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Blog d'espiritismo _ A verdade

Não há, pois, como considerar Cristão, alguém que não crê no sacrifício que o Deus Vivo fez por nós. Desta forma, como filhos de Deus , devemos tomar cuidado com seitas que se dizem Cristãs, mas que são a mais pura deturpação da verdade.

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Não há, pois, como considerar Cristão, alguém que não crê no sacrifício que o Deus Vivo fez por nós. Desta forma, como filhos de Deus , devemos tomar cuidado com seitas que se dizem Cristãs, mas que são a mais pura deturpação da verdade.

A morte de Jesus Cristo

A Morte de Cristo

Leitura: Rm 5.6 Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. 7 Porque apenas alguém morrerá por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém ouse morrer. 8 Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. 9 Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. 10 Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados, seremos salvos pela sua vida. 11 E näo somente isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual agora alcançamos a reconciliaçäo.

Era mesmo necessário que Jesus Cristo morresse?

Porque é que Ele, sendo Deus, morreria por homens mortais?

O que representa sua morte? Quais os benefícios de sua morte para os homens?

Introdução

A morte de Cristo não foi por mérito humano. Sendo pecadores, nós merecíamos a morte eterna (Rm 6.23). Deus não tinha obrigação ou necessidade de salvar ninguém. Ele agiu por sua soberana vontade (Gl 1.14).

 Ele não poupou, por exemplo, os anjos desobedientes (2Pe 2.4). Uma vez, entretanto, que Deus, pelo seu infinito amor, resolveu salvar os homens (Jo 3.16; Rm 5.8), a morte de Cristo tornou-se necessária, visto que não havia outra forma de satisfazer a justiça divina (Mt 26.39; Lc 24.25,26; Hb 2.17). Como demonstração do Seu amor e para cumprir a Sua justiça, Deus enviou seu filho, Jesus Cristo, para morrer, em nosso lugar.

1. Significado da Morte de Cristo

 O sangue de animais não seria suficiente para salvar a humanidade (Hb 10.4). Fazia-se necessário um sacrifício superior (Hb 9.23). Deus enviou Seu filho para morrer pelos pecadores e isto foi o maior acto de amor na história da humanidade, sendo o hino cantado pelos anjos (Ap 5.8-12).

 a) Morte Vicária

Sendo nós pecadores e, portanto, condenados à morte eterna, e percebendo que as Escrituras afirmam que Jesus nunca cometeu pecado (Hb 4.15; 1Pe 2.21,22), vemos que Cristo morreu em nosso lugar. O profeta Isaías já anunciava: “O Senhor fez cair sobre Ele a iniqüidade de nós todos” (Is 53.6). O sacrifício do cordeiro da páscoa prefigurava esta verdade: O inocente padecendo pelos culpados (1Pe 3.18). O apóstolo Paulo faz esta leitura em 1Cor 5.7: “Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado POR NÓS”. Cristo foi o substituto legalmente providenciado por Deus (Jo 1.29) para assumir a nossa culpa e pagar a nossa pena (2 Cor 5.14,15,21;Gl 3.13; 1Pe 2.24). Não há nenhuma injustiça nesta substituição, porque Cristo o fez por sua própria vontade (Jo 15.13; 10.18).

b) Como um resgate

Como pecadores, estávamos escravizados pelo pecado (2Pe 2.19). Para a libertação de um escravo era necessário o pagamento de um resgate. A lei de Moisés já estabelecia a necessidade de um resgate para a libertação do escravo (Lv 25.47-49). O escritor aos Hebreus afirma que Jesus morreu para que “livrasse a todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida” (Hb 2.15). O apóstolo Paulo afirma que estávamos “vendidos sob o pecado” (Rm 7.14), mas Cristo veio para ser o nosso resgatador, pagando o preço do resgate (Mt 20.28; 1Tm 2.6).

Com o seu sangue derramado, ele nos comprou (Ap 5.9; 1Cor 6.20).

c) Promoveu Propiciação e Reconciliação

O pecado fez com que os homens se tornassem inimigos de Deus (Tg 4.4; Rm 8.7). Através da morte de Cristo, Deus estabeleceu o meio de reconciliação connosco (Rm 5.10). A Bíblia chama a reação de Deus contra a desobediência do homem de ira (Rm 2.5,8). Deus, entretanto, demonstrou tanto amor por aqueles que foram objecto da Sua ira, que enviou Seu Filho para, através da Sua morte, propiciar a remoção desta ira (1Jo 4.8-10). A morte de Cristo promoveu a reconciliação entre Deus e os homens, removendo a inimizade (2Cor 5.18-20; Cl 1.21,22). Deus sendo a parte ofendida e não a que detém a animosidade foi quem providenciou a reconciliação, como Jesus nos ensinou (Mt 5.23,24).

d) Foi Satisfatória Sendo Deus santo e justo

Os pecados não deveriam ser esquecidos ou perdoados, sem que a exigência da justiça fosse cumprida. A morte de Cristo satisfez a justiça divina, pagando a pena e eliminando a condenação (2Cor 5.21).

 

2. O Alcance da Morte de Cristo

Cristo morreu por toda a humanidade e o seu sacrifício é suficiente para garantir a salvação a todos (1 Tm 2.6; 1Jo 2.2). Ela se torna eficaz, entretanto, para os que o recebem, pela fé (1Tm 4.10). É através da fé em Jesus Cristo que o homem se apropria dos benefícios de sua morte.

 

Bibliografia EVANS, William e CODER, S. Maxwell. Exposição das Grandes Doutrinas da Bíblia, Editora Batista Regular, São Paulo-SP, 1ª edição, 2000.

ERICKSON, Millard J. Introdução à Teologia Sistemática, Edições Vida Nova, São Paulo-SP, 1ª edição, 1997.

THIESSEN, Henry Clarence. Palestras em Teologia Sistemática, Imprensa Batista Regular, São Paulo-SP, 1ª edição, 1987.

GRUDEM, Wayne. Teologia Sistemática, Edições Vida Nova, São Paulo-SP, 1ª edição, 1999.

HORTON, Stanley. Teologia Sistemática, CPAD, Rio de Janeiro-RJ, 4ª edição, 1997.

PACKER, J. I. O Conhecimento de Deus, Editora Mundo Cristão, São Paulo-SP, 2ª edição, 2005.

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