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Blog d'espiritismo _ A verdade

Não há, pois, como considerar Cristão, alguém que não crê no sacrifício que o Deus Vivo fez por nós. Desta forma, como filhos de Deus , devemos tomar cuidado com seitas que se dizem Cristãs, mas que são a mais pura deturpação da verdade.

Blog d'espiritismo _ A verdade

Não há, pois, como considerar Cristão, alguém que não crê no sacrifício que o Deus Vivo fez por nós. Desta forma, como filhos de Deus , devemos tomar cuidado com seitas que se dizem Cristãs, mas que são a mais pura deturpação da verdade.

O que é o Espiritismo?

1. INTRODUÇÃO
 

"Quem crê no Filho de Deus, em si mesmo tem o testemunho; quem não crê em Deus, o faz mentiroso, porque não crê no Testemunho que Deus deu a respeito de seu Filho. E o Testemunho é este: Deus nos deu a vida eterna e esta vida está em seu Filho. Quem possui o Filho, possui a vida; quem não tem o Filho de Deus, não tem a vida." (1Jo 5:10-12)

O objectivo deste estudo "O que é o espiritismo?" é resgatar, e procurar trazer de volta para os caminhos de Cristo, todos aqueles  que, desconhecendo totalmente o Evangelho de Jesus Cristo e o poder de Deus, foram e são enganados pelos conceitos das doutrinas espíritas; e que hoje, mergulhados na escuridão das trevas, vítimas da ausência de Deus, acreditam, inocentemente, que seguem o mesmo caminho de Jesus, quando, na realidade, cultuam os espíritos das trevas, aqueles que, por sua soberba e liderados por Lúcifer, Príncipe das Trevas, foram derrotados por Deus e assim afastados definitivamente da Sua glória e da Sua presença.


Quando alguém é picado por uma serpente, é medicado com o antídoto extraído da própria serpente. Assim, também foi concebido este estudo: utilizamos citações dos próprios livros doutrinários do espiritismo e, fundamentados nas revelações da própria Palavra de Deus, a Bíblia, apresentamos as falsas interpretações espíritas.

"... quem não crê em Cristo, o faz mentiroso, porque não crê no testemunho que Deus deu a respeito de seu Filho... "

Disso temos certeza: pelos conceitos doutrinários contidos nos livros consultados, nem Allan Kardec, nem Carlos Embassahy, nem Luís de Matos, nem os demais autores espíritas, acreditaram no testemunho que Deus deu a respeito do seu Filho Jesus. Por isso, com relação aos ensinamentos bíblicos, esses homens não merecem crédito nem seguidores, pois afrontaram directamente a Deus.
Neste momento, rogamos de coração ao nosso Deus e Pai, que, pela acção do Espírito Santo, conceda discernimento aos doutrinadores que ainda vivem, para que eles confessem em público a Jesus, como único caminho que nos conduz ao Pai, e peçam também perdão a Deus pelo estrago espiritual que já provocaram em milhares de almas, pois só assim participarão um dia do Reino de Deus e da Sua Eterna Glória. Amém.

2. A ORIGEM DO ESPIRITISMO
 

O pensamento religioso budista da Índia, dissensão do hinduísmo e do Bramanismo, baseia-se no SAMSARA, isto é, o ciclo infinito de nascimentos, mortes e reencarnações dos seres vivos no mundo transitório. A retribuição das acções cometidas, boas ou más, ou seja, o KARMA, é que determina o lugar de cada reencarnação, numa escala hierárquica que inclui seres humanos, deuses e demónios infernais, fantasmas, animais, plantas e minerais.
Segundo o Budismo, a vida é, ao mesmo tempo, a continuação de vidas anteriores e a preparação de vidas futuras, onde o reencarnado pode passar por diversos estágios onde receberá, passivamente, o fruto dos seus actos.

A única salvação deste ciclo infinito, é chegar a um estado chamado Nirvana (evasão da dor). Mas, somente a minoria sábia pode saltar do Samsara para a salvação, enquanto a maioria dos seres continuará no seu ciclo infinito.

A influência da filosofia oriental, principalmente o pensamento ateísta-agnóstico do Budismo, foi o caminho espiritual que inspirou muitas formas religiosas no oriente e no ocidente, onde o homem é apresentado como um ser iludido pelas paixões e interesses mundanos, podendo entretanto alcançar níveis de perfeição que o libertem da seqüência de reencarnações que o prendem à vida.

Assim sendo, em meados do século XIX, a corrente espírita iniciada nos Estados Unidos e consolidada na França, através da codificação de Allan Kardec, coincide não só com as concepções do mundo de inspiração hindu, como também com as seitas concebidas na antigüidade, uma vez que a preocupação em manter contactos com os espíritos dos mortos fazia parte das práticas religiosas dos egípcios, caldeus, gregos e romanos. Naquela época já se praticava a "magia branca" e a "magia negra". Quando alguém procurava entrar em contacto com os espíritos dos mortos na intenção de ser beneficiado ou influenciado por eles, havia a "magia branca" e, se o objectivo fosse fazer mal a alguém, a "magia negra".

O Egipto, país que deu ao mundo como herança macabra o "Livro dos Mortos", também é a base dos conceitos espíritas actuais, pois possui em toda a sua arte, literatura, ciência e religião, profundas influências nas crenças espíritas.

3. O QUE É ESPIRITISMO
 

A crença de que os espíritos dos mortos "se comunicam" com os seres humanos, constitui a base da doutrina espírita. O que hoje se chama Espiritismo, na antiguidade e na Bíblia, é conhecido como Necromancia. O que hoje se chama "médium", na antiguidade e na Bíblia, é conhecido como necromante, feiticeiro (a), pitonisa. O que hoje conhecemos por centro espírita, na Bíblia e também na antiguidade, era conhecido por tenda ou caverna.

A comunicação com os mortos na busca incessante de "evolução" espiritual no além, onde os espíritos 'tomam emprestado" o corpo das pessoas, e a prática da caridade e orientação nos ensinamentos espíritas, enquanto os próprios "espíritos" aguardam o momento da sua reencarnação, para, através do sofrimento, pagar os erros cometidos em outras encarnações ou para se aperfeiçoarem através da prática da caridade, constituem a base dos ensinamentos apresentados ao mundo pelo ex-professor francês León Hippolyte Denizart Rivail, maçon do grau 33, junto à Grã-Loja Escocesa Maçónica de Paris (segundo se le em "As Grandes Religiões" - Ed. 1 9737 50 vol., pág. Y,. 916). Talvez venha daí a profunda influência dos princípios maçónicos sobre a doutrina do kardecismo.

León Hippolyte adoptou o nome de Allan Kardec, que, em 1857, ao lançar o "Livro dos Espíritos", deu início à doutrina espírita, pois essa obra passou a ser considerada como uma espécie de "bíblia" do espiritismo. Pouco tempo após seu lançamento, milhares de pessoas começaram a interessar-se pela existência dos espíritos e a tentar "entrar em contacto" com eles.

Kardec escreveu mais seis livros, todos eles considerados fundamentais para a doutrinação espírita: "O que é Espiritismo", o "Livro dos Médiuns", "Céu e Interno", o "Evangelho Segundo o Espiritismo", "A Gênese" e "Obras Póstumas".

4. EVOLUÇÃO DO ESPIRITISMO NO BRASIL 
 

Vários são os factores apontados pelos estudiosos como a causa da aceitação, da evolução e da propagação das práticas espíritas no Brasil. Entre esses factores, destacam-se:

a) A crendice e a superstição reinantes em milhares de brasileiros que encontram nos amuletos, talismãs, patuás, rezas fortes, etc., quase sempre pendurados no pescoço ou em algum lugar de destaque em suas casas, verdadeiros protetores de todo e qualquer mal.

b) A herança recebida da crendice e superstição dos colonizadores portugueses, responsáveis pelo sincretismo religioso, fruto da união das crenças dos escravos africanos com os seus ídolos e vodus, e da adoração excessiva e paganizante das imagens e crendices para aqui trazidas.

c) Lastimável quadro de pobres e indigentes que vivem à margem da sociedade e que, em troca dos recebimentos de favores vindos de actividades filantrópicas, tais como a distribuição de alimentos em vias públicas, visitas e assistência a creches, abrigos para idosos, etc., aceitam a doutrina espírita, enquanto as suas necessidades básicas são saciadas.

Por outro lado, aqueles que realizam essas actividades, não as consideraram uma consequência expontânea de amor ao próximo ou de um acto de justiça, como Jesus Cristo nos ensinou. A intenção é a de se "aperfeiçoarem" através dessas práticas e assim reduzirem os seus sofrimentos nas "encarnações" futuras. Daí a grande diferença entre caridade e filantropia.

Porém, entre os factores também estudados, dois merecem destaque como sendo os responsáveis no poder de persuasão para atrair novos seguidores. São eles:

a) "Você é médium: preciso desenvolver sua mediunidade."

É o que repetem milhares de espíritas a pessoas curiosas, oprimidas, doentes ou possessas, que procuram terreiros e centros espíritas em busca de "ajuda". Este é o grande laço do passarinheiro, segundo a Palavra de Deus no Livro dos Salmos 91.3.


b) "A saudade dos parentes falecidos."

Muita gente fica curiosa ao ouvir dizer que um parente seu "baixou" durante uma sessão espírita e, "incorporado" num médium, confessou que desejaria conversar com alguns parentes vivos. Há inclusivé casos de famílias inteiras, movidas pela curiosidade e pelo desconhecimento total do Evangelho de Cristo, que se tornaram praticantes do espiritismo depois de receberem um desses "recados do além".

Os mortos não voltam. É o que nos revela a Bíblia. Se os mortos voltassem Deus não teria permitido que na Bíblia fossem registradas as palavras de David em II Sm 12:22-23:

"Vivendo ainda a criança, jejuei e chorei, porque dizia: quem sabe o Senhor se compadecerá de mime continuará viva a criança? Porém agora que é morta, porquê jejuaria eu? Poderei eu fazê-la voltar? Eu irei a ela, porém ela não voltará para mim."

Se constasse entre os desígnios de Deus a liberdade dos mortos se comunicarem com os vivos, e vice-versa, ou a possibilidade da reencarnação, não estaria também registado na Bíblia:

 

"Aos mortos está ordenado morrerem uma só vez e, depois, o juízo." (Hb 9:2 7)

A Bíblia, através do 1 Samuel 28, relata-nos um caso de necromancia envolvendo o rei Saul e a pitonisa de Endor, no qual Saul é morto como castigo de Deus por ter consultado uma necromante, que predisse a sua morte e a de seus filhos para o dia seguinte, onde seriam mortos pelos filisteus. Quando analisamos os capítulos seguintes do Livro de Samuel, observamos que as predições da pitonisa ou médium foram uma farsa:

a) Em 1Sm 31:14, narra o suicídio de Saul. Logo, ele não foi morto pelos filisteus.

b) 0 1Sm 31.8 desfaz a predição da pitonisa, pois assim narra este texto: "Sucedeu pois que, vindo os filisteus no outro dia a despojar os mortos, acharam Saul e seus três filhos caídos no monte Gilboa".

c) Em I Sm 31:2, narra que os filisteus mataram Jônatas, Abinadab e Melquisua, Filhos de Saul. Não foram todos os filhos de Saul que morreram, conforme predisse o "espírito" à pitonisa.

d) Pois assim está escrito em II Sm 2:8-9:
"Entretanto Abner, Filho de Ner, chefe do exército de Saul, tomou Isboset, filho de SauI, e levou-o a Maanaim, onde o declarou rei sobre Benjamim, Efraim.....e todo o Israel."

Só a Deus cabe o dom da revelação através do Espírito Santo, a todo aquele que Ele quiser revelar, segundo a Sua vontade, para honra e glória do Seu nome.
Tem muita gente enganada acerca do espiritismo. Os doutrinadores espíritas, para atraírem pessoas que não conhecem o poder de Deus pela leitura da Bíblia, falam em Nome de Jesus e afirmam que Espiritismo e Cristianismo são a mesma coisa. Dizem, inclusivé, que jamais se afastam dos ensinamentos de Jesus.

Isto constitui uma afronta a Deus, pois Ele mesmo nos revelou em 1Timóteo 4.1: "Mas o Espírito diz expressamente que nos últimos tempos alguns apostarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios."

A verdade é que Allan Kardec codificou todo um sistema de doutrinas contrárias ao ensinamento bíblico e ao próprio Jesus Cristo. Todas as doutrinas espíritas, sem exceção, negam a verdade contida na Bíblia. Milhares de pessoas,  que ainda não foram alcançadas pela mensagem do Evangelho de Cristo e que permanecem angustiadas e decepcionadas por não verem os seus desejos e necessidades saciados, segundo os seus anseios particulares,  que ainda se encontram mergulhadas na superficialidade dos seus velhos conceitos sobre Deus, deixam-se envolver em correntes ou tendências espíritas existentes neste mundo e ainda continuam, infelizmente, a alimentar-se, como na Parábola do Filho Pródigo, das bolotas que os porcos comiam (ver Lucas 15:16) e deixam de lado o imenso e glorioso banquete celestial que Deus nos oferece. Porém, muitos deles, no fundo dos seus corações, mesmo que o  neguem, continuam com o seu espírito faminto e desejosos do verdadeiro Pão da Vida que desceu do Céu - Jesus Cristo.
O inimigo de nossas almas, cuja existência é negada pelos espíritas, aquele que, segundo a Palavra de Deus,  foi derrubado _ ele e seus anjos_ do alto da sua soberba (Isaías 14:12-15),continua a manter milhares de seres humanos mergulhados na confusão e na escuridão das práticas espíritas, pois ele também quer ser cultuado como Deus.

5. DIVISÃO DO ESPIRITISMO 
 

O Espiritismo, tanto o de origem europeia, codificado por Allan Kardec, como o de origem africana ou indígena, ou seja: candomblé, umbanda, xangô, pajelança e outros, são conjuntos de ensinamentos contrários à Bíblia. Os que se entregam a essas práticas, procuram, por diversos meios , entrar em contacto com os espíritos de pessoas falecidas, movidas pela curiosidade e pelo desejo de "conversar" com elas e obter informações sobre acontecimentos "futuros". No seio do cristianismo, os cristãos, segundo suas convicções e expressão de fé estão distribuídos por várias denominações: episcopal, pentecostal, luterana, batista, etc. Não considero a ICAR cristã, mas sim Católica Romana.

No seio do Espiritismo isso também é válido. Os espíritas também se distribuem, não por denominações, mas por correntes ou doutrinas. O Espiritismo é dividido em cinco grupos principais:

Umbanda: conhecido também como baixo espiritismo.  É o nome da actual macumba que tem a sua origem nos escravos bantos, vindos da África.
Quimbanda: é a famosa magia negra. É também conhecido como espiritismo do livro de São Cipriano da capa preta.
Xangô:  é outra forma de espiritismo afro-brasileiro.
Babaçuê: espiritismo de origem africana, influenciado pela pajelança .
Pajelança: ritual indígena realizado pelo pajé da tribo. À semelhança das sessões espíritas,na pajelança também ocorre o transe, as incorporações de espíritos e as mensagens.
Catimbó: feitiçaria de origem europeia, influenciada pelos indígenas e pelos africanos.

Kardecismo: conhecido também como alto espiritismo. Este grupo compreende:

Kardecista Puro: segue as doutrinas de Allan Kardec.
Ruteirista e Ubaldista: seguem as doutrinas de João Batista Roustang e de Pietro Ubaldi, respectivamente.
Emmanuelista: é influenciado pelos 'ensinamentos' de Emmanuel, o espírito guia [demónio] de Chico Xavier.
Ramanista e Paganizante: seguem os ensinamentos do espírito guia [demónio] Ramatis e a tendência espírita liderada por Carlos Embassahy, respectivamente.

Outras tendências: conforme o "líder" ou "espírito guia", como Yokanam, tia Neiva, etc.

Grupo Exoterista - divide-se nas seguintes organizações:

Rosacruz, Teosofia, Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento,
Organizações diversas tais como:
Ordem dos Iluminados, Legião da Boa Vontade, Ordem Esotérica do Mentalismo,Gnosticismo, Logosofia e Cultura Racional Superior.

Grupo científico - espiritismo voltado para o estudo da paranormalidade.

Os Kardecistas não admitem ser confundidos com os umbandistas. Mas a verdade é que Umbanda e Espiritismo são a mesma coisa.

A própria Federação Espírita Brasileira reconheceu essa igualdade. Eis o que foi escrito em seu órgão oficial de informação "O Reformador", em sua edição de julho de 1953, pág. 149:

"Baseados em Kardec, é-nos lícito dizer: todo aquele que crê nas manifestações dos espíritos é espírita- ora, o umbandista nelas crê. Logo umbandista é espírita, mas nem todo espírita é umbandista, porque nem todo espírita aceita práticas de umbanda."

Eis os pontos comuns entre o Espiritismo e a Umbanda:
a) comunicado com os espíritos dos mortos, os "desencarnados";
b) a reencarnação;
c) sofrimento, como base para a evolução no progresso espiritual;
d) a prática da "caridade", que acelera esse progresso.

As pessoas que se esforçam para praticar boas obras e para se desenvolver na mediunidade, crendo que morrerão e reencarnarão diversas vezes e depois passarão a viver em outros mundos como "guias de luz", ficarão bastante surpresos com o que o próprio Deus nos revela em Efésios 2:8-9:

"Porque pela Graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não vem de obras para que ninguém se glorie."

Esses falsos "santos" ou entidades que baixam em centros espíritas, além de encher o espírito do ser humano de confusão e engano, fazem pesadas exigências a quem os procura em busca de "favores", que sempre terminam levando as pessoas à escravidão espiritual e, o que é muito pior, essas pessoas, se não se arrependerem e abandonarem as suas práticas que Deus abomina,  jamais verão a Sua face, pois não terão a vida eterna, segundo a  promessa divina.

Assim, Deus revela-nos em Deuteronómio 18:10-13:
"Não se achará diante de ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador de serpentes, nem necromantes, nem mágico, nem quem consulte os mortos, pois todo aquele que faz tal coisa, é abominação ao Senhor; e por estas abominações o Senhor teu Deus, os lança diante de ti. Perfeito serás como o Senhor teu Deus."

E Deus ainda nos revela em Levítico 20:6:
"Assim disse o Senhor: se alguém se dirigir aos espíritas ou aos advinhos para se relacionar com eles, voltarei o meu rosto contra ele e o eliminarei do meio do meu povo"

6. O PENSAMENTO ESPÍRITA SOBRE A BÍBLIA
 

Nas suas argumentações, os doutrinadores espíritas, geralmente numa linguagem reverente, citam textos bíblicos na ânsia de provar que as suas doutrinas encontram apoio nos textos bíblicos e, como tal,  também se constituem parte do cristianismo. Porém, são capazes de negar imediatamente que a Bíblia é um livro inspirado por Deus e de rotulá-la como velha e ultrapassada, quando alguém cita um, ou alguns dos muitos textos bíblicos que condenam as práticas e as doutrinas espíritas. Jamais haverá igualdade ou paralelismo entre conceitos brâmanes, hindus, budistas, espíritas e demais correntes, frutos da criação da limitada mente humana, com as reveIações contidas nas palavras do próprio Deus único e Verdadeiro, através da Bíblia.

Sabemos porém, que existem espíritas sinceros que, entregues inocentemente a essas práticas, acreditam que estão a obedecer à vontade de Deus e a observar os seus mandamentos, quando na realidade negam o próprio Deus e desprezam o seu amor e a sua misericórdia. Infelizmente, são pessoas totalmente enganadas, pois supõem que Kardec tenha respeitado, durante todo o seu trabalho como codificador do espiritismo, a autoridade da Bíblia como a expressão da Palavra de Deus. A realidade, porém, é outra. Eis o que escreveram e pregaram as expressões máximas do espiritismo:

a) Na página 87 do livro "A Gênese", diz Kardec:
"A Bíblia, evidentemente, encerra fatos que a razão, desenvolvida pela ciência, não poderia hoje aceitar e outros que parecem estranhos e derivam de costumes que já não são nossos."

b) Na página 308 do livro "Obras Póstumas", Kardec ainda ratifica:
"O espiritismo é a única tradição verdadeiramente cristã e a única verdadeiramente divina e humana."

Que afronta a Deus! Como é que isso pode ser verdade, se o espiritismo nega inspiração das Sagradas Escrituras, a Santíssima Trindade, a divindade de Jesus, como Filho único de Deus, a possibilidade de perdão dos pecados, a existência de Céu e Inferno, o juízo Final, a Ressurreição e outras verdades bíblicas?

Para as pessoas incrédulas, que não conhecem as Escrituras, é "mais fácil" tornarem-se espíritas, pois o espiritismo torna as coisas mais fáceis e cómodas porque, ensinando que Deus não criou o homem à sua imagem, mas sim uma multidão de espíritos atrasados, imperfeitos e necessitados de "evolução" - negando assim o texto bíblico do livro de Gêneses 1:27 - mostra, através da "reencarnação", uma estrada repleta de chances para todos se aperfeiçoarem e "apagarem" as más acções cometidas em existências anteriores. Sobre esta heresia,a Bíblia diz-nos :

"O deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que não lhes resplandeça a Luz do Evangelho da Glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus." (2 Coríntios 4:4)

c) No seu livro "O Evangelho Segundo o Espiritismo", Kardec, depois de declarar que os dez mandamentos são de carácter divino por pertencerem a todos os tempos e países - e só por este motivo seriam divinos! - nega a inspiração divina do Pentateuco, afirmando sobre o restante dos escritos mosaicos:

 

"Todas as outras leis que Moisés decretou, obrigado que seria a conter, pelo temor, um povo, em seu natural, turbulento e indisciplinado só a idéia de um Deus terrível para impressionar criaturas ignorantes [...] (FEB, edição de 1979, págs. 56 e 57)

Será que realmente as opiniões blasfemas e irreverentes de Allan Kardec sobre a Bíblia nos ajudam a crer que ele realmente acreditava em Deus?

d) Ainda no livro "A Gênese", página 386, Kardec ataca também os evangelistas, afirmando que eles "ter-se-ão possivelmente enganado, quanto ao sentido das palavras de Jesus, ou dado interpretação falsa aos seus pensamentos... "

e) No livro "À Margem do Espiritismo" (FEB, 3ª edição, 1981, pág. 214), do espírita Carlos Imbassahy, fundador da corrente Paganizante, do Kardecismo, lemos:

"Nem a Bíblia prova coisa nenhuma, nem temos a Bíblia como probante. O espiritismo não é um ramo do cristianismo como as demais seitas cristãs. Não aceita os seus princípios nas Escrituras. Não rodopia junto à Bíblia. A discussão, no terreno em que se acha, seria óptima com católicos, visto como católicos e protestantes baseiam seus ensinamentos nas escrituras. Mas a nossa base é o ensino dos espíritos, daí o nome espiritismo."

Este é realmente um espírita autêntico, pois tem consciência do seu paganismo, do seu ateísmo, e assim assume essa sua postura, que é verdadeira e comum a todos os espíritas: contrária a todo e qualquer ensinamento bíblico, pois ignora o poder de Deus e sua infinita misericórdia.

Na França, León Denis, sucessor de Kardec na continuação e divulgação de suas idéias, escreveu vários livros, dentre eles, o "Cristianismo e Espiritismo" muito lido e apreciado pelos espíritas. Vale ainda salientar que este doutrinador espírita francês, pelas suas publicações, recebeu o título de "o filósofo inconfundível do espiritismo". Eis o que ele escreveu em "Cristianismo e Espiritismo" em sua 5ª edição, pág. 130:

"A Bíblia não pode ser considerada produto da inspiração divina." Ela é "de origem puramente humana, semeada de ficções e alegorias, sob as quais o pensamento filosófico se dissimula e desaparece ao mais das vezes."


f) finalmente , eis o que foi publicado pela FEB - Federação Espírita Brasileira - através do seu órgão oficial "O Reformador" no fascículo de janeiro de 1953, na página 13, sobre a Bíblia:

"Do Velho Testamento, já nos é recomendado somente o Decálogo, e do Novo Testamento apenas a moral de Jesus; já consideramos de valor secundário, ou revogado e sem valor algum, mais de 90% do texto da Bíblia."


É esta a religião que muitos doutrinadores brasileiros diz ser cristã, que é "simplesmente a volta ao cristianismo primitivo , sob as mais precisas formas", conforme afirmaram Kardec e vários de seus continuadores?

Os espíritas devem tomar consciência de que a Bíblia não é um simples livro repleto de curiosidades e factos históricos, mas sim a Palavra de Deus. A verdade nela contida permanecerá como o firmamento do céu, como bem  expressou o salmista no Salmo 119:151-152:

"Tu estás perto, ó Senhor, e todos os teus mandamentos são a verdade. Para sempre, ó Senhor, está firmada a tua palavra no céu."

Os espíritas devem também saber que "toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça." (2Tm 3:16). São injustas, enganosas e inspiradas pelo demónio as afirmações que põem em dúvida a inspiração divina da Palavra de Deus:

"porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana, entretanto homens falaram da parte de Deus movidos pelo Espírito Santo." (2 Pedro 1:21)

CONCEPÇÕES ESPÍRITAS
1 - A SANTÍSSIMA TRINDADE VISTA PELO ESPIRITISMO

Segundo o espiritismo, Deus não passa de um ser incapaz de julgar as suas criaturas com justiça, pois Ele tolera sempre o pecado e procura dar um "jeitinho", através da "reencarnação", de "passar a mão" sobre a cabeça de todos, perdoando-lhes. Este é o tipo de Deus em que o diabo quer que a humanidade creia.

Quanto à existência da Santíssima Trindade, os espíritas negam ou simplesmente ignoram, como faz Allan Kardec. Assim foi publicado no Jornal Espírita, na edição de Março/1953-Rj:

"Há mais do que uma pessoa em Deus?" Obtendo como resposta: "Não, a razão nos diz que Deus é um ser único, indivisível; que o Pai celeste é um só para todos os filhos do Universo."

Aí está a negação da Santíssima Trindade. O espírita Rangel Veloso, no seu livro "Pseudos Sábios ou Falsos Profetas", Ed. 1947, pág. 34, espressa-se assim ao declarar ter ouvido em centro espírita a concepção panteísta de Deus:

"Deus é uma folha de papel, rasgadinha em milhões, bilhões e não sei quantas mais divisões. Lançados esses pedacinhos de papel no Universo, cada pedacinho de papel representa um homem e um ser existente, e todos reunidos, formando o todo, é Deus."

Este não e o Deus que nós, cristãos, conhecemos ao longo de toda a história da humanidade. Não é o mesmo Deus que nos revelou através de Moisés e que disse: "Eu sou o que sou". (Êxodo 3:14)

 

2. A CRIAÇÃO DO HOMEM E O PECADO ORIGINAL
 

Em Génesis 1:26 aprendemos que Deus fez o homem à sua imagem e semelhança.

No "Livro dos Espíritos", Allan Kardec, na pág. 112, lê-se que o ser humano não foi criado segundo o que afirma a Bíblia, mas que: "Deus criou todos os espíritos simples e ignorantes, ou seja, sem conhecimento."

Infelizmente os seguidores de Kardec assimilam esta afronta a Deus, inspirada por Satanás, e, mergulhados na escuridão, seguem os passos do seu doutrinador. 

Curiosamente, o próprio Kardec no seu livro "A Gênese", Ed. 1985, à pág. 60, define assim  os atributos de Deus:

"Deus é, pois, a inteligência suprema e soberana, é único, eterno, imutável, omnipotente, soberanamente justo e bom, infinito em todas as perfeições, e não pode ser diverso disso."

Como poderá o cristão conceber essa sua definição enganosa, se ele mesmo declarou que Deus nos criou como espíritos atrasados, sujeitos a tantos vexames e aspectos ridículos no caminho da perfeição?

3. O QUE O ESPIRITISMO DIZ SOBRE OS ANJOS
 

Para o espiritismo não existem anjos nem demónios, como nos ensinam as Sagradas Escrituras.

Segundo o "Livro dos Espíritos" questões 128 a 131, os anjos seriam espíritos evoluídos puros, ou seja: Deus criou-os inicialmente ignorantes e rudes (homens), e no difícil caminho do aperfeiçoamento, passaram pelos reinos mineral, vegetal e animal, entraram no corpo de macacos, evoluíram até chegarem ao estado de seres humanos, e depois de reencarnarem inúmeras vezes, tornaram-se espíritos de luz. Isto significa dizer que  Nero, Herodes, Hitler e outros terríveis homens sanguinários um dia serão anjos ... E até os demónios terão outras oportunidades de estar novamente diante do trono de Deus, se o que Kardec escreveu neste livro expressasse a verdade.

4. O DIABO SEGUNDO O ESPIRITISMO
 

Quanto à existência de Satanás e seus anjos, Kardec explica que eles seriam tão somente espíritos atrasados, impuros, mas que um dia chegarão à perfeição, tornando-se "anjos de luz". No "Livro dos Espíritos", questão 131, referindo-se a Satanás, Kardec escreveu: "evidente que se trata da personificação do mal sob a forma "alegórica", ou seja: o Príncipe das Trevas, como a ele se refere a Bíblia, não passaria, segundo Kardec, de uma invencionice, de uma fantasia. Isso também significa dizer, segundo Kardec, que todas as expulsões de demónios feitas por Jesus, segundo os Evangelhos, são simples alegorias.

É precisamente isto que o demónio gosta de ouvir. Afinal, com a sua malícia e com a sua forma ardilosa de agir, ele também quer ser adorado como Deus.

5. PARA O ESPIRITISMO, NÃO EXISTE CÉU NEM INFERNO
 

Kardec, no seu "Livro dos Espíritos", questões 1016 e 1017, diz que o céu seria: "os planetas habitados pelos espíritos evoluídos."

A sua preocupação em negar a existência do céu e do inferno chegou a tal ponto que escreveu o livro "O Céu e o Inferno", onde, com argumentações infundadas e fantasias diabólicas, nega a todo custo a sua existência. Kardec concluiu assim o seu pensamento:

"Assim podemos dizer que trazemos em nós mesmos o nosso inferno e o nosso paraíso, e que encontramos o nosso purgatório em nossa encarnação, em nossas vidas corpóreas ou físicas."

Não é assim que Deus nos ensinou. Após a sua ressurreição, Jesus foi para o Reino de Deus. Voltou para o lugar onde sempre esteve desde antes da criação do mundo. Está na casa do Pai, para onde nós também iremos um dia, segundo a Sua Promessa. Nisso cremos, porque Deus é fiel e cumprirá tudo o que nos prometeu o seu Filho Jesus.

Apesar dos espíritas crerem que a lei do karma determina as vidas sucessivas e que ninguém prestará contas, de uma vez por todas a Deus, pelas faltas cometidas, eles só concebem a existência do castigo após a morte de duas maneiras: ou reencarnando, para sofrer numa nova existência, ou sofrendo como espírito errante, no espaço. Esses são espíritas que "precisarão de luz", e de praticar "caridade" através do corpo dos médiuns, que, enganosamente, se entregam à possessão demoníaca. Kardecistas, umbandistas e demais componentes do espiritismo defendem essas idéias.

Porém, Deus não pensa assim. Só no Novo Testamento, Jesus faz 15 referências ao lugar do tormento eterno. Eis duas delas:

"... temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo" (Mateus 10:28)
"... como escapareis da condenação do inferno?" (Mateus 23:33)

6. JESUS VISTO PELO ESPIRITISMO


Aparentemente, o espiritismo diz acreditar em Jesus e apoiar-se nas suas doutrinas. Se isso é verdade, então, porque é que León Denis, no seu livro "Cristianismo e Espiritismo", na pág. 88, prega que cada um é responsável pela sua própria salvação?

"Cada qual deve resgatar-se a si mesmo, resgatar-se da ignorância e do mal. Nada exterior a nós poderia fazê-lo."

O espiritismo não reconhece a Jesus como o único caminho que nos conduz ao Pai, nem reconhece que Ele morreu na cruz para nos salvar dos nossos pecados. Eis o sentido, nas palavras do próprio Allan Kardec, no qual o espiritismo admite que Jesus é o Filho de Deus:

"Digamos que Jesus é Filho de Deus, como todas as criaturas, que ele chama a Deus Pai, como nós aprendemos a tratá-lo de nosso Pai. É o filho bem amado de Deus, porque, tendo alcançado a perfeição, que aproxima de Deus a criatura, possui toda a confiança e toda a perfeição de Deus. Ele se diz Filho Único, não porque seja o único predestinado a desempenhar aquela missão na terra."

Assim, agindo com inspiração maligna, Kardec nega a divindade de Jesus, considerando-o apenas mais um homem que evoluiu, reencarnando-se muitas vezes.

Ainda sobre Kardec, é assim que ele ainda define Jesus no seu livro "A Gênese", Ed. 1949, à página 294: " [...] Ele era um médium de Deus."

Ou seja, Kardec, falando em nome do Espiritismo que ele próprio codificou, considera que o próprio Deus encarnado também é um espírito que evoluiu até alcançar a perfeição. Heresia!
Não é isso que Deus nos ensina. Eis aqui uma das revelações bíblicas sobre Jesus, em Atos 4.12:

"E não há salvação em nenhum outro, porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos."
 

A REENCARNAÇÃO
 

Segundo vários historiadores, a mais antiga fonte histórica onde se encontram referências à reencarnação estão nos Vedas - escritos filosóficos e religiosos dos hindus. Esta doutrina de reencarnação é bem mais recente do que a doutrina de consulta aos mortos: ela foi inventada pelos sacerdotes que oficiavam os rituais prescritos nos Vedas e que foi introduzida entre o povo pela classe dos brâmanes. Esses sacerdotes inventaram a história de vidas sucessivas com o propósito de inspirarem respeito às outras classes sociais da índia, para que assim fossem mantidos como superiores a fim de protegerem os seus privilégios. Quando falavam sobre as suas próprias encarnações anteriores, os brâmanes faziam com que sua autoridade fosse antiquíssima aos olhos do povo. Eles ensinavam que, de reencarnação em reencarnação, tinham chegado à posição em que se encontravam. E o povo acreditava e mantinha um profundo respeito por eles. Sidarta Gautama, o Buda (iluminado), agarrou nessa idéia do bramanismo e acrescentou-lhe outro detalhe: só os sábios é que escapam do círculo de nascimentos e mortes, deixando de reencarnar, e atingem o Nirvana, ou seja, a quietude, a serenidade perpétua - o estado de nada.

Segundo essa doutrina da reencarnação concebida pelo budismo (o espiritismo é um dos seus segmentos), deve conclui-se que Deus não passa de um Ser de ilimitada tolerância, pois tolera o pecado e não pune os pecadores. Portanto, roubar, matar adulterar, prostituir-se, mentir e blasfemar não passam de experiências mal sucedidas nesse longo caminho de aprendizado. Tal como ensina o budismo, também no espiritismo se considera que essas ações não devem ser cometidas, mas, caso alguém venha a cometê-las, na próxima encarnação deverá expiá-las. Então, Herodes, Nero, Hitler e outras monstruosidades que já existiram na história, um dia serão "anjos de luz". Não é assim que Deus nos ensina. Eis o que nos afirma a Bïblia em Romanos 14:14: "Assim cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus."

Negar a reencarnação é anular o espiritismo.

Carlos Embassahy, no seu livro "O Mundo Espírita", Ed. 1953, na pág. 01, escreveu:

"A importância da reencarnação é capital. Sem essa doutrina, o espiritismo perderia toda sua base filosófica... sem a reencarnação, estaríamos diante de um completo vazio."

Por sua vez, Allan Kardec expressou-se assim sobre a reencarnação no seu livro "A Gênese", Ed. 1985, pág. 30:

"A reencarnação é uma das mais importantes leis reveladas pelo espiritismo."

A doutrina espírita da reencarnação ensina que nossa vida actual neste mundo é repetição de outras existências vividas noutros corpos, ou seja, o estabelecimento de soluções em parcelas, de pendências comportamentais. No "Evangelho Segundo o Espiritismo", pág. 67, Kardec afirma que a "reencarnação é a volta da alma à vida corpórea, mas em um outro corpo especialmente formado para ela e que nada tem de comum com o antigo."

De acordo com esta exposição, observamos que a reencarnação foi concebida como doutrina ou lei do espiritismo, segundo as expressões utilizadas por dois dos seus mais respeitados doutrinadores.

No Cristianismo, aprendemos que a Ressurreição não é lei nem doutrina. É uma realidade que nos foi revelada e vivida pelo próprio Filho de Deus, Jesus Cristo. O seu próprio túmulo está vazio, porque Deus não morre. O texto bíblico mais antigo a que os espíritas se apegam para "provar" a sua teoria reencarnacionalista está em Jó 1:20-21, que assim nos revela:

"Então se levantou Jó, rasgou o seu manto e rapou a cabeça. Depois, caindo prostrado por terra, disse: Nu saí do ventre da minha mãe e nu voltarei; o Senhor deu, o Senhor tirou; bendito seja o nome do Senhor."

Os doutrinadores espíritas, após esta leitura superficial da Bíblia, apegam-se à expressão de Jó: "... e nu voltarei" para tentar provar que o próprio Jó acreditava na reencarnação e por isso cria que: após a morte voltaria nu ao ventre de sua mãe, tal como nascera.

Ora, esse argumento auto anula-se, quando nos reportamos á pág. 67 do "Evangelho Segundo o Espiritismo", já citado acima, e à própria questão 201 do "Livro dos Espíritos", de Kardec, que ensina:

"O espírito que animou o corpo de um homem poderá animar o de uma mulher numa nova existência, e vice-versa? - Sim, pois são os mesmos espíritos que animam os homens e as mulheres."

Entre os vários textos bíblicos a que os espíritas recorrem para tentar provar as suas doutrinas sobre a reencarnação, está o diálogo havido entre Jesus e Nicodemus, registrado em João 3:1-21, que é freqüentemente usado entre eles, como prova de que Jesus, ao dizer a Nicodemus que lhe era necessário nascer de novo, estava a ensinar a reencarnação.

Os espíritas, porém, ignoram que no texto original deste Evangelho de João, é utilizada a palavra grega anothen, traduzida como nascer de novo, mas que o seu significado literal é nascer do alto, nascer de cima, nascer de Deus. Portanto, não se refere a um nascimento após um processo biológico, e sim através da operação do Espírito Santo de Deus no interior do homem. E isto nada tem a ver com a reencarnação.

Finalizando, se a doutrina da reencarnação fizesse parte dos ensinamentos de Jesus Cristo, certamente à pergunta de Nicodemus - "Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura voltar ao ventre materno e nascer uma segunda vez?" - Jesus teria respondido: "Isto é possível Nicodemus. Basta você reencarnar."
Mas a resposta de Jesus foi: "Na verdade, na verdade te digo, quem não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no Reino de Deus."

Os doutrinadores espíritas com seus ensinamentos, tentam, a todo custo, demonstrar que pertencem ao Cristianismo como uma das suas ramificações. Daí a ânsia constante desses seguidores do budismo  (o espiritismo é apenas um dos seus segmentos), em recorrer à Palavra de Deus, que  ignoram nas suas doutrinas, para tentar um paralelo ou harmonia entre os seus conceitos, o que nos deixa transparecer, claramente, as suas grandes dúvidas ou hesitações naquilo que tanto pregam.

Caros amigos e visitantes deste blog:

Este, bem como outros post's aqui publicados, não pretente julgar, muito menos condenar os praticantes do espíritismo, pelos quais devemos ter compaixão e orar a fim de que possam ter revelação de Deus, mas sim para mostrar o que diz a doutrina espírita que se afirma cristã, mas que à luz do Evangelho de Jesus Cristo se revela um novelo de mentiras sem fim...

Esta é a minha humilde conclusão, mas, a Salvação é individual. Compete a cada um de nós seguir o caminho que escolher. Deus nunca obrigou ninguém a segui-Lo.
Se, porém, como cristã continuar a ser abordada por um espírita e sentir nele o espírito de afronta e de galhofa, irei, com amor e sabedoria, responder educadamente ou calar-me e não entrar no  jogo da afronta, como também Jesus se calou diante de Pilatos ao ser por ele indagado sobre o que era a Verdade, que Ele tanto nos revelou nos Evangelhos. Pois assim também Jesus nos ensinou:

"Não deis aos cães as coisas santas, nem atireis aos porcos as vossas pérolas, para que não aconteça que as pisem com os pés e, voltando-se contra vós, vos despedacem." (Mateus 7:6)

Louvado seja o santo nome de Deus e do seu Filho Jesus,  que nos concedeu o Espírito Santo, presença constante em nossas vidas.

Amém !
 

Adaptado do texto do Autor: Aguinaldo José Duarte

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