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Blog d'espiritismo _ A verdade

Não há, pois, como considerar Cristão, alguém que não crê no sacrifício que o Deus Vivo fez por nós. Desta forma, como filhos de Deus , devemos tomar cuidado com seitas que se dizem Cristãs, mas que são a mais pura deturpação da verdade.

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Não há, pois, como considerar Cristão, alguém que não crê no sacrifício que o Deus Vivo fez por nós. Desta forma, como filhos de Deus , devemos tomar cuidado com seitas que se dizem Cristãs, mas que são a mais pura deturpação da verdade.

RAZÕES PARA CRER 3ª parte

Neste particular importa-nos salientar que passados 2.000 anos sobre os acontecimentos relatados e depois de um século XX absolutamente prodigioso nas suas realizações científicas e tecnológicas ainda os homens estão bem longe de competirem com o que Ele fez, com a agravante que nós estamos mergulhados num perigoso torvelinho de consequências ecológicas e só Deus sabe o que nos espera quando o homem entrar ainda mais pelos domínios da genética.

 

Por outro lado estas descobertas e os novos horizontes que rasgaram diminuíram em muito a posição dos que consideram como improvável os relatos bíblicos sobre os milagres de Cristo.

No plano do sobrenatural a ressurreição de Cristo surge como o clímax do qual tanto Ele mesmo como mais tarde os Seus seguidores fizeram depender a verdade, a realidade e a validade de tudo quanto disse ser, de tudo quanto viveu, de tudo quanto fez, de tudo quanto ensinou, de tudo quanto prometeu.

 

A ressurreição é apresentada como um facto inquestionável. O Deus encarnado, o Homem Deus entre os homens, o crucificado ressurrecto, é apresentado por testemunhas oculares que preferem morrer a negar o que viram e ouviram porque a vida não é mais a mesma, o sentido e o propósito da existência alteraram-se de tal forma que não faz sentido negar a evidência, não há nada que possa substituir, competir, ser alternativa ao que agora sabem, testemunharam experimentaram, vivem.

 

 Vale a pena morrer com a confissão de fé no Cristo crucificado e ressuscitado, assumpto aos céus e esperado com expectativa e iminência.

Toda a força da objectividade histórica é potencializada pela fé e pela experiência subjectiva da nova criação, do novo nascimento, de ser feito filho de Deus.

É toda uma cosmovisão que nos é proposta porque consubstanciada em Jesus Cristo, como Deus entre nós – Emanuel!

É o Alfa e o Ómega, o Princípio e o Fim. Tudo o que se possa dizer dir-se-á a partir d’Ele.

Quando nos concentramos na pessoa de Jesus Cristo somos elucidados a respeito da existência de Deus, Seus planos e propósitos, Sua natureza bem como acerca da cosmovisão e mundivisão, a resposta da nossa própria condição, história, origem e destino.

 

Deus é um Deus pessoal que se deu a conhecer, que se mostrou.

Deus é um Deus que ama incondicionalmente a Sua criatura.

Deus é um Deus de amor e justiça, de santidade e graça.

Deus é um Deus soberano que cria em liberdade e livre arbítrio.

Deus é um Deus criador distinto da sua criação mas comprometido com ela.

Deus é um Deus de graça que não pede o que não podemos dar, dá-nos o que não podemos merecer e não o que merecíamos.

Deus é um Deus que preside à criação, estabeleceu os princípios e modos de funcionamento do Universo, as consequências presentes e eternas dos actos humanos.

 

Deus é um Deus que determinou os tempos e os seus governos deixando o homem entregue à sua consciência, ao seu governo, à lei que Ele mesmo deu, à manifestação da graça por Jesus Cristo exposta pela Igreja até aos dias de hoje, e para o futuro deixa-nos entrever um período curto de tempo em que a Igreja e o Espírito serão retirados e as forças do mal agirão com limites mais alargados, seguido de um outro tempo em que os agentes do mal serão aprisionados e finalmente depois do Juízo Final serão constituídos novos céus e nova terra em que habitará a justiça, para todos os que receberam o perdão consumado por Jesus e de condenação eterna para quem O rejeitou.

  

Deus é um Deus transcendente e imanente, um Deus inefável mas ao mesmo tempo que se auto revelou.

Deus é um Deus que sabe o sabor das lágrimas, da rejeição, da injustiça, da tristeza, da dor, da miséria, da vulnerabilidade (quando podia pulverizar os Seus algozes), da morte, do pecado (sem pecado).

Deus é um Deus que prefere ser conhecido e reconhecido pelo Seu amor na cruz, do que pelo Seu poder acedendo à tentação de sair dela e deixar-nos eternamente condenados.

Deus é um Deus que sabe o que é ser homem.

Deus é um Deus que sabe o que é o mundo, a religião, a hipocrisia – não de longe, mas de conviver com ela e de ser vítima dela, embora prevalecendo contra ela em toda a sua extensão e dessa forma alcançando rotunda vitória para nós.

 

Não é por decreto que Deus acaba com o pecado porque teria que exterminar os pecadores.

Deus não aniquila o que cria, porque o faz com toda a disposição de ir até às últimas consequências.

Quando Deus cria já sabe que um dia no tempo se fará Homem e morrerá levando o pecado da Sua criatura.

Deus é um Deus que sabe o que é a obediência e a dependência (Jesus em relação ao Pai e ao Espírito Santo).

 Os princípios e valores que Deus determinou para a humanidade o Ele mesmo observou. A criação que Deus fez à Sua imagem e semelhança o próprio Deus assumiu em meio a uma humanidade corrompida e depravada.

As consequências que Deus determinou em relação à desobediência, Ele mesmo assumiu sobre Si para que todo o homem pudesse ser resgatado, justificado.

 

O homem foi criado... o homem não é um robô.

O homem caiu no uso do seu livre arbítrio.

O homem colhe as consequências do seu comportamento rebelde e desobediente.

O homem é responsável perante si e os outros, bem como e principalmente de Deus.

O homem peca porque é pecador. Os seus pecados são apenas os frutos de uma natureza pecaminosa. O novo nascimento é a metamorfose que representa uma nova criação e natureza, um novo relacionamento com Deus já não apenas de Criador e criaturas mas de Pai e de filhos. O pecado é a tragédia humana que a cruz de Cristo e a Sua morte e ressurreição resolveram para todos os que acolhem a salvação. Sem a cruz não há qualquer hipótese de salvação para o homem. Nela está bem expresso o amor e a justiça divinas, o quanto Deus nos ama e o quanto o pecado é destrutivo e ruinoso. Pior do que a sida, a lepra, o cancro, é o pecado que coloca o homem eternamente separado de Deus.

 

O Evangelho e a afirmação inequívoca de uma esperança absoluta independentemente da profundidade dos estragos causados pelo pecado.

Não há lugar a qualquer fatalismo.

Se nascemos como nascemos podemos ser de forma diferente pelo poder divino.

Se nascemos pecadores e portanto impossibilitados de conseguir viver sem pecado embora com uma consciência e com uma vontade que não nos deixam completamente à mercê da depravação total provocada pelo pecado original, em Cristo rompe a possibilidade de uma nova vida, de um novo comportamento, a partir de uma mudança operada por dentro, no coração, na essência espiritual.

Hoje e agora vivemos com as limitações de um mundo decaído, de uma sociedade corrompida, de um conflito interno com o velho homem, sob a pressão e tensão causada pelos ataques dos agentes espirituais do mal, mas com a presença do Espírito Santo que nos permite a vitória sobre a tentação, sobre o mal, sobre as paixões, sobre as inclinações da velha natureza.

 

Até quando suportaremos a dor e o sofrimento?

Até quando suportaremos a doença e as deficiências de um corpo sujeito à degradação desde o feto até à velhice e à morte?

Até quando suportaremos o espectro da morte e a separação dorida dos que amamos?

Até quando suportaremos a injustiça, a violência, a corrupção, a fome, a miséria, a prepotência?

Até quanto estaremos à mercê da guerra, das calamidades, das catástrofes, das hecatombes?

Até quando viveremos ameaçados pelas crises ambientais, pelo buraco do ozono, pelo aquecimento da atmosfera, pela destruição dos ecossistemas?

Até quando viveremos sob a ameaça nuclear, as armas químicas e biológicas?

Até quando aguardaremos pelo retorno de Jesus?

Até quando novos céus e nova terra em que habitará a justiça?

Até quando suportaremos a nossa própria vulnerabilidade, fragilidade, defeitos, incapacidades, falhanços, frustrações, fracassos, debilidades, insuficiências?

Até quando um novo corpo?

Até quando uma alma totalmente absorvida na Sua paz?

Até quando Deus disser basta!

 

Até lá é o tempo de esperarmos com paciência, de colaborarmos com todas as forças para contrariar os agentes da destruição e da morte, de anunciarmos a vida eterna alertando os homens para a realidade de que a vida é muito mais do que o hoje, a matéria, o consumo, o prazer egoísta.

Até lá somos chamados a amar os próprios inimigos, a perdoar “setenta vezes sete”, a renunciar todo e qualquer projecto individualista e egoísta, a morrer para tudo o que é mau, a viver para uma nova vida.

Até lá a palavra de ordem não é escapar, fugir às realidades, esconder-nos, abdicarmos, cedermos, pactuarmos, desistirmos.

Até lá habitados pelo Espírito Santo num relacionamento pessoal em espírito que antecipa a presença “face a face” sem qualquer véu ou distância.

Para sempre envoltos na Sua graça, no Seu amor, na Sua glória, na Sua majestade.

 

Autor: Samuel R. Pinheiro