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Blog d'espiritismo _ A verdade

Não há, pois, como considerar Cristão, alguém que não crê no sacrifício que o Deus Vivo fez por nós. Desta forma, como filhos de Deus , devemos tomar cuidado com seitas que se dizem Cristãs, mas que são a mais pura deturpação da verdade.

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Não há, pois, como considerar Cristão, alguém que não crê no sacrifício que o Deus Vivo fez por nós. Desta forma, como filhos de Deus , devemos tomar cuidado com seitas que se dizem Cristãs, mas que são a mais pura deturpação da verdade.

RAZÕES PARA CRER 2ª parte

O MISTÉRIO QUE SOMOS

Somos um mistério.

Temos uma inteligência.

Perguntamo-nos sobre nós mesmos.

Questionamo-nos sobre a nossa identidade.

Temos sentidos, afectos, emoções.

Reagimos face ao que nos acontece.

Comunicamos o que nos atravessa a alma e corre pelo nosso pensamento.

 

AS ORIGENS _ O nada ou a matéria e a energia no princípio ou Deus.

A Bíblia afirma solenemente e assim nos abre a revelação: “No princípio Deus...” (Génesis 1:1). A Bíblia não se demora a tentar provar-nos que Deus existe apenas parte do que é evidente.

O que quer que seja colocado nas origens trata-se de um acto e decisão de fé.

Qual o peso das evidências científicas?

A questão parece mais de ordem filosófica que científica, ou melhor ainda a questão parece ser mais da ordem da fé. Os que optam pela matéria e a energia no fundo acabam por atribuir-lhe atributos divinos mesmo que em meio ao casual e ao acidente.

O modelo de uma geração espontânea ao longo de milhões de anos em relação ao aparecimento da vida, da inteligência, da consciência, da comunicação, do sagrado, da arte, da cultura e da civilização é, em termos de fé, muito mais “frágil” do que acreditar que no princípio Deus criou.

Não negamos que é uma afirmação da fé, mas esta parece-nos muito mais verosímil.

Mas ainda assim é pelo reconhecimento da figura de Cristo e da Sua autoridade singela, mansa e humilde que alcançamos a confiança da fé também neste domínio.

Como cristãos empunhamos a figura de um Homem que falou como nenhum outro, fez o que nenhum outro fez, morreu e ressuscitou como nenhum outro, alterou a História como nenhum outro.

 

O MOTOR DA HISTÓRIA _ O que os materialistas propõem no desenvolvimento do processo iniciado nas origens é a evolução em que predomina a selecção natural, a força, a violência, a destruição do menos apto.

O que o Evangelho propõe é a defesa do mais fraco, o amor incondicional ao desvalido, a protecção do desamparado.

 

O FUTURO DO FUTURO _ O que o materialismo tem para oferecer em termos de futuro é um negro pessimismo de uma morte sem retorno.

O que o Evangelho apresenta é a esperança de “novos céus e nova terra em que habita a justiça”.

 

DEUS NA HISTÓRIA _ Segundo o texto bíblico Deus é um Deus pessoal que se dá a conhecer na História, no tempo, na realidade dos factos, na pessoalidade, no contacto, na vivência, nas crises, nas dúvidas, nas interrogações, no questionamento, no confronto.

A tendência hoje é ou para desacreditar tudo ou para acreditar em tudo, para negar qualquer verdade ou para admitir tudo como verdade no campo religioso e espiritual, para rejeitar qualquer distinção entre bem e mal, certo ou errado ou para a aceitação de um legalismo fanático e fundamentalista na pior acepção do termo.

Neste cenário Jesus surge como uma ameaça e ao mesmo tempo como uma esperança, porque afirmando os valores espirituais e morais na Sua própria acção, abre uma nova oportunidade para todos os prisioneiros do fracasso espiritual e moral.

 

Este é, no meu entender, um aspecto muito importante e decisivo, porque apesar de assumir uma postura de absoluta conformidade aos mais elevados padrões éticos, de ter um ensino que se pauta por esses mesmo valores, Jesus acaba por ser e apresentar-se como o porto seguro em que encontram guarida todos os que se encontram mais distantes desses padrões.

 A sua própria morte é apresentada em termos de acolhimento dos marginalizados, dos pecadores e dos publicanos satisfazendo a justiça divina e lançando uma âncora de amor e perdão.

Quando falamos de Jesus Cristo talvez alguém pergunte afinal de que pessoa estamos a falar face à multiplicidade de retratos de perfis que d’Ele têm surgido em inúmeras polémicas, acesos debates, investigações e pesquisas tidas e apresentadas como científicas.

Convém desde logo dizer que não nos admira que sobre Ele tantas e tão díspares opiniões tenham surgido e continuem a surgir.

 

Não se trata de nada de novo. Já no Seu tempo de há 2000 anos atrás assim aconteceu.

Aliás biblicamente temos de uma forma bem nítida a percepção de quanto Deus gosta de nos surpreender, ou quanto é impossível aprisionar Deus num sistema.

Esta realidade está bem patente na dificuldade que muitos dos religiosos judeus tiveram em reconhecer e acreditar em Jesus Cristo face aos quadros que d’Ele fizeram não tanto através da revelação no Velho Testamento, mas das suas próprias interpretações, aspirações, pensamentos e ambições.

As disputas filosóficas, teológicas e históricas sobre Jesus Cristo nos últimos anos pretenderam estabelecer uma distinção entre o Jesus da história e o da fé, levantando suspeitas sobre a autêntica figura de Cristo e sobre a maneira de conseguir sintetizá-lo.

 

Diante dos textos do primeiro século que temos nas nossas mãos com as credenciais de vinte séculos de aceitação e como elementos estruturantes da Igreja desde o primeiro século, os críticos modernos armados da tesoura e cola dos seus pressupostos culturais pretendem distinguir o que eles julgam apriori seja a confusão entre Jesus e a interpretação da fé, o que Ele mesmo terá dito e o que outros colocaram na Sua boca e é mera invenção mística.

O próprio texto dá-nos margem de manobra para verificarmos que entre o que Jesus dizia e fazia e a leitura da Sua identidade e procedência é suficientemente grande para que uns O considerassem o Filho de Deus e outros agente de Belzebu ou seja do próprio Diabo.

 

Igualmente o próprio Cristo não se limitava a falar e a agir mas comunicava e interpelava os que O rodeavam a tirar ilações sobre quem Ele era.

Não desconhecendo esta polémica seguimos o partido da corrente histórica da Igreja ficando com o texto que nos foi legado por aqueles que com Ele conversaram e andaram, e acabaram por comprometer toda a sua vida e careira nesta terra ao ponto da sua própria vida como mártires, sem qualquer outra recompensa que não a de se amarrarem à verdade da Sua experiência e conhecimento, testemunhas oculares de factos que não podiam negar e mudaram completamente quem eles eram.

Reconhecemos que o texto dos Evangelhos nos levanta muitos e delicados problemas hoje como ontem face ao materialismo e naturalismo cada vez maior da nossa mentalidade e cultura.

 

Outra coisa não seria de esperar! O sobrenatural é para nós estranho e alheio, ultrapassa-nos, incomoda-nos mas também nos extasia e maravilha.

Veja-se o que acaba por acontecer com a ficção científica que projecta a capacidade tecnológica e não só para lá do imaginável.

Mas como poderia ser possível que Deus nos visitasse e não manifestasse entre nós o que está a anos luz da nossa realidade e possibilidade, sendo que tornou visível o normal do reino dos céus.

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