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Blog d'espiritismo _ A verdade

Não há, pois, como considerar Cristão, alguém que não crê no sacrifício que o Deus Vivo fez por nós. Desta forma, como filhos de Deus , devemos tomar cuidado com seitas que se dizem Cristãs, mas que são a mais pura deturpação da verdade.

Blog d'espiritismo _ A verdade

Não há, pois, como considerar Cristão, alguém que não crê no sacrifício que o Deus Vivo fez por nós. Desta forma, como filhos de Deus , devemos tomar cuidado com seitas que se dizem Cristãs, mas que são a mais pura deturpação da verdade.

A REENCARNAÇÃO

A REENCARNAÇÃO

 

Segundo vários historiadores, a mais antiga fonte histórica onde se encontram referências à reencarnação está nos Vedas - escritos filosóficos e religiosos dos hindus.

Esta doutrina de reencarnação é bem mais recente do que a doutrina de consulta aos mortos: ela foi inventada pelos sacerdotes que oficiavam os rituais prescritos nos Vedas e introduzida entre o povo pela classe dos brâmanes.

Esses sacerdotes inventaram toda essa história de vidas sucessivas com o propósito de inspirarem respeito das outras classes sociais da índia, para que assim fossem mantidos como superiores e protegerem seus privilégios. Falando sobre suas próprias encarnações anteriores, os brâmanes faziam com que sua autoridade fosse antiquíssima aos olhos do povo. Eles passaram a pregar que, de reencarnação em reencarnação, haviam chegado à posição em que se encontravam. E o povo acreditava e mantinha profundo respeito por eles.

 

 Sidarta Gautama, o Buda (iluminado), tomou emprestado essa idéia do bramanismo, acrescentando-lhe outro detalhe: só os sábios é que escapam do círculo de nascimentos e mortes, deixando de reencarnar e atingem o Nirvana, ou seja, a quietude, a serenidade perpétua.

Segundo essa doutrina da reencarnação concebida pelo budismo, onde o espiritismo é um dos seus segmentos, conclui-se que Deus não passa de Ser de ilimitada tolerância, pois não existe pecado.

Portanto, roubar, matar adulterar, prostituir-se, mentir e blasfemar não passam de experiências mal sucedidas nesse longo caminho e aprendizado.

Como no budismo, no espiritismo considera-se que essas acções não devem ser cometidas, mas, caso alguém venha a cometê-las, na próxima encarnação deverá expiá-las. Então Herodes, Nero, Hitler e outras monstruosidades que já existiram na história, um dia serão "anjos de luz".

 

Não é assim que Deus nos ensina. Eis o que nos afirma a Bïblia em Romanos 14:14:

"Assim cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus."

 Negar a reencarnação é anular o espiritismo. Carlos Embassahy, em seu livro "O Mundo Espírita", Ed. 1953, na pág. 01 assim se expressa: "A importância da reencarnação é capital. Sem essa doutrina, o espiritismo perderia toda sua base filosófica... sem a reencarnação, estaríamos diante de um completo vazio."

Por sua vez, Allan Kardec assim se expressa sobre a reencarnação em seu livro "A Gênese", Ed. 1985, pág. 30: "A reencarnação é uma das mais importantes leis reveladas pelo espiritismo."

A doutrina espírita da reencarnação ensina que nossa vida actual neste mundo é repetição de outras existências vividas em outros corpos, ou seja, o estabelecimento de soluções em parcelas, de pendências comportamentais.

No "Evangelho Segundo o Espiritismo", pág. 67, Kardec afirma que a "reencarnação é a volta da alma à vida corpórea, mas em um outro corpo especialmente formado para ela e que nada tem de comum com o antigo."

De acordo com a exposição ora feita, observamos que a reencarnação foi concebida como doutrina ou lei do espiritismo, segundo as expressões utilizadas por dois de seus mais respeitados doutrinadores espíritas. Não tem qualquer base, apoio ou fundamento bíblico! 

 

No Cristianismo, aprendemos que a Ressurreição não é lei nem doutrina. É uma realidade que nos foi revelada e vivida pelo próprio Filho de Deus, Jesus Cristo.

O seu próprio túmulo está vazio, porque Deus não morre.

O texto bíblico mais antigo a que os espíritas se apegam para "provar" sua teoria reencarnacionalista está em Jó 1:20-21, que assim nos revela:

"Então se levantou Jó, rasgou o seu manto e rapou a cabeça. Depois, caindo prostrado por terra, disse: Nu saí do ventre da minha mãe e nu voltarei; o Senhor deu, o Senhor tirou; bendito seja o nome do Senhor."

Os doutrinadores espíritas, após esta leitura superficial da Bíblia, se apegam à expressão de Jó: "... e nu voltarei" para tentar provar que o próprio Jó acreditava na reencarnação: após a morte voltaria nu ao ventre de sua mãe, como nascera. Ora, esse argumento se auto-anula, quando nos reportamos á pág. 67 do "Evangelho Segundo o Espiritismo", já citado acima, e à própria questão 201 do "Livro dos Espíritos", de Kardec, que assim se expressa: "O espírito que animou o corpo de um homem poderá animar o de uma mulher numa nova existência, e vice-versa? - Sim, pois são os mesmos espíritos que animam os homens e as mulheres."

Entre os vários textos bíblicos a que os espíritas recorrem para tentar provar suas doutrinas sobre a reencarnação, está o diálogo havido entre Jesus e Nicodemus, registrado em João 3:1-21, que é freqüentemente usado entre eles, como prova de que Jesus, ao dizer a Nicodemus que lhe era necessário nascer de novo, estava pregando a reencarnação.

Os espíritas porém ignoram, que no texto original deste Evangelho de João, é utilizada a palavra grega anothen, traduzida como nascer de novo, mas que seu significado literal é nascer do alto, nascer de cima, nascer de Deus. Portanto, não se refere a um nascimento após um processo biológico, e sim através da operação do Espírito Santo de Deus no interior do homem. E isto nada tem a ver com a reencarnação.

Finalizando, se a doutrina da reencarnação fizesse parte dos ensinamentos de Jesus Cristo, certamente à pergunta de Nicodemus - "Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura voltar ao ventre materno e nascer uma segunda vez?" - Jesus teria respondido: "Isto é possível Nicodemus. Basta você reencarnar."

 Mas a resposta de Jesus foi: "Na verdade, na verdade te digo, quem não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no Reino de Deus."

 

Os doutrinadores espíritas com seus ensinamentos, tentam, a todo custo, demonstrar que pertencem ao Cristianismo como uma de suas denominações.

Daí a ânsia constante desses seguidores do budismo, onde o espiritismo é um dos seus segmentos, em recorrer à Palavra de Deus, que eles ignoram em suas doutrinas, para tentar um paralelo ou harmonia entre seus conceitos, o que nos deixa transparecer, claramente, suas grandes dúvidas ou hesitações naquilo que tanto pregam.

 

Caros amigos e visitantes deste blog:

Este, bem como outros post's aqui publicados, não pretente julgar, muito menos condenar os praticantes do espíritismo, pelos quais devemos ter compaixão, amor cristão e orar a fim de que possam ter revelação de Deus. 

O objecivo é única e simplesmente mostrar o que diz a doutrina espírita que se afirma cristã, mas que, á luz do Evangelho de Jesus Cristo se revela um novelo de mentiras sem fim... conduzindo alguns milhares à morte eterna. 

Esta é a minha humilde conclusão, mas a Salvação é individual. Deus nunca obrigou ninguém a aceitá-Lo e segui-lO.

Deu-nos a nós o direito de O escolher ou de O ignorar!

Se porém como cristã continuar a ser abordada por um espírita e sentir nele o espírito de afronta e de galhofa, irei, com amor e sabedoria, responder educadamente ou calar-me e não entrar no jogo da afronta, como também Jesus se calou diante de Pilatos ao ser por ele indagado sobre o que era a Verdade, que Ele tanto nos revelou nos Evangelhos.

Pois assim também Jesus nos ensinou:

"Não deis aos cães as coisas santas, nem atireis aos porcos as vossas pérolas, para que não aconteça que as pisem com os pés e, voltando-se contra vós, vos despedacem." (Mt 7:6)

Louvado seja o santo nome de Deus e do seu Filho Jesus, o que nos concedeu o Espírito Santo, presença constante em nossas vidas. Amém !

 

Autor: Aguinaldo José Duarte

Adaptação e conclusão: Maria Helena

 

Para meditar hoje: http://jesusevida.blogs.sapo.pt/51944.html