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Blog d'espiritismo _ A verdade

Não há, pois, como considerar Cristão, alguém que não crê no sacrifício que o Deus Vivo fez por nós. Desta forma, como filhos de Deus , devemos tomar cuidado com seitas que se dizem Cristãs, mas que são a mais pura deturpação da verdade.

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Não há, pois, como considerar Cristão, alguém que não crê no sacrifício que o Deus Vivo fez por nós. Desta forma, como filhos de Deus , devemos tomar cuidado com seitas que se dizem Cristãs, mas que são a mais pura deturpação da verdade.

O JULGAMENTO FINAL _ 2ª parte

ELEMENTOS BÁSICOS DO JULGAMENTO

 

1) Responsabilidade individual

O julgamento tem por fundamento a responsabilidade de cada indivíduo perante Deus. Deus é o soberano Criador e sustentador de todos no Universo, e com Ele todos temos de tratar. Cada pessoa deve prestar contas de seus actos diante de Deus.

 

2) Conhecimento da revelação

No julgamento final, será levado em conta o grau de conhecimento ou de luz que cada um recebeu de Deus. Por meio da revelação natural, todos puderam ter algum conhecimento de Deus, pelo que são indesculpáveis (Rm 1: 19-20). Através da revelação especial, o conhecimento aumentou (Rm 2: 18). Assim, "os que sem lei pecaram, sem lei também perecerão; e todos os que sob a lei pecaram, pela lei serão julgados" (Rm 2: 12). A revelação especial em Cristo fornece mais elementos ainda para basear o julgamento final (Jo 3: 18-21). A luz emanada por Cristo pode resultar em salvação para os que crêem, ou mais duro juízo e condenação para os que rejeitam a luz.

 

3) As obras humanas

O julgamento final levará em conta as obras de cada um (Mt 16: 27; 25: 31s; Jo 5: 29; Rm 2: 6; 1 Co 3: 12-15; 2 Co 5: 10; Ap 20: 13).

A resposta do homem à revelação de Deus mostra-se nas obras, termo que inclui todos os actos de obediência ou desobediência, inclusive "toda a palavra fútil" (Mt 12: 36) e todos "os segredos dos homens" (Rm 2: 16; 1 Co 4: 5).

Não é a fé em si que será julgada, mas as obras, produto da fé. As obras revelam a fé e o carácter da pessoa, e o carácter revela o seu destino.

 

O PROPÓSITO DO JULGAMENTO

 

1) Declaração

O julgamento final não é uma espécie de sindicância para se descobrir o destino das pessoas. O propósito do julgamento não é descobrir, mas declarar toda a verdade. O carácter e os segredos dos homens serão plenamente descobertos e se tornrão conhecidos no julgamento final. Será declarado o que o homem é e o que ele fez ou deixou de fazer face à revelação de Deus.

 

2) Retribuição

O julgamento final tem ainda outro propósito: retribuir a cada um , conforme as suas obras (1 Co 3: 12-16; 2 Co 5: 10; etc.). Esta retribuição não significa vida eterna ou salvação, porque estas não vêm das obras, pois são dons gratuitos de Deus em Cristo Jesus (Rm 6: 23; Ef 2: 8-9). A retribuição é a recompensa ou o galardão aos crentes pelas boas obras de fé realizadas, e o castigo pelas más obras dos ímpios. No céu ou no inferno, cada qual terá a retribuição das suas obras. "Para todos os que comparecerão ao juízo, a entrada no céu, ou a exclusão dele, dependerá da questão se são revestidos da justiça de Jesus Cristo. Mas haverá diferentes graus, tanto de ventura no céu como de castigo no inferno".

 

3) Separação entre o bem e o mal

Um dos propósitos do julgamento é a separação entre o bem e o mal, que agora existem juntos no mundo (Mt 13: 24-30). Todo o pecado e suas manifestações serão erradicados do meio dos salvos, que então passarão a constituir um povo perfeito, sem mácula alguma, no "novo céu e nova terra".

 

4) Glorificação de Deus

A declaração de toda a verdade acerca do homem e a retribuição de todas as obras  também em revelação maior do carácter e das obras de Deus na Sua relação com o homem. Seu amor, justiça, poder, sabedoria, santidade, obras, serão plenamente revelados naquele dia, e formarão um contraste com as fraquezas dos homens. Ali haverá maior conhecimento de Deus. "Então conhecerei plenamente, como também sou conhecido" (1 Co 13: 12). Assim, o julgamento final resultará em glória ao nome de Deus, aliás, propósito final da criação e da redenção.

 

OCASIÃO E IMPORTÂNCIA DO JULGAMENTO

 

Ocasião:

O premilenistas situam o julgamento final depois do milénio, portanto, cerca de mil anos depois da volta de Cristo. Outros julgamentos já teriam ocorrido, o dos crentes e o das nações. Entretanto, nosso entendimento é que o julgamento de Apocalipse 20: 11-15 é um julgamento no final do mundo para todos os indivíduos, grandes e pequenos, salvos e perdidos, de onde saem alguns para a vida e outros para a condenação eterna (20: 15). Ele terá lugar imediatamente após a ressurreição dos mortos, na volta de Cristo.

 

Importância da doutrina:

A doutrina do julgamento final é muito importante para os crentes e para todos em geral, pelo menos por duas razões:

 

1) A doutrina do julgamento final dá dignidade às nossas acções. Elas serão avaliadas, declaradas e recompensadas por Deus. Deus olha e sabe o que estamos fazendo. Todos os nossos actos, pequenos e grandes, estão a ser registados perante Deus, para serem julgados no grande dia do juízo. Nosso destino eterno depende das acções e decisões desta vida.

 

2) O julgamento final significa que no fim a justiça vai prevalecer, para a glória de Deus Pai.

 

 

  Manual de Teologia Sistemática

Zacarias de Aguiar Severa

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