Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Blog d'espiritismo _ A verdade

Não há, pois, como considerar Cristão, alguém que não crê no sacrifício que o Deus Vivo fez por nós. Desta forma, como filhos de Deus , devemos tomar cuidado com seitas que se dizem Cristãs, mas que são a mais pura deturpação da verdade.

Blog d'espiritismo _ A verdade

Não há, pois, como considerar Cristão, alguém que não crê no sacrifício que o Deus Vivo fez por nós. Desta forma, como filhos de Deus , devemos tomar cuidado com seitas que se dizem Cristãs, mas que são a mais pura deturpação da verdade.

ASTROLOGIA

A astrologia, e tudo o que está  associado à mesma, tem tido um crescimento extraordinário nos últimos  anos. Constatamos essa realidade todos os dias nos diferentes programas  da manhã oferecidos pelos vários canais da televisão.

Não temos dúvidas em afirmar que a  astrologia  se tornou o passatempo de natureza ocultista mais aceitável  nos nossos dias – tornou-se uma parte da vida quotidiana das pessoas.

A astrologia, hoje, representa um  grande negócio que continua em franco desenvolvimento. Milhares de  jornais, por esse mundo fora, apresentam colunas de horóscopos e  publicitam um sem número de mestres e videntes que promovem e vendem o  seu produto. Um número crescente de pessoas está,  cada vez mais, envolvido neste mundo porque o vê, simplesmente, como  uma brincadeira inofensiva – lêem o seu horóscopo todas as manhãs como  uma forma de desfrutarem de alguns segundos de relaxamento. Uma outra  razão deste interesse das massas pela astrologia é que a mesma, supostamente, instrui  as pessoas sobre as grandes questões da vida sem quaisquer exigências  morais.

A astrologia afirma poder explicar a  nossa personalidade, aconselhar-nos sobre amor, sucesso, dinheiro, sem  que faça qualquer exigência moral aos que a aplicam e é disso que a  nossa sociedade gosta. Não podemos negar um outro facto: a  astrologia tem um estrondoso sucesso porque ela, em muitos dos seus  vaticínios ou previsões, aparentemente funciona. Os mapas astrais dos  clientes podem ser espantosamente exactos revelando dados pessoais a  respeito dos clientes ou acerca acontecimentos do seu passado. Este tipo  de fenómenos é espantoso e atrai a confiança e atenção das pessoas.

O que as pessoas não sabem, e que  lhes é totalmente oculto, é que quando se envolvem com este tipo de  práticas estão, na realidade, envolvendo-se e procurando conselho nos  deuses antigos de uma religião politeísta. Quando olhamos para os  planetas, na realidade, estamos olhando para deuses que tinham o nome  desses planetas e que tinham características particulares. No entanto,  importa não confundir astronomia (o estudo científico dos astros) e  astrologia (o uso dos nomes dos astros escondendo antigas praticas  mitológicas gregas e romanas).

A astrologia toma elementos da  astronomia e envolve-os na mitologia antiga, grega e romana. Este  sistema baseia-se não nas propriedades físicas dos planetas, mas nos  seus atributos distintos, nas desesperadas limitações de cada deus, no  círculo fechado do politeísmo astrológico.

É isto que, na verdade, está  por trás da astrologia. Quando os astrólogos dizem que os planetas  influenciam as nossas vidas o que eles, na realidade, estão a dizer é  que esses deuses mitológicos influenciam a nossa vida, porque o  importante não é o planeta em si mas o poder espiritual que está dentro  do mesmo. Na prática a astrologia é uma religião que se quer mascarar de  ciência, uma falsa religião.

A astrologia é, em grande parte,  baseada em histórias imaginárias, sobre deuses imaginários… será que  podemos colocar a nossa confiança nesta prática?

Aquilo que apontamos em relação aos  planetas é também verdade para os signos do Zodíaco. Todos eles são  extraídos de histórias da abundante mitologia e referem-se a deuses ou a  eventos com eles relacionados. Tudo gira á volta de mitos e lendas. Os astrólogos, ao apontarem rumos  para a vida das pessoas, fazem-no baseados não numa ciência, mas num  conjunto de mitologias, de irrealidades, o que leva as pessoas a  construírem a sua vida baseados na influência de pseudodivindades.

Muitas são as objecções que podemos  levantar à astrologia, mas o nosso espaço não nos permite grandes  pormenores; deixe-me, porém, referir algumas:

 

1) Até Copérnico os mapas  astrológicos eram construídos debaixo da afirmação de que a terra era o  centro do sistema solar e que todos os planetas e o sol giravam em volta  dela. Que validade tinham esses mapas astrais?

 

2) O que dizer de gémeos  idênticos (que supostamente deveriam ter uma influência planetária  semelhante) quando um morre à nascença e outro vive até aos cem anos?  Estas, e muitas outras perguntas, ficam obviamente sem resposta  convincente…

 

Talvez, no entanto, a questão mais  importante que muita gente coloca, se centre na ideia de que a  astrologia funciona… ela por vezes revela factos da vida… Como responder  as essas pessoas acerca do poder que está, verdadeiramente, por trás  dessas revelações? Neste momento da nossa discussão só  podemos chegar a uma conclusão: essas revelações têm a sua origem  nalguma fonte superior ao próprio astrólogo e, de um ponto de vista  cristão, só nos restam duas vias - ou Deus é a fonte dessas revelações  ou o Diabo. O que sabemos sobre as fontes em que estão baseadas as  conclusões astrológicas é que são fontes mentirosas e sabemos que a  Bíblia descreve o Diabo como o pai da mentira.

Observemos de forma sucinta o relato  que temos em Génesis 3:1-6, da conversa da serpente com Eva. O  desenvolvimento da argumentação da serpente tem como base factos  verídicos e alguma revelação, que desperta em Eva a confiança para pôr  em prática os conselhos trazidos à sua vida pela serpente (e ao mesmo  tempo minimizar a revelação que Deus lhe tinha dado). O resultado último  conhecemos qual foi: a morte. Quando lemos a descrição dos  primeiros capítulos do livro de Job, chegamos à conclusão que Satanás  tem conhecimento da vida dos homens. Ele possui muito conhecimento sobre  nós: conhece a nossa vida, os nossos filhos, a nossa situação  financeira, etc. Este é um facto que muitos preferem  ignorar mas que a Bíblia nos descreve com total transparência. A Bíblia  mostra-nos também que o Diabo usa esse conhecimento para alcançar os  seus objectivos de afastar a humanidade de Deus; ele actua utilizando  muitas e variadas maneiras e muitas delas, até, com aspecto de verdade,  mas que tem como fim último aprisionar as pessoas e afastá-las do  Criador.

O que temos estado a dizer e a  analisar tem a mesma aplicação a actividades como o tarot, os búzios, a  leitura das mãos ou a antiga bola de cristal - as revelações tem uma  mesma fonte e origem. Não será pois de estranhar que a  Bíblia condene tão claramente toda a prática relacionada com o ocultismo  e a adivinhação. Em Deuteronómio 18.10-12 a Bíblia diz: ”Não se achará  entre ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha nem  adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; nem  encantador, nem necromante, nem mágico, nem quem consulte os mortos;  pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor” (ver também  Isaías 47:13-15; Deuteronómio 4:19).

A Bíblia deixa claro que quando  assumimos um relacionamento com Deus não podemos manter qualquer tipo de  prática ocultista.

Em Actos 19:18-10 diz que os que se convertiam  destruíam os seus livros de práticas mágicas; em Gálatas 5:19-21 Paulo  diz-nos que a feitiçaria faz parte das obras daqueles que não herdarão o  reino de Deus, ao que João acrescenta, em Apocalipse 21:8, que o  destino dos que praticam tais coisas é a perdição eterna.

 

 

Samuel Martins