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Blog d'espiritismo _ A verdade

Não há, pois, como considerar Cristão, alguém que não crê no sacrifício que o Deus Vivo fez por nós. Desta forma, como filhos de Deus , devemos tomar cuidado com seitas que se dizem Cristãs, mas que são a mais pura deturpação da verdade.

Blog d'espiritismo _ A verdade

Não há, pois, como considerar Cristão, alguém que não crê no sacrifício que o Deus Vivo fez por nós. Desta forma, como filhos de Deus , devemos tomar cuidado com seitas que se dizem Cristãs, mas que são a mais pura deturpação da verdade.

O lago de fogo é o destino final tanto do diabo quanto dos descrentes.

"Mas, quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos que se prostituem, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte." (Apocalipse 21:8)

 

O lago de fogo é o destino final tanto do diabo quanto dos descrentes. Já vimos que a frase “atormentados dia e noite, para todo o sempre” se refere a uma punição sem fim para o ímpio. A mesma expressão “para todo o sempre” é usada para descrever o reinado do povo de Deus, que nunca terá fim:

 

"E ali não haverá mais noite, e não necessitarão de lâmpada nem de luz do sol, porque o Senhor Deus os ilumina; e reinarão para todo o sempre." (Apocalipse 22:5).

 

A ideia também é apoiada por Apocalipse 22:14, onde lemos que os remidos por Cristo (isto é “os que lavam as vestes”) vivem na nova criação, enquanto “de fora ficam os cães, os que praticam feitiçaria, os que cometem moralidades sexuais, os assassinos, os idólatras e todos os que amam e praticam a mentira” (v. 15). Essa passagem retrata uma separação contínua entre os que crêem e vivem na presença de Deus na nova criação.

 

Sendo assim, porque é que o lago de fogo é chamado de segunda morte se a sua punição é contínua?

 

Isso não aponta para uma aniquilação final em vez do tormento contínuo para o ímpio? Ainda que a palavra morte em si possa sugerir o fim, ela é muitas vezes usada por todo o Novo Testamento num sentido mais metafórico (não literal). Os autores do Novo Testamento, por exemplo, costumam referir‐se ao que não crêem como “mortos” (referindo‐se ao seu estado espiritual), muito embora estejam vivos fisicamente (Lucas 15:24,32; Efésios 2:1,12; Colossenses 2:13).

Já vimos também que as expressões “para todo o sempre” “atormentados dia e noite” (Apocalipse 14:10‐11; 20:10) apontam para algo que não tem fim à vista. Portanto, parece-me melhor entender a palavra morte não em termos de aniquilação, mas como uma descrição daqueles que serão separados de Deus para sempre num estado contínuo de punição.

Isso mesmo. Um estado…Contínuo…De punição. Para todo aquele que não ama a Jesus e não Lhe entregou a sua vida. Para todo aquele que rejeitou a salvação ganha por Ele na cruz do Calvário.

O que faz o meu coração doer neste exacto momento em que escrevo, é que a minha vida mostra poucas evidências de que eu creio totalmente nisso. Todas as vezes que o meu pensamento viaja na direcção do futuro dos descrentes, rapidamente o coloco de lado para que não me estrague o dia. Entretanto, existe aqui uma realidade que não posso ignorar. No mesmo instante em que as conversas das pessoas sentadas ao meu redor enchem os meus ouvidos, a verdade das Escrituras penetra no meu coração com declarações sérias sobre o destino daquelas pessoas. Podemos falar sobre o destino de alguma pessoa hipotética, mas, quando levanto os meus olhos e vejo o sorriso delas, preciso perguntar a mim mesmo se realmente creio no que estou a escrever. O inferno é uma realidade. E eu? Acredito mesmo nisso?

 

Gostaria de pensar, como alguns já sugeriram, que na Bíblia, de facto, não há muita coisa sobre o inferno. Seria bom olhar nos olhos dos meus amigos quando eles me fizessem aquela pergunta que todos nó tememos _ “tu achas que eu vou para o inferno?”_ e responder: “não! Esse lugar não existe! Jesus ama‐te e quer curar a tua dor e transformar as tuas tristezas em alegria!” Estas palavras mentirosas e mortais, travestidas de piedosas, seriam muito mais agradáveis aos ouvidos dos meus amigos…Mas, os autores do Novo Testamento não tinham a mesma reacção alérgica ao inferno que eu tenho. Talvez eles tenham tido uma visão de Deus muito mais ampla do que a minha. Uma visão que aceita Deus e a Sua Palavra e não tenta fazê‐los encaixar‐se nos nossos próprios padrões morais e no nosso sentimentalismo humanista.

Uma visão clara que acredita no que Deus diz, mesmo quando o que Ele diz não faz muito sentido para nós.

 

Do livro:

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