Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Blog d'espiritismo _ A verdade

Não há, pois, como considerar Cristão, alguém que não crê no sacrifício que o Deus Vivo fez por nós. Desta forma, como filhos de Deus , devemos tomar cuidado com seitas que se dizem Cristãs, mas que são a mais pura deturpação da verdade.

Blog d'espiritismo _ A verdade

Não há, pois, como considerar Cristão, alguém que não crê no sacrifício que o Deus Vivo fez por nós. Desta forma, como filhos de Deus , devemos tomar cuidado com seitas que se dizem Cristãs, mas que são a mais pura deturpação da verdade.

Explicações que nada explicam

Realmente, cada um acredita no que quer, mas, perante uma tão grande mentira, não há Cristão que possa manter-se calado.

Só mesmo alguém, repito, alguém sem conhecimento da Bíblia, arranja sarna para se coçar com esta leviandade. A primeira coisa que cada um de nós se deve perguntar a si próprio é:

_ Mas afinal, se os espíritas não acreditam na Bíblia, se afirmam que ela não contém a verdade, se a tentam descredibilizar à força toda, porque insistem em retirar passagens e personagens de um Livro que não consideram verdadeiro?

_ Se foram à Bíblia buscar o Profeta Elias, e se a Bíblia conta a vida e o ministério de Elias do princípio ao fim, porque é que só consideram verdade o que  "parece" interessar-lhes? Porque é que não "aceitam" todo o relato sobre Elias?

_ Conforme veremos a seguir, mesmo retirando umas coisas e descartando outras no que à Bíblia diz respeito, no caso de Elias, a mentira é tamanha que, pasme-se, até contraria a própria doutrina Kardecista. Ora, então vamos lá desmontar mais esta mentira.

 A Bíblia Sagrada diz-nos quem era Elias: Um Profeta do Altíssimo, que andava com Deus e que Deus fez subir ao céu, numa carruagem de fogo, sem ver a morte. Então, se era um profeta de Deus, porque teria que reencarnar? Aliás, se não morreu, não poderia reencarnar de todo!

 

 O Sr. Francisco do blogue oficial espírita explica: _ Acerca do assunto tratado no post Comunicações com espíritos colocaram-nos o argumento de que Elias não morreu (foi arrebatado para o céu), logo era perfeitamente possível estar ali a falar com Jesus.

 

Eu respondo: «Só alguém totalmente desprovido de conhecimento bíblico lhe colocaria a pergunta desta forma. Moisés também estava lá. Mas, ali, não houve uma sessão espírita e sim uma revelação da glória de Cristo. A transfiguração no monte é um problema terrível para os espíritas. Segundo a doutrina espírita, é impossível que Elias tivesse aparecido ali se ele de facto reencarnou em João Baptista, mas, já lá vamos...


O  Sr. Francisco prossegue: _ Bom, vamos imaginar que sim, que Elias estava vivo... E Moisés? O Deuteronómio 34 fala da morte de Moisés e no entanto ele apareceu juntamente com Elias a Jesus e aos apóstolos.

 

Para início de conversa, quando alguém escreve "O Deuteronómio" eu penso logo numa pessoa, o que não é o caso! Deuteronómio é um livro da Bíblia. O nome hebraico deste quinto livro do Pentateuco é Deva.rím [Palavras], tirado da frase inicial do texto hebraico. O nome "Deuteronómio" deriva do título grego na Septuaginta, Deu•te•ro•nó•mi•on, que significa literalmente "segunda lei", "repetição da lei". Vem da tradução grega duma frase hebraica no Deuteronómio 17:18, mish•néh hat•toh•ráh, correctamente traduzida por "cópia da lei". A autenticidade de Deuteronómio como livro do cânon da Bíblia e de Moisés ser aquele que o escreveu acha-se bem alicerçada no facto de que Deuteronómio sempre foi reputado pelos judeus como parte da Lei de Moisés. A evidência da autenticidade do Deuteronómio, em geral, é a mesma que a dos outros quatro livros do Pentateuco. Mas, o que aconteceu no monte da transfiguração não foi uma manifestação espírita. Foi uma revelação de Deus aos dois discípulos, Pedro e João, da identidade de Jesus Cristo. É isso que Pedro nos vai dizer mais tarde numa das suas cartas. Mas, num próximo post abordaremos este assunto à luz das Escrituras.


Explic. Sr. Francisco: _ A isso também nos disseram que foram os discípulos que perceberam mal, eles pensaram que era Moisés e Elias, mas na realidade eram anjos.

 

Se é que realmente alguém disse isso, não conhece minimamente as Escrituras. Nunca ouvi tamanha parvoíce...


Explic. Sr. Francisco:  _ Com todo o respeito mas isto parece uma interpretação um pouco forçada, quando o que está na Bíblia não é de acordo com a nossa crença arranja-se uma explicação alternativa?

 

Sem dúvida, se algum cristão dissesse um absurdo desses estaria a imitar o espiritismo ao mentir ou, ao não conhecer de todo a Palavra de Deus.

Explic. Sr. Francisco: _ Se de facto eles se tivessem enganado, Jesus não os teria esclarecido imediatamente?

 

Mas... Jesus esclareceu-os! Quando Jesus disse: “Elias já veio” (Mateus 17:12) e “ele é o Elias que havia de vir” (Mateus 11:14), estava a dizer que Elias não voltaria como todos esperavam, mas que João Batista desempenhara o papel de precursor do Messias com a mesma coragem, virtude e espírito de Elias. Com estas palavras, Jesus confirmava Lucas 1:17. Situação parecida vamos encontrar em 1 Reis 2:15: “O espírito de Elias repousa sobre Eliseu”. Esta declaração foi proferida pouco tempo depois de Elias ter sido arrebatado ao céu num redemoinho (v.11). Pode-se interpretar  essa passagem de forma literal? Não. Não se tratava de uma reencarnação porque Eliseu já era nascido e crescido. Viveram os dois  na mesma época. Um não podia ser e reencarnação do outro; não se trata de possessão mediúnica, ou seja, Eliseu não incorporou o espírito de Elias, por óbvias e irrefutáveis razões. É importante observar que os discípulos interpretaram muito bem as afirmações de Jesus, pois “entenderam que lhes falara a respeito de João Batista” (Mateus 17:13). Ou seja: entenderam correctamente que Elias não veio; que quem estava ali não era Elias, mas sim o próprio João Batista".

 E, o próprio João, não teria ficado na dúvida em lugar de negar veementemente ser Elias? João 1:21: E perguntaram-lhe: «Então quê? És tu Elias?» E disse: «Não sou». «És tu profeta?» E respondeu: «Não».

 

Se partirmos do princípio espírita, João Baptista era um espírito evoluído, logo, ele teria conhecimento da sua reencarnação passada, ou, na pior das hipóteses, ficaria em dúvida, e não responderia com tanta certeza. Quando ele disse que não era profeta, estava a dizer que não era o profeta que Moisés profetizou e que os judeus esperavam.

O francês Hippolyte Leon Denizart Rivail sabia que era a reencarnação dum poeta celta chamado Allan Kardec. Ora, se a crença da reencarnação fosse assim tão difundida e aceita; se Jesus fosse um médium muito evoluído; se os apóstolos vivessem nesse clima de experiências espirituais, João Baptista, como aconteceu com Kardec, seria o primeiro a saber que era a reencarnação de alguém. No caso, até era de alguém famoso como alegam ser todos os espíritas.

 

João responde claramente aos que procuram apoio bíblico para a tese da reencarnação: EU NÃO SOU ELIAS. João era bastante sincero e firme nas suas declarações. Se ele realmente tivesse dúvidas, ou não soubesse, certamente responderia: Eu não sei se sou Elias. Ora, um profeta que anuncia a vinda de um Salvador até então desconhecido (alguém que não conheceis); que teve a humildade de sair de cena no momento em que Jesus iniciou o seu ministério (João 3.30); que conhecia a missão que lhe fora confiada,  de preparar os corações para receber as Boas Novas (Isaías 40:3); um profeta cheio do Espírito Santo (Lucas 1:15); que recebeu o reconhecimento público de Jesus (Mateus 11:11),  só poderia responder com absoluta convicção. Devemos crer nas suas palavras, ou seja, que ele não era, nem nunca foi Elias.

 

Explicando de vez a questão do espírito de Elias, temos um texto semelhante no Velho Testamento. 2 Reis 2:15   "Vendo-o, pois, os filhos dos profetas que estavam defronte em Jericó, disseram: O espírito de Elias repousa sobre Eliseu. E vieram-lhe ao encontro, e se prostraram diante dele em terra".

 

O texto diz: "o espírito de Elias repousa sobre Eliseu." Isto quer dizer que Eliseu estava no espírito de Elias, com o mesmo ímpeto que Elias, com o mesmo ministério, semelhante a Elias, e não que Eliseu possuía o espírito de Elias, porque isto era absolutamente impossível. Temos outro exemplo de arrebatamento na Bíblia, provando que esse tipo de fenómeno independe da morte, e que Deus faz o que quer, como quer, segundo a Sua vontade. Génesis 5:24   "E andou Enoque com Deus; e não apareceu mais, porquanto Deus para si o tomou". 



Explic. Sr. Francisco:  _ E se Elias não morreu, onde esteve ele durante aquele tempo todo em carne e osso? No Céu?

 

Então perguntaremos também: _ Para onde foi Jesus Cristo quando subiu ao céu depois de ressuscitar? Estevão viu-o no céu antes de morrer.

E o ladrão que estava ao lado d'Ele durante a crucificação? O que se arrependeu, e ao qual Jesus Cristo disse: "Na verdade, na verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso"?



Explic. Sr. Francisco: _ Mais uma vez chamamos a atenção que respeitamos todas as opiniões e crenças, mas esses argumentos e interpretações da Bíblia não nos parecem razoáveis.

 

Fantástico! Estes argumentos e interpretações da Bíblia, que não lhes parecem razoáveis?

Então, e parece-lhes razoável, perante os ensinamentos espíritas que, quem apareceu no monte da transfiguração tenha sido Elias em lugar de João Baptista que já tinha morrido? Se tal for verdade, a doutrina espírita entra em clara contradição consigo mesma. Senão vejamos:

 

Por ocasião da transfiguração de Jesus, quando apareceram Moisés e Elias (Mateus 17:3) João Batista já havia morrido, pois fora decapitado por ordem de Herodes (Mateus 14:10). Ora, João era quem deveria aparecer ali, e não Elias, segundo a tese reencarnacionista. Na questão 150 do Livro dos Espíritos lê-se que:

 

"a alma tem um fluído que lhe é próprio, colhido na atmosfera de seu planeta, e que representa a aparência de sua última reencarnação”.

 

Então, a última aparência daquela alma, que em determinado momento recebeu um corpo humano e se chamou Elias, seria a de João Batista. O que significa dizer que, sob o ponto de vista da própria teoria espírita, João Batista nunca foi Elias reencarnado. E agora, Sr. Francisco?


Será que ainda restam dúvidas sobre esta confusão criada ao tentar credibilizar uma mentira usando a Bíblia?

Fico à espera de uma resposta convincente para esta impossibilidade.

Comentar:

Mais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.