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Blog d'espiritismo _ A verdade

Não há, pois, como considerar Cristão, alguém que não crê no sacrifício que o Deus Vivo fez por nós. Desta forma, como filhos de Deus , devemos tomar cuidado com seitas que se dizem Cristãs, mas que são a mais pura deturpação da verdade.

Blog d'espiritismo _ A verdade

Não há, pois, como considerar Cristão, alguém que não crê no sacrifício que o Deus Vivo fez por nós. Desta forma, como filhos de Deus , devemos tomar cuidado com seitas que se dizem Cristãs, mas que são a mais pura deturpação da verdade.

COMO POSSO AMAR UM DEUS QUE PERMITE TANTO MAL?

Vós bem intentastes mal contra mim; porém Deus o intentou para bem, para fazer como se vê neste dia, para conservar muita gente com vida. - Gênesis 50:20

 

Porque verdadeiramente contra o teu santo Filho Jesus, que tu ungiste, se ajuntaram, não só Herodes, mas Pôncio Pilatos, com os gentios e os povos de Israel;
Para fazerem tudo o que a tua mão e o teu conselho tinham anteriormente determinado que se havia de fazer. - Atos 4:27-28

 

As coisas encobertas pertencem ao Senhor nosso Deus,  - Deuteronômio 29:29a

 

A coisa mais profunda que podemos dizer acerca do sofrimento e do mal é que, na pessoa de Jesus Cristo, Deus agiu e os transformou em bem.

A origem do mal está envolta em mistério. "Livre arbítrio" é apenas um dos nomes para o mistério, que não explica porque é que uma criatura perfeita decidiu pecar. Outro nome para o mistério é a "Soberania de Deus". Embora verdadeiros e bíblicos, estes termos deixam algumas perguntas sem resposta. A Bíblia não nos leva tão longe como gostaríamos. Em vez disso, diz: "As coisas encobertas pertencem ao Senhor nosso Deus," (Deuteronômio 29:29a).

O cerne da Bíblia e do cristianismo não é explicar a origem do mal, mas sim mostrar como Deus age e o transforma em algo totalmente oposto, ou seja, justiça eterna e alegria. Em toda a Escritura há indícios de que isso aconteceria por intermédio do Messias. José, o filho de Jacó, foi vendido como escravo aos egípcios. Durante dezassete anos, parecia que ele tinha sido abandonado. Mas Deus estava a agir e colocou-o como governador do Egipto, para que, durante um período de grande fome, pudesse salvar precisamente aqueles que o venderam. A história resume-se a uma interpretação de José aos seus irmãos: "Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem" (Génesis 50:20). Isto era um prenúncio de Jesus Cristo, rejeitado para nos salvar.

Consideremos a ascendência de Cristo. Houve um tempo em que Deus era o único Rei em Israel. Entretanto, o povo rebelou-se e pediu um rei humano: "Teremos um rei sobre nós" (1 Samuel 8:19). Depois confessaram: "A todos os nossos pecados acrescentámos o mal de pedir para nós um rei" (1 Samuel 12:19). Porém, Deus estava a agir. Da linhagem destes reis, Ele trouxe Cristo ao mundo. O Salvador sem pecado teve a sua origem no pecado, porque veio salvar pecadores.

Contudo, o mais surpreendente é que o mal  e o sofrimento eram o caminho a ser percorrido por Cristo de forma a vencer o próprio mal e o sofrimento. Cada acto de traição e brutalidade contra Jesus foi pecaminoso e malicioso. Deus, porém, estava presente no meio de tudo isto. A Bíblia diz: "(Jesus foi) entregue (para a morte) pelo determinado desígnio e presciência de Deus" (Atos 2:23). As chicotadas nas suas costas, os espinhos na sua cabeça, as cuspidelas e os ferimentos no seu rosto, os cravos nas suas mãos, a lança no seu lado, o desprezo dos líderes, a traição do seu amigo, o abandono dos seus discípulos _ tudo isso resultou do pecado, e tudo foi designado por Deus para destruir o poder do pecado. "Se ajuntaram... Herodes e Pôncio Pilatos, com gentios e gente de Israel, para fazerem tudo o que a tua mão e o teu propósito predeterminaram" (Atos 4:27-28).

Não há pecado maior do que odiar e matar o Filho de Deus. Não houve sofrimento e inocência maiores do que o sofrimento e a inocência de Cristo. Ainda assim, Deus estava presente. "Ao SENHOR agradou moê-lo" (Isaías 53:10). O seu alvo era destruir o mal e o sofrimento através do próprio  mal e sofrimento. "Pelas suas pisaduras fomos sarados" (Isaías 53:5). Por meio do sofrimento de Jesus Cristo, Deus deseja mostrar ao mundo que não há pecado nem mal tão grandes que, em Cristo, Deus não possa transformar em justiça e alegria eternas. O próprio sofrimento que causámos tornou-se a esperança da nossa salvação. "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem" (Lucas 23:34).