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Blog d'espiritismo _ A verdade

Não há, pois, como considerar Cristão, alguém que não crê no sacrifício que o Deus Vivo fez por nós. Desta forma, como filhos de Deus , devemos tomar cuidado com seitas que se dizem Cristãs, mas que são a mais pura deturpação da verdade.

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Não há, pois, como considerar Cristão, alguém que não crê no sacrifício que o Deus Vivo fez por nós. Desta forma, como filhos de Deus , devemos tomar cuidado com seitas que se dizem Cristãs, mas que são a mais pura deturpação da verdade.

A RAZÃO DAS RAZÕES 1ª parte

Quando falamos de razões para crer temos sempre que nos interrogar: crer em quê ou em quem?

Ainda antes dessa pergunta podemo-nos interrogar sobre a razoabilidade e a importância do crer na nossa vida em geral.

Qual é o peso da componente do crer, de acreditar, da fé na nossa existência pessoal e social.

Parece-nos que sem darmos conta vivemos muito mais em função do crer do que porventura admitimos, temos consciência e julgamos a priori. Quando colocamos as coisas nestes termos, de algum modo estamos a estabelecer uma relação estreita entre a razão (que fornece ou avalia as razões) e o crer (que porventura extrapola o que podemos objectivamente avaliar e verificar).

Parece-nos que não existe contradição, porém complementaridade entre a razão e a fé, entre as razões e o que cremos.

 

Como cristãos não cremos por crer e defendemos que é necessário manter o diálogo entre a razão e a fé.

Vamos mais longe considerando que a fé alimenta a razão do mesmo modo que a razão estrutura a fé.

“E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12:2).

A existência de Deus e a Sua natureza (quem é Ele?).

A vida humana (suas origens e destino), propósito e sentido.

Valores morais e éticos. Natureza e condição humana.

Vida, pensamento, consciência e espírito.

 

Depois de cerca de 30 anos de reflexão mais aturada e consciente sobre esta matéria, cada vez mais estamos convencidos que, a razão das razões, é uma pessoa: JESUS CRISTO.

Se n’Ele não somos convencidos, dificilmente o seremos por outro meio.

E isto porque Jesus é Deus no nosso meio, é Deus na nossa forma, é Deus visível, palpável, tangível, histórico.

Segundo os Evangelhos somos o Planeta visitado, Deus entrou na História, veio ao nosso encontro, vestiu-se de carne sendo espírito. N’Ele temos o retrato de Deus.

 

Olhando para Jesus sabemos que Deus existe, que somos Suas criaturas, que Deus se importa, que é próximo ainda que distinto.

Vendo Jesus, ressalta a nossa condição pecaminosa e a Sua santidade, a Sua perfeição e a nossa imperfeição, a Sua virtude e a nossa miséria moral.

Diante d’Ele cai por terra a ideia de que “não somos tão maus assim” ou que nos podemos melhorar a ponto de O atingirmos. “Ninguém jamais viu a Deus: o Deus unigénito, que está no seio do Pai, é quem o revelou” (Jo 1:18).

Em Jesus, contudo, há mais que apenas a confirmação da existência de Deus e o conhecimento da Sua existência e natureza.

Temos outrossim a mão estendida para tirar a nossa vida do buraco em que o egoísmo a lançou.

 “E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (At 4:12). Segundo Jesus Cristo, o problema do homem não é exterior, da aparência, da educação, da cultura, financeiro, familiar, emocional, profissional.

O mesmo reside na sua própria natureza e essência; tem que ver com a sua condição.

 

Não é um erro de fabrico nem de uma má opção de “uso” e “utilização”, porém da essência e da natureza intrínseca do ser humano, do coração, do espírito e da alma.

O problema é “genético”, mas da dimensão espiritual cujos reflexos também se encontram presentes no plano físico.

Estamos “avariados” por dentro. O leitor pode comprar um carro e insistir em querer pôr água no depósito em vez de combustível.

O carro é seu e poderá fazer o quiser dele.

Todavia não se vá depois queixar do construtor, ou do vendedor, ou do manual, ou da água e da gasolina, ou das regras a que as coisas necessitam de estar cingidas não como uma prisão mas como a própria expressão e essência da liberdade.

 

Deus criou-nos livres para vivermos para Ele e O desfrutarmos por toda a eternidade.

O homem não quis; muitas pessoas continuam a não querer.

Os nossos primeiros pais procederam assim apesar de todo o ambiente paradisíaco em que viviam (e outros depois disso), apesar de toda a destruição que podemos constactar que essa atitude de independência louca veio a originar.

Adão e Eva duvidaram do amor e das intenção de Deus no jardim.

 

Hoje, perante o que Deus fez por nós na cruz, não temos nenhuma razão para duvidarmos que Deus nos quer bem, que nos criou para Si e que o melhor que podemos ambicionar é vivermos com Ele e para Ele.

Ninguém nos ama como Ele, ninguém o demonstrou de maneira mais explicita do que Ele.

“Porque do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfémias” (Mt 15:19).

 É por isso que se o problema reside na nossa essência, também a solução terá de passar por ela.

Se foi Deus que nos fez, se é Ele quem determinou e determina o modo de funcionamento das coisas e dos seres, se foi Ele que estabeleceu as consequências da ruptura com esse funcionamento, então só Ele pode dizer o que é exigido para a recuperação e só Ele a poderia cumprir.

 

Continua no próximo post:

Autor: Samuel R. Pinheiro