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Blog d'espiritismo _ A verdade

Não há, pois, como considerar Cristão, alguém que não crê no sacrifício que o Deus Vivo fez por nós. Desta forma, como filhos de Deus , devemos tomar cuidado com seitas que se dizem Cristãs, mas que são a mais pura deturpação da verdade.

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Não há, pois, como considerar Cristão, alguém que não crê no sacrifício que o Deus Vivo fez por nós. Desta forma, como filhos de Deus , devemos tomar cuidado com seitas que se dizem Cristãs, mas que são a mais pura deturpação da verdade.

O JULGAMENTO FINAL _ 1ª parte

Um dos eventos que as doutrinas "reencarnacionistas" afirmam não existir é o Julgamento Final.

Esse evento está relacionado com a volta de Cristo e o fim do mundo, é um acontecimento proeminente na Bíblia!

Toda a Escritura ensina que haverá um julgamento final da história, o último. O Antigo Testamento fala do "dia do Senhor", quando Deus julgará as pessoas (Am 5: 18; Ml 4: 1, ...).

No Novo Testamento, as referências são abundantes também (Mt 25: 31-46; Jo 5: 27-29; At 17: 31; Rm 2: 5-11; 2 Co 5: 10; Tm 4: 1; Hb 9: 27; 10: 27; 2 Pe 3: 7; Ap 20: 11-15).

As palavras principais usadas (heb., shafat e gr., Krima, krino e krisis) aparecem centenas de vezes.

Vejamos a natureza, o juíz, os que serão julgados, o critério, o propósito e a importância do julgamento final de Deus.

 

NATUREZA DO JULGAMENTO

 

O julgamento final na Bíblia não é um processo espiritual e infindável, nem pode equiparar-se com os julgamentos parciais e temporais de Deus sobre pessoas e nações na história. No presente, Deus visita o mal com castigos, e recompensa o bem com bençãos. Mas estes julgamentos não são finais. Muitas vezes o mal prossegue sem a devida punição, e o bem nem sempre é recompensado nesta existência com as bençãos prometidas. Por esta razão, a própria consciência humana também reclama por um julgamento completo. Exemplos de reivindicação da justiça Divina encontramos em muitas partes da Bíblia (Ml 2: 17; 3: 14-15; Sl 73; em Jó, etc.).

A Bíblia ensina-nos a olhar para o futuro e aguardar o julgamento final como resposta para as interrogações sobre a justiça Divina, a solução de todos os problemas e a remoção de todas as discrepâncias aparentes da era actual. Os textos  não se referem a um processo, mas a um evento bem definido no fim dos tempos.

 

O JUIZ DO JULGAMENTO

 

O julgamento final é obra da Trindade. Dentro dela, o poder de julgar é dado ao filho (Mt 25: 31-32; Jo 5: 27; At 10: 42; 17: 31; Fl 2: 10; 2 Tm 4: 1).

Então, quem julga é Deus através do Filho. Foi por causa da sua encarnação, expiação e exaltação que Jesus Cristo adquiriu todo o poder de julgar os vivos e os mortos. Cristo terá o auxílio dos anjos no julgamento (Mt 13: 41-42; 24: 31; 25: 31).

Os santos também, de algum modo, vão julgar com Cristo (1 Co 6: 2-3; Ap 20: 4).

Este julgamento através dos santos pode significar muito mais do que simplesmente a condenação do mundo por sua fé, como os ninivitas teriam condenado as cidades incrédulas nos dias de Jesus; pode ser ainda mais do que estar presente ao julgamento de Cristo. É provável que o apóstolo Paulo estivesse a dizar mais do que isto aos Coríntios.

 

OS QUE SERÃO JULGADOS

 

A Bíblia ensina que TODOS serão julgados, justos e ímpios (Mt 25: 31-46; 1 Co 3: 12-15; 2 Co 5: 10; 2 Pe 2: 4-10; Ap 20: 12-13). Quando jesus declara que os crentes não entram em juízo (Jo 5: 24), certamente está dizendo que não entram em condenação. O julgamento alcança também os anjos maus (Mt 8: 29; 1 Co 6: 3; 2 Pe 2: 4; Jd 1: 6). Será o dia da da ruína final de Satanás e seus demónios.

Há quem argumente que paulo em 1 Coríntios 6: 3 se refera ao julgamento dos anjos bons. Mas outros estudiosos defendem que como a palavra angelous não está precedida do artigo, não poderia referir-se aos anjos bons. Mais provável é que Paulo estivesse a referir ao julgamento dos demónios.

 

Continua:

Obra: Manual de Teologia Sistemática
Zacarias de Aguiar Severa