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Blog d'espiritismo _ A verdade

Não há, pois, como considerar Cristão, alguém que não crê no sacrifício que o Deus Vivo fez por nós. Desta forma, como filhos de Deus , devemos tomar cuidado com seitas que se dizem Cristãs, mas que são a mais pura deturpação da verdade.

Blog d'espiritismo _ A verdade

Não há, pois, como considerar Cristão, alguém que não crê no sacrifício que o Deus Vivo fez por nós. Desta forma, como filhos de Deus , devemos tomar cuidado com seitas que se dizem Cristãs, mas que são a mais pura deturpação da verdade.

Explicações que nada explicam

Realmente, cada um acredita no que quer, mas, perante uma tão grande mentira, não há Cristão que possa manter-se calado.

Só mesmo alguém, repito, alguém sem conhecimento da Bíblia, arranja sarna para se coçar com esta leviandade. A primeira coisa que cada um de nós se deve perguntar a si próprio é:

_ Mas afinal, se os espíritas não acreditam na Bíblia, se afirmam que ela não contém a verdade, se a tentam descredibilizar à força toda, porque insistem em retirar passagens e personagens de um Livro que não consideram verdadeiro?

_ Se foram à Bíblia buscar o Profeta Elias, e se a Bíblia conta a vida e o ministério de Elias do princípio ao fim, porque é que só consideram verdade o que  "parece" interessar-lhes? Porque é que não "aceitam" todo o relato sobre Elias?

_ Conforme veremos a seguir, mesmo retirando umas coisas e descartando outras no que à Bíblia diz respeito, no caso de Elias, a mentira é tamanha que, pasme-se, até contraria a própria doutrina Kardecista. Ora, então vamos lá desmontar mais esta mentira.

 A Bíblia Sagrada diz-nos quem era Elias: Um Profeta do Altíssimo, que andava com Deus e que Deus fez subir ao céu, numa carruagem de fogo, sem ver a morte. Então, se era um profeta de Deus, porque teria que reencarnar? Aliás, se não morreu, não poderia reencarnar de todo!

 

 O Sr. Francisco do blogue oficial espírita explica: _ Acerca do assunto tratado no post Comunicações com espíritos colocaram-nos o argumento de que Elias não morreu (foi arrebatado para o céu), logo era perfeitamente possível estar ali a falar com Jesus.

 

Eu respondo: «Só alguém totalmente desprovido de conhecimento bíblico lhe colocaria a pergunta desta forma. Moisés também estava lá. Mas, ali, não houve uma sessão espírita e sim uma revelação da glória de Cristo. A transfiguração no monte é um problema terrível para os espíritas. Segundo a doutrina espírita, é impossível que Elias tivesse aparecido ali se ele de facto reencarnou em João Baptista, mas, já lá vamos...


O  Sr. Francisco prossegue: _ Bom, vamos imaginar que sim, que Elias estava vivo... E Moisés? O Deuteronómio 34 fala da morte de Moisés e no entanto ele apareceu juntamente com Elias a Jesus e aos apóstolos.

 

Para início de conversa, quando alguém escreve "O Deuteronómio" eu penso logo numa pessoa, o que não é o caso! Deuteronómio é um livro da Bíblia. O nome hebraico deste quinto livro do Pentateuco é Deva.rím [Palavras], tirado da frase inicial do texto hebraico. O nome "Deuteronómio" deriva do título grego na Septuaginta, Deu•te•ro•nó•mi•on, que significa literalmente "segunda lei", "repetição da lei". Vem da tradução grega duma frase hebraica no Deuteronómio 17:18, mish•néh hat•toh•ráh, correctamente traduzida por "cópia da lei". A autenticidade de Deuteronómio como livro do cânon da Bíblia e de Moisés ser aquele que o escreveu acha-se bem alicerçada no facto de que Deuteronómio sempre foi reputado pelos judeus como parte da Lei de Moisés. A evidência da autenticidade do Deuteronómio, em geral, é a mesma que a dos outros quatro livros do Pentateuco. Mas, o que aconteceu no monte da transfiguração não foi uma manifestação espírita. Foi uma revelação de Deus aos dois discípulos, Pedro e João, da identidade de Jesus Cristo. É isso que Pedro nos vai dizer mais tarde numa das suas cartas. Mas, num próximo post abordaremos este assunto à luz das Escrituras.


Explic. Sr. Francisco: _ A isso também nos disseram que foram os discípulos que perceberam mal, eles pensaram que era Moisés e Elias, mas na realidade eram anjos.

 

Se é que realmente alguém disse isso, não conhece minimamente as Escrituras. Nunca ouvi tamanha parvoíce...


Explic. Sr. Francisco:  _ Com todo o respeito mas isto parece uma interpretação um pouco forçada, quando o que está na Bíblia não é de acordo com a nossa crença arranja-se uma explicação alternativa?

 

Sem dúvida, se algum cristão dissesse um absurdo desses estaria a imitar o espiritismo ao mentir ou, ao não conhecer de todo a Palavra de Deus.

Explic. Sr. Francisco: _ Se de facto eles se tivessem enganado, Jesus não os teria esclarecido imediatamente?

 

Mas... Jesus esclareceu-os! Quando Jesus disse: “Elias já veio” (Mateus 17:12) e “ele é o Elias que havia de vir” (Mateus 11:14), estava a dizer que Elias não voltaria como todos esperavam, mas que João Batista desempenhara o papel de precursor do Messias com a mesma coragem, virtude e espírito de Elias. Com estas palavras, Jesus confirmava Lucas 1:17. Situação parecida vamos encontrar em 1 Reis 2:15: “O espírito de Elias repousa sobre Eliseu”. Esta declaração foi proferida pouco tempo depois de Elias ter sido arrebatado ao céu num redemoinho (v.11). Pode-se interpretar  essa passagem de forma literal? Não. Não se tratava de uma reencarnação porque Eliseu já era nascido e crescido. Viveram os dois  na mesma época. Um não podia ser e reencarnação do outro; não se trata de possessão mediúnica, ou seja, Eliseu não incorporou o espírito de Elias, por óbvias e irrefutáveis razões. É importante observar que os discípulos interpretaram muito bem as afirmações de Jesus, pois “entenderam que lhes falara a respeito de João Batista” (Mateus 17:13). Ou seja: entenderam correctamente que Elias não veio; que quem estava ali não era Elias, mas sim o próprio João Batista".

 E, o próprio João, não teria ficado na dúvida em lugar de negar veementemente ser Elias? João 1:21: E perguntaram-lhe: «Então quê? És tu Elias?» E disse: «Não sou». «És tu profeta?» E respondeu: «Não».

 

Se partirmos do princípio espírita, João Baptista era um espírito evoluído, logo, ele teria conhecimento da sua reencarnação passada, ou, na pior das hipóteses, ficaria em dúvida, e não responderia com tanta certeza. Quando ele disse que não era profeta, estava a dizer que não era o profeta que Moisés profetizou e que os judeus esperavam.

O francês Hippolyte Leon Denizart Rivail sabia que era a reencarnação dum poeta celta chamado Allan Kardec. Ora, se a crença da reencarnação fosse assim tão difundida e aceita; se Jesus fosse um médium muito evoluído; se os apóstolos vivessem nesse clima de experiências espirituais, João Baptista, como aconteceu com Kardec, seria o primeiro a saber que era a reencarnação de alguém. No caso, até era de alguém famoso como alegam ser todos os espíritas.

 

João responde claramente aos que procuram apoio bíblico para a tese da reencarnação: EU NÃO SOU ELIAS. João era bastante sincero e firme nas suas declarações. Se ele realmente tivesse dúvidas, ou não soubesse, certamente responderia: Eu não sei se sou Elias. Ora, um profeta que anuncia a vinda de um Salvador até então desconhecido (alguém que não conheceis); que teve a humildade de sair de cena no momento em que Jesus iniciou o seu ministério (João 3.30); que conhecia a missão que lhe fora confiada,  de preparar os corações para receber as Boas Novas (Isaías 40:3); um profeta cheio do Espírito Santo (Lucas 1:15); que recebeu o reconhecimento público de Jesus (Mateus 11:11),  só poderia responder com absoluta convicção. Devemos crer nas suas palavras, ou seja, que ele não era, nem nunca foi Elias.

 

Explicando de vez a questão do espírito de Elias, temos um texto semelhante no Velho Testamento. 2 Reis 2:15   "Vendo-o, pois, os filhos dos profetas que estavam defronte em Jericó, disseram: O espírito de Elias repousa sobre Eliseu. E vieram-lhe ao encontro, e se prostraram diante dele em terra".

 

O texto diz: "o espírito de Elias repousa sobre Eliseu." Isto quer dizer que Eliseu estava no espírito de Elias, com o mesmo ímpeto que Elias, com o mesmo ministério, semelhante a Elias, e não que Eliseu possuía o espírito de Elias, porque isto era absolutamente impossível. Temos outro exemplo de arrebatamento na Bíblia, provando que esse tipo de fenómeno independe da morte, e que Deus faz o que quer, como quer, segundo a Sua vontade. Génesis 5:24   "E andou Enoque com Deus; e não apareceu mais, porquanto Deus para si o tomou". 



Explic. Sr. Francisco:  _ E se Elias não morreu, onde esteve ele durante aquele tempo todo em carne e osso? No Céu?

 

Então perguntaremos também: _ Para onde foi Jesus Cristo quando subiu ao céu depois de ressuscitar? Estevão viu-o no céu antes de morrer.

E o ladrão que estava ao lado d'Ele durante a crucificação? O que se arrependeu, e ao qual Jesus Cristo disse: "Na verdade, na verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso"?



Explic. Sr. Francisco: _ Mais uma vez chamamos a atenção que respeitamos todas as opiniões e crenças, mas esses argumentos e interpretações da Bíblia não nos parecem razoáveis.

 

Fantástico! Estes argumentos e interpretações da Bíblia, que não lhes parecem razoáveis?

Então, e parece-lhes razoável, perante os ensinamentos espíritas que, quem apareceu no monte da transfiguração tenha sido Elias em lugar de João Baptista que já tinha morrido? Se tal for verdade, a doutrina espírita entra em clara contradição consigo mesma. Senão vejamos:

 

Por ocasião da transfiguração de Jesus, quando apareceram Moisés e Elias (Mateus 17:3) João Batista já havia morrido, pois fora decapitado por ordem de Herodes (Mateus 14:10). Ora, João era quem deveria aparecer ali, e não Elias, segundo a tese reencarnacionista. Na questão 150 do Livro dos Espíritos lê-se que:

 

"a alma tem um fluído que lhe é próprio, colhido na atmosfera de seu planeta, e que representa a aparência de sua última reencarnação”.

 

Então, a última aparência daquela alma, que em determinado momento recebeu um corpo humano e se chamou Elias, seria a de João Batista. O que significa dizer que, sob o ponto de vista da própria teoria espírita, João Batista nunca foi Elias reencarnado. E agora, Sr. Francisco?


Será que ainda restam dúvidas sobre esta confusão criada ao tentar credibilizar uma mentira usando a Bíblia?

Fico à espera de uma resposta convincente para esta impossibilidade.

4 comentários

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    Maria Helena 17.09.2009

    Dnª. Maria Castro:
    A Parábola do trigo e do joio é muito bem escolhida... pena é que tenha tentado dar-lhe a sua interpretação pessoal, a interpretação de um qualquer pensador, ou a tenha lido num dos livros espíritas, que como sempre acontece se esqueceram de que os discípulos pediram a Jesus Cristo que a explicasse, o que Ele de pronto fez:
    Mateus 13:

    36 Entäo, tendo despedido a multidäo, foi Jesus para casa. E chegaram ao pé dele os seus discípulos, dizendo: Explica-nos a parábola do joio do campo.
    37 E ele, respondendo, disse-lhes: O que semeia a boa semente, é o Filho do homem;
    38 O campo é o mundo; e a boa semente (trigo) säo os filhos do reino; e o joio säo os filhos do maligno;
    39 O inimigo, que o semeou, é o diabo; e a ceifa é o fim do mundo; e os ceifeiros säo os anjos.
    40 Assim como o joio é colhido e queimado no fogo, assim será na consumaçäo deste mundo.
    41 Mandará o Filho do homem os seus anjos, e eles colheräo do seu reino tudo o que causa escándalo, e os que cometem iniqüidade.
    42 E lançá-los-äo na fornalha de fogo; ali haverá pranto e ranger de dentes.
    43 Entäo os justos resplandeceräo como o sol, no reino de seu Pai. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.
    44 Também o reino dos céus é semelhante a um tesouro escondido num campo, que um homem achou e escondeu; e, pelo gozo dele, vai, vende tudo quanto tem, e compra aquele campo.

    Parece que mais uma vez Jesus Cristo falou no diabo, e no inferno (E lançá-los-äo na fornalha de fogo; ali haverá pranto e ranger de dentes.), que os mentores do espiritismo tanto se têm esforçado por transformar em "alegorias".
    Aqui minha querida, não se trata de ideologias ou fanatismos.
    Aqui trata-se de mostrar a Palavra de Deus no seu todo!
    Desmascarando algumas tentativas de fazer crêr que a Bíblia não condena as práticas do Espiritismo. Porque como temos vindo a provar... condena.
    Da mesma forma que considera fanatismo e ideologia alguém acreditar que a Bíblia é a Palavra de Deus, eu considero que tem falta de conhecimento quem
    usa textos da Bíblia sem a conhecer no seu todo. A Bíblia não precisa de ser interpretada, ela própria se interpreta através da revelação do Espírito Santo de Deus em nós!
    Mas... Deus decidiu desde a criação do homem que somos nós quem temos que escolher o Caminho para a Salvação! Ele mostrou-O!
    Em João 3:

    16 Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê näo pereça, mas tenha a vida eterna.
    17 Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, näo para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.
    18 Quem crê nele näo é condenado; mas quem näo crê já está condenado, porquanto näo crê no nome do unigênito Filho de Deus.
    19 E a condenaçäo é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más.
    20 Porque todo aquele que faz o mal odeia a luz, e näo vem para a luz, para que as suas obras näo sejam reprovadas.
    21 Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque säo feitas em Deus.

    Só aceita este Jesus quem quer!
    Este Jesus não falou só por parábolas...explicou-as!
    E se com humildade buscarmos a Deus através da Sua Palavra, Ele revela-se a cada um individualmente!
    Que Deus a possa ajudar a encontrar a Verdade, se de facto é o que procura!
    Um abraço
    Maria Helena

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    Maria Castro 17.09.2009

    Obrigada pela sua resposta, já a esperava.
    Simplesmente aceito a sua opinião e eu não tenho que lhe explicar aquilo em que acredito, porque já deu para perceber que apesar de estar-mos aqui na mesma condição, eu optei por um caminho diferente do seu, e contra isso a senhora nem ninguém me obriga a mudar.
    Agora é pena que as pessoas se estejam a preocupar-se com interpretações mesquinhas e sem interesse para a evolução do homem, que é a de viver em paz e andar com este mundo para a frente, e para isso que temos de trabalhar fazendo a nossa parte.
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    Maria Helena 18.09.2009

    Olá Maria Castro, bom dia!
    Desculpe estar a responder-lhe, mas eu não lhe pedi explicações... apenas lhe tentei mostrar que a parábola tinha sido devidamente explicada por Jesus Cristo.
    Concordo quando diz que estamos aqui na mesma condição.
    Eu acredito que fomos criados por Deus, e que, enquanto não nos encontrarmos com o Criador sentimos um vazio que não encontra forma de ser preenchido. Só a partir do momento em que encontramos e aceitamos Jesus Cristo, nos arrependemos dos nossos pecados e permitimos que Ele nos limpe e renove transformando-nos em novas criaturas, é que finalmente deixamos de sentir o vazio, e passamos a usufruir de uma vida plena aqui, sabendo que estamos de passagem e que um dia estaremos com Senhor Jesus para toda a eternidade! Ele prometeu, eu acredito nas Suas promessas! A isto chama-se fé, e de racional a fé não tem nada!
    Eu respeito-a como pessoa que é! Se Deus escolheu dar-nos o poder de decidir o caminho a seguir, quem sou eu para desrespeitar a sua decisão?
    Para terminar, gostaria de lhe dizer que não se trata de "estar a preocupar-se com interpretações mesquinhas" (nem sequer percebo onde vê mesquinhez, nem o que chama de intrepertações). Para mim a Salvação é a maior dádiva que Deus concedeu ao homem! Uma dádiva de um amor sem medida!
    Se a Maria Castro ler Mateus 24, poderá ver que viver em paz e andar com este mundo para a frente é algo que todos devemos procurar e desejar, mas... Jesus Cristo disse que irá piorar na medida em que o homem se afasta de Deus e o desamor aumenta.
    Minha querida, nunca me passou pela cabeça mudá-la, até porque, nem a nós mesmos conseguimos mudar... só a acção do Espirito Santo de Deus nas nossas vidas, pode convencer-nos do pecado, da justiça e do juízo e levar-nos a um arrependimento sincero e a uma experiência de vida com Deus!
    Fique bem!
    Eu continuo a fazer a minha parte!
    Um abraço!
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