce de toda a Escritura. Este é o Monte Everest do ensino bíblico, a verdade que transcende toda e qualquer teologia. Desde o seu verso de abertura, a Bíblia afirma, em termos inequívocos que Deus existe e que Ele reina. Em outras palavras, Ele é Deus, não apenas no nome, mas na realidade plena. Deus faz o que Lhe agrada, quando Ele quiser, onde Ele quiser e como Ele quiser, e ainda assim lhe agrada salvar pecadores indignos. Todas as outras doutrinas da fé cristã devem ser levadas em alinhamento com esta verdade fundamental.
Do começo ao fim, a salvação é de Deus e, finalmente, para Deus
A soberania de Deus é o livre exercício da sua autoridade suprema na execução e administração de Seus propósitos eternos. Deus deve ser soberano se Ele é verdadeiramente Deus. Um deus que não é soberano não é Deus em tudo. Esse é um impostor, um ídolo, uma mera caricatura formada na imaginação do homem caído. Um deus que não é totalmente soberano não é digno de nossa adoração, muito menos o nosso testemunho. Mas a Bíblia proclama para todos ouvirem qu:
“o Senhor reina” (Sl 93:1)
Deus é exactamente o que a Bíblia declara que Ele é. Ele é o soberano Senhor do céu e da terra, cuja autoridade suprema é sobre todos. Esta é a premissa principal da Escritura.
Em nenhum outro lugar a soberania de Deus é mais claramente demonstrada que na salvação dos perdidos. Deus é livre para conceder Sua misericórdia salvadora sobre quem Ele quer. Deus diz:
“Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia e compadecer-me-ei de quem me aprouver ter compaixão.” (Ex. 33:19 b;. Rom 9:15).
Ele não é obrigado a estender a Sua graça a qualquer pecador indigno. Se Deus escolhesse não salvar ninguém, Ele permaneceria perfeitamente justo. Ele pode determinar a salvação de alguns e ainda ser absolutamente Santo. Ou poderia optar por salvar a todos. Mas Deus é Soberano, e isso significa que Ele é inteiramente livre para conceder a Sua graça a ninguém, a alguns ou a todos.
Do começo ao fim, a salvação é uma obra de Deus e, finalmente, para Deus. O apóstolo Paulo escreve:
“Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!” (Rom. 11:36).
Neste versículo abrangente, Deus é declarado ser a fonte divina, o meio determinante, e o fim designado de todas as coisas. Isto é ainda mais verdadeiro na salvação. De acordo com este texto, todos os aspectos de operação da graça salvadora de Deus são iniciados, dirigidos por Deus, e para a glorificação de Deus. Todas as dimensões da salvação são Dele, por Ele e para Ele. Isso quer dizer que a salvação se origina de Sua vontade soberana, prossegue através de Sua actividade soberana, e conduz a Sua glória soberana.
Fonte: Ligonier Ministries
Tradução: Alisson Pedrosa