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Blog d'espiritismo _ A verdade

Não há, pois, como considerar Cristão, alguém que não crê no sacrifício que o Deus Vivo fez por nós. Desta forma, como filhos de Deus , devemos tomar cuidado com seitas que se dizem Cristãs, mas que são a mais pura deturpação da verdade.

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Não há, pois, como considerar Cristão, alguém que não crê no sacrifício que o Deus Vivo fez por nós. Desta forma, como filhos de Deus , devemos tomar cuidado com seitas que se dizem Cristãs, mas que são a mais pura deturpação da verdade.

Voltemos a Paulo e à Sua Concepção do Inferno

Voltemos a Paulo.

Como foi mencionado, Paulo nunca escreveu sobre o inferno com detalhes. Contudo, existe uma passagem na qual ele chega pertíssimo, um trecho que brilha de paixão e urgência sobre a segunda vinda de Cristo e a ira que a sucederá:

 

"Se de fato é justo diante de Deus que dê em paga tribulação aos que vos atribulam, e a vós, que sois atribulados, descanso connosco, quando se manifestar o Senhor Jesus desde o céu com os anjos do seu poder, com labareda de fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo; os quais, por castigo, padecerão eterna perdição, longe da face do Senhor e da glória do seu poder," 2 Tessalonicenses 1:6-9

 

Existem várias coisas dignas de nota neste texto.

Primeiro, a ira de Jesus mostrada aqui é retributiva, não correctiva. Em outras palavras, a ira não tem o propósito de corrigir o comportamento daqueles que se opõem a Cristo para os tornar aptos para a salvação. Em vez disso, a ira é um acto de _ ouso dizer _ vingança.

De facto, essa é exactamente a palavra que Paulo usa. Cristo “infligirá vingança àqueles que não conhecem Deus”e não “obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus

Segundo, à luz dessa última frase, Paulo não tem em vista um grupo selecto de pessoas.

Aqueles que não conhecem Deus ou que não obedecem ao evangelho inclui todos os que não seguem a Jesus. Por mais inocentes que as pessoas possam parecer, Paulo diz que, se elas não conhecerem Deus e não obedecerem ao evangelho, então, enfrentarão a ira de Deus quando Jesus voltar.

Enquanto leio esses versículos, fico surpreso ao perceber como sou alérgico a repetir as mesmas palavras que Paulo escreveu. Aflição, vingança, punição, destruição para todos os que não seguem Jesus. Não estou certo de um dia já ter usado a palavra vingança para descrever o destino dos que não crêem.

No meu desejo de me distanciar dos cristãos sádicos que se deleitam com a ideia de ira e punição, posso ter passado do limite. Recusar‐se a pregar uma passagem das Escrituras é tão errado quanto abusar dela.

De facto, creio que é hora de alguns de nós pararmos de pedir desculpas por Deus e começar a pedir desculpas a Deus por nos envergonharmos da maneira como Ele escolheu  revelar a Si mesmo.

 

Do livro:

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