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Blog d'espiritismo _ A verdade

Não há, pois, como considerar Cristão, alguém que não crê no sacrifício que o Deus Vivo fez por nós. Desta forma, como filhos de Deus , devemos tomar cuidado com seitas que se dizem Cristãs, mas que são a mais pura deturpação da verdade.

Blog d'espiritismo _ A verdade

Não há, pois, como considerar Cristão, alguém que não crê no sacrifício que o Deus Vivo fez por nós. Desta forma, como filhos de Deus , devemos tomar cuidado com seitas que se dizem Cristãs, mas que são a mais pura deturpação da verdade.

A preexistência de Jesus Cristo

Texto: João 1. 1 No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. 2 Ele estava no princípio com Deus. 3 Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. 4 Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens. 5 E a luz resplandece nas trevas, e as trevas näo a compreenderam. 6 Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era Joäo. 7 Este veio para testemunho, para que testificasse da luz, para que todos cressem por ele. 8 Näo era ele a luz, mas para que testificasse da luz. 9 Ali estava a luz verdadeira, que ilumina a todo o homem que vem ao mundo. 10 Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo näo o conheceu. 11 Veio para o que era seu, e os seus näo o receberam. 12 Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome; 13 Os quais näo nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. 14 E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.

 

Introdução: A Palavra de Deus declara enfáticamente que Cristo já existia antes que viesse ao mundo, antes que encarnasse, nascendo como homem, filho de Maria. Esta declaração, sustentada pelas Escrituras, é prova de que Cristo não é apenas um homem (pois nenhum homem existiu antes de seu nascimento), mas Ele é Deus Eterno e Incriado.

A vida do Filho de Deus não “começa” com o nascimento de Jesus. O Cristo visto e acompanhado pelos discípulos na Terra preexistia ou existia antes de se manifestar aos homens; era o próprio Deus. Jesus declarou claramente Sua preexistência O maior testemunho da preexistência de Cristo vem d'Ele mesmo, pois declara implicitamente e explicitamente a sua condição de existência antes da encarnação. Jesus declara que desceu do céu (Jo 6.38, 51, 58, 62; 3.13). Ele afirma claramente que existia no céu antes da sua vinda a esta terra. Jesus declara que foi enviado, que desceu, isto implica em existência anterior à sua vinda (Jo 8.42; 13.3; 16.28). Jesus declara que existia antes de Abraão (Jo 8.58).

  

 Os judeus perguntaram: “Ainda não tens cinquenta anos e viste Abraão?”, indicando claramente que o homem Jesus não tinha idade suficiente para fazer esta declaração, mas o Filho de Deus existia eternamente, o que equivalia a declarar-se Deus e, por isso, quiseram apedrejá-lo (Jo 8.56-59). A expressão “Eu sou” afirma a Sua eternidade e divindade. Cristo afirma que já existia em glória antes da fundação do mundo (Jo 17.5,24). Os apóstolos e profetas testemunham isto. Muitos outros textos do Novo Testamento enfatizam a preexistência de Cristo (Jo 1.1,14). O Prólogo de João (1,1-18) vai da preexistência à encarnação. O Filho preexistente, o Verbo (Cristo) era (existia), numa existência sempre divina e eterna. Estava junto de Deus, existia como Deus.

O Filho, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, existe de modo eterno. No princípio, antes do tempo existir, Cristo já existia, era Deus desde a eternidade; é isto, o que se quer dizer com o termo “o Cristo preexistente”.

Aqui no meio de nós, o Logos assume uma existência histórica. Paulo afirma que Cristo já existia como Deus (Fp 2.5-7). O Cristo preexistente, que é Deus, se tornou homem. Afirma também a sua glória anterior quando diz que ele “sendo rico, se fez pobre” (2Co 8.9). Cristo participa ativamente na criação do mundo (Cl 1.15,16; 1Co 8.6), o que exige Sua preexistência. O Filho, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, é enviado pelo Pai e assume a natureza humana (Rm 8.3; Gl 4.4). As afirmações sobre a preexistência de Cristo são numerosas. Existem outros textos do Novo Testamento que enfatizam a preexistência de Cristo (Jo 3.16; 7.28-29; 8.23; 20.28; 1Co 8.6; 2Co 8.9; Hb 1.3; 13.8; 1 Tm 3.16; 1Pe 1.20; 1Jo 5.20; Ap 22.13). O escritor da epístola aos Hebreus afirma Sua existência anterior (Hb 13.8) e Sua participação na criação (Hb 1.2). João Baptista dá testemunho de que Cristo existia antes dele, embora João tivesse nascido alguns meses antes de Jesus (Jo 1.15,30). Os profetas dão testemunho da eternidade de Jesus (Mq 5.2; Hc 1.12; Jr 9.6).

  

Cristo aparece como “O Anjo do Senhor” As aparições do Anjo do Senhor se constituem em Teofanias (aparições de Cristo em presença pré-encarnada). A expressão “Anjo do Senhor” ou “Anjo de Deus”, se encontram mais de 50 vezes no AT. A primeira aparição foi no episódio de Agar, no deserto (Gn 16.7). Outros acontecimentos incluíram pessoas como Abraão (Gn 22.11,15), Jacó (Gn 31.11-13), Moisés (Êx 3.2), todos os israelitas durante o Êxodo (Êx 14.19) e posteriormente em Boquim (Jz 2.1,4), Balaão (Nm 22.22-36), Gideão (Jz 6.11), Davi (1Cr 21.16), entre outros. O Anjo do Senhor realizou várias tarefas semelhantes às dos anjos, em geral. Às vezes, Suas aparições eram simplesmente para trazer mensagens de Deus, como em Gn 22.15-18; 31.11-13. Em outras aparições, Ele foi enviado para suprir necessidades (1Rs 19.5-7) ou para proteger o povo de Deus de perigos (Êx 14.19; Dn 6.22).

 

Podemos perceber pela Bíblia que este anjo (Jesus):

• É um ser divino e não apenas um mensageiro. É declarado “anjo” por seu ofício – um mensageiro ou revelador de Deus (Jo 1.18; Hb 1.2). Ele é o mensageiro do pacto de Deus e n'Ele reside o nome ou a natureza divina. O povo judeu não podia adorar outros deuses (Ex 20.3). Então Só adoravam a Deus. Todo aquele que era adorado era Deus. Os anjos de Deus não aceitam adoração (Ap 19.10; 22.8,9). O Anjo do Senhor aceitou adoração (Js 5.14). Caso fosse simplesmente “um anjo”, teria proibido a Josué de adorá-lo.

• Este anjo claramente é uma automanifestação de Cristo antes da encarnação. Ele tem prerrogativas de Deus (Gn 16.7-14; 21.17,18; 22.11-18; 31.11-13; Ex 3.2; Jz 2.1-4; 5.23; 6.11-22; 13.3-22; 2Sm 24.16; Zc 1.12; 3.1; 12.8). No entanto, ele é distinto de Jeová (Gn 24.7; Zc 1.12,13). O anjo do Senhor acompanhou Israel na saída do Egito (Ex 14. 19; 23.20) e Paulo afirma que era Cristo (1Co 10.4). o Anjo do Senhor é o Cristo de Deus (Lc 9.20; 23.35). Tem nome maravilhoso (Jz 13.18) – paralelo com Is 9.6. Refere-se a si mesmo como Deus (Gn 22.11-18; Ex 3.2-5; Jz 6.11-23). Ele é anunciado como aquele que virá (Ml 3.1; Mt 21.9) No NT, não se utiliza o termo “o Anjo do Senhor” como pessoa específica. (troca-se o artigo definido “o” pelo artigo indefinido “um” (Lc 1.11; At 12.7 e At 12.23).

 

Conclusão: Esta doutrina é da maior importância, pois vemos que Cristo é o Deus eterno, O Filho de Deus que se “fez carne e habitou entre nós”. A nossa salvação não depende da iniciativa humana, mas do irromper do Filho eterno no tempo. Aqui está a grande diferença do cristianismo para as outras religiões. Todas foram fundadas por homens que passaram a existir quando nasceram nesta terra e deixaram de estar em conctato com seus seguidores quando morreram. Cristo, porém, existe eternamente e está connosco todos os dias (Mt 28.20).

 

 

 

Leitura sugerida: RYRIE, Charles C. Teologia Básica ao alcance de todos. São Paulo: Mundo Cristão, 2004. CHAFER, Lewis Sperry. Teologia Sistemática. Volume 1&2. São Paulo: Hagnos, 2003.

Carlos Kleber Maia