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Blog d'espiritismo _ A verdade

Não há, pois, como considerar Cristão, alguém que não crê no sacrifício que o Deus Vivo fez por nós. Desta forma, como filhos de Deus , devemos tomar cuidado com seitas que se dizem Cristãs, mas que são a mais pura deturpação da verdade.

Blog d'espiritismo _ A verdade

Não há, pois, como considerar Cristão, alguém que não crê no sacrifício que o Deus Vivo fez por nós. Desta forma, como filhos de Deus , devemos tomar cuidado com seitas que se dizem Cristãs, mas que são a mais pura deturpação da verdade.

Reencarnação e Justiça _ A justiça de Deus

É conhecida a obstinação dos espíritas em firmar sua posição sobre a doutrina da reencarnação, justificando-a com o argumento de que cada um faz por merecer sua própria salvação. Allan Kardec tinha um lema que foi colocado como epitáfio no seu túmulo na cidade de Paris, França: naitre mourir renaitre encore et progresser sams cesse telle est la loi, que pode ser traduzido da seguinte maneira: "nascer, morrer e progredir sempre; esta é a lei".

Assim, dentro do espiritismo, Deus jamais pode perdoar alguém porque isso atrasaria o progresso espiritual da pessoa e a justiça de Deus seria falha em não premiar cada pessoa pelo o que ela faz em seu favor, por meio das obras de caridade.

Um slogan bastante conhecido que norteia este pensamento é "fora da caridade não existe salvação". A expressão "progredir sempre; esta é a lei" — a que se refere Allan Kardec — é a lei do progresso irreprimível até à perfeição mediante repetidas reencarnações até se tornar "um espírito puro". Este ensino é fundamental dentro do espiritismo, que afirma que o homem deve "alcançar a meta final por esforços próprios. Sem tal condição, a justiça de Deus se faria falha. A justiça de Deus exige que todas as suas criaturas atinjam o estado final de espíritos puros, igualando-os todos".

 

A justiça de Deus

Allan Kardec pergunta aos espíritos: "Em que se funda a lei da reencarnação?".

E responde: "Na justiça de Deus e na revelação; incessantemente repetimos…". Prossegue ele, afirmando: "A doutrina da reencarnação, que consiste em admitir para o homem muitas existências sucessivas, é a única que corresponde à idéia da justiça de Deus, comum respeito aos homens de condição moral inferior, a única que pode explicar o nosso futuro e fundamentar as nossas esperanças, pois oferece-nos o meio de resgatarmos os nossos erros por meio de novas provas. A razão assim nos diz, e é o que os Espíritos nos ensinam". (O livro dos espíritos. Allan Kardec – Obras Completas. Opus Editora Ltda, p.84, 2ª ed., 1985.)

Como vemos, a reencarnação, segundo Kardec, justifica-se, pois "é a única que corresponde à idéia da justiça de Deus…" E afirma ele: "é o que os Espíritos nos ensinam". Entretanto, vejamos uma situação em que esta suposta justiça de Deus não pode ser consumada.

A reencarnação de pessoas e animais

Preliminarmente, apontamos que os kardecistas não admitem o retrocesso dos espíritos ao corpo de animal. Diz kardec: "A pluralidade das existências, segundo o espiritismo, difere essencialmente da metempsicose, pois não admite aquele a encarnação da alma humana nos corpos dos animais, mesmo como castigo. Os Espíritos ensinam que a alma não retrograde, mas progride sempre". (O que é o espiritismo. Allan Kardec – Obras Completas. Opus Editora Ltda, p.300, 2ª ed., 1985.)

Os animais não estão distantes dos homens no campo da inteligência. Segundo o espiritismo, chega a ser uma ofensa chamar um animal de burro, porque o animal tira seu "princípio inteligente" do mesmo "elemento inteligente universal". É o que ensina Allan Kardec.

Ele pergunta e os espíritos respondem (entendamos que os espíritos que falam com Kardec são demónios):

Allan Kardec: "606. Donde tiram os animais o princípio inteligente que constitui a espécie particular de alma de que são dotados?".

Espíritos: "Do elemento inteligente universal". ( O que é o espiritismo. Allan Kardec – Obras Completas. Opus Editora Ltda, p.3167, 2ª ed., 1985.)

Allan Kardec: "597. Tendo os animais uma inteligência que lhes faculta certa liberdade de ação, haverá neles algum princípio independente da matéria?".

Espíritos: "Sim, e que sobrevive ao corpo". ( O que é o espiritismo. Allan Kardec – Obras Completas. Opus Editora Ltda, p.166, 2ª ed., 1985.)

Allan Kardec: "600. Sobrevindo a morte do corpo, a alma do animal fica errante, como a do homem?".

Espíritos: "Fica numa espécie de erraticidade, pois não está unida a um corpo…". ( O que é o espiritismo. Allan Kardec – Obras Completas. Opus Editora Ltda, p.166, 2ª ed., 1985.)

Allan Kardec: "601. Os animais estão sujeitos, como o homem, a uma lei progressiva?".

Espíritos: "Sim, e daí vem que nos mundos superiores, onde os homens são mais adiantados, os animais também o são, dispondo de meios mais amplos de comunicação. São sempre, porém, inferiores ao homem, e se lhe acham submetidos, sendo para estes servidores inteligentes". ( O que é o espiritismo. Allan Kardec – Obras Completas. Opus Editora Ltda, p.166, 2ª ed., 1985.)

Allan Kardec: "603. Nos mundos superiores, os animais conhecem a Deus?".

Espíritos: "Não. Para os animais, o homem é um deus, como outrora os Espíritos eram deuses para o homem". ( O que é o espiritismo. Allan Kardec – Obras Completas. Opus Editora Ltda, p.166, 2ª ed., 1985.)

Allan Kardec: "604. Mesmo aperfeiçoados nos mundos superiores, desde que os animais são sempre inferiores ao homem, segue-se que Deus teria criado seres intelectuais perpetuamente votados à inferioridade. Isto parece em desacordo com a unidade de vistas e de progresso que se notam em todas as Suas obras?".

Espíritos: "Tudo se encadeia na Natureza, por elos que ainda estais longe de perceber; as coisas aparentemente mais disparatadas têm pontos de contato que o homem não pode compreender no seu estado atual”.  ( O que é o espiritismo. Allan Kardec – Obras Completas. Opus Editora Ltda, p.166, 2ª ed., 1985.)

Allan Kardec: "604-a. Assim, a inteligência é uma propriedade comum, um ponto de contato entre a alma dos animais e do homem?".

Espíritos: "Sim. Mas os animais apenas têm a inteligência da vida material. No homem a inteligência produz a vida moral".  ( O que é o espiritismo. Allan Kardec – Obras Completas. Opus Editora Ltda, p.166, 2ª ed., 1985.)

Diante do exposto, perguntamos:

Como fica, então, a ‘idéia da justiça de Deus’, reclamada pelos espíritas de igualdade entre todos os seres criados por Deus, se ela não se dá com respeito aos animais, que serão perpetuamente destinados à inferioridade em relação aos homens, sendo o homem para os animais um deus?

Os espíritas não têm resposta que satisfaça esta indagação e só podem admitir que "as coisas aparentemente mais disparatadas têm pontos de contato que o homem não pode compreender no seu estado atual."

 

 

Continua:

O ensino dos espíritos

Fonte:  http://www.cacp.org.br/reencarnacao-e-justica/

3 comentários

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    Maria Helena 30.03.2013

    Oh Claudio...
    Pelo seu comentário, semelhante ao de tantos espíritas iludidos por pretensas respostas aceitáveis, vê-se que não leu aqui, no blog, a resposta da Palavra de Deus a essas situações. Se Jesus Cristo, ao morrer na cruz do calvário, nos ofereceu uma vida eterna num corpo glorificado, num lugar onde reina a perfeita paz e alegria, qual é o desespero de se viverem aqui alguns anos sem todas as capacidades físicas aptas? Não será mais materialista a visão espírita que se foca na "perfeição ou imperfeição" do corpo? Há só uma vida sim! Ela começa aqui e continua na eternidade. Onde? Vai depender da nossa decisão em relação ao que Jesus Cristo fez por nós na cruz do Calvário!
    Deus o abençoe!
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    claudio 30.03.2013

    Mas o problema está na decisão. Os deficientes profundos, e eu tenho lidado com muitos na minha atividade profissional, não têm capacidade de decisão. Muitas dessas situações de deficiência são fruto de complicações surgidas na gravidez e no parto, portanto sem responsabilidade dessa pessoa nesta vida. Como é que essas pessoas vão poder optar por este ou aquele caminho e serem responsabilizadas por isso se não têm capacidade de decisão, se não sabem o que fazem? Como é que Deus as vai julgar nessas circunstâncias?
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